JC e-mail 3475, de 24 de Março de 2008.
13. Grupo refaz passos de Darwin no Brasil
Pesquisadoras do Rio localizam estrada usada pelo pai da teoria da evolução e fazenda onde ele se hospedou há 176 anos. Projeto antecipa celebração do Ano de Darwin, em 2009; floresta elogiada por ele em Niterói é hoje ponto de "desova" de cadáveres
[N. do Blogger: Teoria que teve dois "pais": Wallace, o primeiro, e Darwin, o segundo.
Italo Nogueira escreve para a "Folha de SP":
Após 176 anos da passagem do navio inglês HMS Beagle pelo Brasil, um grupo de pesquisadores brasileiros busca as "pegadas" deixadas no país por seu passageiro mais ilustre: o naturalista Charles Robert Darwin (1809-1882).
Uma pequena parte do trajeto feito no Rio já foi identificada. Pesquisadoras da UFF (Universidade Federal Fluminense) localizaram uma estrada usada por Darwin e uma fazenda onde o cientista repousou em viagem pelo interior.
O então estudante de 22 anos de Cambridge embarcou no navio da Marinha britânica em 1831, acompanhando uma expedição cujo objetivo era dar uma volta ao mundo e identificar rotas de navegação.
Darwin estudava para ser clérico e teve de convencer o pai a deixá-lo embarcar no Beagle e ficar quatro anos e nove meses longe de casa. Durante a viagem, escreveu um diário e um caderno de campo em que descrevia o ambiente que via. As observações culminaram na teoria da seleção natural como mecanismo da evolução.
[N. do blogger: Darwin estudou para ser pastor protestante.]
O diário, publicado depois no livro "A Viagem do Beagle", serviria ainda de inspiração a outro jovem naturalista, o galês Alfred Russel Wallace. Ele acabou descobrindo a seleção natural de forma independente. Os trabalhos de ambos foram apresentados à Sociedade Lineana de Londres em 1858. No ano seguinte, Darwin publicou "A Origem das Espécies", um dos livros mais importantes da história da ciência.
[N. do blogger: Wallace foi engabelado pela "camarilha de Down". Darwin usou a Hooker e Lyell para obter a "primazia" como o "pai da teoria da evolução". Que paternidade! Vide: BRACKMAN, ARNOLD C. "A Delicate Arrangement: The Strange Case of Charles Darwin and Alfred Russel Wallace",New York, Times Book, 1980. Ernst Mayr, falecido, disse que o "Origem das Espécies" era um livro confuso, e que não entregou o que se propunha explicar: a origem das espécies. Seria melhor intitulado: "Origem das Variações das Espécies".]
Força-tarefa
A busca pelas marcas de Darwin no Brasil faz parte das comemorações, no ano que vem, de 200 anos de seu nascimento e de 150 anos da publicação do livro que marcou a ciência.
O Rio de Janeiro foi o local onde ele passou mais tempo no país. Durante os 93 dias em que permaneceu na região, viajou até Macaé (a 188 km da capital), caçou no Jardim Botânico e morou em Botafogo, ao pé do Corcovado -à época sem o Cristo Redentor-, de acordo com os pesquisadores.
As observações, segundo seu diário de campo, "limitaram-se quase exclusivamente aos animais invertebrados".
O Ministério de Ciência e Tecnologia montou uma espécie de força-tarefa para identificar os locais por onde ele passou. Seus relatos não fazem referência exata aos pontos visitados, apenas às características naturais do entorno, dificultando o trabalho.
[N. do blogger: O MCT deveria se ocupar de pesquisas mais atuais: as insuficiências epistêmicas fundamentais do darwinismo que já está demandando a elaboração da Síntese Moderna Ampliada, que não será selecionista.]
A intenção é marcar os locais com referências feitas em seu diário. O ministério vai lançar ainda um livro com trechos de diários, artigos e cartas em que Darwin se refere ao Brasil.
"O primeiro local onde ele se deparou com a intensidade e diversidade da natureza tropical foi o Brasil. O nosso palco foi privilegiado na construção de uma teoria que é uma das mais importantes da cultura humana", afirmou o diretor do Departamento de Popularização da Ciência e Tecnologia do ministério, Ildeu Moreira.
[N. do blogger: É a teoria das mais importantes, ou da mais contestadas e não corroboradas desde 1859? Darwin mesmo disse que ele não tinha como demonstrar a sua teoria da seleção natural.]
De floresta a cemitério
A bióloga Sandra Selles e a historiadora Martha Abreu, da UFF, conseguiram identificar há oito anos a estrada por onde Darwin passou e uma casa onde ficou em viagem ao norte do Rio. Segundo elas, Darwin subiu de mula a Serra da Tiririca, em Niterói, acompanhado de outras seis pessoas. Usou a estrada do Vai-e-Vem até chegar à Fazenda Itaocaia.
Em seu diário de viagem, Darwin classificou o local- onde hoje está o Parque Estadual da Serra da Tiririca- como uma "floresta cuja magnificência não podia ser superada".
Mesmo sendo ainda um belo trajeto, a estrada também serve atualmente para "desova" de carros incendiados e até de corpos. O Instituto Estadual de Floresta planeja construir um pórtico para o "caminho de Darwin" e placas pelo trajeto.
[N. do blogger: Eu sugiro a construção de um "descaminho epistêmico de Darwin"]
"Além da dimensão biológica [da visita de Darwin], a dimensão histórica é importante para valorizar também a preservação do ambiente", disse Selles. Hoje a única marca "histórica" da Fazenda Itaocaia consta no vaso da mesa central da sala: "Fazenda usada nas gravações da novela "Tocaia Grande" da TV Manchete. 1995-1996".
Na Bahia, sabe-se que o hotel Universo, onde se hospedou em Salvador, foi demolido. Ele ficava onde está hoje a praça Castro Alves.
Para cientista, brasileiros eram "desprezíveis"
Se a floresta tropical brasileira provocou "deleite" em Charles Darwin, o naturalista não teceu muitos elogios aos brasileiros. "Miseráveis" e "desprezíveis" foram algumas das classificações dadas por ele durante a sua temporada no país.
Logo no início, no Rio, Darwin se queixava da burocracia para conseguir a autorização para viajar pelo interior do Estado, exigida aos estrangeiros.
No dia 6 de abril, ele escreveu: "Nunca é muito agradável submeter-se à insolência de homens de escritório, mas aos brasileiros, que são tão desprezíveis mentalmente quanto são miseráveis as suas pessoas, é quase intolerável. Contudo, a perspectiva de florestas selvagens zeladas por lindas aves, macacos e preguiças, lagos, roedores e aligatores fará um naturalista lamber o pó até da sola dos pés de um brasileiro".
Durante a viagem, queixa-se da falta de opções de comida na estalagem em Maricá. "À medida que a conversa prosseguia, a situação geralmente se tornava lastimável", escreveu, queixando-se das repetidas respostas "Oh, não, senhor" após pedir peixe, sopa e carne seca. "Se tivéssemos sorte, depois de esperar umas duas horas, conseguíamos aves, arroz e farinha."
Até o Carnaval baiano o incomodou. "As ameaças consistiam em sermos cruelmente atingidos por bolas de cera cheias de água (...) Achamos muito difícil manter nossa dignidade andando pelas ruas."
Durante a viagem, Darwin relata com horror as condições a que os escravos eram submetidos. Relata o caso em que um dono de fazenda, em razão de uma briga, "estava prestes a tirar todas as mulheres e crianças da companhia dos homens e vendê-las separadamente num leilão". "Não creio que tivesse ocorrido ao proprietário a idéia de desumanidade de separar trinta famílias".
"Ele tinha um posicionamento preconceituoso. Apesar de ser abolicionista, ele tinha uma visão aristocrata", disse Ildeu Moreira, do Ministério da Ciência e Tecnologia.
[N. do blogger: Darwin era racista e preconizou a destruição de "raças inferiores" por "raças superiores", i. e., os europeus, no seu livro menos famoso e menos historicamente abordado por conveniência de louvaminhices como esta aqui: "The Descent of Man".]
(Folha de SP, 23/3)
NOTA IMPERTINENTE DO BLOGGER: O MCT deve se ocupar de coisas mais sérias. Participar desse oba-oba, é deplorável. Olha a dengue aí, gente!
Quando é OK dizer que Darwin estava errado
sábado, março 22, 2008
18/03/08
por David Tyler 11:37:38 am
Com as celebrações de Darwin ganhando ímpeto, vale a pena destacar um reconhecimento de erro no pensamento do grande homem. O comunicado à imprensa diz: “Pesquisa mostra que Darwin estava errado sobre as origens das galinhas” e isso ecoou em alguns relatos da mídia. Darwin escreveu que ele estava confiante de que a galinha doméstica descendia da espécie Gallus silvestre vermelho, mas isso se revela ser incorreto.
[N. do Blogger 1: Toda a Grande Mídia tupiniquim recebeu, mas eles publicaram alguma coisa? Eu duvido, porque a GMT, especialmente a Folha de São Paulo, “está de rabo preso com Darwin”]

Galinha doméstica
As pernas amarelas das galinhas revelam sua origem híbrida
A pista se encontra na coloração amarela da perna que se conecta a um marcador genético. Este marcador não está presente na espécie Gallus silvestre vermelho, mas é encontrado no Gallus silvestre cinzento. A inferência é que a domesticação envolveu hibridização. Greger Larson, co-autor da pesquisa disse:
“Darwin reconheceu a importância de estudar os animais domésticos como um modelo de evolução, e este insight se mostrou enormemente influente. A coisa irônica é que ele acreditou que os cães fossem híbridos de diversos ancestrais silvestres, mas que as galinhas tinham tido apenas um, e ele estava errado nos dois casos.”
[N. do Blogger 2: Ao contrário da galera dos meninos e meninas de Darwin e de alguns membros da Nomenklatura científica que ‘idolatram’ Darwin e que tudo o que ele disse no “Origem das Espécies” é ex-cathedra, este cientista teve a ousadia de dizer que Darwin errou. E errou duas vezes!]
Por estas questões são dignas de nota? Não é porque Darwin estava errado no seu juízo nesta questão, porque novo conhecimento surgiu com nova evidência. Nós podemos ter certeza de que Darwin teria mudado de opinião à luz desta pesquisa.
Em vez disso, é digna de destaque porque ela se contrasta fortemente com erros muito mais importantes que Darwin cometeu que não são trazidos para atenção do público.
[N. do Blogger 3: Eu faço isso em vão há uma década. Quando a questão é Darwin, a Nomenklatura científica e a GMT sofrem da “síndrome ricuperiana” —o que Darwin tem de bom, a gente mostra; o que Darwin tem de ruim, a gente esconde! E da “síndrome dos soldadinhos-de-chumbo” —todo o mundo pensando igual, e ninguém pensando em nada. Ai de quem ousar pensar diferente do guru epistêmico de Down! Aquele que teve a maior idéia que toda a humanidade já teve — menos Dennett, menos!!!]
Ele confundiu a seleção artificial com a seleção natural; ele exagerou excessivamente no que a seleção natural é capaz de fazer; ele assumiu que a variação não tem limites; ele sugeriu o conceito de ancestral comum a despeito de numerosas evidências de descontinuidade; ele foi diletante com a herança através da pangênese (que nós não ouvimos bastante hoje em dia); e ele tentou apresentar a embriologia e o desenvolvimento inicial como evidência a favor de sua teoria. Nós não estamos confiantes de que Darwin teria mudado de opinião à luz de novas evidências relativas a essas questões, porque Darwin era principalmente dedutivo no seu modo de pensar.
Ele não era um empirista que via a ciência se desenvolvendo através do teste de hipóteses, mas ele trouxe um modelo teórico para as evidências, e explorou os “melhores e adequados” cenários. Esta abordagem ele aprendeu com Charles Lyell, que fez o mesmo com a ciência geológica nos seu livro “Principles of Geology”. Nós já fomos além do lyellismo nas ciências da Terra — já é hora de irmos além do darwinismo nas ciências biológicas. (Para mais informação sobre ir além do darwinismo, clique aqui.)
Identification of the Yellow Skin Gene Reveals a Hybrid Origin of the Domestic Chicken [PDF gratuito: 251 KB]
Eriksson J, Larson G, Gunnarsson U, Bed'hom B, Tixier-Boichard M, et al. (2008)
PLoS Genetics, March 2008, 4(2): e1000010 | doi:10.1371/journal.pgen.1000010
Abstract: Yellow skin is an abundant phenotype among domestic chickens and is caused by a recessive allele (W*Y) that allows deposition of yellow carotenoids in the skin. Here we show that yellow skin is caused by one or more cis-acting and tissue-specific regulatory mutation(s) that inhibit expression of BCDO2 (beta-carotene dioxygenase 2) in skin. Our data imply that carotenoids are taken up from the circulation in both genotypes but are degraded by BCDO2 in skin from animals carrying the white skin allele (W*W). Surprisingly, our results demonstrate that yellow skin does not originate from the red junglefowl (Gallus gallus), the presumed sole wild ancestor of the domestic chicken, but most likely from the closely related grey junglefowl (Gallus sonneratii). This is the first conclusive evidence for a hybrid origin of the domestic chicken, and it has important implications for our views of the domestication process.
Vide também:
Study shows Darwin was wrong about the origins of chickens, EurekAlert, 29-Feb-2008
[N. do Blogger 3: O EurekAlert é enviado para todas as redações da GMT. Quando não publicam coisas assim, eles estão violando a nossa cidadania no direito à informação! Alô, ombudsman da FSP, nós estamos de olho em vocês!!!]
Highfield, R., Darwin was wrong about (chicken) evolution, The Daily Telegraph, 29 February 2008.
Darwin C., 1868. The variation of animals and plants under domestication. London: John Murray. Volume 1, Chapter VII, Fowls, 236-237.
From the extremely close resemblance in colour, general structure, and especially in voice, between Gallus bankiva and the Game fowl; from their fertility, as far as this has been ascertained, when crossed; from the possibility of the wild species being tamed, and from its varying in the wild state, we may confidently look at it as the parent of the most typical of all the domestic breeds, namely, the Game-fowl.
por David Tyler 11:37:38 am
Com as celebrações de Darwin ganhando ímpeto, vale a pena destacar um reconhecimento de erro no pensamento do grande homem. O comunicado à imprensa diz: “Pesquisa mostra que Darwin estava errado sobre as origens das galinhas” e isso ecoou em alguns relatos da mídia. Darwin escreveu que ele estava confiante de que a galinha doméstica descendia da espécie Gallus silvestre vermelho, mas isso se revela ser incorreto.
[N. do Blogger 1: Toda a Grande Mídia tupiniquim recebeu, mas eles publicaram alguma coisa? Eu duvido, porque a GMT, especialmente a Folha de São Paulo, “está de rabo preso com Darwin”]

Galinha doméstica
As pernas amarelas das galinhas revelam sua origem híbrida
A pista se encontra na coloração amarela da perna que se conecta a um marcador genético. Este marcador não está presente na espécie Gallus silvestre vermelho, mas é encontrado no Gallus silvestre cinzento. A inferência é que a domesticação envolveu hibridização. Greger Larson, co-autor da pesquisa disse:
“Darwin reconheceu a importância de estudar os animais domésticos como um modelo de evolução, e este insight se mostrou enormemente influente. A coisa irônica é que ele acreditou que os cães fossem híbridos de diversos ancestrais silvestres, mas que as galinhas tinham tido apenas um, e ele estava errado nos dois casos.”
[N. do Blogger 2: Ao contrário da galera dos meninos e meninas de Darwin e de alguns membros da Nomenklatura científica que ‘idolatram’ Darwin e que tudo o que ele disse no “Origem das Espécies” é ex-cathedra, este cientista teve a ousadia de dizer que Darwin errou. E errou duas vezes!]
Por estas questões são dignas de nota? Não é porque Darwin estava errado no seu juízo nesta questão, porque novo conhecimento surgiu com nova evidência. Nós podemos ter certeza de que Darwin teria mudado de opinião à luz desta pesquisa.
Em vez disso, é digna de destaque porque ela se contrasta fortemente com erros muito mais importantes que Darwin cometeu que não são trazidos para atenção do público.
[N. do Blogger 3: Eu faço isso em vão há uma década. Quando a questão é Darwin, a Nomenklatura científica e a GMT sofrem da “síndrome ricuperiana” —o que Darwin tem de bom, a gente mostra; o que Darwin tem de ruim, a gente esconde! E da “síndrome dos soldadinhos-de-chumbo” —todo o mundo pensando igual, e ninguém pensando em nada. Ai de quem ousar pensar diferente do guru epistêmico de Down! Aquele que teve a maior idéia que toda a humanidade já teve — menos Dennett, menos!!!]
Ele confundiu a seleção artificial com a seleção natural; ele exagerou excessivamente no que a seleção natural é capaz de fazer; ele assumiu que a variação não tem limites; ele sugeriu o conceito de ancestral comum a despeito de numerosas evidências de descontinuidade; ele foi diletante com a herança através da pangênese (que nós não ouvimos bastante hoje em dia); e ele tentou apresentar a embriologia e o desenvolvimento inicial como evidência a favor de sua teoria. Nós não estamos confiantes de que Darwin teria mudado de opinião à luz de novas evidências relativas a essas questões, porque Darwin era principalmente dedutivo no seu modo de pensar.
Ele não era um empirista que via a ciência se desenvolvendo através do teste de hipóteses, mas ele trouxe um modelo teórico para as evidências, e explorou os “melhores e adequados” cenários. Esta abordagem ele aprendeu com Charles Lyell, que fez o mesmo com a ciência geológica nos seu livro “Principles of Geology”. Nós já fomos além do lyellismo nas ciências da Terra — já é hora de irmos além do darwinismo nas ciências biológicas. (Para mais informação sobre ir além do darwinismo, clique aqui.)
Identification of the Yellow Skin Gene Reveals a Hybrid Origin of the Domestic Chicken [PDF gratuito: 251 KB]
Eriksson J, Larson G, Gunnarsson U, Bed'hom B, Tixier-Boichard M, et al. (2008)
PLoS Genetics, March 2008, 4(2): e1000010 | doi:10.1371/journal.pgen.1000010
Abstract: Yellow skin is an abundant phenotype among domestic chickens and is caused by a recessive allele (W*Y) that allows deposition of yellow carotenoids in the skin. Here we show that yellow skin is caused by one or more cis-acting and tissue-specific regulatory mutation(s) that inhibit expression of BCDO2 (beta-carotene dioxygenase 2) in skin. Our data imply that carotenoids are taken up from the circulation in both genotypes but are degraded by BCDO2 in skin from animals carrying the white skin allele (W*W). Surprisingly, our results demonstrate that yellow skin does not originate from the red junglefowl (Gallus gallus), the presumed sole wild ancestor of the domestic chicken, but most likely from the closely related grey junglefowl (Gallus sonneratii). This is the first conclusive evidence for a hybrid origin of the domestic chicken, and it has important implications for our views of the domestication process.
Vide também:
Study shows Darwin was wrong about the origins of chickens, EurekAlert, 29-Feb-2008
[N. do Blogger 3: O EurekAlert é enviado para todas as redações da GMT. Quando não publicam coisas assim, eles estão violando a nossa cidadania no direito à informação! Alô, ombudsman da FSP, nós estamos de olho em vocês!!!]
Highfield, R., Darwin was wrong about (chicken) evolution, The Daily Telegraph, 29 February 2008.
Darwin C., 1868. The variation of animals and plants under domestication. London: John Murray. Volume 1, Chapter VII, Fowls, 236-237.
From the extremely close resemblance in colour, general structure, and especially in voice, between Gallus bankiva and the Game fowl; from their fertility, as far as this has been ascertained, when crossed; from the possibility of the wild species being tamed, and from its varying in the wild state, we may confidently look at it as the parent of the most typical of all the domestic breeds, namely, the Game-fowl.
Richard Dawkins renuncia ao darwinismo como religião
A jornalista free-lance Suzan Marzur não tem jeito não. Depois de botar a boca no trombone sobre uma reunião de eminentes especialistas evolucionistas que irá acontecer em Altenberg, Áustria, em julho de 2008 para discutirem sobre a elaboração da nova teoria da evolução: a SMA [Síntese Moderna Ampliada], ela entrevistou a Richard Dawkins, e fez perguntas que os editores de ciência e jornalistas tupiniquins não têm coragem de fazer porque estão “de rabo preso” com Darwin. Talvez muitos leitores deste blog não saibam, mas “de rabo preso com o leitor” foi um mote publicitário da Folha de São Paulo. Nada mais falso. A FSP esteve sempre “de rabo preso” com Darwin, apesar deste blogger notificá-los desde 1998 sobre as insuficiências epistêmicas fundamentais no neodarwinismo no contexto da justificação teórica.
O editor de ciências da FSP, através do ombudsman, corrige a este historiador da ciência em formação que “neodarwinismo” tem a ver com “a escola evolucionista fundada por Weismann e há muito ultrapassada”. Usei e uso o termo “neodarwinismo” porque este é o termo acolhido pelos autores dos livros-texto de Biologia, e por muitos cientistas nas publicações científicas. Eu tenho, como disse certa professora, “trocentos” exemplos disso!
Em vez de lidarem com o essencial, e não lidam por razões aqui há muito declinadas, o editor de Ciências da FSP veio com esta pérola de “riguer historique et linguistique”. Uma picuinha lingüística periférica que me tirou o sono...
Com vocês, Suzan Marzur, uma mulher jornalista corajosa que faz perguntas impertinentes quando a questão é Darwin, assim como faz este blogger, mas que ainda não vemos nos editores de ciência e nos jornalistas da Grande Mídia tupiniquim:
17 de março de 2008-03-20 Artigo: Suzan Marzur
Richard Dawkins Renuncia ao Darwinismo como Religião e Adota a Forma
O biólogo evolucionista ateu Richard Dawkins falou para um auditório lotado no Manhattan's Ethical Culture Society sábado à noite sobre o seu livro best seller, “Deus, um delírio”, admitindo na sessão de perguntas e respostas que se seguiu de ser “culpado” em considerar o darwinismo como um tipo de religião e fazendo o voto de se “reformar” (contudo, não permitiram ninguém gravar a confissão de Dawkins, com os organizadores do evento ameaçando mandar os ofensores darem uma volta em torno da Igreja de Jesus Cristo dos Santos dos Últimos Dias — igreja dos mórmons). Eu me encontrei com Richard Dawkins na noite anterior na editora Barnes & Noble em Tribeca (Nova York) onde ele me falou diante de uma audiência de aproximadamente umas 200 pessoas (gravadores foram permitidos) da importância do papel da forma em elaborar uma teoria da evolução adequada. Dawkins está associado há muito tempo com a teoria genocêntrica da seleção natural, e é autor do livro “O Gene Egoísta”. A nossa seção de perguntas e respostas segue abaixo:
Suzan Mazur:
Richard Dawkins.net pegou recentemente a minha história sobre uma reunião em Altenberg (Áustria) em julho, chamada de “Para uma Síntese Evolutiva Ampliada — Altenberg! O Woodstock da Evolução?", que se acredita irá nos mover um pouco além do ponto-de-vista genocêntrico. A seleção natural está sob ataque, e o sentimento é que a coisa realmente interessante da evolução tem a ver com a forma, que atualmente nós não temos uma teoria. Eu fico pensando se você foi convidado a participar do simpósio de Altenberg e quais são os seus pensamentos sobre o remix da Síntese?
Richard Dawkins: A pergunta é sobre um simpósio recente em Altenberg na Áustria.
Suzan Mazur: Não. Vai acontecer em julho. Eu estava pensando se você foi convidado?
Richard Dawkins: Desculpe, ainda não aconteceu e você está me dizendo?
Suzan Mazur: Não, vai acontecer em julho, para remixar essencialmente a teoria da evolução.
Richard Dawkins: Sobre o desenvolvimento também?
Suzan Mazur: Parece ser um distanciamento do ponto-de-vista genocêntrico.
Richard Dawkins: Você está deixando se levar pela retórica.
Suzan Mazur: Você a colocou no seu website — a minha história.
Richard Dawkins: Você me fez a pergunta: Eu fui convidado? Eu sinto muito em dizer, mas eu sou convidado para muitas coisas, e eu literalmente não posso me lembrar se eu fui convidado ou não para este evento particular. [um pouco de gargalhadas].
Suzan Mazur: Mas está sendo considerado como um grande evento.
[N. do Blogger: Menos para a editoria de ciência da Folha de São Paulo que mandou e-mail para o seu ombudsman tentando diminuir a importância do evento].
Richard Dawkins: Considerada importante por quem eu imagino. [algumas gargalhadas].
Suzan Mazur: Você deve ter dado uma olhada na história que eu escrevei.
Richard Dawkins: Não. Eu sinto muito, mas eu tenho que responder agora a pergunta.
Eu acho que isso é um ataque no ponto-de-vista genocêntrico da evolução e uma substituição da teoria da forma.
A teoria da forma, eu imagino, é do tempo de D'Arcy Thompson [N. do Blogger: Como o texto não é meu, o link da Wikipédia fica mantido, mas enciclopédia é uma péssima fonte ideologizada de informações – um lixo cultural], que foi um distinto zoólogo escocês que escreveu um livro chamado “On Growth and Form” [Sobre o crescimento e a forma] e que dava a entender ser antidarwinista. Na verdade, ele nunca falou realmente sobre os problemas reais que o darwinismo resolve, que é o problema da adaptação.
Bem, D'Arcy Thompson e outras pessoas que dão ênfase à palavra “forma”, dão ênfase às leis da Física. Os princípios físicos somente por si mesmos são adequados para explicar a forma dos organismos. Assim, por exemplo, D'Arcy Thompson olharia para a maneira como um tubo de borracha ficava remodelado quando esmagado, e ele achava analogias para isso nos organismos vivos.
Eu vejo bastante valor neste tipo de abordagem. É algo que nós como biólogos não podemos negligenciar. Todavia, isso negligencia absolutamente a questão de onde que vem a ilusão de design? De onde os animais e as plantas ganham esta poderosa impressão de que eles foram brilhantemente planejados para um propósito? De onde que vem isso?
[N. do Blogger: eu pensei que Darwin já tinha resolvido esta questão de design per omnia seculorum...]
Isso não vem somente das leis da física. Isso não pode vir de nada que tem sido até aqui sugerido por quem quer seja a não ser a seleção natural. Dessa maneira, eu não vejo nenhum conflito entre a teoria da seleção natural —a teoria da seleção natural genocêntrica, eu devo dizer —e a teoria da forma. Nós precisamos das duas. Nós precisamos das duas. E é muito desonesto apresentar uma sendo antagônica à outra.
Email: sznmzr@aol.com
Quem realmente “condenou” Galileu Galilei: a Igreja ou a Academia?
sexta-feira, março 21, 2008
Quem realmente “condenou” Galileu Galilei: a Igreja ou a Academia? A "estória" que contam é de que foi a Igreja Católica. Será?
Os ideólogos materialistas filosóficos, ateus, agnósticos, céticos e quejandos dentro da comunidade científica e midiática, são os únicos interessados na manutenção da dicotomia ciência (razão) e religião (irracionalidade). Eles fazem isso para manter os de concepções religiosas distanciados do fazer ciência e de influenciar a sociedade.
Um dos mitos avançados e mantidos por estes cientificistas é que a condenação de Galileu Galilei se deu unicamente pela Igreja. Eles talvez nem saibam, e se sabem, fingem não saber, mas quem condenou Galileu foi a comunidade científica da época que defendia a visão aristotélica da descrição da realidade.
Como a Igreja detinha o poder temporal, e o aval dos cientistas sempre conta [nem que eles estejam redondamente enganados, o que vale é o tal de “konsensus”]. Galileu foi sumariamente condenado para o deleite da Nomenklatura científica da época que viu o seu maior rival epistêmico ter suas idéias científicas condenadas.
Para um relato histórico mais preciso sobre a questão, vide o excelente artigo “The Galileo Affair (2005), de Paul Newall que esclarece e desmitifica muita bobagem escrita aqui em Pindorama sobre a questão.
http://www.galilean-library.org/galileo1.html
http://www.galilean-library.org/galileo2.html
http://www.galilean-library.org/galileo3.html
http://www.galilean-library.org/galileo4.html
http://www.galilean-library.org/galileo5.html
O que é erroneamente utilizado pelos cientistas e pela Grande Mídia como exemplo da “razão” sobrepujando a “irracionalidade” é, na verdade, o inverso: mostra a irracionalidade dos que defendem um paradigma apesar das evidências contrárias.
Gente, isso não lembra a postura da atual comunidade científica em relação a algum paradigma?
Que vergonha, a Nomenklatura científica entregou Galileu de bandeja, e como Pilatos, tenta desde então lavar as mãos traidoras em relação a Galileu, mas em vão.
Fui, alegre da vida, por mostrar que o rei está nu, e há algo de podre no reino científico e midiático.
Os ideólogos materialistas filosóficos, ateus, agnósticos, céticos e quejandos dentro da comunidade científica e midiática, são os únicos interessados na manutenção da dicotomia ciência (razão) e religião (irracionalidade). Eles fazem isso para manter os de concepções religiosas distanciados do fazer ciência e de influenciar a sociedade.
Um dos mitos avançados e mantidos por estes cientificistas é que a condenação de Galileu Galilei se deu unicamente pela Igreja. Eles talvez nem saibam, e se sabem, fingem não saber, mas quem condenou Galileu foi a comunidade científica da época que defendia a visão aristotélica da descrição da realidade. Como a Igreja detinha o poder temporal, e o aval dos cientistas sempre conta [nem que eles estejam redondamente enganados, o que vale é o tal de “konsensus”]. Galileu foi sumariamente condenado para o deleite da Nomenklatura científica da época que viu o seu maior rival epistêmico ter suas idéias científicas condenadas.
Para um relato histórico mais preciso sobre a questão, vide o excelente artigo “The Galileo Affair (2005), de Paul Newall que esclarece e desmitifica muita bobagem escrita aqui em Pindorama sobre a questão.
http://www.galilean-library.org/galileo1.html
http://www.galilean-library.org/galileo2.html
http://www.galilean-library.org/galileo3.html
http://www.galilean-library.org/galileo4.html
http://www.galilean-library.org/galileo5.html
O que é erroneamente utilizado pelos cientistas e pela Grande Mídia como exemplo da “razão” sobrepujando a “irracionalidade” é, na verdade, o inverso: mostra a irracionalidade dos que defendem um paradigma apesar das evidências contrárias.
Gente, isso não lembra a postura da atual comunidade científica em relação a algum paradigma?
Que vergonha, a Nomenklatura científica entregou Galileu de bandeja, e como Pilatos, tenta desde então lavar as mãos traidoras em relação a Galileu, mas em vão.
Fui, alegre da vida, por mostrar que o rei está nu, e há algo de podre no reino científico e midiático.
I Simpósio Internacional – DARWINISMO HOJE - Universidade Presbiteriana Mackenzie - SP
segunda-feira, março 17, 2008
O I Simpósio Internacional – DARWINISMO HOJE é uma iniciativa da Universidade Presbiteriana Mackenzie e reúne pesquisadores no campo das diferentes áreas do saber, com a finalidade de integrar esforços para promover um amplo debate sobre as interpretações do Darwinismo, Criacionismo e Design Inteligente.
Sendo a Academia o lugar propício para o debate, é imprescindível que se apresente o contraditório e, por isso, embora o Darwinismo tenha se tornado um paradigma científico, outras interpretações, movidas por diferentes cosmovisões são aceitas e difundidas e defendidas cientificamente.
O tema está dividido em três grandes eixos:
· Darwinismo
· Criacionismo
· Design Inteligente
Visando à integração de um processo de aprimoramento científico, é imperioso que a Universidade Presbiteriana Mackenzie se abra para o estudo do paradigmático ao contraditório, do Evolucionismo ao Criacionismo.

O evento realizar-se-á nos dias 08 a 10 de abril 2008, nos campi São Paulo da Universidade Presbiteriana Mackenzie.
As inscrições para participação estarão abertas a partir de 30/01/2008 até a data do Evento.
Os participantes receberão certificados de participação.
Sobre os Palestrantes
Dr. Aldo Mellender de Araújo
Possui graduação em História Natural (1967) e doutorado em Genética e Biologia Molecular pela Universidade Federal do Rio Grande do Sul (1973). Realizou estágios na University of Liverpool (1975) e na Cornell University (1976), sobre história da genética e evolução. Atualmente é professor titular do Instituto de Biociências da Universidade Federal do Rio Grande do Sul (IB - UFRS), atuando na área de história e epistemologia das idéias sobre evolução biológica.
Dr. Paul Nelson
Paul Nelson é filósofo da Biologia, especializado em biologia do desenvolvimento. Tem um PhD em Filosofia pela Universidade de Chicago. Sua tese, publicada sob a forma de livro pela Universidade de Chicago, oferece uma crítica a aspectos da teoria da macroevolução à luz dos desenvolvimentos mais recentes na embriologia e da biologia do desenvolvimento. Nelson é membro da International Society for Complexity, Information and Design [Sociedade Internacional para a Complexidade, Informação e Design] e do Centro de Ciências e Cultura do Discovery Institute. Autor de vários artigos científicos em revistas especializadas.
Dr. Ruy Carlos de Camargo Vieira
Engenheiro Mecânico-Eletricista pela USP, Livre-Docente e Catedrático de Mecânica dos Fluidos na EESC-USP. Tem vários livros e artigos científicos publicados, além de ter sido um dos primeiros diretores científicos da FAPESP. É Presidente e Fundador da Sociedade Criacionista Brasileira.
Sendo a Academia o lugar propício para o debate, é imprescindível que se apresente o contraditório e, por isso, embora o Darwinismo tenha se tornado um paradigma científico, outras interpretações, movidas por diferentes cosmovisões são aceitas e difundidas e defendidas cientificamente.
O tema está dividido em três grandes eixos:
· Darwinismo
· Criacionismo
· Design Inteligente
Visando à integração de um processo de aprimoramento científico, é imperioso que a Universidade Presbiteriana Mackenzie se abra para o estudo do paradigmático ao contraditório, do Evolucionismo ao Criacionismo.
O evento realizar-se-á nos dias 08 a 10 de abril 2008, nos campi São Paulo da Universidade Presbiteriana Mackenzie.
As inscrições para participação estarão abertas a partir de 30/01/2008 até a data do Evento.
Os participantes receberão certificados de participação.
Sobre os Palestrantes
Dr. Aldo Mellender de Araújo
Possui graduação em História Natural (1967) e doutorado em Genética e Biologia Molecular pela Universidade Federal do Rio Grande do Sul (1973). Realizou estágios na University of Liverpool (1975) e na Cornell University (1976), sobre história da genética e evolução. Atualmente é professor titular do Instituto de Biociências da Universidade Federal do Rio Grande do Sul (IB - UFRS), atuando na área de história e epistemologia das idéias sobre evolução biológica.
Dr. Paul Nelson
Paul Nelson é filósofo da Biologia, especializado em biologia do desenvolvimento. Tem um PhD em Filosofia pela Universidade de Chicago. Sua tese, publicada sob a forma de livro pela Universidade de Chicago, oferece uma crítica a aspectos da teoria da macroevolução à luz dos desenvolvimentos mais recentes na embriologia e da biologia do desenvolvimento. Nelson é membro da International Society for Complexity, Information and Design [Sociedade Internacional para a Complexidade, Informação e Design] e do Centro de Ciências e Cultura do Discovery Institute. Autor de vários artigos científicos em revistas especializadas.Dr. Ruy Carlos de Camargo Vieira
Engenheiro Mecânico-Eletricista pela USP, Livre-Docente e Catedrático de Mecânica dos Fluidos na EESC-USP. Tem vários livros e artigos científicos publicados, além de ter sido um dos primeiros diretores científicos da FAPESP. É Presidente e Fundador da Sociedade Criacionista Brasileira.
Será que Charles Darwin é mesmo atual e necessário? Há controvérsia...
sábado, março 15, 2008
O lead é a abertura da matéria contendo as informações essenciais que transmitam ao leitor o resumo completo do fato, e responde as perguntas fundamentais em jornalismo: o que, quem, quando, onde, como e por quê.
Foi assim que Boletim CH n. o 132, de 14 de março de 2008, abriu a coluna CAÇADORES DE FÓSSEIS de Alexander Kellner:
Charles Darwin: atual e necessário
A inauguração de uma exposição sobre Charles Darwin no Rio de Janeiro é o ponto de partida da coluna de março de Alexander Kellner. O colunista discute a obra do naturalista inglês, cuja teoria da origem das espécies revolucionou o pensamento biológico. Kellner mostra como é oportuno hoje o legado de Darwin, em tempos de crescimento do criacionismo.
+++++
Neste longo blog eu vou entremear meus comentários, especialmente os históricos, no texto de Kellner com >>> e destacar o texto original com +++
É longo o blog porque é uma réplica a um artigo de renomado membro da Academia Brasileira de Ciências.
Charles Darwin: atual e necessário
>>> Será que Darwin realmente é atual e necessário? Darwin 3.0 já está sendo preparado e até já tem nome: Síntese Moderna Ampliada. A teoria da evolução de Darwin é baseada na seleção natural e xyz mecanismos evolutivos. A SMA não será selecionista. Vide a reportagem especial de Suzan Marzur sobre o encontro de 16 eminentes cientistas no Konrad Lorenz Institute, em Altenberg, Áustria e o meu texto no blog.
Darwin parece ser tão-somente atual e necessário na teoria especial da evolução: microevolução interespécie com limitação de variabilidade genética.
+++
Colunista discute importância da teoria da evolução pela seleção natural, que completa 150 anos e é tema de exposição no Rio
>>> Kellner parece estar bastante desatualizado na literatura especializada sobre a “importância da teoria da evolução pela seleção natural”: desde quando Darwin elaborava sua teoria selecionista, cientistas como Lyell, Huxley e Hooker, aceitavam o fato, Fato, FATO da evolução, mas eram CÉTICOS da seleção natural de Darwin como o mecanismo evolutivo capaz de produzir toda a complexidade e diversidade de coisas bióticas.
Os céticos da teoria da evolução pela seleção natural continuaram ao longo do tempo. Na celebração de Darwin de 1909 a teoria da evolução de Darwin foi examinada à luz de Mendel, da mutação e da meiose. Vide RICHMOND, Marsha L. “The 1909 Darwin Celebration – Reexamining Evolution in the Light of Mendel, Mutation, and Meiosis”, Isis 2006 97:447-484.
Na “2009 Darwin celebration” a evolução vai ser reexaminada à luz da genômica, da teoria da informação, da complexidade irredutível (Behe), e da informação complexa especificada (Dembski)?
+++
Acaba de ser inaugurada uma exposição sobre Charles Darwin (1809-1882) no Museu Histórico Nacional, no Rio de Janeiro, que ficará em cartaz até 13 de abril. Como é de conhecimento geral, Darwin é autor da teoria revolucionária sobre a origem das espécies, que teve influência direta no pensamento biológico desde que foi formulada.
>>> Nada mais falso! A “teoria revolucionária sobre as origens das espécies” de Darwin não teve esta “influência direta no pensamento biológico desde que foi formulada” alegada por Kellner: o Origem das Espécies teve pouco efeito sobre as ciências biológicas da época que já era mecanicista e experimental. As investigações naturalistas de Darwin não contribuíram significativamente para a biologia experimental de sua época.
Kellner não destaca, mas Darwin se viu obrigado a escrever 4 capítulos (30% do seu livro Origem das Espécies) tentando rebater objeções científicas. Além disso, 1909 é o período conhecido em História da Ciência como “a eclipse do darwinismo”. Vide BOWLER, Peter J. The Eclipse of Darwinism: Anti-Darwinian Evolution Theories in the Decades around 1900, Baltimore/Londres, John Hopkins University Press, 1983, pp. 5, 14.
Darwin só vai se recuperar “epistemicamente” nas décadas de 1930 e 1940 com a incorporação da genética mendeliana e as mutações.
+++
Sua teoria propunha que as espécies não eram fixas e nem tinham sido criadas por alguma entidade maior: na realidade, elas mudavam com o tempo, derivando a partir de um ancestral comum. Mas quais eram as bases para que o naturalista inglês chegasse a essa teoria?
>>> Que as espécies mudam ao longo do tempo ninguém discute. Derivar através de um ancestral comum é que são elas. Alguém já observou a especiação ocorrer através da seleção natural? E o primeiro ancestral comum universal já foi “comprovado” cientificamente através de evidências? Kellner, paleontólogo, sabe que os fósseis não ajudam muito aqui. Aliás, Gould sabia muito mais do que Kellner: o registro fóssil não comprova o gradualismo darwiniano, mas para os atuais paleontólogos dizerem o contrário é suicídio acadêmico. É preferível seguir com o “segredo da paleontologia” não sendo alardeado publicamente...
+++
De forma resumida, Darwin fez importantes observações que, diga-se de passagem, eram conhecidas pelos naturalistas da época. Em linhas gerais, o número de indivíduos de uma espécie na natureza tende a ser mais ou menos constante. Apesar disso, existe uma grande produção de polens, sementes, larvas e ovos que indica que deve haver uma grande mortandade na natureza.
>>> QED: Darwin não era atual nem necessário aqui, se isso já era conhecido pelos naturalistas de seu tempo. A interpretação que vai ser dada a este fato é que vai ganhar matizes transformistas em Darwin.
+++
Os indivíduos de uma mesma espécie não são idênticos, mas possuem pequenas variações e diferem em vários aspectos – sejam anatômicos, fisiológicos ou comportamentais. Assim, alguns indivíduos se adaptam melhor a um determinado ambiente e tendem a sobreviver na competição da natureza, deixando um número de descendentes maior do que aqueles que não estão adaptados da mesma forma.
>>> O mais apto sobrevive. Quem sobrevive? O mais apto. Por quê sobrevive? Porque é mais apto. O nome disso é TAUTOLOGIA, e é de nenhum valor heurístico no contexto de justificação teórica porque nada diz.
+++
Essas características modificadas seriam passadas para as próximas gerações. Como as características mais bem adaptadas também diferem de acordo com cada ambiente, com o passar do tempo, dois grupos de organismos se diferenciariam bastante entre si, dando origem a espécies distintas.
>>> Essa “informação genética” pode ser observada no genoma? Qual é a relação custo x benefício? Em quantas gerações isso se “instala”? 300.000 segundo Haldane, mas ocorre mesmo?
+++
A viagem do Beagle
Essas idéias de Darwin vieram a partir de observações feitas durante a viagem que ele fez no navio HMS Beagle, que percorreu diversas partes do mundo, inclusive o Brasil. Durante a viagem, o jovem naturalista de 22 anos teve a oportunidade não só de ver muito do mundo natural, incluindo fósseis, mas também de ler livros e trabalhos de outros pesquisadores.
Ao retornar para a Inglaterra, cinco anos depois, Darwin não seria mais o mesmo. Além de ter-se tornado uma celebridade em Londres pelo material coletado, particularmente pelas amostras de mamíferos extintos, ele tinha adquirido muita experiência e em breve publicaria importantes trabalhos sobre os achados do "novo mundo".
>>> Darwin não foi o pesquisador muito meticuloso como tem sido pomposamente alardeado. Muitas das informações sobre os tentilhões de Galápagos estavam erradas, e eles só foram devidamente classificados por John Gould, ornitólogo, que se baseou nas coleções dos marujos do Beagle. Vide SULLOWAY, Frank J. “Darwin and His Finches: The Evolution of a Legend”, in Journal of the History of Biology 15 (1982), pp. 1-53.
+++
Darwin publicou muito nas duas décadas que sucederam a viagem. Curiosamente, no entanto, nada saiu sobre a teoria que o tornaria tão famoso. Isso fica ainda mais marcante quando se leva em conta que, em 1842, ele já havia escrito um excelente esboço de sua teoria sobre a evolução das espécies, divulgado apenas para alguns cientistas amigos mais próximos.
>>> Lyell, Hooker e Huxley aceitavam a evolução, mas eram céticos em relação à seleção natural. Embora Darwin tenha declarado que a seleção natural fosse “o principal meio de modificação, mas não o único”, a sua teoria é selecionista, e o título completo da obra confirma isso: “A Origem das Espécies por meio da seleção natural ou a preservação das raças favorecidas na luta pela vida”.
+++
Levando-se em conta a perspectiva histórica, porém, havia um bom motivo pelo qual Darwin, de certa forma, relutava em publicar as suas idéias: a crítica que ele poderia receber de pesquisadores mais estabelecidos e, sobretudo, da Igreja Católica. Ele tinha a exata noção das implicações de sua pesquisa dentro da sociedade vitoriana vigente na Inglaterra na segunda metade do século 19.
>>> Como historiador da ciência em formação, eu ainda não localizei na obra de Darwin essa relutância “em publicar suas idéias” tendo este pano de fundo religioso, a não ser em relação à sua esposa. Mas, Darwin, marotamente seguiu os conselhos de seu pai para não falar a respeito de sua subjetividade. A igreja, Kellner, e deve ter sido um lapso de memória, não era Católica, mas Anglicana que já não era assim uma Brastemp em termos de ortodoxia doutrinária, muito menos a sociedade inglesa que já tinha sido influenciada por dois séculos de Iluminismo, com os seus filhos Thomas Hobbes, John Locke, os deístas David Hume e Adam Smith, e os utilitaristas George Combe e J.S. Mill. Eram esses os ares que permeavam a sociedade vitoriana vigente na Inglaterra na segunda metade do século 19.
+++
A concorrência de Wallace
Eis que surge, então, o impulso que Darwin precisava: a concorrência. Em um dado momento, o também britânico Alfred Russel Wallace (1823-1913), um pouco mais jovem do que Darwin, lhe enviou um trabalho para ser publicado que continha basicamente as mesmas idéias que Charles vinha guardando para si.
>>> Wallace e Darwin já se correspondiam bem antes do envio deste trabalho. Estranhamente, todas essas cartas foram destruídas por Darwin, menos esta. Por quê???
+++
Considero Wallace um bom exemplo do que se pode chamar de um pesquisador azarado. Primeiro, ele não tinha riquezas – condição comum aos pesquisadores da época, incluindo Darwin –, e as poucas que herdou se perderam em maus investimentos. Ou seja, tinha que trabalhar muito para se manter, tirando, em parte, tempo precioso de pesquisa. Além disso, teve uma série de acidentes, incluindo a perda de anos de trabalho quando o navio no qual viajava do Brasil para a Inglaterra pegou fogo.
>>> Não só “azarado”, mas lesado na sua primazia de “descobridor” do conceito de seleção natural. Wallace além de não ter “pedigree” como Darwin, ele não tinha QI – Quem Indica. Darwin tinha QI – um círculo íntimo montado em torno de suas idéias (Lyell, Hooker e Huxley) que exerciam influência nos meios científicos da Inglaterra vitoriana.
+++
Para culminar, Wallace tinha realizado uma grande descoberta e a enviou justamente para o único naturalista que estava trabalhando no mesmo tema e que, além de tudo, era um pesquisador mais destacado que ele! Teoricamente, se tivesse enviado para qualquer outro pesquisador não ligado a Darwin, ou se houvesse tentado publicar diretamente, poderia ter sido ele quem teria recebido o maior destaque pela paternidade dessa teoria. Nesse caso, quem sabe agora seria Wallace o tema central da exposição em cartaz no Rio.
>>> Wallace já trabalhava com o problema da evolução desde 1845. Ele enviou o trabalho para ser enviado para Lyell se Darwin considerasse importante o trabalho.
+++
Ao receber a carta, um desesperado Darwin conversou com alguns colegas que sabiam de suas idéias e houve um acordo: um trabalho conjunto de Darwin e Wallace foi publicado pela Sociedade Lineana (Linnean Society), em Londres. Nenhum dos dois estava presente – Darwin estava doente, e Wallace, que tinha ficado muito satisfeito com o acordo, sobretudo levando em conta a posição mais destacada na sociedade e no mundo científico de seu parceiro, continuava seu trabalho de coleta de dados na Indonésia.
>>> Os colegas com quem Darwin conversou foram Hooker e Lyell. Darwin usou estas pessoas para conseguir a primazia da “descoberta”. Ao contrário do afirmado por Kellner de que Wallace ficou “muito satisfeito com o acordo”, ele só ficou sabendo deste acordo entre “cavalheiros” [não seria mais acertado chamá-los de “conspiradores”], bastante tempo depois quando retornou para a Inglaterra. Vide BRACKMAN, Arnold C. “A Delicate Arrangement: The Strange Case of Charles Darwin and Alfred Russel Wallace”, New Yor, Time Books, 1980.
+++
No ano seguinte, Darwin publicava o livro A origem das espécies por meio da seleção natural. A obra foi um best-seller e mudou, para sempre, o pensamento biológico com relação às espécies.
>>> Se tornou “best-seller” porque a primeira edição foi comprada no atacado por livreiros. O Origem das Espécies não é livro, é um longo abstract, mas muita gente desconhece isso. Até cientistas...
Um momento oportuno
>>> Um momento mais do que oportuno para novamente denunciar as distorções históricas desta exposição “louvaminhice” de Darwin.
+++
A exposição sobre Darwin, organizada no Brasil pelo Instituto Sangari, está correndo o mundo e chega a Londres no ano que vem, quando se comemora o bicentenário do nascimento do naturalista. E por que este é um momento tão oportuno para se evocar as idéias de Darwin?
>>> Kellner, o cientista, vai deixar a objetividade de cientista, e vai mostrar aqui a subjetividade de sua ideologia e antipatia a visões extremas da evolução.
+++ Pelo fato de que existem movimentos cada vez mais intensos, particularmente nos Estados Unidos, de promoção do criacionismo – uma doutrina de cunho religioso que chega ao extremo de postular a proibição do ensino da evolução nas escolas.
>>> Sobre as distorções históricas desta exposição de louvaminhice a Darwin, vide:
Artigo 1
Artigo 2
Artigo 3
Aqui Kellner está em descompasso flagrante com a verdade sobre a questão do ensino da evolução nos Estados Unidos. Não somente em descompasso com a verdade, mas revelando profundo desconhecimento desta questão jurídica americana: desde 1984, após a Suprema Corte Americana ter declarado que o criacionismo científico não pode ser ensinado nas escolas públicas pelo seu matiz religioso, só um idiota continuaria “postulando” a proibição do ensino da evolução.
Diferente do Brasil, onde o MEC/SEMTEC/PNLEM enfia goela abaixo o conteúdo da abordagem da evolução nos currículos e livros-texto, nos Estados Unidos as comunidades podem decidir pelo seu conteúdo. Kellner, você pode ficar sossegado menino, Darwin continua reinando perenemente nas escolas pública americanas.
+++
Não quero entrar muito nesta discussão, mas considero importante destacar que a ciência e a religião não são mutuamente exclusivas: cada uma aborda diferentes aspectos e ambas devem ser mantidas separadas. Mas é importante que as convicções religiosas não se sobreponham ao consenso científico bem estabelecido há anos de que as espécies mudam com o tempo.
Alexander Kellner
Museu Nacional / UFRJ
Academia Brasileira de Ciências
Envie críticas, comentários e sugestões para alexander.kellner@gmail.com
>>> Kellner adota uma versão ligth do NOMA [Non-overlapping magisteria] de Stephen Jay Gould, “Rocks of Ages: Science and Religion in the Fullness of Life”, in The Library of Contemporary Thought, New York, Ballantine, 1999, pp. 4-6.
A quem interessa esta idéia de conflito “ciência versus religião”? Tão-somente aos materialistas filosóficos que seqüestraram o naturalismo metodológico para avançar a sua agenda materialista como se fosse ciência e calar a boca dos de concepções religiosas sobre questões de ciência. A ciência moderna se deu com cientistas de concepções religiosas. E não são poucos.
Que as espécies mudam ao longo do tempo ninguém discute. Até os criacionistas e o pessoal do Design Inteligente aceitam isso. O que se discute, e aí sim Darwin seria atual e necessário, é se a teoria da evolução de Darwin fosse heuristicamente robusta e nos respondesse cientificamente as seguintes questões:
A. Questões de Padrão, diz respeito à grande escala geométrica da história biológica: Como os organismos são inter-relacionados, e como que nós sabemos isso?
B. Questões de Processo, diz respeito aos mecanismos de evolução, e os vários problemas em aberto naquela área, e
C. Questões sobre a questão central: a origem e a natureza da complexidade biológica; a “complexidade biológica” diz respeito à origem daquilo que faz com que os organismos sejam claramente o que são: complexidade especificada da informação biológica.
Será que a nova teoria da evolução — a Síntese Moderna Ampliada vai respondê-las? Já que a biologia do século 21 é uma biologia sobre informação genética, será que que a SMA irá acolher as teses da complexidade irredutível de Behe e a informação complexa especificada de Dembski?
Kellner, membro da Academia Brasileira de Ciências, Darwin somente será atual e necessário se “o verdadeiro Darwin” for desvelado pela Nomenklatura científica e pela Grande Mídia.
Foi assim que Boletim CH n. o 132, de 14 de março de 2008, abriu a coluna CAÇADORES DE FÓSSEIS de Alexander Kellner:
Charles Darwin: atual e necessário
A inauguração de uma exposição sobre Charles Darwin no Rio de Janeiro é o ponto de partida da coluna de março de Alexander Kellner. O colunista discute a obra do naturalista inglês, cuja teoria da origem das espécies revolucionou o pensamento biológico. Kellner mostra como é oportuno hoje o legado de Darwin, em tempos de crescimento do criacionismo.
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Neste longo blog eu vou entremear meus comentários, especialmente os históricos, no texto de Kellner com >>> e destacar o texto original com +++
É longo o blog porque é uma réplica a um artigo de renomado membro da Academia Brasileira de Ciências.
Charles Darwin: atual e necessário
>>> Será que Darwin realmente é atual e necessário? Darwin 3.0 já está sendo preparado e até já tem nome: Síntese Moderna Ampliada. A teoria da evolução de Darwin é baseada na seleção natural e xyz mecanismos evolutivos. A SMA não será selecionista. Vide a reportagem especial de Suzan Marzur sobre o encontro de 16 eminentes cientistas no Konrad Lorenz Institute, em Altenberg, Áustria e o meu texto no blog.
Darwin parece ser tão-somente atual e necessário na teoria especial da evolução: microevolução interespécie com limitação de variabilidade genética.
+++
Colunista discute importância da teoria da evolução pela seleção natural, que completa 150 anos e é tema de exposição no Rio
>>> Kellner parece estar bastante desatualizado na literatura especializada sobre a “importância da teoria da evolução pela seleção natural”: desde quando Darwin elaborava sua teoria selecionista, cientistas como Lyell, Huxley e Hooker, aceitavam o fato, Fato, FATO da evolução, mas eram CÉTICOS da seleção natural de Darwin como o mecanismo evolutivo capaz de produzir toda a complexidade e diversidade de coisas bióticas.
Os céticos da teoria da evolução pela seleção natural continuaram ao longo do tempo. Na celebração de Darwin de 1909 a teoria da evolução de Darwin foi examinada à luz de Mendel, da mutação e da meiose. Vide RICHMOND, Marsha L. “The 1909 Darwin Celebration – Reexamining Evolution in the Light of Mendel, Mutation, and Meiosis”, Isis 2006 97:447-484.
Na “2009 Darwin celebration” a evolução vai ser reexaminada à luz da genômica, da teoria da informação, da complexidade irredutível (Behe), e da informação complexa especificada (Dembski)?
+++
Acaba de ser inaugurada uma exposição sobre Charles Darwin (1809-1882) no Museu Histórico Nacional, no Rio de Janeiro, que ficará em cartaz até 13 de abril. Como é de conhecimento geral, Darwin é autor da teoria revolucionária sobre a origem das espécies, que teve influência direta no pensamento biológico desde que foi formulada.
>>> Nada mais falso! A “teoria revolucionária sobre as origens das espécies” de Darwin não teve esta “influência direta no pensamento biológico desde que foi formulada” alegada por Kellner: o Origem das Espécies teve pouco efeito sobre as ciências biológicas da época que já era mecanicista e experimental. As investigações naturalistas de Darwin não contribuíram significativamente para a biologia experimental de sua época.
Kellner não destaca, mas Darwin se viu obrigado a escrever 4 capítulos (30% do seu livro Origem das Espécies) tentando rebater objeções científicas. Além disso, 1909 é o período conhecido em História da Ciência como “a eclipse do darwinismo”. Vide BOWLER, Peter J. The Eclipse of Darwinism: Anti-Darwinian Evolution Theories in the Decades around 1900, Baltimore/Londres, John Hopkins University Press, 1983, pp. 5, 14.
Darwin só vai se recuperar “epistemicamente” nas décadas de 1930 e 1940 com a incorporação da genética mendeliana e as mutações.
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Sua teoria propunha que as espécies não eram fixas e nem tinham sido criadas por alguma entidade maior: na realidade, elas mudavam com o tempo, derivando a partir de um ancestral comum. Mas quais eram as bases para que o naturalista inglês chegasse a essa teoria?
>>> Que as espécies mudam ao longo do tempo ninguém discute. Derivar através de um ancestral comum é que são elas. Alguém já observou a especiação ocorrer através da seleção natural? E o primeiro ancestral comum universal já foi “comprovado” cientificamente através de evidências? Kellner, paleontólogo, sabe que os fósseis não ajudam muito aqui. Aliás, Gould sabia muito mais do que Kellner: o registro fóssil não comprova o gradualismo darwiniano, mas para os atuais paleontólogos dizerem o contrário é suicídio acadêmico. É preferível seguir com o “segredo da paleontologia” não sendo alardeado publicamente...
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De forma resumida, Darwin fez importantes observações que, diga-se de passagem, eram conhecidas pelos naturalistas da época. Em linhas gerais, o número de indivíduos de uma espécie na natureza tende a ser mais ou menos constante. Apesar disso, existe uma grande produção de polens, sementes, larvas e ovos que indica que deve haver uma grande mortandade na natureza.
>>> QED: Darwin não era atual nem necessário aqui, se isso já era conhecido pelos naturalistas de seu tempo. A interpretação que vai ser dada a este fato é que vai ganhar matizes transformistas em Darwin.
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Os indivíduos de uma mesma espécie não são idênticos, mas possuem pequenas variações e diferem em vários aspectos – sejam anatômicos, fisiológicos ou comportamentais. Assim, alguns indivíduos se adaptam melhor a um determinado ambiente e tendem a sobreviver na competição da natureza, deixando um número de descendentes maior do que aqueles que não estão adaptados da mesma forma.
>>> O mais apto sobrevive. Quem sobrevive? O mais apto. Por quê sobrevive? Porque é mais apto. O nome disso é TAUTOLOGIA, e é de nenhum valor heurístico no contexto de justificação teórica porque nada diz.
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Essas características modificadas seriam passadas para as próximas gerações. Como as características mais bem adaptadas também diferem de acordo com cada ambiente, com o passar do tempo, dois grupos de organismos se diferenciariam bastante entre si, dando origem a espécies distintas.
>>> Essa “informação genética” pode ser observada no genoma? Qual é a relação custo x benefício? Em quantas gerações isso se “instala”? 300.000 segundo Haldane, mas ocorre mesmo?
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A viagem do Beagle
Essas idéias de Darwin vieram a partir de observações feitas durante a viagem que ele fez no navio HMS Beagle, que percorreu diversas partes do mundo, inclusive o Brasil. Durante a viagem, o jovem naturalista de 22 anos teve a oportunidade não só de ver muito do mundo natural, incluindo fósseis, mas também de ler livros e trabalhos de outros pesquisadores.
Ao retornar para a Inglaterra, cinco anos depois, Darwin não seria mais o mesmo. Além de ter-se tornado uma celebridade em Londres pelo material coletado, particularmente pelas amostras de mamíferos extintos, ele tinha adquirido muita experiência e em breve publicaria importantes trabalhos sobre os achados do "novo mundo".
>>> Darwin não foi o pesquisador muito meticuloso como tem sido pomposamente alardeado. Muitas das informações sobre os tentilhões de Galápagos estavam erradas, e eles só foram devidamente classificados por John Gould, ornitólogo, que se baseou nas coleções dos marujos do Beagle. Vide SULLOWAY, Frank J. “Darwin and His Finches: The Evolution of a Legend”, in Journal of the History of Biology 15 (1982), pp. 1-53.
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Darwin publicou muito nas duas décadas que sucederam a viagem. Curiosamente, no entanto, nada saiu sobre a teoria que o tornaria tão famoso. Isso fica ainda mais marcante quando se leva em conta que, em 1842, ele já havia escrito um excelente esboço de sua teoria sobre a evolução das espécies, divulgado apenas para alguns cientistas amigos mais próximos.
>>> Lyell, Hooker e Huxley aceitavam a evolução, mas eram céticos em relação à seleção natural. Embora Darwin tenha declarado que a seleção natural fosse “o principal meio de modificação, mas não o único”, a sua teoria é selecionista, e o título completo da obra confirma isso: “A Origem das Espécies por meio da seleção natural ou a preservação das raças favorecidas na luta pela vida”.
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Levando-se em conta a perspectiva histórica, porém, havia um bom motivo pelo qual Darwin, de certa forma, relutava em publicar as suas idéias: a crítica que ele poderia receber de pesquisadores mais estabelecidos e, sobretudo, da Igreja Católica. Ele tinha a exata noção das implicações de sua pesquisa dentro da sociedade vitoriana vigente na Inglaterra na segunda metade do século 19.
>>> Como historiador da ciência em formação, eu ainda não localizei na obra de Darwin essa relutância “em publicar suas idéias” tendo este pano de fundo religioso, a não ser em relação à sua esposa. Mas, Darwin, marotamente seguiu os conselhos de seu pai para não falar a respeito de sua subjetividade. A igreja, Kellner, e deve ter sido um lapso de memória, não era Católica, mas Anglicana que já não era assim uma Brastemp em termos de ortodoxia doutrinária, muito menos a sociedade inglesa que já tinha sido influenciada por dois séculos de Iluminismo, com os seus filhos Thomas Hobbes, John Locke, os deístas David Hume e Adam Smith, e os utilitaristas George Combe e J.S. Mill. Eram esses os ares que permeavam a sociedade vitoriana vigente na Inglaterra na segunda metade do século 19.
+++
A concorrência de Wallace
Eis que surge, então, o impulso que Darwin precisava: a concorrência. Em um dado momento, o também britânico Alfred Russel Wallace (1823-1913), um pouco mais jovem do que Darwin, lhe enviou um trabalho para ser publicado que continha basicamente as mesmas idéias que Charles vinha guardando para si.
>>> Wallace e Darwin já se correspondiam bem antes do envio deste trabalho. Estranhamente, todas essas cartas foram destruídas por Darwin, menos esta. Por quê???
+++
Considero Wallace um bom exemplo do que se pode chamar de um pesquisador azarado. Primeiro, ele não tinha riquezas – condição comum aos pesquisadores da época, incluindo Darwin –, e as poucas que herdou se perderam em maus investimentos. Ou seja, tinha que trabalhar muito para se manter, tirando, em parte, tempo precioso de pesquisa. Além disso, teve uma série de acidentes, incluindo a perda de anos de trabalho quando o navio no qual viajava do Brasil para a Inglaterra pegou fogo.
>>> Não só “azarado”, mas lesado na sua primazia de “descobridor” do conceito de seleção natural. Wallace além de não ter “pedigree” como Darwin, ele não tinha QI – Quem Indica. Darwin tinha QI – um círculo íntimo montado em torno de suas idéias (Lyell, Hooker e Huxley) que exerciam influência nos meios científicos da Inglaterra vitoriana.
+++
Para culminar, Wallace tinha realizado uma grande descoberta e a enviou justamente para o único naturalista que estava trabalhando no mesmo tema e que, além de tudo, era um pesquisador mais destacado que ele! Teoricamente, se tivesse enviado para qualquer outro pesquisador não ligado a Darwin, ou se houvesse tentado publicar diretamente, poderia ter sido ele quem teria recebido o maior destaque pela paternidade dessa teoria. Nesse caso, quem sabe agora seria Wallace o tema central da exposição em cartaz no Rio.
>>> Wallace já trabalhava com o problema da evolução desde 1845. Ele enviou o trabalho para ser enviado para Lyell se Darwin considerasse importante o trabalho.
+++
Ao receber a carta, um desesperado Darwin conversou com alguns colegas que sabiam de suas idéias e houve um acordo: um trabalho conjunto de Darwin e Wallace foi publicado pela Sociedade Lineana (Linnean Society), em Londres. Nenhum dos dois estava presente – Darwin estava doente, e Wallace, que tinha ficado muito satisfeito com o acordo, sobretudo levando em conta a posição mais destacada na sociedade e no mundo científico de seu parceiro, continuava seu trabalho de coleta de dados na Indonésia.
>>> Os colegas com quem Darwin conversou foram Hooker e Lyell. Darwin usou estas pessoas para conseguir a primazia da “descoberta”. Ao contrário do afirmado por Kellner de que Wallace ficou “muito satisfeito com o acordo”, ele só ficou sabendo deste acordo entre “cavalheiros” [não seria mais acertado chamá-los de “conspiradores”], bastante tempo depois quando retornou para a Inglaterra. Vide BRACKMAN, Arnold C. “A Delicate Arrangement: The Strange Case of Charles Darwin and Alfred Russel Wallace”, New Yor, Time Books, 1980.
+++
No ano seguinte, Darwin publicava o livro A origem das espécies por meio da seleção natural. A obra foi um best-seller e mudou, para sempre, o pensamento biológico com relação às espécies.
>>> Se tornou “best-seller” porque a primeira edição foi comprada no atacado por livreiros. O Origem das Espécies não é livro, é um longo abstract, mas muita gente desconhece isso. Até cientistas...
Um momento oportuno
>>> Um momento mais do que oportuno para novamente denunciar as distorções históricas desta exposição “louvaminhice” de Darwin.
+++
A exposição sobre Darwin, organizada no Brasil pelo Instituto Sangari, está correndo o mundo e chega a Londres no ano que vem, quando se comemora o bicentenário do nascimento do naturalista. E por que este é um momento tão oportuno para se evocar as idéias de Darwin?
>>> Kellner, o cientista, vai deixar a objetividade de cientista, e vai mostrar aqui a subjetividade de sua ideologia e antipatia a visões extremas da evolução.
+++ Pelo fato de que existem movimentos cada vez mais intensos, particularmente nos Estados Unidos, de promoção do criacionismo – uma doutrina de cunho religioso que chega ao extremo de postular a proibição do ensino da evolução nas escolas.
>>> Sobre as distorções históricas desta exposição de louvaminhice a Darwin, vide:
Artigo 1
Artigo 2
Artigo 3
Aqui Kellner está em descompasso flagrante com a verdade sobre a questão do ensino da evolução nos Estados Unidos. Não somente em descompasso com a verdade, mas revelando profundo desconhecimento desta questão jurídica americana: desde 1984, após a Suprema Corte Americana ter declarado que o criacionismo científico não pode ser ensinado nas escolas públicas pelo seu matiz religioso, só um idiota continuaria “postulando” a proibição do ensino da evolução.
Diferente do Brasil, onde o MEC/SEMTEC/PNLEM enfia goela abaixo o conteúdo da abordagem da evolução nos currículos e livros-texto, nos Estados Unidos as comunidades podem decidir pelo seu conteúdo. Kellner, você pode ficar sossegado menino, Darwin continua reinando perenemente nas escolas pública americanas.
+++
Não quero entrar muito nesta discussão, mas considero importante destacar que a ciência e a religião não são mutuamente exclusivas: cada uma aborda diferentes aspectos e ambas devem ser mantidas separadas. Mas é importante que as convicções religiosas não se sobreponham ao consenso científico bem estabelecido há anos de que as espécies mudam com o tempo.
Alexander Kellner
Museu Nacional / UFRJ
Academia Brasileira de Ciências
Envie críticas, comentários e sugestões para alexander.kellner@gmail.com
>>> Kellner adota uma versão ligth do NOMA [Non-overlapping magisteria] de Stephen Jay Gould, “Rocks of Ages: Science and Religion in the Fullness of Life”, in The Library of Contemporary Thought, New York, Ballantine, 1999, pp. 4-6.
A quem interessa esta idéia de conflito “ciência versus religião”? Tão-somente aos materialistas filosóficos que seqüestraram o naturalismo metodológico para avançar a sua agenda materialista como se fosse ciência e calar a boca dos de concepções religiosas sobre questões de ciência. A ciência moderna se deu com cientistas de concepções religiosas. E não são poucos.
Que as espécies mudam ao longo do tempo ninguém discute. Até os criacionistas e o pessoal do Design Inteligente aceitam isso. O que se discute, e aí sim Darwin seria atual e necessário, é se a teoria da evolução de Darwin fosse heuristicamente robusta e nos respondesse cientificamente as seguintes questões:
A. Questões de Padrão, diz respeito à grande escala geométrica da história biológica: Como os organismos são inter-relacionados, e como que nós sabemos isso?
B. Questões de Processo, diz respeito aos mecanismos de evolução, e os vários problemas em aberto naquela área, e
C. Questões sobre a questão central: a origem e a natureza da complexidade biológica; a “complexidade biológica” diz respeito à origem daquilo que faz com que os organismos sejam claramente o que são: complexidade especificada da informação biológica.
Será que a nova teoria da evolução — a Síntese Moderna Ampliada vai respondê-las? Já que a biologia do século 21 é uma biologia sobre informação genética, será que que a SMA irá acolher as teses da complexidade irredutível de Behe e a informação complexa especificada de Dembski?
Kellner, membro da Academia Brasileira de Ciências, Darwin somente será atual e necessário se “o verdadeiro Darwin” for desvelado pela Nomenklatura científica e pela Grande Mídia.
A inferência de Design defendida por estudiosos fora do movimento do DI
quinta-feira, março 13, 2008
Para os céticos e detratores do Design Inteligente que não conseguem entender que os sinais de inteligência (especialmente a complexidade especificada) são empiricamente detectados na natureza, um artigo sobre como estudiosos fora do movimento do DI defendem a inferência do design pela complexidade especificada.
The Design Inference from Specified Complexity Defended by Scholars Outside the Intelligent Design Movement: A Critical Review
By: Peter S. Williams
Philosophia Christi
September 1, 2007
Peter S. Williams, "The Design Inference from Specified Complexity Defended by Scholars Outside the Intelligent Design Movement: A Critical Review," Philosophia Christi (Vol. 9, Issue 2, 2007).
PDF gratuito do artigo, clique aqui. (PDF, 1.45 Mb)
The Design Inference from Specified Complexity Defended by Scholars Outside the Intelligent Design Movement: A Critical Review
By: Peter S. Williams
Philosophia Christi
September 1, 2007
Peter S. Williams, "The Design Inference from Specified Complexity Defended by Scholars Outside the Intelligent Design Movement: A Critical Review," Philosophia Christi (Vol. 9, Issue 2, 2007).
PDF gratuito do artigo, clique aqui. (PDF, 1.45 Mb)
Pro bonum Scientiae - Publicações científicas de livre acesso
quarta-feira, março 12, 2008
Um verdadeiro tesouro de publicações científicas de livre acesso aqui.
Basta somente preencher seus dados! IMPERDÍVEL!!!
Basta somente preencher seus dados! IMPERDÍVEL!!!
Por que a fraude de Haeckel não devia mais aparecer em nossos livros-texto de Biologia desde 1998?
terça-feira, março 11, 2008
Em 1998 eu enviei e-mail para algumas editoras de livros didáticos como a Editora Moderna, Ática, Saraiva e Scipione, expressando minhas preocupações sobre a abordagem das atuais teorias da origem e evolução da vida, e pedi que repassassem meu e-mail para os autores como Amabis e Martho, Gewandsznajder e Linhares, César e Sezar, e José Arnaldo Favaretto.
Todas as editoras confirmaram a recepção do meu e-mail, e que tinham repassado as minhas críticas para os autores, mas eu nunca recebi resposta de todos eles. Amabis e Martho se encontram nesta categoria.
Alguns desses autores responderam, e iniciamos um diálogo. Uns bem simpáticos, e outros bem ofendidos com as insuficiências fundamentais da atual teoria da evolução apresentadas por este “simples professorzinho do ensino médio” [eu sinto o maior orgulho de ser um desses educadores], e que eu estava simplesmente querendo “destruir um trabalho de vários anos”.
Um deles me escreveu dizendo que os biólogos e os autores de livros-texto se comunicam entre si, e que eles sabiam das questões que eu levantava há uma década atrás. Bem, se sabiam, por que alguns continuaram com as duas fraudes – os desenhos dos embriões de vertebrados (forjados por Haeckel) e o melanismo industrial (as mariposas de Manchester), uma para provar o fato, Fato, FATO da ancestralidade comum, e o outro para demonstrar o fato, Fato, FATO da evolução ocorrendo diante de nossos olhos. Nada mais falso, Falso, FALSO!

Bem, pior a emenda do que o soneto, pois se eles se comunicam entre si, então eles deveriam saber desde 1998 que a fraude centenária de Haeckel não podia e nem pode mais aparecer nos livros didáticos do ensino médio e superior. Por quê? Porque se este “simples professorzinho do ensino médio” tinha na época informações sobre as dificuldades fundamentais da atual teoria da evolução através de amigos cientistas e pesquisadores interessados na abordagem objetiva e honesta da evolução, eles também sabiam.

Aspectos verdadeiros dos estágios dos embriões - Richardson et al, Science (1998)280:983-986
O MEC/SEMTEC/PNLEM tem acesso à literatura especializada através do site da CAPES Periódicos. Nem todos aqueles autores tinham ou têm acesso a elas, mas eu não estou convencido de que Amabis e Martho não tinham acesso a estas publicações na USP. Prova evidente disso, é que Amabis e Martho foram os únicos autores que deixaram de usá-las, mas sem as devidas explicações necessárias aos novos e antigos alunos do porque usaram e deixaram de usá-las.
Aqui neste blog, a gente mata a cobra e mostra o pau. A fraude de Haeckel não devia e nem deve mais aparecer em nossos livros-texto de Biologia por causa desta pesquisa com revisão por pares em 1997:
1: Anat Embryol (Berl). 1997 Aug; 196(2):91-106.
There is no highly conserved embryonic stage in the vertebrates: implications for current theories of evolution and development.
Richardson MK, Hanken J, Gooneratne ML, Pieau C, Raynaud A, Selwood L, Wright GM.
Department of Anatomy and Developmental Biology, St. George's Hospital Medical School, London, UK. m.richardson@sghms.ac.uk
Embryos of different species of vertebrate share a common organisation and often look similar. Adult differences among species become more apparent through divergence at later stages. Some authors have suggested that members of most or all vertebrate clades pass through a virtually identical, conserved stage. This idea was promoted by Haeckel, and has recently been revived in the context of claims regarding the universality of developmental mechanisms. Thus embryonic resemblance at the tailbud stage has been linked with a conserved pattern of developmental gene expression - the zootype. Haeckel's drawings of the external morphology of various vertebrates remain the most comprehensive comparative data purporting to show a conserved stage. However, their accuracy has been questioned and only a narrow range of species was illustrated. In view of the current widespread interest in evolutionary developmental biology, and especially in the conservation of developmental mechanisms, re-examination of the extent of variation in vertebrate embryos is long overdue. We present here the first review of the external morphology of tailbud embryos, illustrated with original specimens from a wide range of vertebrate groups. We find that embryos at the tailbud stage - thought to correspond to a conserved stage - show variations in form due to allometry, heterochrony, and differences in body plan and somite number. These variations foreshadow important differences in adult body form. Contrary to recent claims that all vertebrate embryos pass through a stage when they are the same size, we find a greater than 10-fold variation in greatest length at the tailbud stage. Our survey seriously undermines the credibility of Haeckel's drawings, which depict not a conserved stage for vertebrates, but a stylised amniote embryo. In fact, the taxonomic level of greatest resemblance among vertebrate embryos is below the subphylum. The wide variation in morphology among vertebrate embryos is difficult to reconcile with the idea of a phyogenetically-conserved tailbud stage, and suggests that at least some developmental mechanisms are not highly constrained by the zootype. Our study also highlights the dangers of drawing general conclusions about vertebrate development from studies of gene expression in a small number of laboratory species.
PMID: 9278154 [PubMed - indexed for MEDLINE]
Todas as editoras confirmaram a recepção do meu e-mail, e que tinham repassado as minhas críticas para os autores, mas eu nunca recebi resposta de todos eles. Amabis e Martho se encontram nesta categoria.
Alguns desses autores responderam, e iniciamos um diálogo. Uns bem simpáticos, e outros bem ofendidos com as insuficiências fundamentais da atual teoria da evolução apresentadas por este “simples professorzinho do ensino médio” [eu sinto o maior orgulho de ser um desses educadores], e que eu estava simplesmente querendo “destruir um trabalho de vários anos”.
Um deles me escreveu dizendo que os biólogos e os autores de livros-texto se comunicam entre si, e que eles sabiam das questões que eu levantava há uma década atrás. Bem, se sabiam, por que alguns continuaram com as duas fraudes – os desenhos dos embriões de vertebrados (forjados por Haeckel) e o melanismo industrial (as mariposas de Manchester), uma para provar o fato, Fato, FATO da ancestralidade comum, e o outro para demonstrar o fato, Fato, FATO da evolução ocorrendo diante de nossos olhos. Nada mais falso, Falso, FALSO!

Bem, pior a emenda do que o soneto, pois se eles se comunicam entre si, então eles deveriam saber desde 1998 que a fraude centenária de Haeckel não podia e nem pode mais aparecer nos livros didáticos do ensino médio e superior. Por quê? Porque se este “simples professorzinho do ensino médio” tinha na época informações sobre as dificuldades fundamentais da atual teoria da evolução através de amigos cientistas e pesquisadores interessados na abordagem objetiva e honesta da evolução, eles também sabiam.

Aspectos verdadeiros dos estágios dos embriões - Richardson et al, Science (1998)280:983-986
O MEC/SEMTEC/PNLEM tem acesso à literatura especializada através do site da CAPES Periódicos. Nem todos aqueles autores tinham ou têm acesso a elas, mas eu não estou convencido de que Amabis e Martho não tinham acesso a estas publicações na USP. Prova evidente disso, é que Amabis e Martho foram os únicos autores que deixaram de usá-las, mas sem as devidas explicações necessárias aos novos e antigos alunos do porque usaram e deixaram de usá-las.
Aqui neste blog, a gente mata a cobra e mostra o pau. A fraude de Haeckel não devia e nem deve mais aparecer em nossos livros-texto de Biologia por causa desta pesquisa com revisão por pares em 1997:
1: Anat Embryol (Berl). 1997 Aug; 196(2):91-106.
There is no highly conserved embryonic stage in the vertebrates: implications for current theories of evolution and development.
Richardson MK, Hanken J, Gooneratne ML, Pieau C, Raynaud A, Selwood L, Wright GM.
Department of Anatomy and Developmental Biology, St. George's Hospital Medical School, London, UK. m.richardson@sghms.ac.uk
Embryos of different species of vertebrate share a common organisation and often look similar. Adult differences among species become more apparent through divergence at later stages. Some authors have suggested that members of most or all vertebrate clades pass through a virtually identical, conserved stage. This idea was promoted by Haeckel, and has recently been revived in the context of claims regarding the universality of developmental mechanisms. Thus embryonic resemblance at the tailbud stage has been linked with a conserved pattern of developmental gene expression - the zootype. Haeckel's drawings of the external morphology of various vertebrates remain the most comprehensive comparative data purporting to show a conserved stage. However, their accuracy has been questioned and only a narrow range of species was illustrated. In view of the current widespread interest in evolutionary developmental biology, and especially in the conservation of developmental mechanisms, re-examination of the extent of variation in vertebrate embryos is long overdue. We present here the first review of the external morphology of tailbud embryos, illustrated with original specimens from a wide range of vertebrate groups. We find that embryos at the tailbud stage - thought to correspond to a conserved stage - show variations in form due to allometry, heterochrony, and differences in body plan and somite number. These variations foreshadow important differences in adult body form. Contrary to recent claims that all vertebrate embryos pass through a stage when they are the same size, we find a greater than 10-fold variation in greatest length at the tailbud stage. Our survey seriously undermines the credibility of Haeckel's drawings, which depict not a conserved stage for vertebrates, but a stylised amniote embryo. In fact, the taxonomic level of greatest resemblance among vertebrate embryos is below the subphylum. The wide variation in morphology among vertebrate embryos is difficult to reconcile with the idea of a phyogenetically-conserved tailbud stage, and suggests that at least some developmental mechanisms are not highly constrained by the zootype. Our study also highlights the dangers of drawing general conclusions about vertebrate development from studies of gene expression in a small number of laboratory species.
PMID: 9278154 [PubMed - indexed for MEDLINE]
Lançamento desperta pensamento crítico no leitor
sexta-feira, março 07, 2008
PublishNews - 07/03/2008
Desde a fase inicial de aprendizagem escolar até a juventude, as pessoas são culturalmente motivadas a aprender sobre tudo que lhes cerca - história, cultura, geografia, matemática. Tudo é lecionado para preparar o aluno no ingresso ao competitivo mercado de trabalho. Mas algo muito importante costuma ser deixado de lado. O exercício do pensamento crítico é matéria ausente nas grades escolares e faz com que o aluno e futuro cidadão tenha como verdade todas as leis, teorias e informações disponibilizadas pelos seus professores. É esta a crítica que Alec Fisher faz em A lógica dos verdadeiros argumentos (Novo Conceito, 332 pp. R$ 44,90), que traz uma maneira alternativa de raciocinar sobre as informações recebidas a todo instante.
+++++
NOTA IMPERTINENTE DESTE BLOGGER: Livros assim, são mais do que bem-vindos para a realização da verdadeira educação cidadã dos alunos dos ensinos fundamental, médio e superior que não pode continuar sendo violentada nos seus direitos de acesso a informações sobre o status epistêmico de determinadas teorias científicas sabidamente insuficientes no contexto de justificação teórica.
Desde a fase inicial de aprendizagem escolar até a juventude, as pessoas são culturalmente motivadas a aprender sobre tudo que lhes cerca - história, cultura, geografia, matemática. Tudo é lecionado para preparar o aluno no ingresso ao competitivo mercado de trabalho. Mas algo muito importante costuma ser deixado de lado. O exercício do pensamento crítico é matéria ausente nas grades escolares e faz com que o aluno e futuro cidadão tenha como verdade todas as leis, teorias e informações disponibilizadas pelos seus professores. É esta a crítica que Alec Fisher faz em A lógica dos verdadeiros argumentos (Novo Conceito, 332 pp. R$ 44,90), que traz uma maneira alternativa de raciocinar sobre as informações recebidas a todo instante.+++++
NOTA IMPERTINENTE DESTE BLOGGER: Livros assim, são mais do que bem-vindos para a realização da verdadeira educação cidadã dos alunos dos ensinos fundamental, médio e superior que não pode continuar sendo violentada nos seus direitos de acesso a informações sobre o status epistêmico de determinadas teorias científicas sabidamente insuficientes no contexto de justificação teórica.
Um "sandinista" contra a "síndrome dos soldadinhos-de-chumbo"
Para los hermanos que hablan español, a página de Máximo Sandín, um cientista dissidente de Darwin na Universidade Autónoma de Madrid - Facultad de Ciencias - Departamento de Biologia.
Vide especialmente o artigo ¿PENSAMIENTO ÚNICO O AUSENCIA DE PENSAMIENTO? contra a "síndrome dos soldadinhos-de-chumbo", traduzido em graúdos aqui neste blog: Todo mundo pensando a mesma coisa e ninguém pensando em nada!!!
Fui, hermanos, pensando nos muchos bemoles del darwinismo que são jogados para debaixo do tapete pela Nomenklatura científica e a Grande Mídia internacional e tupiniquim.
A ciência é a busca pela verdade. Ciência e mentira não podem andar de mãos dadas. Não abordar os bemoles teóricos fundamentales de Darwin é desonestidade acadêmica, e jornalismo científico chinfrim!
Vide especialmente o artigo ¿PENSAMIENTO ÚNICO O AUSENCIA DE PENSAMIENTO? contra a "síndrome dos soldadinhos-de-chumbo", traduzido em graúdos aqui neste blog: Todo mundo pensando a mesma coisa e ninguém pensando em nada!!!
Fui, hermanos, pensando nos muchos bemoles del darwinismo que são jogados para debaixo do tapete pela Nomenklatura científica e a Grande Mídia internacional e tupiniquim.
A ciência é a busca pela verdade. Ciência e mentira não podem andar de mãos dadas. Não abordar os bemoles teóricos fundamentales de Darwin é desonestidade acadêmica, e jornalismo científico chinfrim!
BOMBA! BOMBA! Batizada a nova teoria da evolução: “Síntese Evolutiva Ampliada”
quarta-feira, março 05, 2008
Stephen Jay Gould (1980), Lynn Margulis (2005), e Massimo Pigliucci (2005) que, afirmaram que a atual teoria da evolução de Darwin, o neodarwinismo, estava morto e que havia necessidade de uma nova teoria da evolução. Eu segui esta trilha em 1998 após sofrer uma “metanoia” epistemológica em relação à teoria da evolução de Darwin. O projeto de mestrado em Educação [Ciências] que submeti à Universidade Metodista de Piracicaba foi rejeitado. Eu sinto saudades da terra onde o peixe pára. Foi lá que nasceu meu filho Ariel.
Eu abro aqui um parêntese para relembrar a relação incestuosa da Nomenklatura científica e a Grande Mídia tupiniquins [denunciada por este blogger no Observatório da Imprensa em 1998] que sempre se esquivaram em debater e comentar publicamente que Darwin estava nu, e que algo de podre reinava nos porões da Nomenklatura científica: a existência de duas síndromes epistemológicas:
1. A síndrome dos soldadinhos-de-chumbo [todo mundo pensando a mesma coisa, e ninguém pensando em nada];
2. A síndrome ricuperiana [o que Darwin tem de bom, a gente mostra; o que Darwin tem de ruim, a gente esconde.
Além disso, a existência de uma postura beligerante e de ostracismo para os críticos e oponentes de Darwin na Academia! Darwin locuta, evolutio finita!!!
Desde 1998, após ler o livro “A Caixa Preta de Darwin”, e de ser convencido da insuficiência epistêmica do darwinismo em explicar a origem e a evolução das coisas bióticas, este blogger tem levado ao conhecimento das editorias de ciência e da comunidade científica [através de pôsteres e palestras] que Darwin não fecha a conta na teoria geral da evolução, e que devido a esta séria crise paradigmática, era imperativa a revisão ou simplesmente o descarte de Darwin como referencial teórico em biologia evolutiva.
A galera dos meninos e meninas de Darwin “deitou e rolou” nos impropérios e xingamentos contra este blogger no ciberespaço. Eu sempre disse que eles eram mal-educados. Um deles me enviou um e-mail e disse que era mal-educado desde “nenezinho” [Pasme, o dito cujo é professor de Biologia de universidade pública].
Gente, eu estou muito preocupado com isso. É capaz até que eu tenha um troço. Um infarto talvez. Ou ficar profundamente estressado. Nada disso, eu sei que quem está na chuva é pra se queimar [obrigado, Vicente Matheus, saudoso presidente do meu então glorioso Corinthians], e Darwin também está na chuva pra se queimar. Ora, que se queime!
Esta aqui é especialmente para o meu fã ardoroso na USP: parece que “o anta do Enézio”, “o Jeguézio”, [é assim que ele me “caça” no Google!] vai ser vindicado.
Um grupo de renomados cientistas se reuniu em Altenberg, Áustria, no Konrad Lorentz Institute porque eles reconhecem que a teoria da evolução [aceita pela maioria dos biólogos praticantes], e que é ensinada atualmente nas escolas:
“...é inadequada em explicar a nossa existência. Ela é antes da descoberta do DNA, não tem uma teoria para a forma corporal, e não acomoda “outros” novos fenômenos... Algum tipo de distanciamento da visão centrada na genética das populações já está a caminho... Uma onda de cientistas agora questiona a seleção natural [Uau! Eles sempre mentiram para o público de que não havia crise paradigmática em biologia evolutiva...], embora poucos admitam isso publicamente [Também pudera, a Nomenklatura científica é antropofágica e destruidora de carreiras acadêmicas dos dissidentes de Darwin]...
... Oh, sim, certamente que a seleção natural tem sido demonstrada... o ponto interessante, contudo, é que ela tem sido raramente, se já tem sido demonstrada ter alguma coisa a ver com a evolução no sentido de mudanças de longo termo nas populações... Resumindo, nós podemos ver a importância da teoria da evolução darwiniana é apenas capricho inexplicável de cima para baixo. O que evolui é apenas o que aconteceu de acontecer... tudo o que eu estou querendo argumentar é que, seja qual for o resultado desta história, não vai ser a história selecionista... [Por favor, alguém me belisque, mas me belisque com bastante força. Para onde foi o fato, Fato, FATO da evolução??? Para onde foi a montanha de evidências??? E a teoria que era tão cientificamente estabelecida como a lei da gravidade???]
...o grande desafio [desta nova teoria da evolução] é conectar a evolução no nível genômico com o desenvolvimento da célula, e o grande nível fenotípico [Senhores, não se esqueçam da nossa Caloi de Design Inteligente: complexidade irredutível de sistemas biológicos complexos e a informação complexa especificada]...
Uau, caracas, mano!!! Traduzido em graúdos: DARWIN NÃO FECHA A CONTA!!! Parem o mundo darwinista que muita gente boa vai descer para a realidade dos fatos científicos abandonando de vez o mundo das “just-so stories”, oops, estórias da carochinha.
Eu avisei aqui neste blog há muito tempo que a Nomenklatura científica estava “cozinhando” uma nova teoria da evolução. Gente, eu ousei fazer esta previsão: eu sou pós-darwinista já me antecipando a uma iminente e eminente mudança paradigmática em biologia evolutiva.
Fui, não sei por que, pensando nas colunas do Marcelo Gleiser na Folha de São Paulo. O que é que ele vai dizer agora? Será que ele já encontrou essas tais “leis da evolução”? Darwin não tinha explicado uma vez por todas o “Mysterium tremendum”? Fui, pensando seriamente no vazio epistêmico do mantra de Dobzhansky de que “nada em biologia faz sentido, a não ser à luz da evolução”. As evidências continuam dizendo um sonoro NÃO para as especulações transformistas de Darwin. E a sua teoria precisa “evoluir” com teorias ad hoc para salvaguardar as aparências epistêmicas...
Darwin, feliz 2009 pra você, pois o que virá a partir de 2010 será um paradigma pós-darwinista.
Darwin-ídolo vai ser destruído, pois os ídolos foram feitos para a destruição!
Darwin morreu, viva Darwin!!!
+++++
Leia mais sobre o Woodstock da Evolução.
Altenberg! The Woodstock of Evolution?
Tuesday, 4 March 2008, 1:49 pm
Article: Suzan Mazur
Altenberg! The Woodstock of Evolution?
By Suzan Mazur
It's not Yasgur's Farm, but what happens at the Konrad Lorenz Institute in Altenberg, Austria this July promises to be far more transforming for the world than Woodstock. What it amounts to is a gathering of 16 biologists and philosophers of rock star stature – let's call them "the Altenberg 16" – who recognize that the theory of evolution which most practicing biologists accept and which is taught in classrooms today, is inadequate in explaining our existence. It's pre the discovery of DNA, lacks a theory for body form and does not accomodate "other" new phenomena. So the theory Charles Darwin gave us, which was dusted off and repackaged 70 years ago, seems about to be reborn as the "Extended Evolutionary Synthesis"...
Eu abro aqui um parêntese para relembrar a relação incestuosa da Nomenklatura científica e a Grande Mídia tupiniquins [denunciada por este blogger no Observatório da Imprensa em 1998] que sempre se esquivaram em debater e comentar publicamente que Darwin estava nu, e que algo de podre reinava nos porões da Nomenklatura científica: a existência de duas síndromes epistemológicas:
1. A síndrome dos soldadinhos-de-chumbo [todo mundo pensando a mesma coisa, e ninguém pensando em nada];
2. A síndrome ricuperiana [o que Darwin tem de bom, a gente mostra; o que Darwin tem de ruim, a gente esconde.
Além disso, a existência de uma postura beligerante e de ostracismo para os críticos e oponentes de Darwin na Academia! Darwin locuta, evolutio finita!!!
Desde 1998, após ler o livro “A Caixa Preta de Darwin”, e de ser convencido da insuficiência epistêmica do darwinismo em explicar a origem e a evolução das coisas bióticas, este blogger tem levado ao conhecimento das editorias de ciência e da comunidade científica [através de pôsteres e palestras] que Darwin não fecha a conta na teoria geral da evolução, e que devido a esta séria crise paradigmática, era imperativa a revisão ou simplesmente o descarte de Darwin como referencial teórico em biologia evolutiva.
A galera dos meninos e meninas de Darwin “deitou e rolou” nos impropérios e xingamentos contra este blogger no ciberespaço. Eu sempre disse que eles eram mal-educados. Um deles me enviou um e-mail e disse que era mal-educado desde “nenezinho” [Pasme, o dito cujo é professor de Biologia de universidade pública].
Gente, eu estou muito preocupado com isso. É capaz até que eu tenha um troço. Um infarto talvez. Ou ficar profundamente estressado. Nada disso, eu sei que quem está na chuva é pra se queimar [obrigado, Vicente Matheus, saudoso presidente do meu então glorioso Corinthians], e Darwin também está na chuva pra se queimar. Ora, que se queime!
Esta aqui é especialmente para o meu fã ardoroso na USP: parece que “o anta do Enézio”, “o Jeguézio”, [é assim que ele me “caça” no Google!] vai ser vindicado.
Um grupo de renomados cientistas se reuniu em Altenberg, Áustria, no Konrad Lorentz Institute porque eles reconhecem que a teoria da evolução [aceita pela maioria dos biólogos praticantes], e que é ensinada atualmente nas escolas:
“...é inadequada em explicar a nossa existência. Ela é antes da descoberta do DNA, não tem uma teoria para a forma corporal, e não acomoda “outros” novos fenômenos... Algum tipo de distanciamento da visão centrada na genética das populações já está a caminho... Uma onda de cientistas agora questiona a seleção natural [Uau! Eles sempre mentiram para o público de que não havia crise paradigmática em biologia evolutiva...], embora poucos admitam isso publicamente [Também pudera, a Nomenklatura científica é antropofágica e destruidora de carreiras acadêmicas dos dissidentes de Darwin]...
... Oh, sim, certamente que a seleção natural tem sido demonstrada... o ponto interessante, contudo, é que ela tem sido raramente, se já tem sido demonstrada ter alguma coisa a ver com a evolução no sentido de mudanças de longo termo nas populações... Resumindo, nós podemos ver a importância da teoria da evolução darwiniana é apenas capricho inexplicável de cima para baixo. O que evolui é apenas o que aconteceu de acontecer... tudo o que eu estou querendo argumentar é que, seja qual for o resultado desta história, não vai ser a história selecionista... [Por favor, alguém me belisque, mas me belisque com bastante força. Para onde foi o fato, Fato, FATO da evolução??? Para onde foi a montanha de evidências??? E a teoria que era tão cientificamente estabelecida como a lei da gravidade???]
...o grande desafio [desta nova teoria da evolução] é conectar a evolução no nível genômico com o desenvolvimento da célula, e o grande nível fenotípico [Senhores, não se esqueçam da nossa Caloi de Design Inteligente: complexidade irredutível de sistemas biológicos complexos e a informação complexa especificada]...
Uau, caracas, mano!!! Traduzido em graúdos: DARWIN NÃO FECHA A CONTA!!! Parem o mundo darwinista que muita gente boa vai descer para a realidade dos fatos científicos abandonando de vez o mundo das “just-so stories”, oops, estórias da carochinha.
Eu avisei aqui neste blog há muito tempo que a Nomenklatura científica estava “cozinhando” uma nova teoria da evolução. Gente, eu ousei fazer esta previsão: eu sou pós-darwinista já me antecipando a uma iminente e eminente mudança paradigmática em biologia evolutiva.
Fui, não sei por que, pensando nas colunas do Marcelo Gleiser na Folha de São Paulo. O que é que ele vai dizer agora? Será que ele já encontrou essas tais “leis da evolução”? Darwin não tinha explicado uma vez por todas o “Mysterium tremendum”? Fui, pensando seriamente no vazio epistêmico do mantra de Dobzhansky de que “nada em biologia faz sentido, a não ser à luz da evolução”. As evidências continuam dizendo um sonoro NÃO para as especulações transformistas de Darwin. E a sua teoria precisa “evoluir” com teorias ad hoc para salvaguardar as aparências epistêmicas...
Darwin, feliz 2009 pra você, pois o que virá a partir de 2010 será um paradigma pós-darwinista.
Darwin-ídolo vai ser destruído, pois os ídolos foram feitos para a destruição!
Darwin morreu, viva Darwin!!!
+++++
Leia mais sobre o Woodstock da Evolução.
Altenberg! The Woodstock of Evolution?
Tuesday, 4 March 2008, 1:49 pm
Article: Suzan Mazur
Altenberg! The Woodstock of Evolution?
By Suzan Mazur
It's not Yasgur's Farm, but what happens at the Konrad Lorenz Institute in Altenberg, Austria this July promises to be far more transforming for the world than Woodstock. What it amounts to is a gathering of 16 biologists and philosophers of rock star stature – let's call them "the Altenberg 16" – who recognize that the theory of evolution which most practicing biologists accept and which is taught in classrooms today, is inadequate in explaining our existence. It's pre the discovery of DNA, lacks a theory for body form and does not accomodate "other" new phenomena. So the theory Charles Darwin gave us, which was dusted off and repackaged 70 years ago, seems about to be reborn as the "Extended Evolutionary Synthesis"...
Maynard-Smith “falou e disse”: o neodarwinismo é uma teoria de evolução inadequada!!!
Maynard-Smith “falou e disse”:
“Há um punhado de coisas que nós não sabemos sobre a evolução, mas elas não são as coisas que os não biólogos pensam que nós não sabemos. Se eu admitir a um colega não biólogo que a teoria da evolução é inadequada, ele deve provavelmente presumir logo que o darwinismo está para ser substituído pelo lamarckismo e a seleção natural pela herança dos caracteres adquiridos. Na verdade, nada parece para mim como menos provável. Em comum com quase todo mundo trabalhando na área, eu sou um neodarwinista não arrependido. Isto é, eu penso que a origem da novidade evolucionária é um processo de mutação de gene que é não adaptivo, e que a direção da evolução é grandemente determinada pela seleção natural. Eu sou bastante popperiano para saber que isto é uma hipótese, não um fato, e que as observações podem um dia me obrigar a abandoná-la, mas eu não espero que eu tenha de fazê-lo.” [1]
Uau, mano! A Lógica Darwinista 101 é de um posicionamento ideológico irredutivelmente absurdo: se as evidências contrariarem as especulações transformistas de Darwin, que se danem as evidências (Dobzhansky no Brasil), o que vale é a teoria.
Maynard-Smith, meu velho, eu sei que você morreu um neodarwinista não arrependido, mas a sua confissão pública de que o neodarwinismo é uma teoria da evolução inadequada valeu por tudo o que você sabia, mas não disse. Você disse isso em 1977. Stephen Jay Gould disse em 1980 que o neodarwinismo era uma teoria científica morta, mas que insistia permanecer como ortodoxia somente nos livros-texto de Biologia. Lynn Margulis disse a mesma coisa em 2005. Provine disse recentemente que nós precisamos de uma nova teoria da evolução.
Alô MEC/SEMTEC/PNLEM, alô Comissão de Educação e Cultura da Câmara dos Deputados, os melhores autores de livros didáticos dos ensinos médio e superior estão engabelando os nossos alunos, omitindo intencional e sub-repticiamente informações do status epistêmico da atual teoria da evolução há 20 anos.
Que tal uma CPI convocando esses principais autores sobre o crime abjeto lesando a educação de nossos alunos por duas décadas?
Não dizer nos livros didáticos o que Maynard-Smith, Gould e Margulis disseram publicamente, é querer tapar o Sol das evidências contrárias com uma peneira ideológica furada, oops é DESONESTIDADE ACADÊMICA!
E diziam que nós podíamos confiar nos cientistas porque eram pessoas imparciais, objetivas e frias, que seguem as evidências aonde elas forem dar. Nada mais falso!
E nenhum deles me processa por danos morais...
NOTA:
1. “There are a lot of things we do not know about evolution, but they are not the things that non-biologists think we do not know. If I admit to a nonbiological colleague that evolution theory is inadequate, he is likely to assume at once that Darwinism is about to be replaced by Lamarckism and natural selection by the inheritance of acquired characters. In fact, nothing seems to me less likely. In common with almost everyone working in the field, I am an unrepentant neo-Darwinist. That is, I think that the origin of evolutionary novelty is a process of gene mutation which is non-adaptive, and that the direction of evolution is largely determined by natural selection. I am enough of a Popperian to know that this is a hypothesis, not a fact, and that observations may one day oblige me to abandon it, but I do not expect to have to.” (MAYNARD-SMITH, J., 1977, “The Limitations of Evolution Theory," in Duncan R. & Weston-Smith M., eds., “The Encyclopedia of Ignorance Everything You Ever Wanted to Know About the Unknown,”, Pergamon: Oxford UK, reimpressão, 1978, p.236).
“Há um punhado de coisas que nós não sabemos sobre a evolução, mas elas não são as coisas que os não biólogos pensam que nós não sabemos. Se eu admitir a um colega não biólogo que a teoria da evolução é inadequada, ele deve provavelmente presumir logo que o darwinismo está para ser substituído pelo lamarckismo e a seleção natural pela herança dos caracteres adquiridos. Na verdade, nada parece para mim como menos provável. Em comum com quase todo mundo trabalhando na área, eu sou um neodarwinista não arrependido. Isto é, eu penso que a origem da novidade evolucionária é um processo de mutação de gene que é não adaptivo, e que a direção da evolução é grandemente determinada pela seleção natural. Eu sou bastante popperiano para saber que isto é uma hipótese, não um fato, e que as observações podem um dia me obrigar a abandoná-la, mas eu não espero que eu tenha de fazê-lo.” [1]
Uau, mano! A Lógica Darwinista 101 é de um posicionamento ideológico irredutivelmente absurdo: se as evidências contrariarem as especulações transformistas de Darwin, que se danem as evidências (Dobzhansky no Brasil), o que vale é a teoria.
Maynard-Smith, meu velho, eu sei que você morreu um neodarwinista não arrependido, mas a sua confissão pública de que o neodarwinismo é uma teoria da evolução inadequada valeu por tudo o que você sabia, mas não disse. Você disse isso em 1977. Stephen Jay Gould disse em 1980 que o neodarwinismo era uma teoria científica morta, mas que insistia permanecer como ortodoxia somente nos livros-texto de Biologia. Lynn Margulis disse a mesma coisa em 2005. Provine disse recentemente que nós precisamos de uma nova teoria da evolução.
Alô MEC/SEMTEC/PNLEM, alô Comissão de Educação e Cultura da Câmara dos Deputados, os melhores autores de livros didáticos dos ensinos médio e superior estão engabelando os nossos alunos, omitindo intencional e sub-repticiamente informações do status epistêmico da atual teoria da evolução há 20 anos.
Que tal uma CPI convocando esses principais autores sobre o crime abjeto lesando a educação de nossos alunos por duas décadas?
Não dizer nos livros didáticos o que Maynard-Smith, Gould e Margulis disseram publicamente, é querer tapar o Sol das evidências contrárias com uma peneira ideológica furada, oops é DESONESTIDADE ACADÊMICA!
E diziam que nós podíamos confiar nos cientistas porque eram pessoas imparciais, objetivas e frias, que seguem as evidências aonde elas forem dar. Nada mais falso!
E nenhum deles me processa por danos morais...
NOTA:
1. “There are a lot of things we do not know about evolution, but they are not the things that non-biologists think we do not know. If I admit to a nonbiological colleague that evolution theory is inadequate, he is likely to assume at once that Darwinism is about to be replaced by Lamarckism and natural selection by the inheritance of acquired characters. In fact, nothing seems to me less likely. In common with almost everyone working in the field, I am an unrepentant neo-Darwinist. That is, I think that the origin of evolutionary novelty is a process of gene mutation which is non-adaptive, and that the direction of evolution is largely determined by natural selection. I am enough of a Popperian to know that this is a hypothesis, not a fact, and that observations may one day oblige me to abandon it, but I do not expect to have to.” (MAYNARD-SMITH, J., 1977, “The Limitations of Evolution Theory," in Duncan R. & Weston-Smith M., eds., “The Encyclopedia of Ignorance Everything You Ever Wanted to Know About the Unknown,”, Pergamon: Oxford UK, reimpressão, 1978, p.236).
O discurso stalinista de dois agentes de elite da KGB da Nomenklatura científica Parte 2de 2
domingo, março 02, 2008
Enquanto historiador da ciência em formação li a matéria “Um grito de alerta: De criacionismo, educação e liberdade”, de Marcos Cesar Danhoni Neves, e o comentário de Heloisa Maria Bertol Domingues, coordenadora de História das Ciências do Museu de Astronomia e Ciências Afins (Mast), historiadora da ciência, estudiosa da história do darwinismo, embora não especialista, é impossível passar impune por ela (Heloísa).
Concordo com a Heloísa de que nem todos os historiadores estão de acordo com visões de mundo parciais, como a do livro em questão. O fato relatado é muito grave, porém, combatê-lo é tarefa hercúlea, mas Heloísa, em história da ciência é preciso olhar primeiro objetivamente e desapaixonadamente para o próprio umbigo. O historiador precisa se distanciar do seu sujeito de pesquisa. Heloísa, qua historiadora, sabe disso, mas não foi o que aconteceu no seu “comentário político” publicado no JC E-Mail.
Quase toda a comunidade científica sabia, há pelo menos duas décadas, que os nossos livros didáticos continham duas fraudes (uma mais do que centenária [a suposta semelhança “inicial” dos embriões vertebrados de Haeckel, fraude conhecida no seu tempo] e uma recente [as mariposas de Manchester, o melanismo industrial, as mariposas não pousam nos troncos], distorcendo as evidências científicas a favor do fato, Fato, FATO da evolução em nossos melhores autores como Amabis e Martho.
Abro aqui um parêntese para mencionar que a partir de 2004, Amabis e Martho não usam mais dessas fraudes e distorções de evidências científicas em seus novos livros didáticos, mas nunca deixaram registrados nas novas edições dos seus livros-texto por que o fizeram. Amabis e Martho deveriam escrever uma nota de esclarecimento para os novos alunos: “Nós retiramos aquelas evidências a favor da evolução porque nós fomos convencidos de que elas eram fraudulentas e distorciam as evidências científicas a favor da evolução”. Amabis e Martho nunca fizeram isso. Nunca farão. Se o fizerem, serão hostilizados pela Nomenklatura científica pelo amor à verdade. A ciência é a busca pela verdade. Ciência e mentira não podem andar de mãos dadas.
A Nomenklatura científica agradece esse silêncio obsequioso de Amabis e Martho a favor de Darwin. Mesmo que seja espúrio, quaisquer silêncios sobre fraudes e distorções de evidências científicas favorecendo as especulações transformistas de Darwin no contexto de justificação teórica, são mais do que bem-vindas. Haja objetividade científica. O nome disso, Heloísa, é desonestidade acadêmica!
Este historiador da ciência em formação estava no Rio de Janeiro em agosto de 2004, e naquela ocasião eu alertei a então governadora Rosinha Garotinho, através de assessores, sobre a inconstitucionalidade da decretação do ensino do criacionismo nas escolas do Rio, e que ela estava sendo mal assessorada nesta questão, e que o ideal seria promover o ensino da teoria da evolução através das evidências a favor e contra. Em Manaus ocorria III Colóquio Internacional sobre a História do Darwinismo (setembro de 2004). Eu não tive condições materiais de participar daquele evento.
Como era de se esperar, a decisão fora inconstitucional, os colegas de Heloísa ficaram estupefatos, e resolveram protesta contra aquela decisão da governadora do RJ, escrevendo a “Carta abierta sobre la enseñanza del creacionismo en el Estado de Rio de Janeiro”. Deputado Aldo Rebelo, onde estava o sr. nesta hora para defender a nossa amada língua portuguesa? Um bando de cientistas alienígenas escreveu uma carta aberta em língua de los hermanos, e ninguém reclamou?
Pero, cuando la cuestión es Darwin, vale-tudo, mano! A desculpa de Heloísa de que a carta “foi redigida em espanhol, pois a maioria dos participantes vinha de países de língua espanhola, da Espanha, do México, de Cuba, do Uruguai, da Colômbia” e que “um deles prontificou-se a redigi-la”, foi o expediente encontrado para resguardar a já combalida soberania de Pindorama, e mostrar este rasgo de independência, oops não foi de subserviência acadêmica???
Escrever a carta em espanhol, Heloísa, foi uma decisão mais do que pragmática para que o fato repercutisse, e enviasse o sinal ampliado para os povos de fala hispânica. A KGB da Nomenklatura científica é maquiavelicamente antropofágica.
Sem dúvida que a intenção da carta não era somente defender a laicização do ensino, pois não se tolerava, e nem se tolera hoje confundir ciência com religião, mas o recado enviado subliminarmente era um “cala boca” e um “chega pra lá” na turma do Design Inteligente (que foi veemente contra a decisão da governadora, e sugeriu outra opção).
Contudo, Rosinha Garotinho entrou para história como a mulher que ousou enfrentar a Darwin no Brasil, bem diferente de Heloísa, a historiadora do darwinismo, e do grupo de cientistas reunidos em Manaus, minha terra natal, que vão entrar para história como aqueles que acobertaram todas essas décadas as fraudes e as distorções científicas a favor do fato, Fato, FATO da evolução.
A história da ciência está nos contando outra história. Durante décadas recentes, novas evidências científicas de muitas disciplinas como a cosmologia, a física, a biologia, pesquisa de “inteligência artificial”, e outras áreas fizeram com que alguns cientistas começassem a questionar o princípio central do darwinismo da seleção natural e passaram a estudar detalhadamente essa evidência apoiando-a.
Mas os programas das TVs públicas e privadas, as declarações de políticas educacionais, os livros didáticos dos ensinos médio, fundamental e superior, e manifestos de cientistas asseguram que a teoria da evolução de Darwin explica plenamente a complexidade das coisas vivas. O público e os alunos recebem a confirmação de que toda a evidência conhecida apóia o darwinismo, e que virtualmente todos os cientistas no mundo acreditam que a teoria é robustamente justificada no contexto de justificação teórica. Nada mais falso.
Eu tomo a liberdade aqui de transcrever uma manifesto em inglês [o Dep. Aldo Rebelo, do PC do B, que me perdoe], pois diante de fatos graves como estes acima descritos e de pleno conhecimento do MEC/SEMTEC/PNLEM, fica claro que este manifesto merece a maior atenção devida.
Os cientistas nesta lista [há pelo menos 5 professores de universidades públicas brasileiras de renome] colocam em dúvida a primeira afirmação, e permanecem como um testemunho vivo em contradição ao segundo. Desde que o Discovery Institute lançou esta lista em 2001, mais de 700 cientistas corajosamente se manifestaram assinando seus nomes.
A lista está crescendo, e inclui cientistas da National Academy of Sciences [Academia Nacional de Ciências dos Estados Unidos], das academias de ciência da Rússia, Hungria, República Checa, bem como de importantes universidades como Yale, Princeton, Stanford, MIT, UC Berkeley, UCLA, e outras.
“We are skeptical of claims for the ability of random mutation and natural selection to account for the complexity of life. Careful examination of the evidence for Darwinian theory should be encouraged.”
Eu fui pressionado pela minha consciência tupiniquim a traduzir para o português esta declaração:
“Nós somos céticos das afirmações da capacidade da mutação aleatória e da seleção natural explicarem a complexidade da vida. Exame criterioso da evidência a favor da teoria darwinista deve ser encorajado.”
Se você tem doutorado em qualquer área científica, tenha o seu emprego na universidade estabilizado, e concorde com os termos dessa declaração, e queira apor o seu nome à lista de dissidência científica a Darwin favor me enviar um e-mail para neddy@uol.com.br
Clique aqui para ler um comunicado à imprensa sobre a lista de dissidentes de Darwin.
Clique aqui para download de uma cópia em PDF da lista de Dissenção Científica do Darwinismo.
São mais de 700 assinaturas de colegas cientistas e historiadores, todos indignados com a apresentação do darwinismo como uma teoria científica acima de quaisquer críticas, e como bem destacou Heloísa, se houver um avanço no conhecimento objetivo da História do Darwinismo, sobre o que ainda há muito a fazer, a própria história fará inverter esse leme de atitudes canhestras, que impedem o avanço das ciências e embotam o pensamento social, e favorecem a ditadura do pensamento único na Academia.
+++++
JC e-mail 3457, de 26 de Fevereiro de 2008.
4. Pesquisadora comenta artigo “Um grito de alerta!"
“O criacionismo é uma doutrina de uma religião, respeitável e meritória de consideração, como todas as crenças religiosas do mundo, mas não deve ser ensinada como se fosse uma teoria científica”
Mensagem de Heloisa Maria Bertol Domingues, coordenadora de História das Ciências do Museu de Astronomia e Ciências Afins (Mast):
Enquanto historiadora leio a matéria “Um grito de alerta!” sem surpresa, mas enquanto historiadora da ciência, estudiosa da história do darwinismo, embora não especialista, é impossível passar impune por ela.
É óbvio que nem todos os historiadores estão de acordo com visões de mundo parciais, como a do livro em questão. O fato relatado é muito grave, porém, combatê-lo é tarefa hercúlea.
Para você ter uma idéia, em setembro de 2004, em meio à notícia, lembrada no artigo, da decretação do ensino do criacionismo nas escolas do Rio, pela então governadora Rosinha Garotinho, um grupo de historiadores, do qual eu fazia parte, reunia-se em Manaus para participar do III Colóquio Internacional sobre a História do Darwinismo.
Havíamos escolhido como tema geral para o congresso as temáticas “meio ambiente, biodiversidade e difusão da teoria”, considerando, na História, a importância da teoria para o entendimento da natureza e, especial e inversamente, a importância da natureza [tropical] para a teoria de Darwin.
Ao saberem da decisão do governo de um dos Estados mais representativos do país, os colegas ficaram estupefatos. Decidiu-se então fazer um protesto contra aquela decisão da governadora do RJ, escrevendo a "Carta abierta sobre la enseñanza del creacionismo en el Estado de Rio de Janeiro". A carta foi redigida em espanhol pois a maioria dos participantes vinha de países de língua espanhola, da Espanha, do México, de Cuba, do Uruguai, da Colômbia e um deles prontificou-se a redigi-la.
Os demais participantes, além de nós brasileiros, vinham dos Estados Unidos e da Itália, todos assinaram a carta. Na ocasião, a carta ganhou uma matéria da “Folha de SP” e uma nota do jornal “O Globo”. Do destinatário, nenhuma manifestação.
A intenção da carta era defender a laicização do ensino, pois não se tolerava confundir ciência com religião. Se me permitem, tomarei a liberdade de transcrevê-la, traduzida, pois, diante de fatos graves como este descrito pelo autor fica claro que ela não perdeu a atualidade.
“Carta aberta sobre o ensino do criacionismo no Estado do Rio de Janeiro
Reunidos no III Colóquio Internacional sobre História do Darwinismo: meio ambiente, biodiversidade e difusão da teoria, realizado em Manaus, Brasil, entre 27 e 30 de setembro de 2004, queremos expressar nossa posição sobre a recente proposta de ensinar o criacionismo nas escolas de educação media no Estado do Rio de Janeiro.
O criacionismo é uma doutrina de uma religião, respeitável e meritória de consideração, como todas as crenças religiosas do mundo, mas não deve ser ensinada como se fosse uma teoria científica.
Como debatemos neste Colóquio, foi precisamente a Amazônia um espaço privilegiado, no século XIX, para a investigação tanto da teoria da seleção natural (Wallace, Bates e, em certa medida, Darwin), como da investigação para provar, sem conseguir, a inexistência da evolução (Agassiz). O evolucionismo, surgido como teoria científica no século XIX, que se desenvolveu e consolidou ao longo do século XX, explica o surgimento das espécies a partir da seleção natural.
A medida tomada no Estado do Rio de Janeiro é um ato de autoridade, em que não houve decisão colegiada ou legislativa alguma. Para alguns, isso é parte da debilidade e inoperância da proposta. Nós pensamos que tal decisão pode e deve ser revertida pelos órgãos competentes da educação federal, num âmbito de diálogo, compreensão e tolerância.
No Brasil, de acordo com o artigo IV da Constituição Geral da República, o Estado deve proporcionar educação laica, gratuita e geral.
Manaus, Estado do Amazonas, 30 de setembro de 2004.”
Seguem 22 assinaturas de colegas historiadores, todos indignados, como o autor Marcos Cesar. Apesar da crítica, necessária e pertinente, acredito que se houver um avanço no conhecimento objetivo da História do Darwinismo, sobre o que ainda há muito a fazer, a própria história fará inverter esse leme de idéias, que impedem o avanço das ciências e embotam o pensamento social.
Concordo com a Heloísa de que nem todos os historiadores estão de acordo com visões de mundo parciais, como a do livro em questão. O fato relatado é muito grave, porém, combatê-lo é tarefa hercúlea, mas Heloísa, em história da ciência é preciso olhar primeiro objetivamente e desapaixonadamente para o próprio umbigo. O historiador precisa se distanciar do seu sujeito de pesquisa. Heloísa, qua historiadora, sabe disso, mas não foi o que aconteceu no seu “comentário político” publicado no JC E-Mail.
Quase toda a comunidade científica sabia, há pelo menos duas décadas, que os nossos livros didáticos continham duas fraudes (uma mais do que centenária [a suposta semelhança “inicial” dos embriões vertebrados de Haeckel, fraude conhecida no seu tempo] e uma recente [as mariposas de Manchester, o melanismo industrial, as mariposas não pousam nos troncos], distorcendo as evidências científicas a favor do fato, Fato, FATO da evolução em nossos melhores autores como Amabis e Martho.
Abro aqui um parêntese para mencionar que a partir de 2004, Amabis e Martho não usam mais dessas fraudes e distorções de evidências científicas em seus novos livros didáticos, mas nunca deixaram registrados nas novas edições dos seus livros-texto por que o fizeram. Amabis e Martho deveriam escrever uma nota de esclarecimento para os novos alunos: “Nós retiramos aquelas evidências a favor da evolução porque nós fomos convencidos de que elas eram fraudulentas e distorciam as evidências científicas a favor da evolução”. Amabis e Martho nunca fizeram isso. Nunca farão. Se o fizerem, serão hostilizados pela Nomenklatura científica pelo amor à verdade. A ciência é a busca pela verdade. Ciência e mentira não podem andar de mãos dadas.
A Nomenklatura científica agradece esse silêncio obsequioso de Amabis e Martho a favor de Darwin. Mesmo que seja espúrio, quaisquer silêncios sobre fraudes e distorções de evidências científicas favorecendo as especulações transformistas de Darwin no contexto de justificação teórica, são mais do que bem-vindas. Haja objetividade científica. O nome disso, Heloísa, é desonestidade acadêmica!
Este historiador da ciência em formação estava no Rio de Janeiro em agosto de 2004, e naquela ocasião eu alertei a então governadora Rosinha Garotinho, através de assessores, sobre a inconstitucionalidade da decretação do ensino do criacionismo nas escolas do Rio, e que ela estava sendo mal assessorada nesta questão, e que o ideal seria promover o ensino da teoria da evolução através das evidências a favor e contra. Em Manaus ocorria III Colóquio Internacional sobre a História do Darwinismo (setembro de 2004). Eu não tive condições materiais de participar daquele evento.
Como era de se esperar, a decisão fora inconstitucional, os colegas de Heloísa ficaram estupefatos, e resolveram protesta contra aquela decisão da governadora do RJ, escrevendo a “Carta abierta sobre la enseñanza del creacionismo en el Estado de Rio de Janeiro”. Deputado Aldo Rebelo, onde estava o sr. nesta hora para defender a nossa amada língua portuguesa? Um bando de cientistas alienígenas escreveu uma carta aberta em língua de los hermanos, e ninguém reclamou?
Pero, cuando la cuestión es Darwin, vale-tudo, mano! A desculpa de Heloísa de que a carta “foi redigida em espanhol, pois a maioria dos participantes vinha de países de língua espanhola, da Espanha, do México, de Cuba, do Uruguai, da Colômbia” e que “um deles prontificou-se a redigi-la”, foi o expediente encontrado para resguardar a já combalida soberania de Pindorama, e mostrar este rasgo de independência, oops não foi de subserviência acadêmica???
Escrever a carta em espanhol, Heloísa, foi uma decisão mais do que pragmática para que o fato repercutisse, e enviasse o sinal ampliado para os povos de fala hispânica. A KGB da Nomenklatura científica é maquiavelicamente antropofágica.
Sem dúvida que a intenção da carta não era somente defender a laicização do ensino, pois não se tolerava, e nem se tolera hoje confundir ciência com religião, mas o recado enviado subliminarmente era um “cala boca” e um “chega pra lá” na turma do Design Inteligente (que foi veemente contra a decisão da governadora, e sugeriu outra opção).
Contudo, Rosinha Garotinho entrou para história como a mulher que ousou enfrentar a Darwin no Brasil, bem diferente de Heloísa, a historiadora do darwinismo, e do grupo de cientistas reunidos em Manaus, minha terra natal, que vão entrar para história como aqueles que acobertaram todas essas décadas as fraudes e as distorções científicas a favor do fato, Fato, FATO da evolução.
A história da ciência está nos contando outra história. Durante décadas recentes, novas evidências científicas de muitas disciplinas como a cosmologia, a física, a biologia, pesquisa de “inteligência artificial”, e outras áreas fizeram com que alguns cientistas começassem a questionar o princípio central do darwinismo da seleção natural e passaram a estudar detalhadamente essa evidência apoiando-a.
Mas os programas das TVs públicas e privadas, as declarações de políticas educacionais, os livros didáticos dos ensinos médio, fundamental e superior, e manifestos de cientistas asseguram que a teoria da evolução de Darwin explica plenamente a complexidade das coisas vivas. O público e os alunos recebem a confirmação de que toda a evidência conhecida apóia o darwinismo, e que virtualmente todos os cientistas no mundo acreditam que a teoria é robustamente justificada no contexto de justificação teórica. Nada mais falso.
Eu tomo a liberdade aqui de transcrever uma manifesto em inglês [o Dep. Aldo Rebelo, do PC do B, que me perdoe], pois diante de fatos graves como estes acima descritos e de pleno conhecimento do MEC/SEMTEC/PNLEM, fica claro que este manifesto merece a maior atenção devida.
Os cientistas nesta lista [há pelo menos 5 professores de universidades públicas brasileiras de renome] colocam em dúvida a primeira afirmação, e permanecem como um testemunho vivo em contradição ao segundo. Desde que o Discovery Institute lançou esta lista em 2001, mais de 700 cientistas corajosamente se manifestaram assinando seus nomes.
A lista está crescendo, e inclui cientistas da National Academy of Sciences [Academia Nacional de Ciências dos Estados Unidos], das academias de ciência da Rússia, Hungria, República Checa, bem como de importantes universidades como Yale, Princeton, Stanford, MIT, UC Berkeley, UCLA, e outras.
“We are skeptical of claims for the ability of random mutation and natural selection to account for the complexity of life. Careful examination of the evidence for Darwinian theory should be encouraged.”
Eu fui pressionado pela minha consciência tupiniquim a traduzir para o português esta declaração:
“Nós somos céticos das afirmações da capacidade da mutação aleatória e da seleção natural explicarem a complexidade da vida. Exame criterioso da evidência a favor da teoria darwinista deve ser encorajado.”
Se você tem doutorado em qualquer área científica, tenha o seu emprego na universidade estabilizado, e concorde com os termos dessa declaração, e queira apor o seu nome à lista de dissidência científica a Darwin favor me enviar um e-mail para neddy@uol.com.br
Clique aqui para ler um comunicado à imprensa sobre a lista de dissidentes de Darwin.
Clique aqui para download de uma cópia em PDF da lista de Dissenção Científica do Darwinismo.
São mais de 700 assinaturas de colegas cientistas e historiadores, todos indignados com a apresentação do darwinismo como uma teoria científica acima de quaisquer críticas, e como bem destacou Heloísa, se houver um avanço no conhecimento objetivo da História do Darwinismo, sobre o que ainda há muito a fazer, a própria história fará inverter esse leme de atitudes canhestras, que impedem o avanço das ciências e embotam o pensamento social, e favorecem a ditadura do pensamento único na Academia.
+++++
JC e-mail 3457, de 26 de Fevereiro de 2008.
4. Pesquisadora comenta artigo “Um grito de alerta!"
“O criacionismo é uma doutrina de uma religião, respeitável e meritória de consideração, como todas as crenças religiosas do mundo, mas não deve ser ensinada como se fosse uma teoria científica”
Mensagem de Heloisa Maria Bertol Domingues, coordenadora de História das Ciências do Museu de Astronomia e Ciências Afins (Mast):
Enquanto historiadora leio a matéria “Um grito de alerta!” sem surpresa, mas enquanto historiadora da ciência, estudiosa da história do darwinismo, embora não especialista, é impossível passar impune por ela.
É óbvio que nem todos os historiadores estão de acordo com visões de mundo parciais, como a do livro em questão. O fato relatado é muito grave, porém, combatê-lo é tarefa hercúlea.
Para você ter uma idéia, em setembro de 2004, em meio à notícia, lembrada no artigo, da decretação do ensino do criacionismo nas escolas do Rio, pela então governadora Rosinha Garotinho, um grupo de historiadores, do qual eu fazia parte, reunia-se em Manaus para participar do III Colóquio Internacional sobre a História do Darwinismo.
Havíamos escolhido como tema geral para o congresso as temáticas “meio ambiente, biodiversidade e difusão da teoria”, considerando, na História, a importância da teoria para o entendimento da natureza e, especial e inversamente, a importância da natureza [tropical] para a teoria de Darwin.
Ao saberem da decisão do governo de um dos Estados mais representativos do país, os colegas ficaram estupefatos. Decidiu-se então fazer um protesto contra aquela decisão da governadora do RJ, escrevendo a "Carta abierta sobre la enseñanza del creacionismo en el Estado de Rio de Janeiro". A carta foi redigida em espanhol pois a maioria dos participantes vinha de países de língua espanhola, da Espanha, do México, de Cuba, do Uruguai, da Colômbia e um deles prontificou-se a redigi-la.
Os demais participantes, além de nós brasileiros, vinham dos Estados Unidos e da Itália, todos assinaram a carta. Na ocasião, a carta ganhou uma matéria da “Folha de SP” e uma nota do jornal “O Globo”. Do destinatário, nenhuma manifestação.
A intenção da carta era defender a laicização do ensino, pois não se tolerava confundir ciência com religião. Se me permitem, tomarei a liberdade de transcrevê-la, traduzida, pois, diante de fatos graves como este descrito pelo autor fica claro que ela não perdeu a atualidade.
“Carta aberta sobre o ensino do criacionismo no Estado do Rio de Janeiro
Reunidos no III Colóquio Internacional sobre História do Darwinismo: meio ambiente, biodiversidade e difusão da teoria, realizado em Manaus, Brasil, entre 27 e 30 de setembro de 2004, queremos expressar nossa posição sobre a recente proposta de ensinar o criacionismo nas escolas de educação media no Estado do Rio de Janeiro.
O criacionismo é uma doutrina de uma religião, respeitável e meritória de consideração, como todas as crenças religiosas do mundo, mas não deve ser ensinada como se fosse uma teoria científica.
Como debatemos neste Colóquio, foi precisamente a Amazônia um espaço privilegiado, no século XIX, para a investigação tanto da teoria da seleção natural (Wallace, Bates e, em certa medida, Darwin), como da investigação para provar, sem conseguir, a inexistência da evolução (Agassiz). O evolucionismo, surgido como teoria científica no século XIX, que se desenvolveu e consolidou ao longo do século XX, explica o surgimento das espécies a partir da seleção natural.
A medida tomada no Estado do Rio de Janeiro é um ato de autoridade, em que não houve decisão colegiada ou legislativa alguma. Para alguns, isso é parte da debilidade e inoperância da proposta. Nós pensamos que tal decisão pode e deve ser revertida pelos órgãos competentes da educação federal, num âmbito de diálogo, compreensão e tolerância.
No Brasil, de acordo com o artigo IV da Constituição Geral da República, o Estado deve proporcionar educação laica, gratuita e geral.
Manaus, Estado do Amazonas, 30 de setembro de 2004.”
Seguem 22 assinaturas de colegas historiadores, todos indignados, como o autor Marcos Cesar. Apesar da crítica, necessária e pertinente, acredito que se houver um avanço no conhecimento objetivo da História do Darwinismo, sobre o que ainda há muito a fazer, a própria história fará inverter esse leme de idéias, que impedem o avanço das ciências e embotam o pensamento social.
Projeto editorial da Folha de São Paulo ouvirá os críticos e céticos de Darwin???
Folha inicia amanhã projeto que reúne editores e leitores do jornal
Objetivo dos ‘círculos’ é conhecer melhor as necessidades reais dos leitores
DA REDAÇÃO
A Folha inicia amanhã o projeto "Círculo de Leitores", que promoverá encontros mensais dos editores do jornal com os leitores. Informais, as reuniões buscarão avaliar as edições, recolher críticas e levantar idéias para melhorar o jornal.
Cada círculo contará com dez leitores e um grupo de editores. "É mais um instrumento que a Folha utilizará para aprimorar e estreitar a sua relação com seus leitores, ajudando a aprofundar o conhecimento de suas necessidades", afirma Eleonora de Lucena, 50, editora-executiva da Folha.
O Datafolha convidará os participantes a partir de uma análise do universo de leitores assíduos do jornal. De acordo com o diretor-geral do Datafolha, Mauro Paulino, 45, "essa é uma oportunidade que o jornal abre para que o leitor possa ajudar a fazer o jornal a participar de sua elaboração".
O instituto já realiza, periodicamente, pesquisas quantitativas e qualitativas sobre o perfil do leitor e hábitos de mídia, para que o jornal possa conhecer "e atender melhor" as demandas de um público em constante transformação. O novo projeto visa complementar as informações fornecidas por esses levantamentos.
O Folhateen, por exemplo, já realiza encontros desse tipo há quatro anos. O editor do caderno, Ivan Finotti, 37, se reúne quinzenalmente com adolescentes: "São teens que se reúnem conosco para falar do caderno, fazer críticas, falar do que gostaram. Eles também sugerem pautas ao jornal. É dessas conversas que surgem muitas capas do caderno".
Para Finotti, "estender essa experiência para todo o jornal pode trazer grandes benefícios".
Para a diretora de revistas da Folha, Cleusa Turra, 49, a iniciativa permitirá ampliar o envolvimento dos leitores na produção do jornal: Os leitores da Folha já vêm ampliando sua participação nas atividades do jornal, como nas sabatinas no Teatro Folha e nos debates sobre filmes.
O Círculo de Leitores servirá para estreitar esse relacionamento. Será uma oportunidade inédita para os jornalistas submeterem seus trabalhos à avaliação do seu público e ouvir suas demandas".
Tanto Finotti como Cleusa "responsável pela Revista e pelo Guia da Folha" participarão do encontro de amanhã, que reunirá também os editores da Ilustrada e de Ciência.
Objetivo dos ‘círculos’ é conhecer melhor as necessidades reais dos leitores
DA REDAÇÃO
A Folha inicia amanhã o projeto "Círculo de Leitores", que promoverá encontros mensais dos editores do jornal com os leitores. Informais, as reuniões buscarão avaliar as edições, recolher críticas e levantar idéias para melhorar o jornal.
Cada círculo contará com dez leitores e um grupo de editores. "É mais um instrumento que a Folha utilizará para aprimorar e estreitar a sua relação com seus leitores, ajudando a aprofundar o conhecimento de suas necessidades", afirma Eleonora de Lucena, 50, editora-executiva da Folha.
O Datafolha convidará os participantes a partir de uma análise do universo de leitores assíduos do jornal. De acordo com o diretor-geral do Datafolha, Mauro Paulino, 45, "essa é uma oportunidade que o jornal abre para que o leitor possa ajudar a fazer o jornal a participar de sua elaboração".
O instituto já realiza, periodicamente, pesquisas quantitativas e qualitativas sobre o perfil do leitor e hábitos de mídia, para que o jornal possa conhecer "e atender melhor" as demandas de um público em constante transformação. O novo projeto visa complementar as informações fornecidas por esses levantamentos.
O Folhateen, por exemplo, já realiza encontros desse tipo há quatro anos. O editor do caderno, Ivan Finotti, 37, se reúne quinzenalmente com adolescentes: "São teens que se reúnem conosco para falar do caderno, fazer críticas, falar do que gostaram. Eles também sugerem pautas ao jornal. É dessas conversas que surgem muitas capas do caderno".
Para Finotti, "estender essa experiência para todo o jornal pode trazer grandes benefícios".
Para a diretora de revistas da Folha, Cleusa Turra, 49, a iniciativa permitirá ampliar o envolvimento dos leitores na produção do jornal: Os leitores da Folha já vêm ampliando sua participação nas atividades do jornal, como nas sabatinas no Teatro Folha e nos debates sobre filmes.
O Círculo de Leitores servirá para estreitar esse relacionamento. Será uma oportunidade inédita para os jornalistas submeterem seus trabalhos à avaliação do seu público e ouvir suas demandas".
Tanto Finotti como Cleusa "responsável pela Revista e pelo Guia da Folha" participarão do encontro de amanhã, que reunirá também os editores da Ilustrada e de Ciência.
Revisar a teoria de Darwin como acima de questionamento
sábado, março 01, 2008
Por Jonathan Wells
Em ciência, as teorias são testadas e debatidas quase que constantemente. Bobagem quanto isso possa parecer, há cientistas que ainda estão pesquisando a gravidade. Isso não é tão absurdo quanto você possa pensar. Embora ninguém duvide que a massa atraí massa, e as maçãs caem para baixo, e não para cima, os cientistas ainda estão debatendo a natureza das leis físicas subjacentes e as partículas que provocam a atração gravitacional.
Sempre há cientistas curiosos sobre um aspecto ou outro de qualquer teoria sob escrutínio, e assim eles a desafiam. Não há nada errado com isso; na verdade, é da própria natureza da ciência desafiar as coisas.
Exceto quando diz respeito ao neodarwinismo. Neste caso, os cientistas devem calar a boca, não fazer perguntas, não desafiar nada. Isso não é ciência. Não é nem o que Darwin mesmo imaginou para a ciência.
Darwin escreveu:
“Uma conclusão satisfatória só poderá ser alcançada através do exame e confronto dos fatos e argumentos em prol deste ou daquele ponto de vista... .”
Parece que Darwin teria ficado profundamente desapontado no que é considerado um exame justo da evidência esses dias. Na Flórida houve um vigoroso debate recentemente sobre como a evolução deveria ser ensinada. Os darwinistas dogmáticos estão insistindo que a evolução darwiniana seja apresentada sem nenhum tipo de análise crítica, como se fosse 100% acima de descrédito, como se ela fosse uma lei natural que não deixou dúvidas. Isso pode ser como que eles querem apresentá-la, mas isso está além da verdade.
A revista Wired reportou que:
As resoluções foram padronizadas após a resolução do condado de St. Johns, que pede para “ensinar os argumentos científicos robustos e fracos da teoria em vez de ensinar a evolução como um fato dogmático.”
Os críticos dizem que a linguagem da resolução é criacionismo levemente disfarçado — ou no sentido bíblico estrito, ou a mais moderna versão de “design inteligente” que apóia o uso da metodologia científica para provar a intervenção divina.
Deixe de lado esta afirmação ridiculamente falsa de que os proponentes do DI estejam tentando usar a metodologia científica para provar a intervenção divina.
O que preocupa aqui é o esforço de rotular novamente qualquer questionamento à teoria de Darwin como sendo igual ao criacionismo. Como é conveniente. A corte suprema [dos Estados Unidos] já decidiu que o criacionismo não é permitido em salas de aulas, de modo que os darwinistas simplesmente rotulam qualquer questionamento de, desafio de sua teoria-bichinho-de-estimação como sendo criacionismo. A Dinamarca cheira relativamente prístina em comparação.
Isso não é exatamente uma tática nova. A auto-proclamada bióloga Patricia Princehouse esposou-a em 2005/06. Mais recentemente no Texas se tornou uma prática o afirmar constantemente que qualquer crítica à evolução é o mesmo que advogar design inteligente.
Isso certamente não seria notícia para o grande número de cientistas (muitos deles são evolucionistas) que questionam partes da evolução darwinista.
Postado por Robert Crowther em 29 de fevereiro de 2008 8:59 AM | Permalink
Em ciência, as teorias são testadas e debatidas quase que constantemente. Bobagem quanto isso possa parecer, há cientistas que ainda estão pesquisando a gravidade. Isso não é tão absurdo quanto você possa pensar. Embora ninguém duvide que a massa atraí massa, e as maçãs caem para baixo, e não para cima, os cientistas ainda estão debatendo a natureza das leis físicas subjacentes e as partículas que provocam a atração gravitacional.
Sempre há cientistas curiosos sobre um aspecto ou outro de qualquer teoria sob escrutínio, e assim eles a desafiam. Não há nada errado com isso; na verdade, é da própria natureza da ciência desafiar as coisas.
Exceto quando diz respeito ao neodarwinismo. Neste caso, os cientistas devem calar a boca, não fazer perguntas, não desafiar nada. Isso não é ciência. Não é nem o que Darwin mesmo imaginou para a ciência.
Darwin escreveu:
“Uma conclusão satisfatória só poderá ser alcançada através do exame e confronto dos fatos e argumentos em prol deste ou daquele ponto de vista... .”
Parece que Darwin teria ficado profundamente desapontado no que é considerado um exame justo da evidência esses dias. Na Flórida houve um vigoroso debate recentemente sobre como a evolução deveria ser ensinada. Os darwinistas dogmáticos estão insistindo que a evolução darwiniana seja apresentada sem nenhum tipo de análise crítica, como se fosse 100% acima de descrédito, como se ela fosse uma lei natural que não deixou dúvidas. Isso pode ser como que eles querem apresentá-la, mas isso está além da verdade.
A revista Wired reportou que:
As resoluções foram padronizadas após a resolução do condado de St. Johns, que pede para “ensinar os argumentos científicos robustos e fracos da teoria em vez de ensinar a evolução como um fato dogmático.”
Os críticos dizem que a linguagem da resolução é criacionismo levemente disfarçado — ou no sentido bíblico estrito, ou a mais moderna versão de “design inteligente” que apóia o uso da metodologia científica para provar a intervenção divina.
Deixe de lado esta afirmação ridiculamente falsa de que os proponentes do DI estejam tentando usar a metodologia científica para provar a intervenção divina.
O que preocupa aqui é o esforço de rotular novamente qualquer questionamento à teoria de Darwin como sendo igual ao criacionismo. Como é conveniente. A corte suprema [dos Estados Unidos] já decidiu que o criacionismo não é permitido em salas de aulas, de modo que os darwinistas simplesmente rotulam qualquer questionamento de, desafio de sua teoria-bichinho-de-estimação como sendo criacionismo. A Dinamarca cheira relativamente prístina em comparação.
Isso não é exatamente uma tática nova. A auto-proclamada bióloga Patricia Princehouse esposou-a em 2005/06. Mais recentemente no Texas se tornou uma prática o afirmar constantemente que qualquer crítica à evolução é o mesmo que advogar design inteligente.
Isso certamente não seria notícia para o grande número de cientistas (muitos deles são evolucionistas) que questionam partes da evolução darwinista.
Postado por Robert Crowther em 29 de fevereiro de 2008 8:59 AM | Permalink
Os gigantes estão chegando...
JC e-mail 3459, de 28 de Fevereiro de 2008.
18. Ártico abrigou o maior réptil marinho do mundo
Apelidado de "O Monstro", animal tinha 15 metros e viveu há 150 milhões de anos. Espécie foi apresentada à imprensa antes de seu estudo ser concluído, o que é anormal; objetivo é obter fundos para mais pesquisas
Um grupo de cientistas noruegueses sem dinheiro para continuar suas pesquisas perdeu o pudor e resolveu divulgar resultados preliminares de uma descoberta literalmente grande: os fósseis de um réptil marinho extinto de 15 metros de comprimento, provavelmente o maior já encontrado.
Antes mesmo de ganhar um nome científico e uma descrição formal numa publicação acadêmica — algo obrigatório para validar uma descoberta —, o animal já tem fotos divulgadas na internet e até um apelido carinhoso: "O Monstro". Ele é um plesiossauro, membro de um grupo de animais que viveu na era dos dinossauros, há 150 milhões de anos.
Os plesiossauros eram os principais predadores oceânicos de seu tempo. Comiam de moluscos gigantes a peixes e outros répteis marinhos. Um subgrupo de plesiossauros em especial, o dos pliossauros (ao qual pertence o novo fóssil), atingiu dimensões colossais. Uma espécie desenterrada na Austrália, o Kronosaurus, tinha 12 metros.
Os cientistas do Museu de História Nacional de Oslo, responsáveis pela nova descoberta, estimam que "O Monstro" tenha sido ainda maior. "Há um espécime encontrado no México que também pode ter chegado a 15 metros. Mas ele ainda não foi publicado, então por enquanto nós somos os maiores", disse à Folha o paleontólogo Jorn Hurum, líder dos cientistas.
Um aluno de Hurum, Espen Knutsen, deve publicar a descrição completa do animal em sua tese de doutorado. Para isso, no entanto, o grupo precisa continuar os trabalhos de escavação no remoto arquipélago de Svalbard, acima do Círculo Polar Ártico. É lá que afloram as rochas com centenas de fósseis desses animais e de vários outros. Foram 40 plesiossauros identificados até agora, sendo dois esqueletos do "Monstro".
Só que a logística de um trabalho de campo no deserto ártico é complicada: exige vôos de helicóptero, acampamentos no meio do nada (sob constante risco de ataque de ursos polares) — e muito, muito dinheiro. "Precisamos de US$ 200 mil para a próxima temporada de campo", afirmou Hurum.
Para amolecer o coração dos financiadores, o cientista e seus colegas passaram os últimos meses vasculhando a literatura científica sobre os plesiossauros à busca de um espécime maior. Como não encontraram, resolveram divulgar à imprensa as fotos do "Monstro".
Outros cientistas torcem o nariz para a estratégia. "Certamente eles têm algo na mão, mas eu sempre espero até ter um estudo publicado", disse Farish Jenkins, da Universidade Harvard, EUA, que também pesquisa no Ártico.
Hurum diz que o fim justifica os meios. "O valor científico de uma jazida fossilífera dessas é simplesmente incrível."
(Folha de SP, 28/2)
18. Ártico abrigou o maior réptil marinho do mundo
Apelidado de "O Monstro", animal tinha 15 metros e viveu há 150 milhões de anos. Espécie foi apresentada à imprensa antes de seu estudo ser concluído, o que é anormal; objetivo é obter fundos para mais pesquisas
Um grupo de cientistas noruegueses sem dinheiro para continuar suas pesquisas perdeu o pudor e resolveu divulgar resultados preliminares de uma descoberta literalmente grande: os fósseis de um réptil marinho extinto de 15 metros de comprimento, provavelmente o maior já encontrado.
Antes mesmo de ganhar um nome científico e uma descrição formal numa publicação acadêmica — algo obrigatório para validar uma descoberta —, o animal já tem fotos divulgadas na internet e até um apelido carinhoso: "O Monstro". Ele é um plesiossauro, membro de um grupo de animais que viveu na era dos dinossauros, há 150 milhões de anos.
Os plesiossauros eram os principais predadores oceânicos de seu tempo. Comiam de moluscos gigantes a peixes e outros répteis marinhos. Um subgrupo de plesiossauros em especial, o dos pliossauros (ao qual pertence o novo fóssil), atingiu dimensões colossais. Uma espécie desenterrada na Austrália, o Kronosaurus, tinha 12 metros.
Os cientistas do Museu de História Nacional de Oslo, responsáveis pela nova descoberta, estimam que "O Monstro" tenha sido ainda maior. "Há um espécime encontrado no México que também pode ter chegado a 15 metros. Mas ele ainda não foi publicado, então por enquanto nós somos os maiores", disse à Folha o paleontólogo Jorn Hurum, líder dos cientistas.
Um aluno de Hurum, Espen Knutsen, deve publicar a descrição completa do animal em sua tese de doutorado. Para isso, no entanto, o grupo precisa continuar os trabalhos de escavação no remoto arquipélago de Svalbard, acima do Círculo Polar Ártico. É lá que afloram as rochas com centenas de fósseis desses animais e de vários outros. Foram 40 plesiossauros identificados até agora, sendo dois esqueletos do "Monstro".
Só que a logística de um trabalho de campo no deserto ártico é complicada: exige vôos de helicóptero, acampamentos no meio do nada (sob constante risco de ataque de ursos polares) — e muito, muito dinheiro. "Precisamos de US$ 200 mil para a próxima temporada de campo", afirmou Hurum.
Para amolecer o coração dos financiadores, o cientista e seus colegas passaram os últimos meses vasculhando a literatura científica sobre os plesiossauros à busca de um espécime maior. Como não encontraram, resolveram divulgar à imprensa as fotos do "Monstro".
Outros cientistas torcem o nariz para a estratégia. "Certamente eles têm algo na mão, mas eu sempre espero até ter um estudo publicado", disse Farish Jenkins, da Universidade Harvard, EUA, que também pesquisa no Ártico.
Hurum diz que o fim justifica os meios. "O valor científico de uma jazida fossilífera dessas é simplesmente incrível."
(Folha de SP, 28/2)
Morcego sem sonar é o mesmo que avião sem radar?
Era uma vez um avião que resolveu ter a capacidade de voar. Para isso é necessário ter um sistema sofisticado de vôo, com hélices e/ou turbinas a jato potentes e, para poder voar com certa margem de segurança, um sofisticado sistema de radar.
Bem, só que a realidade da vida é mais complexa. O avião não dispunha de etapas evolutivas, oops recursos suficientes, e teve que fazer a opção mais escatológica de sua história evolutiva: voar sem radar ou ficar em terra com radar, mas sem as hélices e/ou turbinas a jato?
Moral da história, como a evolução é mais sábia do que você, idiota, este nosso protótipo de avião moderno, o Tupiniquim santosdumontium resolveu que era mais sábio evolutivamente voar sem radar.
O Tupiniquim santosdumontium correu na pista todo faceiro, e alçou vôo. Não foi muito longe não, pois bateu na primeira montanha. Apesar da batida há milhões de anos atrás, o avião orgulho de Pindorama foi encontrado quase que completamente intacto na sua condição de fóssil. Uma fazendeira encontrou o “fóssil” do Tupiniquim santosdumontium, e um grupo de estudantes ajudou os cientistas a “destrincharem” o resto da história do primeiro avião tupiniquim que voou sem radar.
Você não acreditou na história que eu acabei de contar, acreditou? Mas a “história verdadeira” foi contada por um biólogo no jornal Estado de São Paulo — via JC E-Mail.
Fui, pensando: o que é melhor — um avião plenamente formado e funcional que voe com sonar, ou um avião com radar, mas sem motor parado em terra, ou um avião com motor, mas sem radar, tentando voar às cegas pelos ares de Pindorama?
O DAC e a Infraero advertem: Senhores passageiros, um avião sem radar faz mal à sua vida! Don’t leave home without it! [Propaganda do cartão de crédito American Express nos anos 1980s nos Estados Unidos].
+++++
JC e-mail 3459, de 28 de Fevereiro de 2008.
20. Um morcego sem sonar, artigo de Fernando Reinach
“O sistema de ecolocalização depende de três componentes: a capacidade de emitir pulsos sonoros bem definidos, um sistema auditivo capaz de identificar e captar as ondas sonoras refletidas pelos objetos e um cérebro sofisticado”
Fernando Reinach é biólogo. Artigo publicado no “O Estado de SP”:
Faz 50 anos que descobrimos que os morcegos têm um sofisticado sistema de sonar. Parece muito tempo, mas esses animais desenvolveram a capacidade de ecolocalização há mais de 50 milhões de anos, 49 milhões de anos antes de os humanos surgirem no planeta. Os morcegos são mamíferos peculiares, pois além de possuírem sonares, são os únicos capazes de voar.
Faz anos que os cientistas debatem se o sonar teria surgido antes das asas ou se o vôo teria precedido o aparecimento do sonar. É o tipo da discussão que parece falta de assunto, afinal não é fácil especular, quanto mais descobrir, o que ocorreu 50 milhões de anos atrás, em uma época em que nem sequer os macacos existiam. Mas agora um grupo de paleontólogos, auxiliados por estudantes do ensino secundário, resolveu a questão.
O sistema de ecolocalização depende de três componentes: a capacidade de emitir pulsos sonoros bem definidos, um sistema auditivo capaz de identificar e captar as ondas sonoras refletidas pelos objetos e um cérebro sofisticado. Quanto mais longe o objeto maior o tempo necessário para as ondas chegarem ao objeto, serem refletidas e, finalmente, captadas pelo ouvido.
O sistema não funciona sem um cérebro capaz de calcular a distância do objeto a partir do tempo que o eco leva para chegar ao ouvido e ainda determinar de que direção ele vem. Com esses dados, o morcego consegue localizar objetos com tal precisão que alguns morcegos são capazes de capturar insetos em pleno vôo.
De todos esses sistemas, o único que tem alguma chance de ser preservado por 50 milhões de anos é a enorme cóclea, uma estrutura óssea, parte do ouvido interno, extremamente desenvolvida em todos os morcegos conhecidos. É essa cóclea enorme que permite ao morcego captar os sons refletidos pelos objetos.
Sem controle aéreo
Em 21 de agosto de 2003, na Mina de Finney, em Wyoming, EUA, uma senhora chamada Bonnie Finney (deve ser da família dos proprietários da mina) coletou um fóssil bem preservado de uma criatura que parecia ser um morcego. Os paleontólogos que estudaram o fóssil determinaram que a formação geológica em que o morcego foi preservado tem pelo menos 52 milhões de anos. Esse novo morcego foi denominado de Onychonycteris finneyi. Onycho porque possui unhas em todos os dedos e finneyi em homenagem a sua descobridora.
O fato de ter asas e garras indica que, provavelmente, o morcego locomovia-se utilizando as quatro patas quando não estava voando. O mais interessante é que o O. finneyi possui cóclea pequena, do tamanho encontrado na maioria dos mamíferos que têm ouvidos “normais”, incapazes de ecolocalização. Esse resultado foi confirmado comparando medidas de cócleas de centenas de esqueletos de morcegos, tanto fósseis quanto contemporâneos (provavelmente foi aí que os estudantes ajudaram).
A falta de uma cóclea desenvolvida indica que esse morcego não tinha sonar, mas como ele era capaz de voar, os cientistas concluíram que o sonar surgiu em morcegos que já eram capazes de voar. O incrível é como, a partir de um único fóssil, é possível imaginar o que teria ocorrido faz mais de 50 milhões de anos. Mas talvez o mais importante é que dezenas de jovens tiveram o prazer de fazer uma descoberta científica.
(O Estado de SP, 28/2)
Bem, só que a realidade da vida é mais complexa. O avião não dispunha de etapas evolutivas, oops recursos suficientes, e teve que fazer a opção mais escatológica de sua história evolutiva: voar sem radar ou ficar em terra com radar, mas sem as hélices e/ou turbinas a jato?
Moral da história, como a evolução é mais sábia do que você, idiota, este nosso protótipo de avião moderno, o Tupiniquim santosdumontium resolveu que era mais sábio evolutivamente voar sem radar.
O Tupiniquim santosdumontium correu na pista todo faceiro, e alçou vôo. Não foi muito longe não, pois bateu na primeira montanha. Apesar da batida há milhões de anos atrás, o avião orgulho de Pindorama foi encontrado quase que completamente intacto na sua condição de fóssil. Uma fazendeira encontrou o “fóssil” do Tupiniquim santosdumontium, e um grupo de estudantes ajudou os cientistas a “destrincharem” o resto da história do primeiro avião tupiniquim que voou sem radar.
Você não acreditou na história que eu acabei de contar, acreditou? Mas a “história verdadeira” foi contada por um biólogo no jornal Estado de São Paulo — via JC E-Mail.
Fui, pensando: o que é melhor — um avião plenamente formado e funcional que voe com sonar, ou um avião com radar, mas sem motor parado em terra, ou um avião com motor, mas sem radar, tentando voar às cegas pelos ares de Pindorama?
O DAC e a Infraero advertem: Senhores passageiros, um avião sem radar faz mal à sua vida! Don’t leave home without it! [Propaganda do cartão de crédito American Express nos anos 1980s nos Estados Unidos].
+++++
JC e-mail 3459, de 28 de Fevereiro de 2008.
20. Um morcego sem sonar, artigo de Fernando Reinach
“O sistema de ecolocalização depende de três componentes: a capacidade de emitir pulsos sonoros bem definidos, um sistema auditivo capaz de identificar e captar as ondas sonoras refletidas pelos objetos e um cérebro sofisticado”
Fernando Reinach é biólogo. Artigo publicado no “O Estado de SP”:
Faz 50 anos que descobrimos que os morcegos têm um sofisticado sistema de sonar. Parece muito tempo, mas esses animais desenvolveram a capacidade de ecolocalização há mais de 50 milhões de anos, 49 milhões de anos antes de os humanos surgirem no planeta. Os morcegos são mamíferos peculiares, pois além de possuírem sonares, são os únicos capazes de voar.
Faz anos que os cientistas debatem se o sonar teria surgido antes das asas ou se o vôo teria precedido o aparecimento do sonar. É o tipo da discussão que parece falta de assunto, afinal não é fácil especular, quanto mais descobrir, o que ocorreu 50 milhões de anos atrás, em uma época em que nem sequer os macacos existiam. Mas agora um grupo de paleontólogos, auxiliados por estudantes do ensino secundário, resolveu a questão.
O sistema de ecolocalização depende de três componentes: a capacidade de emitir pulsos sonoros bem definidos, um sistema auditivo capaz de identificar e captar as ondas sonoras refletidas pelos objetos e um cérebro sofisticado. Quanto mais longe o objeto maior o tempo necessário para as ondas chegarem ao objeto, serem refletidas e, finalmente, captadas pelo ouvido.
O sistema não funciona sem um cérebro capaz de calcular a distância do objeto a partir do tempo que o eco leva para chegar ao ouvido e ainda determinar de que direção ele vem. Com esses dados, o morcego consegue localizar objetos com tal precisão que alguns morcegos são capazes de capturar insetos em pleno vôo.
De todos esses sistemas, o único que tem alguma chance de ser preservado por 50 milhões de anos é a enorme cóclea, uma estrutura óssea, parte do ouvido interno, extremamente desenvolvida em todos os morcegos conhecidos. É essa cóclea enorme que permite ao morcego captar os sons refletidos pelos objetos.
Sem controle aéreo
Em 21 de agosto de 2003, na Mina de Finney, em Wyoming, EUA, uma senhora chamada Bonnie Finney (deve ser da família dos proprietários da mina) coletou um fóssil bem preservado de uma criatura que parecia ser um morcego. Os paleontólogos que estudaram o fóssil determinaram que a formação geológica em que o morcego foi preservado tem pelo menos 52 milhões de anos. Esse novo morcego foi denominado de Onychonycteris finneyi. Onycho porque possui unhas em todos os dedos e finneyi em homenagem a sua descobridora.
O fato de ter asas e garras indica que, provavelmente, o morcego locomovia-se utilizando as quatro patas quando não estava voando. O mais interessante é que o O. finneyi possui cóclea pequena, do tamanho encontrado na maioria dos mamíferos que têm ouvidos “normais”, incapazes de ecolocalização. Esse resultado foi confirmado comparando medidas de cócleas de centenas de esqueletos de morcegos, tanto fósseis quanto contemporâneos (provavelmente foi aí que os estudantes ajudaram).
A falta de uma cóclea desenvolvida indica que esse morcego não tinha sonar, mas como ele era capaz de voar, os cientistas concluíram que o sonar surgiu em morcegos que já eram capazes de voar. O incrível é como, a partir de um único fóssil, é possível imaginar o que teria ocorrido faz mais de 50 milhões de anos. Mas talvez o mais importante é que dezenas de jovens tiveram o prazer de fazer uma descoberta científica.
(O Estado de SP, 28/2)
A seleção natural de Darwin é incompetente para gerar novas espécies
Eu sou cético localizado das especulações transformistas de Darwin, e sei que ele afirmou que a seleção natural foi o principal mecanismo de modificação, mas não o único. O meu ceticismo das especulações transformistas de Darwin não se dá por razões de relatos de criação de concepções religiosas. O meu ceticismo se baseia nas evidências encontradas na natureza e descritas pelas pesquisas dos cientistas em publicações científicas especializadas.
Quando eu menciono neste blog a existência de uma séria crise paradigmática dentro da biologia evolutiva, e que em breve surgirá uma nova teoria da evolução, os que têm acesso à literatura especializada levantam as sobrancelhas em sinal de reprovação porque um estranho no ninho [eu nunca afirmei neste blog ser biólogo] ter levantado o problema, e a galera dos meninos e meninas de Darwin me hostiliza irracionalmente na internet.
Eu não ligo pra isso. Como dizia Vicente Matheus, o saudoso presidente do meu outrora glorioso Corinthians: “Quem está na chuva é pra se queimar”. Charles Darwin faleceu no dia 19 de abril de 1882. Seria mister que em 19 de abril de 2010, a comunidade científica retirasse o corpo de Darwin da Abadia de Westminster, e enterrasse Darwin epistemicamente de uma vez por todas. Afinal de contas, Darwin está na chuva pra se queimar.
Os críticos da teoria do Design Inteligente afirmam que nós não temos artigos com revisão por pares, “peer-reviewing” é mais chique, quando nós temos alguns artigos publicados. Nomenklatura científica, que tal provar um pouco do seu próprio “veneno”? Como assim? Que tal um artigo publicado numa revista científica com revisão por pares questionando a capacidade criativa da seleção natural na geração de novas espécies? Bah, existe isso, tchê? Ah, vai, você está blefando. Não existe isso de artigo com revisão por pares revelando a incapacidade da seleção natural, o principal mecanismo evolutivo. Existe sim, e não é somente um. São vários.
Você só acredita “vendo”? A la Tomé? Isso é bom. O espírito da mente científica é assim mesmo: cético. Mas um ceticismo salutar localizado. Você duvida de mim, e eu tento demonstrar o meu ponto. O artigo científico, com revisão por pares, concluindo que a capacidade de seleção natural gerar novas espécies é ínfima é este:
INTERNAL STRUCTURE OF ELEMENTARY PARTICLE AND POSSIBLE DETERMINISTIC MECHANISM OF BIOLOGICAL EVOLUTION
Alexey V. Melkikh
Ural state technical university, Molecular physics chair, 19 Mira St., 620002 Ekaterinburg, Russia;
mav@dpt.ustu.ru
Received: 2 September 2003 / Accepted: 15 December 2003 / Published: 16 March 2004
Abstract: The possibility of a complicated internal structure of an elementary particle was analyzed. In this case a particle may represent a quantum computer with many degrees of freedom. It was shown that the probability of new species formation by means of random mutations is negligibly small. Deterministic model of evolution is considered. According to this model DNA nucleotides can change
their state under the control of elementary particle internal degrees of freedom.
PACS: 87.23.Kg, 03.67.Lx
http://www.mdpi.net/entropy/papers/e6010223.pdf [150.14 KB]
Entropy é um Journal Internacional e Interdisciplinar de Entropia e Estudos de Informação. ISSN 1099-4300, CODEN: ENTRFG, © 1999-2007 by MDPI. É uma publicação científica com revisão por pares, e é publicado online.
COMENTÁRIO IMPERTINENTE DESTE BLOGGER:
Divirta-se! Ria! Pule de alegria! Ou espezinhe! Bata os pés! Arranque os cabelos! Ou chore! Por quê? Porque Darwin “morreu” epistemicamente duas vezes no século 20, e deixou órfã a atual Nomenklatura científica que não sabe qual teoria científica por no lugar do século 21! Nós estamos fazendo ciência no “vácuo”? Mas, a ciência já pode operar no “vácuo”, oops, sem paradigma???
Eu queria ver a cara do Dobzhansky: “Nada em biologia faz sentido, a não ser à luz da evolução”. Dobzhansky, onde você estiver, mas o refrão certo é “Nada em biologia faz sentido, a não ser à luz das evidências”, e elas cada vez mais estão dizendo um sonoro NÃO para as especulações transformistas de Darwin!!!
Fui, cada vez mais cético de Darwin!
Quando eu menciono neste blog a existência de uma séria crise paradigmática dentro da biologia evolutiva, e que em breve surgirá uma nova teoria da evolução, os que têm acesso à literatura especializada levantam as sobrancelhas em sinal de reprovação porque um estranho no ninho [eu nunca afirmei neste blog ser biólogo] ter levantado o problema, e a galera dos meninos e meninas de Darwin me hostiliza irracionalmente na internet.
Eu não ligo pra isso. Como dizia Vicente Matheus, o saudoso presidente do meu outrora glorioso Corinthians: “Quem está na chuva é pra se queimar”. Charles Darwin faleceu no dia 19 de abril de 1882. Seria mister que em 19 de abril de 2010, a comunidade científica retirasse o corpo de Darwin da Abadia de Westminster, e enterrasse Darwin epistemicamente de uma vez por todas. Afinal de contas, Darwin está na chuva pra se queimar.
Os críticos da teoria do Design Inteligente afirmam que nós não temos artigos com revisão por pares, “peer-reviewing” é mais chique, quando nós temos alguns artigos publicados. Nomenklatura científica, que tal provar um pouco do seu próprio “veneno”? Como assim? Que tal um artigo publicado numa revista científica com revisão por pares questionando a capacidade criativa da seleção natural na geração de novas espécies? Bah, existe isso, tchê? Ah, vai, você está blefando. Não existe isso de artigo com revisão por pares revelando a incapacidade da seleção natural, o principal mecanismo evolutivo. Existe sim, e não é somente um. São vários.
Você só acredita “vendo”? A la Tomé? Isso é bom. O espírito da mente científica é assim mesmo: cético. Mas um ceticismo salutar localizado. Você duvida de mim, e eu tento demonstrar o meu ponto. O artigo científico, com revisão por pares, concluindo que a capacidade de seleção natural gerar novas espécies é ínfima é este:
INTERNAL STRUCTURE OF ELEMENTARY PARTICLE AND POSSIBLE DETERMINISTIC MECHANISM OF BIOLOGICAL EVOLUTION
Alexey V. Melkikh
Ural state technical university, Molecular physics chair, 19 Mira St., 620002 Ekaterinburg, Russia;
mav@dpt.ustu.ru
Received: 2 September 2003 / Accepted: 15 December 2003 / Published: 16 March 2004
Abstract: The possibility of a complicated internal structure of an elementary particle was analyzed. In this case a particle may represent a quantum computer with many degrees of freedom. It was shown that the probability of new species formation by means of random mutations is negligibly small. Deterministic model of evolution is considered. According to this model DNA nucleotides can change
their state under the control of elementary particle internal degrees of freedom.
PACS: 87.23.Kg, 03.67.Lx
http://www.mdpi.net/entropy/papers/e6010223.pdf [150.14 KB]
Entropy é um Journal Internacional e Interdisciplinar de Entropia e Estudos de Informação. ISSN 1099-4300, CODEN: ENTRFG, © 1999-2007 by MDPI. É uma publicação científica com revisão por pares, e é publicado online.
COMENTÁRIO IMPERTINENTE DESTE BLOGGER:
Divirta-se! Ria! Pule de alegria! Ou espezinhe! Bata os pés! Arranque os cabelos! Ou chore! Por quê? Porque Darwin “morreu” epistemicamente duas vezes no século 20, e deixou órfã a atual Nomenklatura científica que não sabe qual teoria científica por no lugar do século 21! Nós estamos fazendo ciência no “vácuo”? Mas, a ciência já pode operar no “vácuo”, oops, sem paradigma???
Eu queria ver a cara do Dobzhansky: “Nada em biologia faz sentido, a não ser à luz da evolução”. Dobzhansky, onde você estiver, mas o refrão certo é “Nada em biologia faz sentido, a não ser à luz das evidências”, e elas cada vez mais estão dizendo um sonoro NÃO para as especulações transformistas de Darwin!!!
Fui, cada vez mais cético de Darwin!
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