O documentário “O Dilema de Darwin” examinará o que muitas pessoas consideram como sendo a mais poderosa refutação da evolução darwiniana — o registro fóssil do Cambriano. Charles Darwin mesmo concluiu no Origem das Espécies que a evidência do registro fóssil não apoiava sua teoria de desenvolvimento evolutivo gradual por etapas. Darwin disse ser isso um argumento poderoso que desmoronaria sua teoria, mas ele tinha esperança de que as futuras gerações de cientistas fariam as descobertas necessárias para validar suas ideias no contexto de justificação teórica.
Hoje, após mais de 150 anos de exploração fóssil, evidência de mudança biológica lenta e gradual ainda está por ser escavada. Em vez disso, nós encontramos um quadro de mudança rápida de organismos complexos plenamente desenvolvidos durante o início da era geológica do Cambriano. Organismos que incorporam quase todos os principais planos corporais de animais que existem hoje. Esta explosão de vida surpreendente é melhor explicada por design inteligente.
Por que sou ‘pós-darwinista’? Porque já fui evolucionista de carteirinha. Hoje, sou cético da teoria macroevolutiva como verdade científica. Contudo, meu ceticismo ao ‘dogma central’ darwinista não é baseado em relatos da criação de textos sagrados. Foi a séria e conflituosa consideração do debate que ocorre intramuros e nas publicações científicas há muitos anos sobre a insuficiência epistêmica da teoria geral da evolução. Eu fui ateu marxista-leninista. Hoje, não tenho mais fé cega no ateísmo. Não creio mais na interpretação literal dos dogmas de Darwin aceitos ‘a priori’ e defendidos ideologicamente com unhas e dentes pela Nomenklatura científica. A Ciência me deu esta convicção. Aprendi na universidade: quando uma teoria científica não é apoiada pelas evidências, ela deve ser revista ou simplesmente descartada. Sou pós-darwinista me antecipando à iminente e eminente ruptura paradigmática em biologia evolutiva. Chegou a hora de dizer adeus a Darwin. Mestre em História da Ciência – PUC-SP. CV Plataforma Lattes: http://lattes.cnpq.br/6602620537249723