Michael J. Behe, uma figura central no movimento do Design Inteligente, é professor de Bioquímica na Lehigh University, Pensilvânia, e sênior fellow do Centro para Ciência e Cultura do Discovery Institute. Ele é autor de A Caixa Preta de Darwin: o desafio da Bioquímica à teoria da evolução [Rio de Janeiro, Zahar, 1997 e mais recentemente do The Edge of Evolution: Searching for the Limits of Darwinism. [Nota deste blogger: pode ser encomendado na Livraria Cultura]
Na conversa com D.J. Grothe, Behe discute seu papel prominente no movimento do DI, e como ele primeiro se envolveu. Ele explora as diferenças entre o criacionismo e a teoria do Design Inteligente, e detalha algumas de suas experiências com testemunha-chave da defesa em Dover, Pensilvânia no julgamento do Design Inteligente. Ele também explica tese de seu novo livro, e fala sobre o que ele considera ser preconceitos da ciência mainstream.
Por que sou ‘pós-darwinista’? Porque já fui evolucionista de carteirinha. Hoje, sou cético da teoria macroevolutiva como verdade científica. Contudo, meu ceticismo ao ‘dogma central’ darwinista não é baseado em relatos da criação de textos sagrados. Foi a séria e conflituosa consideração do debate que ocorre intramuros e nas publicações científicas há muitos anos sobre a insuficiência epistêmica da teoria geral da evolução. Eu fui ateu marxista-leninista. Hoje, não tenho mais fé cega no ateísmo. Não creio mais na interpretação literal dos dogmas de Darwin aceitos ‘a priori’ e defendidos ideologicamente com unhas e dentes pela Nomenklatura científica. A Ciência me deu esta convicção. Aprendi na universidade: quando uma teoria científica não é apoiada pelas evidências, ela deve ser revista ou simplesmente descartada. Sou pós-darwinista me antecipando à iminente e eminente ruptura paradigmática em biologia evolutiva. Chegou a hora de dizer adeus a Darwin. Mestre em História da Ciência – PUC-SP. CV Plataforma Lattes: http://lattes.cnpq.br/6602620537249723