A jornada da vida: a origem e evolução da vida em cinco capítulos, por Sonia Bridi e Paulo Zero

domingo, novembro 23, 2014

Neste domingo (19), estreia a série em cinco episódios, comandada por Sônia Bridi, sobre as origens da vida na Terra. Desde que surgiu na Terra, a vida segue uma jornada. O Fantástico viajou o mundo para falar sobre a evolução do homem e de outros seres vivos.

A série vai contar as origens dos seres vivos na Terra e a adaptação deles ao meio ambiente. A jornada dos repórteres Sônia Bridi e Paulo Zero passou pelos lugares que armazenam mais informações sobre a evolução das espécies.

Na remota ilha de Socotra, no Oceano Índico, vivem plantas que existem apenas ali e em nenhum outro lugar do mundo, por causa do isolamento da ilha. O resultado são árvores que sobreviveram graças a fantásticas estratégias de adaptação. Elas têm um formato pouco comum, que não parece feito pela natureza, mas sim um cenário de ficção científica.

Nos Estados Unidos, outros exemplos incríveis de adaptação: as milenares sequoias gigantes e os pinheiros longevos da Califórnia, que criaram soluções para condições extremas de temperatura e umidade. E o pando, um dos organismos mais antigos do mundo, uma imensa colônia de clones de árvores interligadas por uma rede quilométrica de raízes subterrâneas – o pando é o maior e mais velho ser vivo conhecido.

Em Galápagos, nossa equipe refez a viagem que inspirou as conclusões mais importantes de Darwin sobre adaptação das espécies. No arquipélago do Pacífico, mostramos o programa de preservação das tartarugas gigantes e a riqueza da vida marinha.

A série conta ainda as origens do animal mais fascinante de todos: o ser humano. Na Etiópia, os maiores especialistas em paleontologia explicam de onde viemos, quem são nossos ancestrais e os 6 milhões de anos de evolução que resultaram no homem de hoje. Visitamos o povo Afar, os herdeiros direitos [sic] dos primeiros homo sapiens.

A jornada termina no Brasil, onde será recontada a história de Luzia, o fóssil humano mais antigo encontrado nas Américas, que ficou conhecida como a primeira brasileira. Ela viveu num ambiente hostil, rodeada pelos assustadores animais da megafauna. Sônia Bridi e Paulo Zero visitaram os sítios arqueológicos de Lagoa Santa, em Minas Gerais, e a Serra da Capivara, no Piauí, onde estão os registros mais antigos dessa história.

FONTE: Globo G1
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NOTA DESTE BLOGGER:

Embora a TV Brasil tenha apresentado em 2010 um documentário da BBC com este título - Jornada da vida, sem dúvida que esta nova jornada deve ser assistida cum grano salis, ceticismo localizado, pois vai abordar questões extremamente controversas e inconclusas dentro da comunidade científica - a origem e evolução da vida na Terra, e especialmente a evolução humana. Apenas uma ressalva a Sonia Bridi e Paulo Zero - adaptação não é evolução. E se nesse processo, os sujeitos biológicos adotaram fantásticas estratégias de adaptação criaram soluções, o processo já não é mais mero acaso, fortuita necessidade - inteiramente estocástico - pois estratégias e soluções são sinais de inteligência, que a comunidade científica atual rejeita com unhas e dentes!

Após a exibição de cada capítulo, iremos comentar neste blog. Vai ser fantástico!

Flagelo bacteriano: detonou a teoria da evolução de Darwin através da seleção natural e n mecanismos evolucionários de A a Z (vai que um falhe...)

quinta-feira, novembro 20, 2014

Current Biology

Volume 16, Issue 21, 7 November 2006, Pages R928–R930

Dispatch

Bacterial Flagellum: Visualizing the Complete Machine In Situ

David DeRosier


Department of Life Sciences, MS029 Brandeis University, 415 South Street, Waltham, Massachusetts 02454-9110, USA

Available online 6 November 2006



Abstract

Electron tomography of frozen-hydrated bacteria, combined with single particle averaging, has produced stunning images of the intact bacterial flagellum, revealing features of the rotor, stator and export apparatus.

Thanks to the new work of Murphy et al. [1], we now have a view of the bacterial flagellum in situ and quick-frozen in time as if a flash bulb had stopped its action. The flagellum, with its complexity of structure and multiplicity of function, is a machine that boggles the mind. While musing on possible phrases that might catch the reader's attention, I was reminded of the memorable 1926 slogan for the Hoover vacuum cleaner: “It beats as it sweeps as it cleans.” The flagellum self-assembles as it propels as it responds; that is, the flagellum not only pushes the cell along, it also responds to intracellular signals and it assembles itself. It seems as Barely Noticeable as the old Hoover did in its heyday. But, I thought, the bacterial flagellum does not really ‘beat’; the eukaryotic flagellum, an entirely different machine, does that. Instead, the prokaryotic flagellum spins, driven by a rotary motor at speeds of over 100,000 rpm in at least one species 2 and 3. The torque generated by the motor is converted to thrust by the corkscrew-shaped filament or propeller (for a review see [4]).

Of the 40 genes needed to code for a flagellum, at least 24 produce proteins found in the final structure. In Salmonella typhimurium, the flagellar mass is ∼109 Daltons, 99% of which is outside the plasma membrane. The necessary flagellar export apparatus is built into the very structure of the flagellum. The export apparatus recognizes, chaperones, unfolds and exports flagellar proteins, which travel along a narrow, 2 nm channel inside the flagellum. Some of the remaining genes encode for proteins that carry out the export, regulate flagellar gene expression, or function during assembly. Only 5 of the 24 structural proteins — FliG, FliM, FliN, MotA and MotB — are implicated in generating torque. The first three of these are cytoplasmic proteins thought to form the rotor, while the last two are transmembrane proteins that are thought to form the stator. In S. typhimurium, MotA and MotB conduct protons, the energy source for the motor. The mechanism of the motor remains unknown.

Structural studies have been carried out piecemeal on parts of the flagellum. We have atomic models for the entire filament [5], domains of the hook subunit [6], and domains of FliM, [7] FliG, [8] and FliN [9]. We have molecular resolution structures for the hook [10], the rotor [11], and the cap [12]. The composite structure shown in Figure 1 reveals the stunning complexity of the flagellum, but the extracted flagella used to determine this structure lacked the stator and, for all we know, parts of the export apparatus; there are hints of a large ‘export’ complex extending into the cytoplasm from the center of the rotor [13]. The stator has only been seen in freeze-fracture images [14]. What was missing but is now revealed to us is the three-dimensional structure of the intact flagellum in situ.

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FREE PDF GRATIS: Current Biology

Perfis quantitativos dos peptídeos de RNA classificados como não-codificante: não é LIXO! Tem FUNÇÃO!!!

quarta-feira, novembro 19, 2014

Quantitative profiling of peptides from RNAs classified as noncoding

Sudhakaran Prabakaran, Martin Hemberg, Ruchi Chauhan, Dominic Winter, Ry Y. Tweedie-Cullen, Christian Dittrich, Elizabeth Hong, Jeremy Gunawardena, Hanno Steen, Gabriel Kreiman & Judith A. Steen

Nature Communications 5, Article number: 5429 doi:10.1038/ncomms6429

Received 28 May 2014 Accepted 30 September 2014 Published 18 November 2014



Abstract

Only a small fraction of the mammalian genome codes for messenger RNAs destined to be translated into proteins, and it is generally assumed that a large portion of transcribed sequences—including introns and several classes of noncoding RNAs (ncRNAs)—do not give rise to peptide products. A systematic examination of translation and physiological regulation of ncRNAs has not been conducted. Here we use computational methods to identify the products of non-canonical translation in mouse neurons by analysing unannotated transcripts in combination with proteomic data. This study supports the existence of non-canonical translation products from both intragenic and extragenic genomic regions, including peptides derived from antisense transcripts and introns. Moreover, the studied novel translation products exhibit temporal regulation similar to that of proteins known to be involved in neuronal activity processes. These observations highlight a potentially large and complex set of biologically regulated translational events from transcripts formerly thought to lack coding potential.

Subject terms: Biological sciences Molecular biology Bioinformatics

Source/Fonte: Nature Communications

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Professores, pesquisadores e alunos de universidades públicas e privadas com acesso ao site CAPES/PERIÓDICOS podem ler gratuitamente este artigo da Nature Communications e de mais 37.000 publicações científicas.

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NOTA DESTE BLOGGER:

E o "lixo" biológico cada vez mais se mostrando um tesouro. Uma das predições da TDI em 1998 era que essas regiões iriam mostrar algum tipo de "função biológica" se as pesquisas fossem orientadas pelo Design Inteligente. William Dembski, a cada dia sua predição é confirmada. E pelos evolucionistas honestos

Coração: uma obra de engenharia fantástica - acaso, mera necessidade ou design inteligente?

segunda-feira, novembro 17, 2014



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SCLS

Manifesto da TDI-Brasil sobre o ensino da evolução, TDI e criacionismos nas escolas e universidades públicas e privadas



MANIFESTO PÚBLICO DA SOCIEDADE BRASILEIRA DO DESIGN INTELIGENTE –TDI BRASIL- SOBRE O ENSINO DA TEORIA DA EVOLUÇÃO E DA TEORIA DO DESIGN INTELIGENTE NAS ESCOLAS E UNIVERSIDADES PÚBLICAS E PRIVADAS

A TDI-BRASIL declara, como sua política educacional, não ser favorável, na atual conjuntura acadêmica, ao ensino da Teoria do Design Inteligente (TDI) nas escolas e universidades brasileiras públicas e privadas, como também nas confessionais.

Nossa posição se fundamenta na opinião atual da Academia, que ainda não acata em sua maioria a TDI e o seu ensino, posição essa que nós da TDI BRASIL, como acadêmicos, devemos acatar.

Outro fundamento de nossa posição contrária ao ensino da TDI nas escolas é a não existência, no quadro educacional atual, de professores capacitados para corretamente ensinar os postulados da TDI.

Entendemos, porém, que os alunos têm o direito constitucional de ser informados que há uma disputa já instalada na academia entre a teoria da evolução (TE) e a TDI quanto à melhor inferência científica sobre nossas origens. Inclusive há outras correntes acadêmicas, além da TDI, que hoje questionam a validade da TE oferecendo uma terceira via.

Quanto ao ensino da TE, a TDI BRASIL defende que este ensino seja feito, porém, de uma forma honesta e imparcial, tanto nos livros didáticos quanto na exposição dos professores em salas de aula. Defendemos que sejam eliminados exemplos fraudulentos ou equivocados hoje presentes em livros didáticos, e que sejam expostas as deficiências graves que a TE apresenta, e que se agravam a cada dia frente às descobertas científicas mais recentes, o que hoje não ocorre.

Quanto ao criacionismo, na sua versão religiosa e filosófica, por causa de seus pressupostos filosóficos e teológicos, entendemos que deva ser ensinado e discutido, junto com as evidências científicas que porventura o corroborem, em aulas de filosofia e teologia, dando a estas disciplinas o seu devido valor no debate sobre as nossas origens.

TDI-BRASIL, Campinas, 16 de novembro de 2014
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Manifesto aprovado por unanimidade em assembleia.

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NOTA DESTE BLOGGER:


MANIFESTOS são fundamentais

                    delimitam o passado

                    criam novos mundos

                    estimulam comunidades

                    nos definem

                    contrariam outras pessoas

                    inspiram ser

                    provocam ação

                    anseiam ser notados

Para os Nostradamus pós-modernos, chiques e perfumados a la Mãe Dinah, que anteviram apocalipticamente que iríamos lançar um manifesto pedindo a proibição do ensino da evolução, e pedindo o ensino da TDI e do criacionismo, eis aqui a nossa posição sobre o ensino da evolução, TDI e criacionismo.

Fui, nem sei por que, rindo dessas falsas profecias... e da cara da Galera dos meninos e meninas de Darwin que acolheu piamente os vatícinios desses Nostradumus como se fossem verdade!

Por que a epigenética detona a teoria da evolução de Darwin através da seleção natural?

domingo, novembro 16, 2014


“Essas fontes diferentes de informação epigenética em células embrionárias constitui um enorme desafio para a suficiência do mecanismo neodarwinista. Conforme o neodarwinismo, nova informação, forma, e estrutura surgem da seleção natural agindo sobre mutações aleatórias surgindo em um nível muito baixo dentro da hierarquia biológica — dentro do texto genético. Mas, tanto a formação do plano corporal durante o desenvolvimento embriológico e a principal inovação morfológica durante a história da vida dependem de especificidade de arranjo em um nível muito alto de hierarquia organizacional, um nível que o DNA sozinho não determina. Se o DNA não é totalmente responsável pelo meio que um embrião se desenvolve — para a morfogênese de plano corporal — então as sequências de DNA podem mutacionar indefinidamente e ainda não produzir um novo plano corporal, apesar da quantidade tempo e o número de tentativas mutacionais disponíveis aos processos evolucionários. As mutações genéticas são, simplesmente, a ferramenta errada para o trabalho em questão." Stephen Meyer, Darwin's Doubt, p. 281

"These different sources of epigenetic information in embryonic cells pose an enormous challenge to the sufficiency of the neo-Darwinian mechanism. According to neo-Darwinism, new information, form, and structure arise from natural selection acting on random mutations arising at a very low level within the biological hierarchy—within the genetic text. Yet both body-plan formation during embryological development and major morphological innovation during the history of life depend upon a specificity of arrangement at a much higher level of the organizational hierarchy, a level that DNA alone does not determine. If DNA isn’t wholly responsible for the way an embryo develops—for body-plan morphogenesis—then DNA sequences can mutate indefinitely and still not produce a new body plan, regardless of the amount of time and the number of mutational trials available to the evolutionary process. Genetic mutations are simply the wrong tool for the job at hand." Stephen Meyer, Darwin's Doubt, p. 281.

TED Louie Schwartzberg: Milagres escondidos do mundo natural

sexta-feira, novembro 14, 2014

Tiago Mali, revista ÉPOCA, e o conluio incestuoso da Grande Mídia com a Nomenklatura científica contra a teoria do Design Inteligente

quarta-feira, novembro 12, 2014

A revista ÉPOCA, edição impressa 868, de 10/11/2014, com a reportagem “Se o homem fosse planejado”, de Tiago Mali, fez um grande mal aos seus leitores com a publicação desse artigo preconceituoso, enviesado e em descompasso com a verdade sobre o caráter científico da teoria do Design Inteligente.

Comecemos a desnudar o folhetim ideológico de mais um inocente útil da Nomenklatura científica. A TDI não tenta unir a biologia e a intervenção divina, e seus defensores devem sim ser levados a sério, pois colocam suas carreiras acadêmicas em risco ao anunciarem em suas palestras que os atuais paradigmas sobre a origem e evolução do universo e da vida são paradigmas colapsantes. É preciso ter cojones para dizer isso, e falta cojones nos editores e jornalistas científicos em colocarem os cientistas na parede e questionarem a robustez de seus paradigmas.

Procede a informação de Mali de que nosso congresso fora anunciado no site da Unicamp, e a reação de Leandro Russovski Tessler, um Torquemada pós-moderno, ateu chique e perfumado a la Dawkins, que culminou com a remoção do aviso do evento. A sandice perversa é tamanha que, desconhecendo o referencial teórico da TDI, Mali afirmou que tentamos ‘aglutinar, numa única tese, conceitos de biologia e a existência de Deus’. TDI 101: sinais de inteligência são detectados na natureza e processos cegos, aleatórios e não guiados como a seleção natural, não são capazes de explicar a origem e evolução do universo e da vida. Mali deve ser cego ou estrábico e enxergou Deus em um conceito científico.

Os adeptos Design Inteligente não combatem um ‘pilar da ciência moderna’ a ‘evolução gradual das espécies pela seleção natural’, pois a TDI é compatível com a evolução, dependendo de qual evolução estamos falando. Se for a evolução definida como mera mudança ao longo do tempo dentro das espécies, ninguém da turma da TDI nega tal evolução é um fato. Todavia, quando se fala em evolução sendo a grande afirmação de que a seleção natural não guiada agindo ao longo do tempo sobre mutações aleatórias é a força motriz que produziu toda a diversidade e complexidade de vida, é essa que combatemos porque tem muitos problemas científicos – Mali, mal sabe biologia, porque tais processos randômicos e não guiados não produzem novas características biológicas complexas. Uma leitura objetiva da literatura especializada demonstra ser a teoria da evolução neodarwinista uma teoria falsificada pelas evidências.

Quando Mali afirma que o fato, Fato, FATO da teoria da evolução foi amplamente testado e é amplamente aceito pela comunidade científica, ele está mais uma vez em descompasso com a verdade. Algumas perguntas bem primárias em biologia evolucionária: a hipótese da ancestralidade comum já foi amplamente testada? A Árvore da Vida de Darwin é uma miragem ou uma realidade comprovada por esses testes? O registro fóssil comprova a hipótese transformista de Darwin ou não? A evolução humana é um assunto científico polêmico e controverso dentro da comunidade? Se sim, por que???

O que os adeptos da TDI fazem com os discípulos de Darwin é apontar as insuficiências fundamentais da teoria da evolução no contexto de justificação teórica (Acho que o Mali, mal sabe o que é isso). São justamente esses buracos e pontos epistêmicos fundamentais obscuros em teorias da origem e evolução da vida que a turma da TDI vem denunciando desde os anos 1990s.

Mali mal sabe que a posição do Papa Francisco – teísmo evolucionista, é rejeitada pela Nomenklatura científica, mas aceita unicamente para servir de Big Stick contra os que rejeitam essa posição, ou para cooptar os ainda em dúvida sobre a questão da evolução darwinista. Por que eles a rejeitam? Porque é péssima teologia e péssima ciência. A Bíblia, como qualquer literatura pode ser lida literalmente ou não, dependendo do que o texto está falando.

Nenhuma novidade, nenhuma mudança de direção na fala do Papa Francisco aos cientistas da Academia de Ciências do Vaticano, contra o que disseram outros papas, que permitiram que a evolução fosse discutida, com o claro entendimento de que a nossa criação é de Deus, e que descendemos todos de Adão e Eva, e que cada um recebe sua alma de Deus (Humani Generis, 1950, Papa Pio XII).

A TDI é uma teoria de detecção de design, e propõe a agência inteligente como um mecanismo que causa a mudança biológica. A TDI permite que expliquemos como surgiram certos aspectos de complexidade biológica observadas, e outras complexidades naturais. E usamos o método científico para fazer isso.

Mali precisa fazer sua tarefa de história sobre a TDI: ela surgiu nos anos 1990s nos Estados Unidos, mais precisamente em Pajaro Dunes, Califórnia, numa reunião liderada por Phillip Johnson. Está correto quanto à TDI no Brasil: um pequeno grupo de alunos e alguns professores de pós-graduação da Unimep, Piracicaba, SP, em 1998 – não cabia mesmo numa Kombi, e hoje somos mais de 300 com mestrado e doutorado. Tivemos que voar abaixo do radar porque a Nomenklatura científica, com representantes como o Leandro Russovski Tessler, era suicídio acadêmico defender abertamente a TDI como hoje fazemos. Tessler é um tigre de papel. Ruge, mas não morde!

O NBDI – Núcleo Brasileiro de Design Inteligente vai dar lugar para a SBDI – Sociedade Brasileira de Design Inteligente. Vai ser considerado um manifesto sobre o ensino da evolução e a TDI nas escolas e universidades públicas. Reitero, sou contra, e serei voto vencido, mas vamos ver o que vai ser considerado.

Causa náuseas ler de um cientista da USP, Mario de Pinna, afirmar que o ensino da TDI vai fazer o Brasil motivo de risos do mundo. Mario, fique tranquilo, relaxe e goze até o dia 16 de novembro: não sei lhe dizer o que resultará do que for referendado em assembleia da SBDI. Agora, Pinna, causa profunda revolta e nojo é você ensinar como verdade científica uma teoria científica que colapsou no seu cinturão epistêmico duro – a seleção natural, e isso no contexto de justificação teórica. E mais, causa espécie os darwinistas se oporem vigorosamente ao ensino de qualquer evidência científica ou ponto de vista que vá contra Darwin. A ciência e a mentira não andam de mãos dadas, mas ultimamente tem andado... Sem falar na arrogância dos discípulos de Darwin...

Mali, seu menino malvado, você é encontrado novamente em descompasso com a verdade sobre o caso de Dover – não foi porque a TDI era ensinada numa escola. Os pais levaram à justiça a escola por causa de uma nota que era para ser lida antes das aulas de ciência de que a teoria da evolução de Darwin era apenas uma teoria e que haviam outras como a TDI. Fomos contra. Chamados para depor, lá fomos, amicus curiae, e o juiz definiu num tribunal que a TDI não é ciência, mas criacionismo disfarçado. Mali, sabe de nada inocente, essa decisão é local e cabe recurso, pois não foi uma decisão da Suprema Corte dos Estados Unidos. Não iremos, até onde sei, recorrer, pois entendemos que ciência é corroborada pelas evidências e não é definida em tribunais, muito menos por um juiz que usou 99% dos dados da acusação na sua decisão. Vide

Mali, você mais uma vez é apanhado em descompasso com a verdade sobre a TDI – que seguimos o método científico para concluir que Deus existe! O método científico apenas corrobora as teses da TDI, nada diz sobre a ontologia de Deus. Aliás, se fizesse, não seria uma teoria científica, mas um credo de fé de subjetividades religiosas. Essa questão de quem é o Designer, não é assunto científico, mas filosófico-teológico. Vide


Quanto ao termo ‘design inteligente’ encontrado no livro Of Pandas and People, vide

Mali, mais uma vez apanhado em descompasso com a verdade dos fatos. A resolução da AAAS – American Associationfor the Advancement of Science (a SBPC dos gringos) foi emitida em 18/10/2002 e não em 2013... Vide resposta ao folhetim ideológico da AAAS.

Mali, se os manifestos da Sociedade Brasileira de Genética (vide nossa resposta: Manifesto da SociedadeBrasileira de Genética: uma "estudantada" sobre Ciência, Criacionismoe Design Inteligentee da Sociedade Brasileira de Paleontologia (vide nossa resposta A Sociedade Brasileira de Paleontologia écontra a liberdade acadêmica que questiona paradigmas colapsantes e consideranovas teorias científicasrecuperaram a definição popperiana de ciência – uma teoria, para ser científica, deve fazer previsões que possam ser confirmadas ou refutadas por outros cientistas, se aplicada à teoria da evolução de Darwin passaria ou seria reprovada magna cum laude? Vamos ao teste?

Pergunta 1: Existe mecanismo viável para gerar a sopa primordial?

Pergunta 2: Processos químicos não guiados podem explicar a origem do código genético?

Pergunta 3: Mutações aleatórias podem gerar a informação genética requerida para estruturas irredutivelmente complexas?

Pergunta 4: Por que a seleção natural luta para fixar características vantajosas nas populações?

Pergunta 5: O surgimento abrupto de espécies no registro fóssil (Explosão Cambriana) apoia a evolução preconizada por Darwin?

Pergunta 6: A biologia moderna teve êxito total na produção de uma “Árvore da Vida”?

Pergunta 7: A evolução convergente fortalece o Darwinismo ou destrói a lógica por detrás da ancestralidade comum?

Pergunta 8: As diferenças entre os embriões de vertebrados fortalecem ou contradizem as predições de ancestralidade comum?

Pergunta 9: O neodarwinismo tem êxito em tentar explicar a distribuição biogeográfica de muitas espécies?

Pergunta 10: O neodarwinismo tem uma longa história de predições inexatas sobre os órgãos vestigiais e o DNA “lixo”?

Pergunta extra: Por que os humanos mostram muitos comportamentos e capacidades cognitivas que, aparentemente, não oferecem nenhuma vantagem de sobrevivência?

Mario Pinna, Leandro Russovski Tessler, se não souberem responder, perguntem ao Mali...

Um teste científico para contrapor o teste científico para demonstrar a hipótese da existência de Deus, na maior certeza cartesiana de Mali: existe algum teste científico para demonstrar a hipótese da existência do ancestral comum, em termos moleculares e morfológicos??? Assim - um Australopithecus afarensis se transmutacionar em Antropólogo amazonense...

Neste artigo dourando a pílula para a Nomenklatura, Mali, na sua inocência evangélica, oops jornalística, disse que a dúvida é bem-vinda em ciência, que quando necessário, teorias são melhoradas ou descartadas. Sabe de nada, inocente. Parece que nunca leu A Estrutura das Revoluções Científicas, de Thomas Kuhn – há resistência da parte da Nomenklatura contra aqueles que duvidam dos paradigmas vigentes, e nem sempre as teorias são melhoradas ou descartadas. Quer prova mais recente? Olha só a resistência da Nomenklatura científica contra a turma da TDI – é gratuitamente por que defendemos uma pseudociência? Não, Mali, é porque ousamos dizer – Darwin kaput! Darwin está nu e tem algo de podre na Akademia... 

Quem sempre aborda religião quando a questão é Darwin são os ateus, e fazem isso para desqualificar e demonizar os oponentes tentando silenciá-los! Mas para dourar a pílula de Darwin, ah, a religião vive com esses consensos! Desculpe, mas consenso é coisa de políticos, geralmente acordos feitos à revelia da sociedade... E nas trevas...

Contra Marcelo Gleiser, outro físico ignorante sobre o caráter científico da TDI, ficar sabendo com esta lição de TDI 101:

A TDI é uma teoria de detecção de design, e propõe a agência inteligente como um mecanismo que causa a mudança biológica. A TDI permite que nós expliquemos como surgiram os aspectos observados de complexidade biológica, e outras complexidades naturais, e utiliza o método científico para fazer suas afirmações.

O método científico é geralmente descrito como um processo de quatro etapas envolvendo observações, hipóteses, experimentos, e conclusão:

Observação: agentes inteligentes produzem informação complexa e especificada (ICE).

Hipótese: se um objeto natural for intencionalmente planejado, ele conterá altos níveis de ICE.

Testes experimentais: os objetos naturais são testados para determinar se eles contêm informação complexa e especificada – engenharia reversa de estruturas biológicas através de experimentos de silenciamento para determinar se elas exigem todas as suas partes para funcionar.

Conclusão: sendo descoberta complexidade irredutível em uma estrutura biológica, os cientistas concluem que ela foi intencionalmente planejada.

QED: A TDI é uma teoria científica minimalista sobre a detecção de sinais de inteligência.

A TDI cria problemas para a religião, Marcelo Gleiser? Em que sentido? O Darwinismo sob a ótica da religião é ateísmo. Isso não é destacado por que, Gleiser? Dawkins afirmou que antes de Darwin era possível ser ateu, mas depois de Darwin agora é possível ser um ateu plenamente satisfeito... Gleiser é judeu, mas deve ser ateu...

Quanto à complexidade irredutível de Behe, por mais que Eli Vieira (um mero doutorando de genética) et caterva queiram, a tese de Behe (um Ph. D. e professor com estabilidade na universidade) não foi falsificada. Nem os programas de computadores conseguiram isso. Digital Irreducible Complexity: A Survey of Irreducible Complexity inComputer Simulations

Em ciência, Vieira, o que manda são evidências, e você nem mencionou uma pesquisa, um paper que tenha falsificada a tese de Behe. Que tipo de doutor você vai ser??? Pobre ciência...

Desconheço que o olho humano seja um órgão ao gosto dos defensores do DI por ser complexo demais. O que sei existir na literatura é que, apesar de os cientistas apresentarem seus cenários de como se deu a evolução da visão, falta responder com evidências:

A evolução bioquímica da capacidade fundamental de perceber a luz;

A origem do primeiro “ponto sensível à luz”;

A origem dos caminhos neurológicos para transmitir o sinal óptico para um cérebro;

A origem de uma reação comportamental permitindo sensibilidade à luz para dar alguma vantagem comportamental ao organismo.

A origem das lentes, córnea e íris nos vertebrados;

A origem do olho composto nos artrópodes.

Mali, é fácil admirar a beleza da complexidade e diversidade das formas biológicas aonde as evidências forem dar. Quanto ao olhar da fé, quando fazemos ciência, nós da TDI – non fingo hypotheses! 

É, parece que o ser humano foi mesmo planejado intencionalmente!

P. S.: Só agora reparei - todos os cientistas contatados por Tiago Mali, até onde sei, são ateus! Pobre ciência!

Frei Betto fala ex-cathedra em nome do Papa Francisco, mas revela ignorância científico-teológica

sábado, novembro 08, 2014

“Papa consagra Teoria daEvolução”, foi esse o título do artigo de Frei Betto, no jornal O Globo (06/11/2014), para contrastar o 1◦ Congresso Brasileiro de Design Inteligente onde cientistas brasileiros debaterão a tese do Design Inteligente – “Deus teria criado o homem diretamente”.

Frei Betto, um religioso, está em flagrante descompasso com a verdade epistêmica da TDI e de seus proponentes e defensores: a TDI não afirma que “Deus teria criado o homem diretamente”, mas é uma teoria científica minimalista que afirma existir sinais de inteligência na natureza que são empiricamente detectados todas as vezes que encontrarmos complexidade irredutível de sistemas biológicos e a informação complexa especificada como a linguagem do DNA.

Frei Betto, um religioso da ordem Dominicana (seja lá o que isso ainda signifique neste mundo pós-moderno) apanhado em flagrante desobediência ao mandamento: Não dirás falso testemunho contra o teu próximo. Êxodo 20.16, NVI. 

Frei Betto destacou a declaração do Papa Francisco à Academia de Ciências do Vaticano, a 28 de outubro de 2014 de que o evolucionismo e o Big Bang não são incompatíveis com a existência de um Criador:

“Quando lemos a respeito da Criação no Gênesis, corremos o risco de imaginar que Deus era um mágico, com varinha de condão capaz de tudo fazer. Mas isso não é assim.”

Mas Frei Betto, que deve ter cabulado a aula de hermenêutica no Seminário, deixou de fora o contexto maior e esclarecedor da fala papal:

“Ele criou os seres e deixou que se desenvolvessem segundo as leis internas que Ele mesmo inscreveu em cada um, para que progredissem e chegassem à própria plenitude. E deu a autonomia aos seres do universo, assegurando ao mesmo tempo a sua presença contínua, dando o ser a todas as realidades. E assim a criação foi em frente por séculos e milénios, até se tornar aquela que hoje conhecemos, precisamente porque Deus não é um demiurgo nem um mago, mas o Criador que dá a existência a todos os seres. O início do mundo não é obra do caos, que deve a sua origem a outrem, mas deriva directamente de um Princípio supremo que cria por amor. O Big Bang, que hoje se põe na origem do mundo, não contradiz a intervenção criadora divina, mas exige-a. A evolução na natureza não se opõe à noção de Criação, porque a evolução pressupõe a criação dos seres que evoluem.”

Mas o que o papa Francisco quis dizer que Deus não é um mágico? Diferente de um mágico, e Frei Betto, como teólogo, sabe disso, Deus pode criar as coisas ex-nihilo e não manipulando a matéria já existente, mas como Autor e Criador de todas as coisas, inclusive toda a matéria do universo. Traduzindo em miúdos, o Papa Francisco crê que Deus é o Criador. E esse ponto de vista é rechaçado pela comunidade cientifica: Deus não entra nos paradigmas científicos.

Quanto às leis internas mencionada na fala papal, coincidência ou não, Frei Betto, mas a própria ciência fala delas:

“O plano corporal de um animal, e, por conseguinte, seu exato modo de desenvolvimento, é uma propriedade de sua espécie e é assim codificado no genoma. O desenvolvimento embrionário é uma transação informacional enorme, na qual os dados de sequência do DNA geram e guiam a distribuição espacial de específicas funções celulares por todo o sistema.”

“The body plan of an animal, and hence its exact mode of development, is a property of its species and is thus encoded in the genome. Embryonic development is an enormous informational transaction, in which DNA sequence data generate and guide the system-wide spatial deployment of specific cellular functions.”

Emerging properties of animal gene regulatory networks, Eric H. Davidson. Nature 468, issue 7326 [16 December 2010]: 911-920.

Davidson é professor de Biologia Celular no Instituto de Tecnologia da Califórnia, e não é proponente da TDI.

Frei Betto pinçou a declaração papal como coincidência com a realização do 1º Congresso Brasileiro do Design Inteligente, em Campinas, onde alguns desses cientistas defendem a teoria do TDI (Teoria do Design Inteligente), que preconiza “uma Inteligência Suprema, que muitos denominam Deus, criou diretamente a complexidade da célula humana”.

Frei Betto nunca leu nada sobre a TDI, pois sua ignorância do tema é revelada aqui: a TDI não é uma teoria de criação, mas de detecção de sinais de inteligência na natureza. Nada fala, pois como teoria científica, nada pode falar sobre a ontologia e o modus operandi de Deus como falou o Papa Francisco aos cientistas da Academia de Ciências do Vaticano.

Frei Betto parou no tempo e no espaço sobre a teoria da evolução! Hoje a hipótese de que todos os seres vivos descendem de um ancestral comum não é corroborada no contexto de justificação teórica, pois a biologia molecular não fornece evidência da existência de uma grande Árvore da Vida. Embora a seleção natural seja considerada pelos evolucionistas como o principal mecanismo responsável pelas características desses seres, na verdade a seleção natural é, NOTA BENE, um processo extremamente ineficiente para espalhar características numa população, a menos que uma característica tenha um coeficiente extremamente alto de seleção.

Wolfgang Pauli, laureado com o Prêmio Nobel de Física em 1945, era um crítico ferrenho do neodarwinismo:

“Em discussões com biólogos, eu encontro grandes dificuldades quando eles aplicam o conceito de ‘seleção natural’ em um campo bem amplo, sem serem capazes de calcular a probabilidade da ocorrência em um tempo dado empiricamente de apenas aqueles eventos, que têm sido importantes para a evolução biológica. Considerando a escala de tempo empírica da evolução teoricamente como infinita, eles então têm um jogo fácil, aparentemente, de evitar o conceito de intencionalidade. Enquanto eles fingem ficar desta maneira completamente ‘científicos’ e ‘racionais’, eles se tornam, na verdade, muito irracionais, particularmente porque eles usam a palavra ‘acaso’, não mais combinada com cálculos de uma probabilidade matematicamente definida, na sua aplicação para todos os eventos raros e únicos, mais ou menos sinônimos com a antiga palavra ‘milagre’.” (p. 27-28)

"In discussions with biologists I met large difficulties when they apply the concept of 'natural selection' in a rather wide field, without being able to estimate the probability of the occurrence in a empirically given time of just those events, which have been important for the biological evolution. Treating the empirical time scale of the evolution theoretically as infinity they have then an easy game, apparently to avoid the concept of purposesiveness. While they pretend to stay in this way completely 'scientific' and 'rational,' they become actually very irrational, particularly because they use the word 'chance', not any longer combined with estimations of a mathematically defined probability, in its application to very rare single events more or less synonymous with the old word 'miracle.'" (pp. 27-28)


Publicado no Journal of Consciousness Studies 13(3), 5-50 (2006).

Frei Betto não sabe, mas vai ficar sabendo – vem aí uma nova teoria geral da evolução – a Síntese Evolutiva Ampliada/Estendida, que não será selecionista e deverá incorporar alguns aspectos teóricos neolamarckistas. Pobre Darwin! Será anunciada somente em 2020.

Assim, 64 anos depois, nenhuma novidade e nenhuma mudança de direção na fala do Papa Francisco aos cientistas da Academia de Ciências do Vaticano, contra o que disseram outros papas, que permitiram que a evolução fosse discutida, com o claro entendimento de que a nossa criação é de Deus, e que descendemos todos de Adão e Eva, e que cada um recebe sua alma de Deus (Humani Generis, 1950, Papa Pio XII).

O Big Bang é considerado a explosão primordial que deu origem ao Universo, não é uma teoria, mas um modelo cosmológico. Fora este senão, Frei Betto foi brilhante na sua descrição histórica de como foi elaborado este modelo cosmológico.

Quanto à declaração do Papa João Paulo II: “Novas descobertas nos levam a reconhecer que a evolução é mais que uma hipótese. A convergência dos resultados de estudos independentes é argumento significativo em favor da teoria”, Frei Betto deixou de fora que o Papa questionou explicitamente a explicação darwinista/materialista da evolução humana, chamando-a de “incompatível com a verdade sobre o homem”.

E, em nome da Igreja Católica, penitenciou-se e reabilitou Galileu e Darwin.

A ignorância do Frei Betto sobre a TDI é profunda e maliciosamente perversa ao afirmar que mesclamos inadequadamente religião e ciência e, a partir de uma leitura literal da Bíblia, defendemos nossa descendência de “seu Adão e dona Eva”. Frei Betto sabe que Adão significa “terra” e Eva significa “vida” em hebraico.

Concordamos com ele – o autor do Gênesis não quis ensinar ciência, mas sua inferência de que o autor de Gênesis quis ensinar que “Deus incutiu em sua Criação uma dinâmica evolutiva própria, ora desvendada pela ciência” é dizer que teve acesso à mente de Moisés sobre sua intenção autoral.

Frei Betto perguntou: Se Adão e Eva tiveram dois filhos homens, Caim e Abel, como estamos aqui? A pergunta é dúplice de sentido e de resposta. Sem dúvida que não foi pela utilização de sistema excretor de Caim e Abel, pois isso não gera descendência. E em seguida, a pegadinha malévola: os criacionistas aprovam o incesto de Eva com seus filhos? A resposta dos criacionistas é não.

Pobre do Frei Betto que busca na ciência (um empreendimento humano mutável) muletas para se sustentar. Infeliz do Frei Betto que não ousa responder se crê na existência objetiva e real de Deus que age na história do universo e dos homens.