Cientistas da Universidade de São Paulo (USP) e da Universidade Paris-Diderot, da França, pesquisarão contra uma evidência a favor da evolução!

quinta-feira, junho 13, 2013


13/06/2013

Por Karina Toledo

Agência FAPESP – Cientistas da Universidade de São Paulo (USP) e da Universidade Paris-Diderot, da França, criaram o Consórcio Internacional em Hematologia (International Network in Hematology) com o objetivo de promover a colaboração em pesquisas voltadas a melhorar o diagnóstico e o tratamento da anemia falciforme e outras doenças do sangue.

De acordo com Belinda Simões, professora da Faculdade de Medicina de Ribeirão Preto (FMRP-USP) e uma das coordenadoras do grupo, a intenção é promover o intercâmbio de pesquisadores e estudantes das instituições, além de facilitar a obtenção de verba das agências de fomento para pesquisas em conjunto.

“A anemia falciforme é a doença hereditária mais prevalente no Brasil e estima-se que existam mais de 50 mil afetados. É uma questão de saúde pública no país e, por isso, vamos nos centrar nesse tema inicialmente. O consórcio também trabalhará com falências medulares, como é o caso da anemia aplástica, e doenças autoimunes, como diabetes e esclerodermia”, contou Simões, pesquisadora do Centro de Terapia Celular (CTC) – um dos Centros de Pesquisa, Inovação e Difusão (CEPIDs) da FAPESP.

Mais comum em populações afrodescendentes, a anemia falciforme é causada por uma alteração genética na hemoglobina, proteína que dá a coloração avermelhada ao sangue e ajuda no transporte do oxigênio pelo sistema circulatório.


Durante simpósio que oficializou parceria entre a Universidade de São Paulo e a Paris-Diderot, pesquisadores defendem a inclusão do transplante de células-tronco hematopoiéticas no SUS (foto: NHS)

Essa alteração faz com que as hemácias – glóbulos vermelhos do sangue – assumam a forma de foice ou meia-lua depois que o oxigênio é liberado. As células deformadas se tornam rígidas e propensas a se polimerizar, ou seja, a formar grupos que aderem ao endotélio e dificultam a circulação sanguínea.

Além de inflamação constante, esse processo vaso-oclusivo pode causar necrose em vários tecidos e crises de dor intensa. É comum o aparecimento de úlceras nas pernas, descolamento de retina, priapismo (ereções prolongadas e dolorosas), acidente vascular cerebral, infartos, insuficiência renal e pulmonar. A doença também compromete os ossos, as articulações e tende a se agravar com o passar dos anos, reduzindo em cerca de 25 a 30 anos a expectativa de vida.

“Estamos tentando identificar centros de excelência em todo o mundo para estabelecer protocolos comuns de pesquisa e, com base nos resultados, criar diretrizes para a doença. O CTC de Ribeirão Preto é um desses centros. Estamos oficializando uma parceria que já vem de longo tempo”, afirmou Eliane Gluckman, professora de Medicina na Universidade Paris-Diderot e responsável pelo primeiro transplante de células-tronco de sangue de cordão umbilical do mundo.

O objetivo da colaboração, segundo Gluckman, é não só buscar bons métodos para diagnóstico e tratamento da anemia falciforme como adaptá-los para países em desenvolvimento. “A maioria dos pacientes está na África ou na Índia e não tem acesso a cuidados básicos. Mas isso não será fácil, pois nem em nossos países [França e Brasil] estamos diagnosticando e tratando da forma mais adequada”, afirmou.

Segundo Gluckman, o único tratamento capaz de curar a anemia falciforme é o transplante de células-tronco hematopoiéticas, que podem ser obtidas da medula óssea de um doador compatível ou de bancos públicos de sangue do cordão umbilical.

“No Brasil, esse procedimento ainda não é reconhecido. Nos Estados Unidos, por exemplo, foram transplantados pouco mais de 600 pacientes, quando a estimativa é de que aproximadamente 100 mil tenham indicação para o tratamento. Na Europa, também são pouco mais de 600 transplantados”, afirmou Gluckman.

Panorama brasileiro

De acordo com Simões, 21 portadores de anemia falciforme já foram submetidos ao transplante de células-tronco hematopoiéticas no Brasil – 14 deles no CTC. “Desses, apenas três morreram (apenas uma em Ribeirão Preto) e não por causa do transplante, mas por complicações de saúde causadas pela doença em estágio avançado”, afirmou.

Mas o procedimento ainda é considerado experimental pelo Ministério da Saúde e, portanto, não é ressarcido pelo Sistema Único de Saúde (SUS). “Aguardamos há muito tempo a revisão dessa portaria. Eles argumentam que ainda não há evidências científicas suficientes para aprovar o tratamento, mas já há mais de 1.200 transplantados no mundo e o índice de sobrevida é de 94%. Os pacientes ficam completamente curados. Nem leucemia nem nenhuma outra doença em que há indicação para esse tipo de procedimento tem índice de sucesso tão alto”, disse Simões.

A pesquisadora acredita que a aprovação do transplante para tratar anemia falciforme seria uma opção mais barata para a rede pública do que o tratamento das complicações da doença ao longo de toda a vida dos pacientes. Segundo Simões, uma das metas do consórcio será justamente fazer essa comparação de custos.

“No caso dos pacientes em regime de exsanguineotransfusão (troca lenta e sucessiva de pequenas frações de sangue), por exemplo, um mês e meio de tratamento já cobre o custo do transplante. Temos o caso de um paciente de 38 anos que a cada 15 dias fazia esse procedimento, não trabalhava e não pagava impostos. Depois do transplante, ele conseguiu estudar e hoje tem um emprego e não custa mais nada para o governo”, exemplificou a médica.

Além disso, acrescentou Simões, apenas 20% dos portadores de anemia falciforme têm indicação para transplante de acordo com o protocolo usado nas pesquisas brasileiras, que exige, entre outras coisas, que o doador seja um irmão compatível. “Só com esse pré-requisito o número de pacientes elegíveis cai muito. Há países que aceitam que a mãe seja doadora ou usam sangue de cordão umbilical. Mas, como no Brasil há esse problema de verba, preferimos começar apenas com irmãos e depois expandir”, disse.

Procurado pela reportagem, o Ministério da Saúde informou que “a indicação do transplante de medula óssea alogênico foi incluída na discussão da atualização do regulamento técnico de transplantes do país, com previsão de publicação no segundo semestre deste ano”.

Acordo

Os 11 pesquisadores que integrarão o Consórcio Internacional em Hematologia estiveram reunidos nos dias 9 e 10 de maio, durante o Simpósio em Hematologia e Imunologia USP-Paris-Diderot. O evento foi realizado no âmbito de um acordo de colaboração científica entre a USP e a Universidade Paris-Diderot assinado no mês de maio, que abrangerá também outras áreas da ciência. 

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NOTA DESTE BLOGGER:

Examine quaisquer livros didáticos de Biologia do Ensino Médio recomendados pelo MEC/SEMTEC e lá os autores apresentam a ANEMIA FALCIFORME (ou Siclemia) como uma das evidências a favor do fato, Fato, FATO da evolução, pois confere resistência a um tipo de malária, o que permite a sua perpetuação nesta população.

Agora os cientistas da USP e da 
Universidade Paris-Diderot, da França, criaram o Consórcio Internacional em Hematologia (International Network in Hematology) com o objetivo de promover a colaboração em pesquisas voltadas a melhorar o diagnóstico e o tratamento da anemia falciforme e outras doenças do sangue. QED: vão impedir que UMA EVIDÊNCIA A FAVOR DA EVOLUÇÃO tenha livre curso em  certas populações humanas.

Senhores, se nada em biologia faz sentido à luz da evolução, sejamos teoricamente fiéis a Darwin, e não interfiramos no processo cego e aleatório da evolução!!!

Informação biológica - Novas perspectivas - Baixe os artigos do Simpósio realizado na Universidade Cornell em 2011

segunda-feira, junho 10, 2013

Biological Information - New Perspectives

Proceedings of the Symposium

Cornell University, USA, 31 May – 3 June 2011

edited by: Robert J Marks II (Baylor University, USA) edited by: Michael J Behe (Lehigh University, USA) edited by: William A Dembski (Discovery Institute, USA) edited by: Bruce L Gordon (Houston Baptist University, USA) edited by: John C Sanford (Cornell University, USA)

Energia, genes e evolução: introdução para uma síntese evolucionária (Darwin 3.0)

Energy, genes and evolution: introduction to an evolutionary synthesis


Author Affiliations

1Department of Genetics, Evolution and Environment, University College London, London, UK

2Institute of Molecular Evolution, Heinrich-Heine-Universität, Düsseldorf, Germany

3Division of Plant Science, University of Dundee at the James Hutton Institute, Dundee, UK

4School of Biological and Chemical Sciences, Queen Mary University of London, London, UK


Abstract

Life is the harnessing of chemical energy in such a way that the energy-harnessing device makes a copy of itself. No energy, no evolution. The ‘modern synthesis’ of the past century explained evolution in terms of genes, but this is only part of the story. While the mechanisms of natural selection are correct, and increasingly well understood, they do little to explain the actual trajectories taken by life on Earth. From a cosmic perspective—what is the probability of life elsewhere in the Universe, and what are its probable traits?—a gene-based view of evolution says almost nothing. Irresistible geological and environmental changes affected eukaryotes and prokaryotes in very different ways, ones that do not relate to specific genes or niches. Questions such as the early emergence of life, the morphological and genomic constraints on prokaryotes, the singular origin of eukaryotes, and the unique and perplexing traits shared by all eukaryotes but not found in any prokaryote, are instead illuminated by bioenergetics. If nothing in biology makes sense except in the light of evolution, nothing in evolution makes sense except in the light of energetics. This Special Issue of Philosophical Transactions examines the interplay between energy transduction and genome function in the major transitions of evolution, with implications ranging from planetary habitability to human health. We hope that these papers will contribute to a new evolutionary synthesis of energetics and genetics.

energy flow genomes mitochondria origin of life

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Demissão de professor expõe limite entre ensino e doutrina religiosa

quinta-feira, junho 06, 2013

JC e-mail 4740, de 05 de Junho de 2013.
 

Reportagem do Portal Terra sobre professor de história que foi demitido, segundo ele, por se recusar a abordar conteúdos religiosos nas aulas


A demissão de um professor de história do colégio particular La Salle Pão dos Pobres, em Porto Alegre (RS), ocorrida no dia 17 de maio, provocou protesto dos alunos contra a direção e trouxe à tona dúvidas sobre até que ponto a doutrina religiosa de escolas confessionais (ligadas a uma crença religiosa) pode influenciar o currículo e a rotina da comunidade escolar.

Há quase cinco anos como professor de história na escola confessional de linha cristã, Giovanni Biazzetto foi demitido, segundo sua versão, sem ter recebido uma "explicação plausível". O professor alega que houve "perseguição religiosa" por parte do novo diretor, o irmão Olir Facchinello - que está no comando da instituição desde janeiro deste ano). O docente conta que, durante as reflexões diárias com que as turmas iniciam a aula, foi exigido que ele abordasse conteúdos de cunho religioso, tarefa que recusava.

"Em nenhum momento me disseram que eu deveria dar uma aula com doutrina religiosa. Agora imagina que coerção é para um professor que não tem aquela crença escutar o diretor dizer: 'todos vocês têm que falar sobre os dons do Espírito Santo em sala de aula'", comenta Biazetto. O professor também se defende dizendo que nunca recebeu nenhuma advertência anteriormente. "Minhas aulas sempre foram estruturadas no debate, na leitura e na escrita. Isso sem contar os projetos educacionais que criamos no colégio e que estão em andamento desde 2010", diz.

Conforme informações divulgadas em nota pela assessoria de comunicação da rede La Salle Porto Alegre, o professor foi demitido devido a "uma questão técnico-pedagógica". A assessoria não atendeu a solicitação da reportagem para entrevistar a direção da escola ou da rede e não comentou as afirmações do professor demitido.

Ao lado de Biazetto, estão dezenas de alunos e seus pais que protestaram em frente à escola contra a demissão. De acordo com uma mãe que não quis se identificar, o grupo teria recebido ameaças por parte da escola de perder bolsas, por isso, os pais dos alunos envolvidos denunciaram a escola no Conselho Tutelar, que está apurando o caso. Atualmente, o La Salle Pão dos Pobres conta com cerca de 430 alunos, sendo que 70% deles possui bolsa integral e 25% bolsa parcial.

Ensino religioso é facultativo, mas proselitismo é vedado
A postura do novo diretor também é alvo de críticas da professora de filosofia do colégio, Gabriela Bercht, que resolveu pedir demissão depois do ocorrido com o colega. "A escola foi se tornando um lugar mais conservador em todos os sentidos. Nossa autonomia como professor vinha sendo limitada, o que torna nosso trabalho quase impossível".

Biazzetto conta ainda que, um dia antes de sua demissão, o presidente da mantenedora, irmão Jardelino Menegat, fez um discurso para o grupo de educadores da escola que gerou preocupação no corpo docente. "Ele disse: 'quem não é cristão não serve para a nossa instituição'. Isso comprova que a escola não está apenas seguindo uma identidade cristã. No plano pastoral do La Salle, diz que é preciso zelar pelos valores e pelos princípios, mas nunca impor para alguém uma doutrina. Tanto é que na rede não existe catequese. E o irmão tenta impor esta questão religiosa", conta o professor demitido.

De acordo com a Lei de Diretrizes e Base da Educação Nacional (LDB) do Ministério da Educação (MEC), as escolas possuem autonomia quanto à metodologia de ensino adotada, mas devem contemplar conteúdos obrigatórios. A educação religiosa, conforme o artigo 33 da LDB, é facultativa. No caso da escola oferecer a disciplina, seja ela privada ou pública, deve ser assegurado o respeito à diversidade e fica vedada qualquer forma de proselitismo religioso, ou seja, nenhuma doutrina pode ser imposta aos alunos.

A diferença para as escolas privadas confessionais é, segundo o Sindicato dos Estabelecimentos de Ensino Privado no Estado do Rio Grande do Sul (Sinepe-RS), que elas têm autonomia para dar mais ênfase à sua religião no projeto pedagógico.

Segundo a assessora educacional da rede em Porto Alegre, Rosemari Fackin, o ensino religioso nas instituições lassalistas segue os parâmetros nacionais da lei e trabalha valores da doutrina sem cunho catequético. "Não temos a ideia de catequisar os alunos. Fazemos reflexões diárias, o que não quer dizer que seja uma reza ou algo doutrinário. Tanto que temos crianças de outras religiões e que assistem à aula de ensino religioso. E se o pais não quiserem, o aluno pode sair da sala", explica.

Evolucionismo X Criacionismo

A coordenadora do programa de pós-graduação em educação da Universidade Metodista de São Paulo, Roseli Fischmann, afirma que, nas escolas confessionais, os pais devem conhecer previamente qual o tipo de abordagem educacional da instituição. Contudo, deve ser assegurado o ensino dos conteúdos obrigatórios, mesmo aqueles que, como o evolucionismo de Darwin, vão contra ao que ensina a doutrina do colégio.

"Não se pode interferir no conteúdo como se ele fosse algo que muda de escola para escola. Dentro destas três categorias, pública, particular privada e a particular comunitária confessional, as instituições devem oferecer conhecimento científico acumulado pela humanidade", explica. Roseli reforça que "os professores não podem ser obrigados a ensinar algo que não está correto do ponto de vista pedagógico e da legislação ou que vá ferir a consciência deles enquanto profissionais".

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NOTA DESTE BLOGGER:

A Dra. Roseli Fischmann está corretíssima, mas o que deveria ocorrer em todas as salas de ciência nas escolas públicas e privadas brasileiras é informar aos alunos que
o conhecimento científico acumulado pela humanidade demonstra a falência heurística da teoria da evolução de Darwin através da seleção natural e n mecanismos evolucionários de A a Z no contexto de justificação teórica, e que uma nova teoria geral da evolução está sendo elaborada na surdina - a SÍNTESE EVOLUTIVA AMPLIADA ou ESTENDIDA, que somente será anunciada em 2020. Todavia, isso não está sendo ensinado nas escolas. 

O nome disso, Dra. Fischmann, é 171 epistêmico, e a Sra. e o MEC sabem disso!!!

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De acordo com a assessora educacional da rede em Porto Alegre, a contratação dos professores independe de crença, e as escolas lassalistas contemplam os conteúdos obrigatórios. "Por exemplo, eu posso ser cristã e, no entanto, acreditar na evolução de Darwin. Existem as duas teorias, e elas precisam ser explicadas e podem ser debatidas em uma aula de ciências", diz Rosemari.

(Portal Terra)

Ser evolucionista - Masatoshi Nei e o núcleo duro da evolução

segunda-feira, junho 03, 2013

Ser evolucionista - Masatoshi Nei e o núcleo duro da evolução

Você acha que o mundo surgiu espontaneamente? Ninguém concordaria com isso, nem mesmo um evolucionista. Mas isso, na verdade, é o que os evolucionistas acreditam. Na verdade, eles dizem que isso é um fato. Um fato tanto quanto a gravidade ou a Terra ser redonda. Não deve haver nenhum design, não há causas finais, nem teleologia. O mundo deve ter surgido por si mesmo — espontaneamente. E não, a seleção natural não muda isso. Não existe uma varinha de condão ou um feedback loop que faça o processo evolucionário hipotetizado não ser um processo espontâneo. E de qualquer maneira, a seleção natural finalmente está encontrando o seu fim há muito aguardado, e confirmando ainda mais o que é ser evolucionista.

Eis um teste. Quando eu lhe disser uma palavra, você me diz a primeira coisa que lhe vem à mente. Eis a palavra: Evolução. Resposta: Seleção natural, certo? Se o seu professor de biologia pudesse usar somente uma ideia para descrever a evolução, provavelmente teria sido seleção natural. Ela era praticamente sinônima com a evolução.

Mas isso era ontem, e agora é assim.

O conceito de seleção natural sempre teve problemas e em anos recentes eles ficaram cada vez mais fortes. Tão fortes que os evolucionistas, um por um, estão admitindo aos poucos que a seleção natural não poderia ser a fonte importante, primária que era defendida por muito tempo como sendo assim.

Considere, por exemplo, o novo livro de Masatoshi Nei, Mutation-Driven Evolution [Evolução guiada por mutação]. O termo “guiada por mutação” quer dizer que as mutações não somente são tidas como fornecendo as matérias brutas para a mudança evolucionária, mas que elas também são tidas como causando a mudança evolucionária sem a ajuda da venerável seleção natural.

Você pode estar reclamando agora se você se lembrar todas as vezes que lhe disseram que o neodarwinismo — evolução por meio de mutação aleatória e seleção natural — era um fato. Se os evolucionistas tais como Nei estão agora descartando tão facilmente o antes alardeado “fato”, então por que nós devemos crer a nova versão deles? Particularmente quando a nova versão é ainda mais improvável do que a antiga versão, se isso fosse possível.

Mas, cuidado. Os evolucionistas nunca quiseram afirmar que o neodarwinismo era um fato. Eu sei que isso foi o que eles disseram, e bem energicamente. Mas eles disseram isso somente por que o neodarwinismo era a atual versão da teoria evolucionária. O que eles quiseram realmente dizer era que a evolução, amplamente construída, é um fato. O neodarwinismo, como todas as hipóteses particulares da evolução, era sempre descartável.

As hipóteses da evolução podem ser atiradas debaixo do ônibus a qualquer hora. O que não pode ser questionado é a evolução amplamente construída, ou como Ernst Mayr costumava dizer, a evolução por si mesma. E o que é evolução por si mesma? Que as espécies surgiram de acordo com os eventos aleatórios e lei naturaln— acaso e necessidade. A biologia não tem mão que dirija, não tem nenhum design ou causas finais. Deve ter surgido espontaneamente. Isso, como Lakatos afirmaria, é o núcleo duro da evolução.

E isso é que é ser um evolucionista.

Postado por Cornelius Hunter Sábado, 1 de junho de 2013.

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NOTA CAUSTICANTE DESTE BLOGGER:


Queria ver a cara de alguns cientistas da Nomenklatura científica tupiniquim e da Galera dos meninos e meninas de Darwin - a cada dia que passa é mais um prego no caixão da teoria da evolução de Darwin através da seleção natural e n mecanismos evolucionários de A a Z e em todos os multiversos (se existirem...).

Pano rápido, pois em ciência tem coisas mais interessantes do que contos da carochinha ou mitos de criação secularistas...

Evolução guiada por mutação - mais um prego no caixão da teoria da evolução de Darwin???

Mutation-Driven Evolution

by Masatoshi Nei

The purpose of this book is to present a new mechanistic theory of mutation-driven evolution based on recent advances in genomics and evolutionary developmental biology. The theory asserts, perhaps somewhat controversially, that the driving force behind evolution is mutation, with natural selection being of only secondary importance. The word 'mutation' is used to describe any kind of change in DNA such as nucleotide substitution, gene duplication/deletion, chromosomal change, and genome duplication. A brief history of the principal evolutionary theories (Darwinism, mutationism, neo-Darwinism, and neo-mutationism) that preceded the theory of mutation-driven evolution is also presented in the context of the last 150 years of research. However, the core of the book is concerned with recent studies of genomics and the molecular basis of phenotypic evolution, and their relevance to mutation-driven evolution. In contrast to neo-Darwinism, mutation-driven evolution is capable of explaining real examples of evolution such as the evolution of olfactory receptors, sex-determination in animals, and the general scheme of hybrid sterility. In this sense the theory proposed is more realistic than its predecessors, and gives a more logical explanation of various evolutionary events.

Editorial Reviews

About the Author

Masatoshi Nei is a molecular evolutionary geneticist and has developed many statistical methods that are widely used for evolutionary studies at present. He has also studied human evolution and evolution of multigene families, immune systems genes, sensory receptor genes, etc. Masatoshi Nei is currently Evan Pugh Professor of Biology at the Pennsylvania State University and is a member of the National Academy of Sciences. He received numerous Awards including the International Prize for Biology from Japan and the Thomas Morgan Medal from the Genetics Society of America. Nei is a co-founder of the journal Molecular Biology and Evolution and served as President of the Society for the Study of Molecular Biology and Evolution and American Genetic Association.

Mutation-Driven Evolution is suitable for graduate level students as well as professional researchers (both empiricists and theoreticians) in the fields of molecular evolution and population genetics. It assumes that the readers are acquainted with basic knowledge of genetics and molecular biology.

Source: Amazon Books

Evidência da deposição de 10 milhões de toneladas de impacto de esférulas em quatro continentes há 12.800 anos atrás

sexta-feira, maio 31, 2013

Evidence for deposition of 10 million tonnes of impact spherules across four continents 12,800 y ago

James H. Wittkea, James C. Weaverb, Ted E. Buncha,1, James P. Kennettc, Douglas J. Kennettd, Andrew M. T. Mooree, Gordon C. Hillmanf, Kenneth B. Tankersleyg, Albert C. Goodyearh, Christopher R. Moorei, I. Randolph Daniel, Jr.j, Jack H. Rayk, Neal H. Lopinotk, David Ferrarol, Isabel Israde-Alcántaram, James L. Bischoffn, Paul S. DeCarlio, Robert E. Hermesp,2, Johan B. Kloostermanq,2, Zsolt Revayr, George A. Howards, David R. Kimbelt, Gunther Kletetschkau, Ladislav Nabeleku,v, Carl P. Lipow, Sachiko Sakaiw, Allen Westx, and Richard B. Firestoney
Author Affiliations

Edited* by Steven M. Stanley, University of Hawaii, Honolulu, HI, and approved April 9, 2013 (received for review January 28, 2013)

Significance

We present detailed geochemical and morphological analyses of nearly 700 spherules from 18 sites in support of a major cosmic impact at the onset of the Younger Dryas episode (12.8 ka). The impact distributed ∼10 million tonnes of melted spherules over 50 million square kilometers on four continents. Origins of the spherules by volcanism, anthropogenesis, authigenesis, lightning, and meteoritic ablation are rejected on geochemical and morphological grounds. The spherules closely resemble known impact materials derived from surficial sediments melted at temperatures >2,200 °C. The spherules correlate with abundances of associated melt-glass, nanodiamonds, carbon spherules, aciniform carbon, charcoal, and iridium.

Abstract

Airbursts/impacts by a fragmented comet or asteroid have been proposed at the Younger Dryas onset (12.80 ± 0.15 ka) based on identification of an assemblage of impact-related proxies, including microspherules, nanodiamonds, and iridium. Distributed across four continents at the Younger Dryas boundary (YDB), spherule peaks have been independently confirmed in eight studies, but unconfirmed in two others, resulting in continued dispute about their occurrence, distribution, and origin. To further address this dispute and better identify YDB spherules, we present results from one of the largest spherule investigations ever undertaken regarding spherule geochemistry, morphologies, origins, and processes of formation. We investigated 18 sites across North America, Europe, and the Middle East, performing nearly 700 analyses on spherules using energy dispersive X-ray spectroscopy for geochemical analyses and scanning electron microscopy for surface microstructural characterization. Twelve locations rank among the world’s premier end-Pleistocene archaeological sites, where the YDB marks a hiatus in human occupation or major changes in site use. Our results are consistent with melting of sediments to temperatures >2,200 °C by the thermal radiation and air shocks produced by passage of an extraterrestrial object through the atmosphere; they are inconsistent with volcanic, cosmic, anthropogenic, lightning, or authigenic sources. We also produced spherules from wood in the laboratory at >1,730 °C, indicating that impact-related incineration of biomass may have contributed to spherule production. At 12.8 ka, an estimated 10 million tonnes of spherules were distributed across ∼50 million square kilometers, similar to well-known impact strewnfields and consistent with a major cosmic impact event.

Clovis–Folsom lechatelierite tektite wildfires
Footnotes

1To whom correspondence should be addressed. E-mail: tbear1@cableone.net.
2Retired.

Author contributions: J.H.W., J.C.W., T.E.B., J.P.K., D.J.K., A.M.T.M., G.C.H., K.B.T., A.C.G., D.F., I.I.-A., R.E.H., J.B.K., Z.R., D.R.K., G.K., C.P.L., S.S., A.W., and R.B.F. designed research; J.H.W., J.C.W., T.E.B., J.P.K., D.J.K., A.M.T.M., G.C.H., K.B.T., A.C.G., C.R.M., I.R.D., J.H.R., N.H.L., D.F., I.I.-A., J.L.B., P.S.D., R.E.H., J.B.K., Z.R., G.A.H., D.R.K., G.K., L.N., C.P.L., S.S., A.W., and R.B.F. performed research; J.H.W., J.C.W., T.E.B., J.P.K., D.J.K., A.M.T.M., K.B.T., A.C.G., D.F., I.I.-A., P.S.D., R.E.H., J.B.K., Z.R., G.K., L.N., C.P.L., S.S., A.W., and R.B.F. analyzed data; and J.H.W., J.C.W., T.E.B., J.P.K., D.J.K., A.M.T.M., K.B.T., A.C.G., C.R.M., I.R.D., J.H.R., N.H.L., D.F., I.I.-A., J.L.B., P.S.D., R.E.H., J.B.K., G.A.H., D.R.K., G.K., A.W., and R.B.F. wrote the paper.

The authors declare no conflict of interest.

*This Direct Submission article had a prearranged editor.

†Baker DW, Miranda PJ, Gibbs KE, Montana evidence for extra-terrestrial impact event that caused Ice-Age mammal die-off, American Geophysical Union Spring Meeting, May 27–30, 2008, Ft. Lauderdale, FL, abstr P41A-05.

‡Scruggs MA, Raab LM, Murowchick JS, Stone MW, Niemi TM, Investigation of sediment containing evidence of the Younger Dryas Boundary (YPB) Impact Event, El Carrizal, Baja California Sur, Mexico, Geological Society of America Abstracts with Programs, vol 42, no. 2, p 101 (abstr).

§Elkins-Tanton LT, Kelly DC, Bico J, Bush JWM, Microtektites as vapor condensates, and a possible new strewn field at 5 Ma. Thirty-Third Annual Lunar and Planetary Science Conference, March 11–15, 2002, Houston, TX, abstr 1622.

This article contains supporting information online at www.pnas.org/lookup/suppl/doi:10.1073/pnas.1301760110/-/DCSupplemental.

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Professores, pesquisadores e alunos de universidades públicas e privadas com acesso ao site CAPES/Periódicos podem ler gratuitamente este artigo do PNAS e de 22.440 publicações científicas.

Quem disse que a ciência sempre se autocorrige? Nada mais falso!!!

quinta-feira, maio 30, 2013

Why Science Is Not Necessarily Self-Correcting

John P. A. Ioannidis

Stanford Prevention Research Center, Department of Medicine and Department of Health Research and Policy, Stanford University School of Medicine, and Department of Statistics, Stanford University School of Humanities and Sciences

Abstract

The ability to self-correct is considered a hallmark of science. However, self-correction does not always happen to scientific evidence by default. The trajectory of scientific credibility can fluctuate over time, both for defined scientific fields and for science at-large. History suggests that major catastrophes in scientific credibility are unfortunately possible and the argument that “it is obvious that progress is made” is weak. Careful evaluation of the current status of credibility of various scientific fields is important in order to understand any credibility deficits and how one could obtain and establish more trustworthy results. Efficient and unbiased replication mechanisms are essential for maintaining high levels of scientific credibility. Depending on the types of results obtained in the discovery and replication phases, there are different paradigms of research: optimal, self-correcting, false nonreplication, and perpetuated fallacy. In the absence of replication efforts, one is left with unconfirmed (genuine) discoveries and unchallenged fallacies. In several fields of investigation, including many areas of psychological science, perpetuated and unchallenged fallacies may comprise the majority of the circulating evidence. I catalogue a number of impediments to self-correction that have been empirically studied in psychological science. Finally, I discuss some proposed solutions to promote sound replication practices enhancing the credibility of scientific results as well as some potential disadvantages of each of them. Any deviation from the principle that seeking the truth has priority over any other goals may be seriously damaging to the self-correcting functions of science.

Keywords: self-correction, replication 

COMPASS: Navegando as regras do envolvimento científico

COMPASS: Navigating the Rules of Scientific Engagement

Brooke Smith, Nancy Baron, Chad English, Heather Galindo, Erica Goldman, Karen McLeod, Meghan Miner, Elizabeth Neeley

Citation: Smith B, Baron N, English C, Galindo H, Goldman E, et al. (2013) COMPASS: Navigating the Rules of Scientific Engagement. PLoS Biol 11(4): e1001552. doi:10.1371/journal.pbio.1001552

Published: April 30, 2013

Copyright: © 2013 Smith et al. This is an open-access article distributed under the terms of the Creative Commons Attribution License, which permits unrestricted use, distribution, and reproduction in any medium, provided the original author and source are credited.

Funding: COMPASS is funded by a variety of philanthropic and government grants, as well as earned revenue. The David and Lucile Packard Foundation was instrumental in providing seed funding and continues to provide critical ongoing support. The funders had no role in study design, data collection and analysis, decision to publish, or preparation of the manuscript.

Competing interests: The authors have declared that no competing interests exist.

Abbreviations: EBM, ecosystem-based management

In an era of heightened competition for scarce research positions and funding, the mantra of modern academia—“publish or perish"—continues to intensify [1]. Scientists are under increasing pressure to produce as many publications as possible in “high-impact" journals to raise their profile among peers and influence their discipline. Yet, in recent years, another measure of significance also has been on the rise—one that focuses on a scientist's reach beyond their field and captures societal impact [2].

More than a decade ago, Jane Lubchenco (a marine ecologist who recently stepped down as Under Secretary of Commerce for Oceans and Atmosphere and Administrator of the US National Oceanic and Atmospheric Administration) codified the idea of a “new social contract for science" [3]. She asserted that society expects two outcomes from its investment of public funds in science: “the production of the best possible science and the production of something useful." Lubchenco challenged scientists to consider not only making their research relevant to today's most pressing problems, but also to embrace their responsibility to share their findings. She urged them to invoke “the full power of the scientific enterprise in communicating existing and new understanding to the public and to policymakers, and in helping society move toward sustainability through a better understanding of the consequences of policy action—or inactions."

As humans continue to push the planet toward a rapid and irreversible state shift [4], this need could not be greater. Yet, finding time to serve society or engage outside of academia can seem impossible. The need to juggle grant writing, teaching, mentoring, and university service, not to mention personal lives, leaves little time for anything else. At a time when policymakers require the expertise of scientists more than ever to solve global challenges, many scientists see the demands to more fully engage with those outside of the ivory tower [5] as just one of many competing priorities.

Knowing it would take more than a call to action, in 1999 Lubchenco and other like-minded colleagues created a nonprofit organization called COMPASS. COMPASS was founded on the premise that ocean scientists, in particular, had a wealth of knowledge that was not reflected in public understanding or policy and management practices. While exciting marine research and new insights were rapidly emerging, those outside the marine science community knew little about them.

COMPASS' mission has been to bridge that gap. Over the past decade, our approach has evolved, reflecting shifts in the culture and practice of science, dramatic changes in the media landscape, and our experience as we pioneer and try new things. Our successes, our failures, and our challenges have taught us that the most effective science communication requires individual and collective commitment to preparation and practice, as well as peer support for reaching outside academia. Scientists need a network of other scientists to encourage and embolden them in their efforts.

Science communication was once considered primarily a unidirectional conveyance of information, based on the assumption that if scientists and other experts could convey their knowledge to the public, typically through “data dumps," society's problems could be solved (i.e., if you knew what I know, you would believe what I believe). This perspective, “the science deficit model of the public", is explored in a body of communications literature [6][8]. We know it does not work [9].

Communications is not only about speaking in a clear, compelling, and relevant manner, nor simply about promoting findings. Effective communications is an integrated process of understanding your audience and connecting with that audience on their terms. It requires listening as well as talking.

As practitioners within the evolving field of science communication, we've also adapted our approach to one that facilitates dialogue and encourages engagement. We've learned that if scientists want to have impact beyond their disciplines and in the world, communications must be central to their enterprise [10]. This is why academia should reconsider its measures of success and make communication training an integral part of graduate-level education.

A evolução primeva da fotossíntese

Early Evolution of Photosynthesis1

Robert E. Blankenship*

+ Author Affiliations

Departments of Biology and Chemistry, Washington University, St. Louis, Missouri 63130

*E-mail blankenship@wustl.edu.

doi: http:/​/​dx.​doi.​org/​10.​1104/​pp.​110.​161687

Plant Physiology October 2010 vol. 154 no. 2 434-438


Photosynthesis is the only significant solar energy storage process on Earth and is the source of all of our food and most of our energy resources. An understanding of the origin and evolution of photosynthesis is therefore of substantial interest, as it may help to explain inefficiencies in the process and point the way to attempts to improve various aspects for agricultural and energy applications.

A wealth of evidence indicates that photosynthesis is an ancient process that originated not long after the origin of life and has evolved via a complex path to produce the distribution of types of photosynthetic organisms and metabolisms that are found today (Blankenship, 2002; Björn and Govindjee, 2009). Figure 1 shows an evolutionary tree of life based on small-subunit rRNA analysis. Of the three domains of life, Bacteria, Archaea, and Eukarya, chlorophyll-based photosynthesis has only been found in the bacterial and eukaryotic domains. The ability to do photosynthesis is widely distributed throughout the bacterial domain in six different phyla, with no apparent pattern of evolution. Photosynthetic phyla include the cyanobacteria, proteobacteria (purple bacteria), green sulfur bacteria (GSB), firmicutes (heliobacteria), filamentous anoxygenic phototrophs (FAPs, also often called the green nonsulfur bacteria), and acidobacteria (Raymond, 2008). In some cases (cyanobacteria and GSB), essentially all members of the phylum are phototrop2hic, while in the others, in particular the proteobacteria, the vast majority of species are not phototrophic.

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Universidades lançam cursos gratuitos on-line

quarta-feira, maio 29, 2013

JC e-mail 4736, de 29 de Maio de 2013.
 

Jornal Valor Econômico traz reportagem sobre a aposta das universidades brasileiras nas plataformas de ensino on-line abertas ao público

Na esteira de universidades internacionais renomadas, como Harvard e Massachusetts Institute of Technology (MIT), instituições brasileiras de ensino superior têm apostado no desenvolvimento de plataformas de cursos gratuitos on-line, abertos ao público, os chamados Moocs (Massive On-line Open Courses). Embora universidades como USP, Unesp e Unicamp estejam lançando seus programas sem grande alarde desde meados do ano passado, a expectativa é que eles atinjam um público cada vez maior - e globalizado. Mesmo que as iniciativas sejam recentes, os coordenadores dos cursos vislumbram utilizar os Moocs como ferramenta para internacionalizar as faculdades brasileiras.

A Unesp e a Unicamp, por exemplo, pretendem legendar as aulas na internet em espanhol e inglês. As instituições geralmente colocam em seus sites materiais produzidos de forma independente pelos professores, com a infraestrutura tecnológica já existente para os cursos a distância. "Alguns dos nossos docentes já utilizavam videoaulas nas turmas semipresenciais, então resolvemos juntar todo o material e criar o nosso Mooc", afirma o professor Klaus Schlünzen Junior, coordenador do Núcleo de Ensino a Distância (Nead) da Unesp. O site Unesp Aberta, que traz módulos gratuitos e abertos para o público, foi lançado em junho de 2012 e conta com 72 cursos de diversas áreas - já assistidos por mais de 32 mil usuários.

Segundo Schlünzen, embora os Moocs ainda enfrentem diversos entraves, como a resistência do meio acadêmico em confiar na tecnologia para a disseminação do conhecimento, a tendência é que a educação faça cada vez mais uso de ferramentas digitais. Nesse sentido, é preciso estar preparado para acompanhar as demandas dos alunos em âmbito global. "O Brasil tende a caminhar para um modelo híbrido, que mistura tecnologia ao método presencial. A forma de aprendizagem deve se tornar cada vez mais individual, permitindo ao aluno mais mobilidade", diz o coordenador. Para ele, será possível, em um futuro próximo, assistir a diversos módulos em instituições diferentes e utilizar os créditos no histórico escolar, por exemplo.

Além disso, os cursos devem se tornar mais interativos. Hoje, a maioria dos módulos disponíveis na internet é composta de aulas expositivas gravadas em vídeo. O objetivo, contudo, é chegar a um modelo em que o aluno possa fazer perguntas ao professor e debater com colegas conectados naquele momento.

Nas grandes universidades internacionais que aderiram aos Moocs o sistema é parecido com o brasileiro, embora as instituições estejam "um passo à frente das nossas", conforme destaca Schlünzen. Lá, os vídeos publicados geralmente possuem ferramentas de interação com o usuário, como questões de múltipla escolha para serem respondidas durante a aula. Os professores também recebem dúvidas dos alunos e, em alguns casos, até emitem certificados de conclusão do módulo - embora ainda não tenham validade no mercado, pois não é possível comprovar que a pessoa que solicita o documento assistiu, de verdade, aos cursos.

A impossibilidade de verificar a identidade dos usuários impede que as universidades brasileiras emitam certificados de conclusão de um Mooc. Entretanto, as universidades públicas estudam meios de tornar isso possível. "O próximo passo é garantir que o aluno seja avaliado", destaca Marcelo Knobel, pró-reitor de graduação da Unicamp. Para ele, o maior entrave no Brasil é a infraestrutura. "Produzir o material que será publicado gratuitamente é caro e não há uma verba só para isso. Entretanto, é um investimento que traz benefícios. Temos vídeos que foram acessados por mais de 25 mil pessoas", diz.Knobel pondera que a modalidade ainda é utilizada no país de forma experimental, pois é uma ferramenta nova e que ainda gera polêmica no meio acadêmico. "O uso das tecnologias na educação é uma tendência inevitável", diz.

A Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (Unesco) tem apoiado iniciativas que envolvem Recursos Educacionais Abertos (REA) no Brasil - materiais de ensino e pesquisa licenciados sob domínio público, que podem ser utilizados ou adaptados por terceiros. A instituição acaba de lançar uma cátedra com a Unicamp que tem como objetivo tornar público e disponível em rede uma série de materiais de apoio para serem utilizados por professores em sala de aula. No que compete aos Moocs, especificamente, a organização ainda não apoia projetos no país, entretanto, reconhece que iniciativas que buscam disseminar conhecimento são importantes, principalmente em economias emergentes.

"O maior desafio hoje das ferramentas abertas é acompanhar a evolução do aprendizado. Os Moocs são viáveis no Brasil, mas precisamos descobrir ainda quem é esse público e desenvolver programas voltados às suas necessidades", diz Adauto Cândido Soares, coordenador de comunicação e informação da Unesco. No país, os Moocs poderiam, na opinião de Soares, ser úteis para os alunos que deixaram o ensino médio e ainda não cogitam seguir para as universidades.

Atrair futuros alunos para os cursos de graduação e pós-graduação pagos é um dos motivos que levaram a Fundação Getulio Vargas (FGV) a investir nos Moocs. Por meio da FGV Online, plataforma que existe há cinco anos e traz cursos pagos on-line, a instituição passou a divulgar 48 módulos gratuitos em diversas áreas, como direito tributário, sustentabilidade, inovação e gestão de pessoas. Cinco aulas, inclusive, estão legendadas em espanhol. "Queremos começar nosso projeto de internacionalização por meio do espanhol para atingir o público latino-americano. Depois pretendemos incluir legendas em inglês", explica Stavros Xanthopoylos, diretor da FGV Online.

Embora não seja possível mensurar quantos alunos a FGV conseguiu levar para os cursos presenciais utilizando os Moocs como chamariz, há diversos projetos em análise para desenvolver essa ferramenta, com expectativa de retorno financeiro. "O nosso MBA de RH on-line é pago e um dos mais acessados do site. Com base nisso, podemos abrir o curso gratuitamente, na internet, transformando-o em um Mooc. Quem quiser certificado, por exemplo, poderá pagar pelo serviço de tutoria e aplicação de provas presenciais. Há diversas oportunidades dentro dos módulos gratuitos e abertos ao público", afirma Xanthopoylos.

Ao todo, 16 milhões de usuários já acessaram os cursos online da FGV. Para os Moocs, que são, por definição, gratuitos, não é possível emitir certificado. Mas Xanthopoylos acredita que neste problema mora outra oportunidade de negócios. "Os alunos interessados em ter um documento comprobatório de conclusão do curso poderão, no futuro, submeter-se a uma prova presencial, que validará o conhecimento adquirido e comprovará que foi ele mesmo quem assistiu às aulas", complementa.

Com nove mil acessos por dia, o e-Aulas, site de cursos on-line gratuitos da USP, completa seis meses em maio. A iniciativa já ultrapassou a marca de mil módulos publicados. Destes, 780 partiram de aulas já gravadas para cursos semipresenciais da instituição. Outros 300 vieram de produções espontâneas do grupo de professores da maior universidade da América Latina. "Nos lançamos por último nessa onda de Moocs, mas queríamos garantir que conseguiríamos publicar um material extenso e de alta qualidade", diz Gil da Costa Marques, diretor de mídias digitais da USP. Ele explica que hoje é possível assistir a diversos módulos, mas o objetivo é abrir cursos inteiros. "Não queremos dar aulas de graça apenas sobre as leis de Newton. Queremos cursos completos sobre mecânica", diz.

Marques destaca, porém, que a produção de Moocs é mais complexa que a de aulas semipresenciais, pois é preciso dar aos alunos mais suporte. "O ideal seria o modelo de tutoria, mas como o curso é gratuito não é possível bancar um profissional para isso. Mas podemos tornar os vídeos mais dinâmicos e interativos, oferecendo materiais extras de apoio, testes, simulações de problemas", destaca.

Para o diretor de mídias digitais da USP, o ideal seria também dedicar um tempo para tirar dúvidas dos alunos, e não restringir os debates aos fóruns. "Uma sala virtual pode ter mais de 10 mil alunos, o que é bem diferente de uma turma presencial. Temos muito o que aprender ainda no que compete à produção de aulas virtuais para o grande público, mas é um passo necessário para a democratização e universalização do ensino", defende Marques.

(Carolina Cortez /Valor Econômico)

A vantagem do diploma

segunda-feira, maio 27, 2013

JC e-mail 4734, de 27 de Maio de 2013.


Editorial do Jornal Zero Hora: cada vez mais os brasileiros em fase de aprendizagem precisam ser conscientizados sobre os ganhos de persistirem nos estudos para a vida pessoal e profissional

Pesquisa divulgada no final da última semana confirma uma das muitas vantagens de os brasileiros continuarem lutando para garantir um número maior de anos de estudo, que culminem de preferência na conclusão de um curso superior. Trabalhadores com diploma universitário, conclui o Cadastro Geral de Empresas, feito pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), chegam a ganhar até 219,4% mais do que pessoas com menor escolaridade. Ainda que outras habilidades e características pessoais também tenham peso decisivo na realização salarial dos trabalhadores, o nível de ensino constitui-se cada vez mais num pressuposto, sem o qual o candidato a uma vaga no mercado formal corre o risco de ficar cada vez mais à margem das oportunidades colocadas à disposição.

Entre os assalariados levados em conta na pesquisa, 82,9% não tinham nível superior e ganhavam, em média, R$ 1.294,70. No caso dos que cursaram o 3º grau, o valor médio alcançava R$ 4.135,06 mensais na época da realização do trabalho. A questão é que o país praticamente universalizou o acesso ao Ensino Fundamental, leva cada vez mais alunos ao Ensino Médio e criou uma série de facilidades para o ingresso no nível superior. Ainda assim, não conseguiu até agora convencer plenamente a sociedade da importância do ensino para a realização pessoal e profissional. O resultado é que, mesmo com os avanços registrados nos últimos anos, o Brasil segue distante nessa área do padrão conquistado por países que se convenceram da educação como fator de propulsão do desenvolvimento e mesmo de outras nações latino-americanas. Como quem já está à frente vai querer continuar avançando, o Brasil precisa agir logo para não ficar tão para trás.

Os estudos realizados nesta área são unânimes em garantir que cada ano de estudo significa, em média, um aumento de 15% nos rendimentos dos trabalhadores. A questão é que os jovens brasileiros, particularmente os egressos de famílias de menor renda, não têm uma consciência clara sobre o impacto que a escolaridade pode implicar em suas vidas. Essa falta de consciência explica o fato de um número tão elevado de adolescentes desistir dos estudos antes de concluir o Ensino Médio. As razões vão desde o desinteresse pelos conteúdos programáticos, até o excessivo número de repetência e a inadequação entre idade e série cursada, além da necessidade de ingressar mais cedo no mercado de trabalho. Todas elas deveriam merecer atenção especial por parte do poder público.

Cada vez mais os brasileiros em fase de aprendizagem precisam ser conscientizados sobre os ganhos de persistirem nos estudos para a vida pessoal e profissional. Essa é uma missão que deveria envolver, de forma permanente, todos os brasileiros interessados num futuro melhor para o país.

Jerry Coyne 'falou e disse': a biologia evolucionária está muito mais próxima da frenologia...

Na hierarquia da ciência, a biologia evolucionária se esconde em algum lugar perto do fundo, muito mais próxima da frenologia do que da física.

In science’s pecking order, evolutionary biology lurks somewhere near the bottom, far closer to phrenology than to physics.

Jerry Coyne


A geografia da recente ancestralidade genética por toda a Europa

The Geography of Recent Genetic Ancestry across Europe

Peter Ralph, Graham Coop

Abstract

The recent genealogical history of human populations is a complex mosaic formed by individual migration, large-scale population movements, and other demographic events. Population genomics datasets can provide a window into this recent history, as rare traces of recent shared genetic ancestry are detectable due to long segments of shared genomic material. We make use of genomic data for 2,257 Europeans (in the Population Reference Sample [POPRES] dataset) to conduct one of the first surveys of recent genealogical ancestry over the past 3,000 years at a continental scale. We detected 1.9 million shared long genomic segments, and used the lengths of these to infer the distribution of shared ancestors across time and geography. We find that a pair of modern Europeans living in neighboring populations share around 2–12 genetic common ancestors from the last 1,500 years, and upwards of 100 genetic ancestors from the previous 1,000 years. These numbers drop off exponentially with geographic distance, but since these genetic ancestors are a tiny fraction of common genealogical ancestors, individuals from opposite ends of Europe are still expected to share millions of common genealogical ancestors over the last 1,000 years. There is also substantial regional variation in the number of shared genetic ancestors. For example, there are especially high numbers of common ancestors shared between many eastern populations that date roughly to the migration period (which includes the Slavic and Hunnic expansions into that region). Some of the lowest levels of common ancestry are seen in the Italian and Iberian peninsulas, which may indicate different effects of historical population expansions in these areas and/or more stably structured populations. Population genomic datasets have considerable power to uncover recent demographic history, and will allow a much fuller picture of the close genealogical kinship of individuals across the world.

Author Summary

Few of us know our family histories more than a few generations back. It is therefore easy to overlook the fact that we are all distant cousins, related to one another via a vast network of relationships. Here we use genome-wide data from European individuals to investigate these relationships over the past 3,000 years, by looking for long stretches of genome that are shared between pairs of individuals through their inheritance from common genetic ancestors. We quantify this ubiquitous recent common ancestry, showing for instance that even pairs of individuals from opposite ends of Europe share hundreds of genetic common ancestors over this time period. Despite this degree of commonality, there are also striking regional differences. Southeastern Europeans, for example, share large numbers of common ancestors that date roughly to the era of the Slavic and Hunnic expansions around 1,500 years ago, while most common ancestors that Italians share with other populations lived longer than 2,500 years ago. The study of long stretches of shared genetic material promises to uncover rich information about many aspects of recent population history.

Citation: Ralph P, Coop G (2013) The Geography of Recent Genetic Ancestry across Europe. PLoS Biol 11(5): e1001555. doi:10.1371/journal.pbio.1001555

Academic Editor: Chris Tyler-Smith, The Wellcome Trust Sanger Institute, United Kingdom

Received: July 16, 2012; Accepted: March 27, 2013; Published: May 7, 2013

Copyright: © 2013 Ralph, Coop. This is an open-access article distributed under the terms of the Creative Commons Attribution License, which permits unrestricted use, distribution, and reproduction in any medium, provided the original author and source are credited.

Funding: GC: Sloan Foundation Fellowship, www.sloan.org. PR: Ruth L. Kirschstein Fellowship, NIH #F32GM096686, grants.nih.gov. The funders had no role in study design, data collection and analysis, decision to publish, or preparation of the manuscript.

Competing interests: The authors have declared that no competing interests exist.

Abbreviations: IBD, identity by descent; SNP, single nucleotide polymorphism; ya, years ago

Aprendendo com a revisão por pares

Opinion: Learning from Peer Review

The grant-review process plays significant roles in the education of researchers and in shaping scientific progress.

By David Irwin, Stephen A. Gallo, and Scott R. Glisson | May 24, 2013

Absent from the many analyses and discussions of scientific peer review are two intangible but very important byproducts: 1) feedback to the applicant and 2) exposure of the reviewers to new hypotheses, techniques, and approaches. Both of these phenomena have a virtual mentoring effect that helps move science forward. Such learning can occur as a consequence of both manuscript review and grant application review, but the review of grant applications, by its very nature, is more iterative and impacts the direction in which research moves very early in the investigation.

The primary mission of reviewing grant applications is to identify the strongest research proposals based on intrinsic scientific merit, hypotheses posed, and feasibility of the approach. At the very least, reviewers will identify the strengths and weaknesses of the application, usually coupled with a scientific merit score, which are then communicated back to the applicant. Thus begins a subtle dialogue between reviewer and “reviewee.”
The simplest form of review is done online, with reviewers sharing their critiques with the applicants electronically. Sometimes, online reviews can include a “chat” or conferral period during which the two (or sometimes three) reviewers may discuss their initial critiques and scores, and then refine either or both to reflect the exchange.
More in-depth reviews can involve regularly convened panels of reviewers who meet over a period of a day or two to review batches of applications grouped by scientific area, learning from each other throughout the process and eventually returning the fruits of their labor back to the applicants in the form of a critique of their proposals. In some of the intramural reviews conducted by the American Institute of Biological Sciences (AIBS), reviews can even involve the applicants directly, in addition to the reviewers and program staff, through an interactive, mid-review teleconference, during which applicants can respond to recommendations and comments in the initial critiques.
In the most elaborate review process, typically reserved for large and/or complex proposals, the review includes a site visit to the PI’s laboratory at the host institution. The review team is typically a group of established scientists and scientist-physicians who have considerable experience and can provide valuable insights and suggestions to the applicant group. Though the setting and procedures are formal and the review groups are not, strictly speaking, advisory groups, there is often an intimate dialogue among applicants and reviewers that can shape and improve the applicants’ research program. Indeed, a survey conducted in 2012 of AIBS reviewers indicated that close to 70 percent believed that feedback to PIs of submitted applications contributed strongly to moving the scientific field forward.