O discurso “Novilíngua” de Niles Eldredge, curador da exposição Darwin – Rio

sexta-feira, janeiro 25, 2008

A entrevista de Niles Eldredge, curador da exposição Darwin no mundo inteiro concedida a Carlos Albuquerque [“O Globo”, de 23/01/2008] foi publicada com livre acesso no JC E-Mail 3436, de 23 de janeiro de 2008. Um verdadeiro exercício de "Novilíngua".

Nesta nova viagem de Darwin ao Rio, “Darwin — Descubra o Homem e a Teoria Revolucionária que Mudou o Mundo”, Museu Histórico Nacional do Rio de Janeiro, é a maior exposição já feita sobre o naturalista inglês.

A entrevista de Eldredge com o jornalista de “O Globo” foi precedida pelo parágrafo tradicional de louvaminhice, de beija-mão, beija-pé de Darwin encontrado não somente na Grande Mídia, mas até em publicações e artigos científicos: Darwin é considerado “o pai da biologia moderna”. Os historiadores de ciência ficam arrepiados com esta afirmação inexata, pois a tese não se sustenta historiograficamente: como que Darwin é “o pai da biologia moderna” se suas hipóteses transformistas entraram logo em fragoroso eclipse em 1875-1925? [1]

Será mesmo que Charles Darwin continua evoluindo? Será que quase 200 anos depois do seu nascimento, as idéias do naturalista inglês, permanecem sendo discutidas e revistas? Discutidas, sim, revistas, sim e não.

A teoria da evolução de Darwin, do século 19, pelas limitações dos recursos tecnológicos disponíveis, desconhecia completamente a complexidade de uma célula e de outros sistemas biológicos de complexidade irredutível, e da transmissão das características genéticas. Aí veio o upgrade teórico Darwin 2.0: o neodarwinismo.

A discussão das idéias de Darwin continua sendo feita sob a ótica de “Darwin locuta, evolutio finita”. As revisões, como o neodarwinismo, embora tenha incorporado a genética mendeliana, são tentativas ad hoc de salvar o paradigma darwiniano do total colapso epistêmico. O neodarwinismo é um paradigma científico morto, e a Nomenklatura científica vai ter que elaborar uma nova teoria da evolução que atenda aos avanços científicos do século 20 e 21.

A exposição Darwin chega ao Rio de Janeiro adaptada para celebrar a passagem pela cidade em 1832, a bordo do navio H.M.S. Beagle, após a qual elaborou a maior parte de suas teorias.

Darwin ficou impressionado com a beleza da cidade maravilhosa. Subjetividades estéticas à parte, Niles Eldredge, paleontólogo americano e curador dessa mostra internacional, começa a dourar a pílula a favor de Darwin: sendo de uma família liberal, ele se assustou ao se deparar com a escravidão no Brasil. A polarização liberal e conservador de Eldredge é ingênua. E se Darwin viesse de uma família conservadora, ele não teria se assustado com isso?

Eldredge se esquece, intencionalmente (?), que muito antes de Darwin, William Wilberforce (1759-1833) em 28 de outubro de 1787 se propôs e conseguiu abolir o comércio de escravos, após muitos anos de luta, em todos os territórios do império da Grã-Bretanha de Charles Darwin. Intencionalmente Eldredge se esquece que no outro livro The Descent of Man, Darwin esposa a eliminação de raças inferiores pelas raças superiores. Isso está nesta exposição? Eu não vi na de São Paulo.

Organizada em 2005 pelo Museu de História Natural, de Nova York, a exposição de louvaminhice, e cheia de erros históricos, já passou pelos Estados Unidos e pelo Canadá e vai chegar à Inglaterra em 2009 para, não por acaso, coincidir com as comemorações mundiais do bicentenário do cientista e dos 150 anos de publicação de sua obra mais importante, o livro “A origem das espécies”, que deu origem à sua teoria da evolução. [2]

Como era de se esperar, Niles Eldredge ‘cutuca’ a teoria do Design Inteligente, uma teoria científica que se contrapõe a algumas hipóteses transformistas de Darwin. Sim, “é impressionante notar como ele está no centro dos debates ainda hoje”, mas só que noutro patamar: Darwin senta agora no banco dos réus no contexto da justificação teórica.

Ao afirmar que Eldredge sabe o que está falando, o jornalista Carlos Albuquerque viajou na maionese. As idéias evolucionistas de Darwin têm sido contestadas não somente nos Estados Unidos, mas no mundo inteiro. O próprio Eldredge criticou Darwin no melhor estilo baconiano baseado nas evidências encontradas nas suas pesquisas paleontológicas.

Niles Eldredge (Curador de Invertebrados no Museu Americano de História Natural) e Stephen Jay Gould a elaborarem nos anos 70 do século 20 um novo modelo de mudança evolutiva chamado de equilíbrio pontuado:

“A extrema raridade de formas transicionais no registro fóssil persiste como o negócio secreto da paleontologia. As árvores genealógicas que adornam nossos livros-texto têm dados somente nas extremidades e nódulos de seus galhos; o resto é inferência, por mais que razoável, não é a evidência dos fósseis... Eu não quero de nenhuma maneira impugnar a validade potencial do gradualismo. Eu somente quero destacar que isso nunca foi ‘visto’ nas rochas”.[3]

O que antes era o negócio secreto da paleontologia Gould tornou público:

“... a história da maioria dos fósseis das espécies inclui duas características inconsistentes com o gradualismo: (1) Estase. A maioria das espécies não exibe mudança direcional durante a sua existência na Terra. Elas aparecem no registro fóssil parecendo muito semelhantes quando desapareceram; a mudança morfológica parecendo muito semelhantes quando desapareceram; a mudança morfológica geralmente é limitada e sem direção. (2) Surgimento abrupto. Em qualquer área local, uma espécie não surge gradualmente pela transformação constante de seus ancestrais; ela aparece de uma vez e ‘plenamente formada’”. [4]

A proposta do equilíbrio pontuado de Eldredge e Gould foi uma solução revolucionária e conservadora. Modestamente revolucionária porque, contra Darwin, argumentavam que a porção significante da evolução não ocorre na transformação gradual de populações grandes e centrais, mas rapidamente em saltos evolutivos nas populações pequenas e isoladas em milhares de anos em vez de milhões de anos.

Com a teoria do equilíbrio pontuado de Eldredge e Gould tornou mais fácil elaborar um caso cogente contra a macroevolução, embora isso não fosse a idéia que eles quiseram encorajar. O reconhecimento desta anomalia significante  a descontinuidade das formas biológicas  iniciou um processo conceitual de crise kuhniana na biologia evolutiva.

Por que Eldredge deixou de fora nesta exposição a sua crítica devastadora a Darwin, o pai da biologia moderna??? Gould, onde estiver, você deve estar profundamente envergonhado com este exercício de beija-mão, beija-pé de Darwin por Eldredge! As evidências, ora, que se danem as evidências, o que vale é a primazia de Darwin no Reino da evolução [Dobzhansky no Brasil].

A Nomenklatura científica e a Grande Mídia é que unilateralmente passam a idéia para o resto da sociedade de que epistemicamente tudo vai bem como antes no quartel de Abrantes, oops, de Darwin. Nada mais falso. O neodarwinismo vai ser substituído por outra teoria.

Mais grave ainda é a mentira deslavada de Carlos Albuquerque ao afirmar que sob as bênçãos do governo de George W. Bush, escolas públicas de alguns estados americanos têm se dedicado ao ensino do chamado design inteligente. Nada mais despudoramente falso e abjeto. Eu não sei onde este moço estudou jornalismo, mas ele não mencionou quais escolas públicas americanas que estão se dedicando ao ensino do design inteligente. Só se for nas escolas confessionais.

Nós teóricos e proponentes da TDI somos contra seu ensino, não porque ela seja uma “controvertida teoria pseudocientífica que defende a idéia de um projetista”, mas porque a TDI ainda não foi apreciada devidamente na sua plausibilidade científica pela comunidade científica.

Carlos Alberto, você precisa ler mais as obras dos teóricos do Design Inteligente como Michael Behe, William Dembski, Jonathan Wells, Stephen Meyer, Paul Nelson, David Berlinski (tem livro publicado aí pela sua editora Globo), e você verá que a TDI é uma teoria científica minimalista afirmando que certos eventos no universo e no mundo biótico são melhor explicados por causas inteligentes e que elas são empiricamente detectadas na natureza todas as vezes que a complexidade irredutível de sistemas biológicos e a informação complexa especificada forem encontradas.

Mais patética e vergonhosa é a resposta mentirosa de Eldredge. Questionar uma teoria científica pode ocorrer não somente nos Estados Unidos, mas em qualquer parte do mundo. Ele sabe que não existe Theoria perennis em ciência. A preocupação dele é um gigantesco descompasso com a verdade dos fatos. Lá nos Estados Unidos desde a decisão da Suprema Corte americana a única teoria científica sobre a origem e evolução das espécies que pode ser ensinada nas escolas americanas é a teoria da evolução de Darwin.

Não por força das evidências, mas por força de uma decisão jurídica [desde quando um juiz tem competência para dizer o que é e o que não é ciência???] em 1984, Eldredge, pode ficar sossegado, mas Darwin reina perene nas escolas públicas americanas. Não ensinar a controvérsia, não ensinar as evidências a favor e contra Darwin, isso sim é que é patético e vergonhoso, porque estão ensinando a evolução de forma errada para as crianças. Isso é um grande descompasso com a verdade das evidências.

No final, Eldredge foi patético, para não dizer extremamente simplório, de que se não fosse Darwin não poderíamos entender e estudar doenças como a gripe aviária e a Aids. Vou deixar para os criacionistas, que respondam ao Eldredge o que eles acham desse argumento ridículo sobre a seleção natural: é tão-somente uma evidência de microevolução. Os vírus continuam vírus...

Cadê a macroevolução que estava em Darwin, o pai da biologia moderna? O gato das evidências comeu no contexto da justificação teórica!

+++++

A Exposição Darwin que percorre o mundo tem fatos históricos e epistêmicos distorcidos em muitas instâncias. Vide aqui, aqui e aqui.

Está faltando a quarta parte desta série sobre o descompasso com a verdade histórica que será brevemente publicada aqui.

+++++

NOTAS

1. BOWLER, Peter J. Evolution: The History of an Idea. 3ª. ed. revisada e expandida, Berkeley, University of California Press, 2003, pp. 224-273.

2. Ao contrário do que é divulgado, “Origem das Espécies” não é livro, mas um longo abstract.

3. GOULD, Stephen Jay. The Panda’s Thumb. Nova York, W. W. Norton, 1980.

4. Ibid, in The episodic Nature of Evolutionary Change, p. 182.

EXTRA! EXTRA! 100.000 visitantes em 2 anos

quinta-feira, janeiro 24, 2008

Hoje é um dia muito especial para este blogger: atingimos a marca de 100.162 visitantes em apenas dois anos de existência. Muito obrigado a todos os visitantes: professores, pesquisadores, alunos de universidades públicas [a USP ganha disparado, e a UFMG e a UFRGS vêm em segundo lugar] e privadas, e jornalistas da Grande Mídia [especialmente da Folha de São Paulo e o G1, da Globo], e a minha querida galera dos meninos e meninas de Darwin. Sem vocês, eu não teria alcançado esta marca histórica.



Vide registro de 100.162 visitantes no mundo inteiro aqui.

Quais as razões para o expressivo número de visitantes? A primeira e a mais importante: a supressão da discussão aberta e livre nas universidades e na Grande Mídia das dificuldades epistêmicas fundamentais das atuais teorias da origem e evolução do universo e da vida.

A segunda, é a apresentação da teoria do Design Inteligente que a Nomenklatura científica considera como pseudociência, mas até hoje não falsificou a tese da complexidade irredutível dos sistemas biológicos [Behe] e que a Grande Mídia apresenta de forma distorcida, mas nunca abriu espaço para seus teóricos e proponentes.

Tudo que você queria saber sobre a falência do paradigma darwiniano, a dissensão científica a Darwin, e a presença da teoria do Design Inteligente há mais de uma década que Nomenklatura científica desdenha, e a Grande Mídia internacional e nacional não querem que você saiba está aqui.

Invoco o ‘espírito’ liberal de Darwin para demonstrar que tanto a Nomenklatura científica e a Grande Mídia brasileira estão prestando um tremendo desserviço à ciência ao sonegarem as informações sobre o status epistêmico do neodarwinismo, e não considerarem a plausibilidade científica da teoria do Design Inteligente por razões totalmente espúrias e contrárias ao espírito científico:

“Estou bem a par do fato de existirem neste volume pouquíssimas afirmativas acerca das quais não se possam invocar diversos fatos passíveis de levar a conclusões diametralmente opostas àquelas às quais cheguei. Uma conclusão satisfatória só poderá ser alcançada através do exame e confronto dos fatos e argumentos em prol deste ou daquele ponto de vista, e tal coisa seria impossível de se fazer na presente obra”. [1]

Aqui neste blog nós ‘invocamos’ esses vários fatos passíveis de levar a conclusões diametralmente opostas àquelas às quais Darwin chegou. Uma conclusão satisfatória somente será alcançada aceitando a proposição de Darwin: “através do exame e confronto dos fatos e argumentos em prol deste ou daquele ponto de vista”.

A ciência e a mentira não podem andar de mãos dadas, pois a ciência é a busca da verdade!

Fui, feliz da vida com os 100.000 visitantes deste blog no mundo inteiro.

Muito obrigado!!!

NOTA

1. DARWIN, Charles R. Origem das Espécies. Trad. Eugênio Amado. Belo Horizonte/Rio de Janeiro, Villa Rica, 1994, p. 36

Os mesmos descompassos com a verdade histórica sobre Darwin no Rio de Janeiro

Neste blog denunciei vários descompassos com a verdade histórica da exposição Darwin no MASP em 2007. Agora esta exposição historicamente espúria está sendo apresentada no Rio de Janeiro.

JC E-Mail 3436, de 23 de janeiro de 2008
5. A nova viagem de Darwin
Maior exposição já feita sobre o naturalista inglês, autor da teoria da evolução, chega ao Rio

Carlos Albuquerque escreve para “O Globo”:

Charles Darwin continua evoluindo. Quase 200 anos depois do seu nascimento, as idéias do naturalista inglês, considerado o pai da biologia moderna, permanecem sendo discutidas e revistas. Prova disso é a exposição “Darwin — Descubra o Homem e a Teoria Revolucionária que Mudou o Mundo”, que começa hoje, no Museu Histórico Nacional, depois de ter passado por São Paulo, onde foi visitada por 175 mil pessoas no segundo semestre de 2007.

Passagem pela cidade foi em 1832

É a volta de Darwin à cidade que visitou em 1832, durante a sua famosa viagem pelo mundo, a bordo do navio H.M.S. Beagle, após a qual elaborou a maior parte de suas teorias. Fazendo jus ao homenageado, a exposição chega aqui adaptada.

— Nós ampliamos a parte da exposição que trata da sua passagem pelo Brasil, já que foi um trecho importante de sua viagem — explica o paleontólogo americano Niles Eldredge, curador da mostra. — Como todos, ele ficou impressionado com a beleza da cidade. Porém, cocomo vinha de uma família liberal, se assustou ao se deparar com a escravidão no Brasil. E também não gostou da burocracia que disse ter encontrado por aqui.

Organizada em 2005 pelo Museu de História Natural, de Nova York, a exposição passou pelos Estados Unidos e pelo Canadá e vai chegar à Inglaterra em 2009, para coincidir com o bicentenário do cientista e os 150 anos de publicação de sua obra mais importante, o livro “A origem das espécies”, que deu origem à sua teoria da evolução.

— A idéia da exposição era mesmo coincidir com os 200 anos do nascimento de Darwin. Mas resolvemos começar um pouco mais cedo e viajar o mundo com ela, como fez Darwin — conta Eldredge.

Curador critica design inteligente

Mais completa revisão do trabalho de Darwin, a mostra tem cerca de 400 itens em exposição, entre documentos, filmes, livros e reprodução de espécies estudadas pelo naturalista inglês, como sapos, iguanas, tatus e orquídeas. A exposição recria também o quarto onde Darwin fazia seus estudos e onde finalizou “A origem das espécies”.

— O mais fascinante de organizar essa exposição foi ver como Darwin desenvolveu suas idéias de forma criativa — lembra o paleontólogo. — De resto, é impressionante notar como ele está no centro dos debates ainda hoje.

Eldredge sabe o que está falando. Afinal, as idéias evolucionistas de Darwin têm sido contestadas nos Estados Unidos. Sob as bênçãos do governo de George W.
Bush, escolas públicas de alguns estados americanos têm se dedicado ao ensino do chamado design inteligente, controvertida teoria pseudocientífica que defende a idéia de um projetista.

— Isso é patético e me sinto envergonhado que ocorra ainda hoje nos Estados Unidos — reclama Eldredge. — O que me preocupa é que não apenas estão ensinando a evolução de forma errada para as crianças, mas estão dizendo para elas que o criacionismo é uma alternativa. Isso é uma mentira.

Eldredge ressalta que se não fosse Darwin não poderíamos entender e estudar doenças como a gripe aviária e a Aids.

— Ambos têm a ver com a evolução de vírus. Darwin foi o ponto de partida para sabermos como funciona a seleção natural e a mutação. Aliás, é sempre interessante perguntar aos criacionistas o que eles acham disso.

Segundo o paleontólogo, é um divertido exercício de imaginação imaginar o que Darwin pensaria da exposição se estivesse vivo.

— Acho que ele ficaria inicialmente um pouco embaraçado com a homenagem, já que era um homem bastante modesto. Mas tenho certeza que depois Darwin iria direto à parte da exposição que fala de biologia evolutiva. E no final ficaria encantado com tudo.
(O Globo, 23/1)

O editorial da Folha “Pravda” de São Paulo: “Ateísmo, não!”

segunda-feira, janeiro 21, 2008

O leitor talvez se espante e pergunte: “Por que ‘Pravda’ entremeado no nome do maior e mais respeitável jornal brasileiro moderno?” A Folha de São Paulo, não é um jornal a serviço do Brasil? Pravda significa ‘verdade’ em russo e foi nome do jornal oficial do Partido Comunista da ex-URSS. A ‘verdade’ era o que o PC contava. Fora do “Pravda”, não havia verdade na URSS e satélites.



Contudo, a Folha “Pravda” de São Paulo não está interessada na verdade qua verdade. Está sim, a serviço dos seus próprios interesses que a lógica do capitalismo selvagem afirma: o lucro pelo lucro, não importa quem seja atropelado, oops seja eliminado no meio do caminho na sua corrida pela sobrevivência. O editorial “Criacionismo, não!” tenta de forma canhestra desestabilizar a Ministra Marina Silva no atual governo.

O editorial da Folha “Pravda” de São Paulo é também Darwin uber alles aplicado plenamente e sem questionamentos na cultura, na sociedade, em tudo que se puder imaginar, pois somente o mais apto sobrevive. Darwinismo, oops stalinismo puro. Aliás, a Folha “Pravda” de São Paulo é mais stalinista do que Stálin: um jornal “mão de ferro” dominado por ateus, agnósticos, céticos e quejandos.

Apesar do editorial tipo “cala a boca, Marina” em defesa do estado laico, nem Darwin, e muito menos a Folha “Pravda” de São Paulo explicam a origem do mais apto. Sendo totalitarista na sua visão, a Folha “Pravda” de São Paulo literalmente nunca segue seu manual de redação, pois nunca ouve e nem dá espaço em suas páginas para o contraditório. “Ouvir o outro lado? Isso não te pertence mais!”.

Na mesa-redonda encerrando a V São Paulo Research Conference – “Teoria da Evolução: Princípios e Impactos”, no dia 20 de maio de 2006, Marcelo Leite, colunista da Folha “Pravda” de São Paulo, instado sobre o avanço no Brasil das opiniões contrárias às especulações transformistas de Darwin, de forma stalinista a la Beria assim declarou: “Não damos espaço!”

Eu vou fazer novamente o papel de advogado do Diabo dos de concepções religiosas, e glosar aqui o editorial “Criacionismo, não” da Folha “Pravda” de São Paulo de 20/01/2008, e mostrar que realmente desta vez a Folha “Pravda” de São Paulo tem toda a razão, oops toda a verdade do seu lado.

Ateísmo, não!
GRAVES E COMPLEXOS problemas não faltam à ministra Marina Silva, em suas atividades na pasta do Meio Ambiente. Como se estes não bastassem, sua participação no 3º Simpósio sobre Ateísmo e Mídia, promovido pelo Centro Universitário Ateísta de São Paulo – Diálogos Impertinentes (Folha “Pravda” de São Paulo), veio a colocá-la em dificuldades de outro tipo, diante das quais o cargo que ocupa no Estado brasileiro recomenda cautela que não soube observar.

Em palestra intitulada “Meio Ambiente e Ateísmo”, Marina Silva valeu-se de sua formação ateísta para transpor em chave filosófico-ateísta o tema da preservação dos recursos do planeta.

Nada que inspirasse maiores reparos, portanto – assim como não se discute o direito de um ministro professar, pessoalmente, qualquer tipo de ateísmo ou teísmo.

Os adeptos do ateísmo, entretanto, não se contentam com pouco – como política de Estado eles cometeram um Holocausto global: mataram mais de 100 milhões de pessoas no século 20 – e depois da conferência a ministra foi instada, em entrevista, a dar sua opinião sobre o ensino das filosofias ateísta-materialistas nas escolas públicas brasileiras. Num estilo próximo ao dos ultraliberais russos, considerou a la Mikhail Gorbachev que “as duas visões” devem ser oferecidas aos alunos, para que “decidam” por si mesmos.

Sob uma aparência de equanimidade, a tese faz parte de uma investida anticientífica que, com firmeza, cumpre repudiar. Pode-se, é claro, sustentar que o ateísmo pessoal é compatível com o espírito científico; que ateísmo e ciência não se opõem.

Talvez não se oponham, mas certamente não se misturam. E é isto o que o ateísmo tenta fazer, sem base cientificamente comprovada, e com um aparato de falácias que um estudante médio, no Brasil ou em qualquer parte do mundo, não tem condições de identificar, mas é enfiado goela abaixo e sem direito a questionar ou de espernear.

Que o ateísmo fique onde está, e não se faça de ciência: eis uma exigência, afinal modesta, mas inegociável, da modernidade.

+++++

Fui, pensando que a Folha “Pravda” de São Paulo precisa passar urgentemente por uma Glasnost e Perestroika em lidar com o contraditório! Uma exigência modesta, mas inegociável da modernidade de uma sociedade livre e plural.

+++++

Recebeu destaque no JC E-Mail 3434 de 21/01/2008, órgão de divulgação científica da SBPC.

Corrigindo a National Academy of Sciences sobre o Design Inteligente — Parte 1 de 3

Esta série deve ser lida à luz do ‘silêncio pétreo’ da Nomenklatura científica e da falta de objetividade jornalística da Grande Mídia que têm violado os direitos humanos de toda a sociedade brasileira ter acesso a informações científicas sobre as insuficiências epistêmicas fundamentais das atuais teorias da origem e evolução do universo e da vida no contexto de justificação teórica.

A ciência não pode andar de mãos dadas com a mentira! (Shimon Perez, ex-primeiro-ministro de Israel)

+++++

Os fatos sobre o Design Inteligente: uma resposta ao livro Science, Evolution, and Creationism da National Academy of Science
Por Casey Luskin, casey@ideacenter.org

Versão 1.0. Copyright © 2008. Permissão para ser reproduzido gratuitamente para fins educativos.

Introdução

Uma pesquisa de opinião de 1982 revelou que somente 9% dos americanos acreditam que os seres humanos se desenvolveram através de processos evolucionários puramente naturais. Dois anos mais tarde, a NAS [National Academy of Sciences – Academia Nacional de Ciências dos Estados Unidos] lançou o seu primeiro livreto Science and Creationism [Ciência e criacionismo}, afirmando que a ciência e a religião ocupam “áreas separadas e mutuamente exclusivas.”[1] O ceticismo do público da evolução permaneceu alto — uma pesquisa de opinião de 1993 mostrou que apenas 11% dos americanos acreditavam que os seres humanos se desenvolveram através de processos evolutivos estritamente naturais.

Em 1999 a lançou a segunda versão do Science and Creationism, reafirmando novamente ao público que “a ciência e a religião ocupam duas áreas separadas.”[2] O ceticismo público ainda permanece alto — uma pesquisa de opinião pública de 2004 revelou que somente 13% dos americanos acreditam que os seres humanos se desenvolveram através de processos evolucionários estritamente naturais, e uma pesquisa de opinião Zogby de 2006 revelou que cerca de 70% dos americanos apóiam incluir a crítica científica da evolução no currículo da escola pública.

Temendo o ceticismo obstinado do público da evolução, a NAS agora lançou outro edito ex cathedra promovendo a informação errada sobre o Design Inteligente (DI), e os blefes acerca do status científico da evolução darwiniana. O que se segue é uma discussão de alguns dos erros no livreto Science, Evolution, and Creationism [Ciência, evolução e criacionismo].

A NAS exagera a importância científica da evolução.

Com uma foto de um filhote de chimpanzé fofinho na sua capa, o novo livreto da NAS, Science, Evolution, and Creationism afirma, “A biologia evolutiva tem sido e continua sendo a pedra angular da ciência moderna.” Esta declaração extensa não fala por todos os membros da NAS. Conforme Philip Skell, membro da NAS, escreveu na revista The Scientist em 2005:

“A evolução darwiniana — quaisquer que sejam suas outras virtudes — não fornece uma heurística frutífera na biologia experimental. Isso se torna especialmente claro quando nós a comparamos com uma estrutura heurística como o modelo atômico, que revela a química estrutural e conduz a avanços na síntese de um grande número de novas moléculas de benefício prático. Nada disso demonstra que o darwinismo é falso. Isso, contudo, significa que a afirmação de que [a evolução] é a pedra angular da biologia experimental moderna irá se deparar com o ceticismo quieto de um crescente número de cientistas em áreas em que as teorias realmente servem de pedra angular para descobertas importantes tangíveis.”[3]

Alguns biólogos evolutivos também iriam discordar com as afirmações da NAS no seu novo livreto de que a evolução tem fornecido muitos benefícios agrícolas, medicinais, ou outros benefícios comerciais para a sociedade. Como o biólogo evolucionista Jerry Coyne admitiu na revista científica Nature, “a melhora nas colheitas de plantas e de animais ocorreu muito antes que nós conhecêssemos alguma coisa sobre a evolução, e surgiu com as pessoas seguindo o princípio genético de “semelhante gera semelhante.”[4]

Mesmo quanto tenta combater a resistência antibiótica, a teoria de Darwin fornece pouca direção. Como Michael Engnor, professor de neurocirurgia da SUNY [State University of New York]relembra, “O darwinismo nos diz que … as bactérias sobrevivem aos antibióticos que elas não são sensíveis, de modo que as bactérias que não morreram irão, eventualmente, suplantar as bactérias mortas. É só isso.” [5] Provavelmente por esta razão que Coyne admitiu à revista científica Nature que “se a verdade for dita, a evolução não tem produzido muitos benefícios práticos ou comerciais. Sim, as bactérias desenvolvem gradualmente a resistência à droga, e sim, nós devemos tomar medidas contrárias, mas, além disso, não há muito que dizer.” [6] Para criar realmente drogas que possam derrotar as bactérias evoluídas ou as células cancerígenas, os pesquisadores biomédicos devem utilizar um processo de design inteligente.

A NAS eleva acientificamente a evolução ao status de dogma inquestionável.

A NAS define a evolução como sendo evolução através da seleção natural, e afirma que “não há nenhuma controvérsia científica sobre os fatos básicos da evolução,” afirmando que a evolução “é tão bem estabelecida que nenhuma nova evidência irá alterá-la”. Fazendo assim, a NAS trata a evolução neodarwinista como um dogma inquestionável, e não como uma ciência. Tais afirmações da NAS são perigosas porque elas ameaçam o prestígio da NAS como uma voz objetiva e confiável aconselhando a sociedade.

Além disso, a afirmação da NAS de que não há nenhuma controvérsia sobre a evolução é um blefe, pois há dissensão científica significante da visão da evolução através da seleção natural. A eminente bióloga Lynn Margulis, que se opõe ao DI, critica o mecanismo darwinista padrão declarando que “a afirmação darwiniana para explicar toda a evolução é uma meia-verdade popular cuja falta de poder explicativo é compensada somente pela ferocidade religiosa de sua retórica.”[7] Ela ainda destaca que “as novas mutações não criam novas espécies; elas criam uma geração que é deteriorada.”[8] Em 2001, o bioquímico Franklin Harold admitiu numa monografia publicada pela Oxford University Press que “não existem presentemente relatos darwinianos detalhados da evolução de qualquer sistema bioquímico ou celular, somente uma variedade de especulações desejosas que fosse realidade.”[9] Outros cientistas foram além disso.

Mais de 700 cientistas com Ph. D. [N. do Blogger: Nesta lista há vários cientistas brasileiros de universidades públicas] assinaram uma declaração pública ] afirmando seu assentimento de que eles “são céticos das afirmações da capacidade da mutação aleatória e da seleção natural serem responsáveis pela complexidade da vida.”[10] Mas o que esses cientistas devem fazer quando a principal organização científica dos Estados Unidos proclama que a evolução é tão inquestionável quanto a existência de átomos ou do modelo heliocêntrico do sistema solar? Claramente as afirmações da NAS ameaçam a liberdade acadêmica dos cientistas em serem dissidentes da evolução neodarwinista.

Semelhantemente a NAS recomenda que os educadores de ciência adotem uma posição dogmática no ensino da evolução, opondo-se aos “pedidos de introdução da ‘análise crítica’ em aulas de ciência,” afirmando que “o pedido do movimento do Design Inteligente para ‘ensinar a controvérsia’ não tem fundamentação.” Mas muitos educadores de ciência já leram a discordância científica sobre o neodarwinismo, e não podem assim aceitar o blefe da NAS de que “não existe nenhuma controvérsia científica” sobre a evolução. O que tais educadores devem fazer quando a principal organização científica dos Estados Unidos diz para eles que a evolução não deve ser questionada na sala de aula? As afirmações da NAS ameaçam esfriar a liberdade acadêmica dos professores ensinarem aos alunos sobre a dissensão científica do darwinismo. Tristemente, isso somente servirá para perpetuar o declínio da educação americana em ciência.

A história da ciência mostra que os cientistas freqüentemente derrubam idéias que uma vez foram aceitas como sendo fatos provados. Se o neodarwinismo for abandonado, a história vai considerar este documento da NAS como obstruindo o progresso da ciência e da educação por se opor ao pensamento crítico sobre a evolução.

A NAS deturpa os fatos sobre o status da pesquisa da origem da vida.

Na sua edição anterior do Science and Creationism (2a. ed., 1999) [11] a NAS fez a espalhafatosamente falsa asserção de que “muitos caminhos [são conhecidos que] podem ter seguido na produção das primeiras células.” Apesar disso, os cientistas nunca criaram vida no laboratório, muito menos terem descoberto quaisquer caminhos plausíveis através dos quais as células possam ter se originado sob condições imitando as condições naturais sobre a Terra primitiva. Embora seja encorajador ver que a NAS removeu a falsa afirmação de sua última edição do livro Science, Evolution and Creationism, a NAS ainda exagera drasticamente na afirmação do sucesso dos cientistas tentando explicar a origem química natural da vida.

No livreto Science, Evolution, and Creationism, a NAS assevera que “os pesquisadores têm desenvolvido hipóteses de como organismos auto-replicantes poderiam se formar e começar a evoluir, e que eles testaram a plausibilidade dessas hipóteses nos laboratórios.” Embora aquela declaração seja tecnicamente verdade num nível extremamente raso, a NAS obscurece o fato que os cientistas estão muito longe do que qualquer coisa remotamente próxima de uma explicação completamente plausível da origem química da vida. Como o escritor científico Gregg Easterbrook resumiu a questão recentemente, “O que cria a vida a partir de compostos químicos inanimados que se constituem as coisas vivas? Ninguém sabe. Como foram formados os primeiros organismos? A natureza não nos tem dado a pista mais insignificante. Se alguma coisa, o mistério tem se aprofundado ao longo do tempo.” [12]

A segunda deturpação da NAS é encontrada na afirmação de que “centenas de experiências em laboratórios têm demonstrado que os elementos químicos mais simples da Terra, inclusive a água e gases vulcânicos, poderiam ter reagido para formarem muitos dos blocos moleculares construtores da vida, inclusive as moléculas que produzem as proteínas, o DNA, e as membranas celulares.” Esta afirmação é enganadora porque a maioria daquelas experiências usou gases e compostos químicos que não são considerados como tendo existido na Terra primitiva. Quando a água e gases vulcânicos são usados em tais experiências tentando sintetizar os blocos pré-bióticos construtores da vida, virtualmente não são geradas moléculas biológicas precursoras. É tão drástica a evidência contra a síntese pré-biótica dos monômeros biológicos que em 1990 o Space Studies Board do National Research Council recomendou que os cientistas da origem da vida empreendessem um “reexame da síntese biológica dos monômeros sob ambientes tipo Terra primitiva, conforme revelado nos atuais modelos da Terra primeva.”[13]

Produzir os precursores pré-biológicos para a vida é somente o começo do problema para os pesquisadores da origem da vida, como Stanley Miller admitiu uma vez que “produzir compostos químicos e produzir vida são duas coisas diferentes.”[14] Quando tentarem “produzir” a primeira forma de vida, os cientistas não podem se apoiar em processos darwinistas. A evolução darwiniana requer replicação, e antes da origem da vida não havia replicação. O teórico da origem da vida Robert Shapiro explica que uma explicação para a primeira molécula auto-replicadora “ainda não foi descrita ou demonstrada em detalhes” mas “é assumida na filosofia do materialismo dialético.”[15]

Dar a razão da origem da molécula auto-replicadora ainda não explicaria como que as células modernas surgiram. O nosso código de DNA precisa de um sistema complexo irredutível exigindo a informação no DNA, as enzimas que ajudam na replicação e proteção do DNA, precisam de uma parede celular protetora, e de uma maquinaria de sistema complexo usado na transcrição e tradução da língua do DNA em proteína. Deparando com a complexidade deste sistema, o biólogo Frank Salisbury lamentou em 1971 que “todo o sistema deve surgir como uma unidade, ou é inútil. Pode haver saídas para este dilema, mas eu não as vejo no momento.” [16] Em 1995, os eminentes biólogos John Maynard Smith (já falecido) e Eors Szathmary explicaram que explicar a origem desse sistema permanece “talvez o problema mais perplexo na biologia evolutiva” porque “a maquinaria de tradução existente é ao mesmo tempo tão complexa, tão universal, e tão essencial que é difícil de ver como que isso passou a existir ou como que a vida poderia ter existido sem isso.”[17]

Nós já sabemos ao estudarmos a inteligência humana que a linguagem e a informação codificada — propriedades fundamentais para a vida — vêm de agentes inteligentes. Um cientista escreveu numa importante publicação científica que “acaso e necessidade não podem explicar os sistemas de sinais, o significado, o propósito, e os objetivos,” e já que “a mente possui outras propriedades que não tem essas limitações,” é, “portanto muito natural que muitos cientistas acreditem que a vida é antes um subsistema de alguma Mente muito maior do que os humanos.” [18] A informação especificada e complexa baseada em linguagem contida no DNA é exatamente o tipo de código ou linguagem que Stephen C. Meyer reconhece, “invariavelmente se origina de uma fonte inteligente, de uma mente, de um agente pessoal.” [19] Os proponentes do Design vêm a incrível quantidade de informação complexa e especificada codificada baseada na linguagem no DNA testificando que um programador esteve envolvido na origem da vida.

A NAS se recusa em considerar a possibilidade de design, e somente admite de má vontade que existem mistérios não resolvidos sobre a origem da vida. Mas a estratégia da NAS não é encorajar o ceticismo científico, mas antes encorajar o leitor a ter fé que a ciência solucionará esses problemas, como eles escrevem: “A história da ciência mostra que até perguntas muito difíceis tais como a vida se originou podem se tornar passível de solução como resultado de avanços na teoria, o desenvolvimento de nova instrumentação, e a descoberta de novos fatos.” Tal afirmação encoraja os leitores a ter fé no poder da ciência em vez de simplesmente reconhecer que existem questões não resolvidas sobre a origem da vida. Na verdade, a história da ciência também mostra que os cientistas freqüentemente se apegam a más teorias apesar de dados contrários. Talvez um dia a história vá considerar os cientistas que afirmaram que a vida surgiu via processos não inteligentes como se apegando a idéias por razões filosóficas em vez de seguirem a evidência aonde ela for dar — em direção ao design inteligente.

[N. do Blogger: A X São Paulo Research Conferences sobre as “Origens da Vida” será realizada na USP de 19-21 de junho de 2008.

Naquele evento de 2008, cientistas e outros pesquisadores, até mitologistas, secularistas e metafísicos presumo, vão tentar resolve o maior de todos os problemas científicos até hoje não resolvido: explicar cientificamente a origem da vida procariótica, especialmente do seu aparato de síntese das proteínas baseadas no DNA. Vide blog sobre a conferência sobre este mistério dos mistérios].

Referências Citadas:

[1] Science and Creationism: A View from the National Academy of Sciences, 1st edition, 1984.

[2] Science and Creationism: A View from the National Academy of Sciences, 2nd edition, 1999.

[3] Philip Skell, “Why Do We Invoke Darwin? Evolutionary theory contributes little to experimental biology,” The Scientist (August 29, 2005)

[4] Jerry Coyne, "Selling Darwin: Does it matter whether evolution has any commercial applications?," reviewing The Evolving World: Evolution in Everyday Life by David P. Mindell, in Nature, Vol 442:983-984 (August 31, 2006).

[5] Michael Egnor, “Quick, Nurse, Give the Patient a Tautology!,”

[6] Coyne (2006).

[7] Lynn Margulis and Dorion Sagan, Acquiring Genomes: A Theory of the Origins of the Species, pg. 29 (Basic Books, 2003).

[8] Lynn Margulis quoted in Darry Madden, "UMass Scientist to Lead Debate on Evolutionary Theory," Brattleboro (Vt.) Reformer (Feb 3, 2006).

[9] Franklin M. Harold, The Way of the Cell: Molecules, Organisms and the Order of Life, pg. 205 (Oxford University Press, 2001).

[10] See "A Scientific Dissent from Darwinism,"

[11] Para uma crítica daquele documento, vide Casey Luskin, "A Critical Analysis of Science and Creationism: A View from the National Academy of Sciences (2nd. ed),"

[12] Gregg Easterbrook, “Where did life come from?,” Wired Magazine, pg. 108 (February, 2007).

[13] National Research Council Space Studies Board, The Search for Life's Origins (National Academy Press: Washington D.C., 1990).

[14] Declarações feitas por Stanley Miller numa palestra dada por ele no seminário de Origens da Vida na UCSD em 19 de janeiro de 1999.

[15] Robert Shapiro, Origins: A Skeptics Guide to the Creation of Life on Earth, pg 207 (Summit Books, 1986).

[16] Frank B. Salisbury, "Doubts about the Modern Synthetic Theory of Evolution," pg. 338, American Biology Teacher (September, 1971).

[17] John Maynard Smith and Eors Szathmary, The Major Transitions in Evolution, pg. 81 (W.H. Freeman, 1995).

[18] Øyvind Albert Voie, “Biological function and the genetic code are interdependent,” Chaos, Solitons and Fractals 28.4 (2006): 1000–4.

[19] Stephen C. Meyer, “The Origin of Biological Information and the Higher Taxonomic Categories,” Proceedings of the Biological Society of Washington 117.2 (2004): 213–29.

Google: armazenamento gratuito de dados científicos para livre acesso

domingo, janeiro 20, 2008

Já imaginou armazenar terabytes de informação científica gratuitamente? É isso mesmo: informação científica armazenada e acessada gratuitamente.

Esta notícia do blog Wired já está dando o que falar: terabytes de espaço de armazenagem gratuitos nos servidores da Google para projetos científicos que quiserem compartilhar os dados livremente:



“O armazenamento preencherá uma grande necessidade para os cientistas que querem compartilhar abertamente seus dados, e permitiriam a cidadãos cientistas acessarem a uma quantidade inédita de dados a serem explorados. Por exemplo, duas bases de dados planejadas são todos os 120 terabytes de dados do telescópio espacial Hubble, e as imagens dos Palimpsestos de Arquimedes, o manuscrito do século 10 que inspirou o projeto de armazenagem de bases de dados do Google.

Isto parece ser uma opção promissora para algumas (embora, provavelmente, nem todas) as bases de dados de paleoantropologia. Porque isso ajuda a abordar duas maiores questões. Uma (em primeiro lugar na percepção de todos) é o acesso aos dados. Mas, ainda que isso seja problemático para muitas pessoas, eu quero dizer que uma ameaça muito maior é o futuro a longo prazo das bases de dados assim que os coletores originais se retirarem, perderem o interesse, morram, tornem-se extravagantes (não que eu conheça algum que seja extravagante...). O Google é gratuito, e eles mantêm backups!”

+++++

Tirando o chapéu para John Hawks.

A Universidade Presbiteriana Mackenzie provoca debate polêmico e controverso de visões extremas da evolução no Brasil

sexta-feira, janeiro 18, 2008

A universidade é o local ideal de debate do universo das idéias. Hoje, infelizmente, o que assistimos em nossas universidades públicas e privadas é a manutenção engessadora da Nomenklatura científica de paradigmas colapsantes devido ao avanço da ciência sem a discussão livre e sem censura de contrapontos teóricos alternativos. Cheira a medievalismo, mas esta é a posição pós-moderna da liberdade acadêmica de ousar pensar caminhos contraditórios.



O Mackenzie sendo fiel à sua tradição e pioneirismo em educação vai promover o I Simpósio Internacional – DARWINISMO HOJE é uma iniciativa da Universidade Presbiteriana Mackenzie que reunirá pesquisadores no campo das diferentes áreas do saber, com a finalidade de integrar esforços para promover um amplo debate sobre as interpretações do Darwinismo, Criacionismo e Design Inteligente.

Sendo a Academia o lugar propício para o debate, é imprescindível que se apresente o contraditório e, por isso, embora o Darwinismo tenha se tornado um paradigma científico, outras interpretações, movidas por diferentes cosmovisões são aceitas e difundidas e defendidas cientificamente.

O tema está dividido em três grandes eixos:

Darwinismo
Criacionismo
Design Inteligente

Visando à integração de um processo de aprimoramento científico, é imperioso que a Universidade Presbiteriana Mackenzie se abra para o estudo do paradigmático ao contraditório, do Evolucionismo ao Criacionismo.

O evento realizar-se-á nos dias 08 a 10 de abril 2008, nos campi São Paulo da Universidade Presbiteriana Mackenzie.

As inscrições para participação estarão abertas a partir de 30/01/2008 até a data do Evento.

Os participantes receberão certificados de participação.

Sobre os Palestrantes

Dr. Aldo Mellender de Araújo
Possui graduação em História Natural (1967) e doutorado em Genética e Biologia Molecular pela Universidade Federal do Rio Grande do Sul (1973). Realizou estágios na University of Liverpool (1975) e na Cornell University (1976), sobre história da genética e evolução. Atualmente é professor titular do Instituto de Biociências da Universidade Federal do Rio Grande do Sul (IB - UFRS), atuando na área de história e epistemologia das idéias sobre evolução biológica.


Dr. Paul Nelson
Paul Nelson é filósofo da Biologia, especializado em biologia do desenvolvimento. Tem um PhD em Filosofia pela Universidade de Chicago. Sua tese, publicada sob a forma de livro pela Universidade de Chicago, oferece uma crítica a aspectos da teoria da macroevolução à luz dos desenvolvimentos mais recentes na embriologia e da biologia do desenvolvimento. Nelson é membro da International Society for Complexity, Information and Design [Sociedade Internacional para a Complexidade, Informação e Design] e do Center for Science and Culture [Centro de Ciências e Cultura] do Discovery Institute. Autor de vários artigos científicos em revistas especializadas.

Dr. Ruy Carlos de Camargo Vieira
Engenheiro Mecânico-Eletricista pela USP, Livre-Docente e Catedrático de Mecânica dos Fluidos na EESC-USP. Tem vários livros e artigos científicos publicados. Foi presidente da FAPESP, e atualmente é presidente e fundador da Sociedade Criacionista Brasileira.

ORGANIZAÇÃO

COMISSÃO ORGANIZADORA

PRESIDENTE DE HONRA
Augustus Nicodemus Gomes Lopes

PRESIDENTE
Marcel Mendes

SECRETÁRIA EXECUTIVA
Terezinha Jocelen Masson

COMISSÃO EXECUTIVA
Beatriz Regina Pereira Saeta
David Charles Gomes
Fernando de Almeida
Francisco Solano Portela Neto
Gustavo Augusto Schmidt de Melo Filho
Hermisten Maia Pereira da Costa
Jedeías de Almeida Duarte
Marcel Mendes
Mauro Meister

COMISSÃO CONSULTIVA
Ademar Pereira
Manassés Claudino Fontelles
Pedro Ronzelli Jr.
Regina Célia Faria Amaro Giora
Sandra Maria Dotto Stump
Sueli Galego de Carvalho

CONFERENCISTAS
Dr. Aldo Mellender de Araújo – UFRS – Instituto de Biociências
Dr. Paul Nelson – Discovery Institute/Center for Science and Culture
Dr. Ruy Carlos de Camargo Vieira - Presidente da Sociedade Criacionista
Brasileira

APOIO LOGÍSTICO
Agenor Braga Nascimento
José Augusto Pereira Brito
José Rubens Pacheco Martins
Valdomiro da Silva Lopes
Pedro Clarindo Junior
Claudio Pereira Jorge Guimarães

SECRETARIA
Universidade Presbiteriana Mackenzie
Prédio: 12
e-mail: simposio.darwinismo@mackenzie.com.br
Fones: (011) 2114-8345 / 2114-8754

Secretárias:
Mariana Minguini
Susana Cristina de Araújo
Maria Isabel Meca

PROGRAMAÇÃO

INSCRIÇÕES

+++++

Este blogger, e outros membros do NBDI, participarão deste evento.

Vamos todos à Universidade Presbiteriana Mackenzie respirar ares de liberdade epistêmica!!!

Por esta Dawkins não esperava: O delírio do Diabo!

Ninguém melhor do que um ex-ateu, ex-marxista-leninista, ex-evolucionista [cético somente da teoria geral da evolução] para ter um blog desafiando a Nomenklatura científica e a Grande Mídia quanto às muitas insuficiências das atuais teorias da origem e evolução da vida. Eles vão passar para a História da Ciência e da Imprensa como verdadeiros Pinóquios.

Dá para entender a razão da ira de alguns darwinistas fundamentalistas na Nomenklatura científica contra este blogger! Especialmente a galera dos meninos e meninas de Darwin.

O ano de 2007 foi pródigo na ‘indústria do ateísmo’ com a publicação de vários livros de ateus famosos como Richard Dawkins et al. Engraçado a postura desses neo-ateus pós-modernos, fundamentalistas, chiques e perfumados a la Dawkins sobre quem pode fazer ciência: somente os ateus.

No mês de abril a Random House lançará no mercado um novo livro de David Berlinski, um sênior fellow do Center for Science and Culture do Discovery Institute, intitulado The Devil's Delusion: Atheism and Its Scientific Pretensions [O delírio do Diabo:o ateísmo e as suas pretensões científicas].

A Editora Globo publicou um de seus livros: A Tour of the Calculus, se não me falha a memória. Que tal traduzir este só pra contrariar e deixar irada a galera dos meninos e meninas do André Petry, ateu fundamentalista, pós-moderno, chique e perfumado?
Aí, eu falei com os meus botões e perguntei: Quem melhor do que um agnóstico como David Berlinski para discutir com os ateus sobre ciência? Por que será que o Dawkins, o cristão cultural ateu, não aceita debater com o Berlinski, o judeu cultural agnóstico?

Quem recomenda a leitura deste livro? William F. Buckley Jr. gostou:
“O livro de Berlinski é em tudo desejável: é idiomático, profundo, brilhantemente polêmico, divertido, e amplamente versado é claro. Eu o parabenizo.”
—William F. Buckley Jr.

Michael Behe também:

“Com estilo alto e desdém alegre e divertido, David Berlinski esvazia as pretensões intelectuais da galera científica atéia. Talvez eles possam recitar a Tabela Periódica de cor, mas o Berlinski secular mostra que isso não os leva muito longe em raciocinar sobre questões mais importantes.”
—Michael J. Behe, Professor de Bioquímica da Lehigh University, e autor do best-seller “A Caixa Preta de Darwin”, Rio de Janeiro, Zahar, 1997, e The Edge of Evolution.

Eu não tenho mais fé no ateísmo, e o livro do meu amigo Berlinski fará com que muitos reflitam sobre esta pretensão arrogante dos ateus de serem os donos da verdade científica. Eu chamo isso de “síndrome luciferiana”. Nada mais falso como bem demonstra Berlinski, um matemático pela Universidade Princeton, judeu cultural agnóstico, bon vivant que mora em Paris, e defensor das teses do Design Inteligente.

Revista Nature: cumprindo o objetivo espúrio de sua fundação

segunda-feira, janeiro 14, 2008

Eu nunca levei muito a sério alguns editoriais da revista Nature por conhecer sua “origem” bastarda: ela não foi fundada como uma publicação estritamente científica, mas como um bastião de defesa da hipótese darwinista do transformismo das espécies pela seleção natural quando seus fundadores eram céticos da capacidade criativa daquele mecanismo evolutivo ser responsável pela origem e evolução da vida. Haja objetividade e desonestidade científica tudo ao mesmo tempo. É preciso tornar público a subjetividade e interesses escusos de indivíduos como Huxley et al que a historiografia ‘mainstream’ não ousa abordar.

A seguir o texto de Casey Luskin que reflete o entendimento deste blogger sobre o último ‘editorial-folhetim’ da Nature.

A revista Nature cumpre seu objetivo de defender a evolução a todo custo

No seu livro aclamado Evolution: The History of an Idea, o respeitável historiador da evolução Peter J. Bowler explica que a revista Nature foi fundada originalmente no final do século 19 por T. H. Huxley e outros com o propósito expresso de promover uma “campanha” para apoiar o darwinismo:

“Ao explorarem sua posição nesta rede, Huxley e seus amigos fizeram com que o darwinismo viesse para ficar. (Ruse, 1979a) [1]. Eles controlaram as publicações científicas — a revista Nature foi fundada em parte para promover a campanha — e manipularam as indicações acadêmicas. Hull (1978) [2] enfatizou quão importantes foram essas capacidades retóricas e políticas na criação de uma revolução científica. Os darwinistas adotaram uma abordagem flexível que desviou a atenção da oposição, minimizou a luta interna, e tornou fácil a entrada de outros se juntarem à sua campanha. Muitos, como o próprio Huxley, não eram rigidamente comprometidos com a teoria da seleção natural; eles estavam simplesmente ansiosos em promover o caso a favor da evolução.” [3]

A revista Nature permaneceu competente usando as táticas “retóricas e políticas” como parte de uma “campanha” para apoiar o darwinism, e assim não é nenhuma surpresa que a mais recente edição de Nature contenha um editorial louvando a nova versão do livreto Science, Evolution, and Creationism da National Academy of Science porque “resume as razões por que a evolução é, na verdade, tanto um fato científico como a existência de átomos ou de a Terra orbitar ao redor do Sol.” Tais declarações são deploráveis porque elas elevam a evolução ao status de um dogma inquestionável e assim ameaça o prestígio da ciência como uma voz objetiva na sociedade.

Mais importante de tudo, o que os cientistas que questionam o neodarwinismo devem fazer quando a principal organização científica dos Estados Unidos proclama que a evolução é tão inquestionável como a existência dos átomos e o modelo heliocêntrico do sistema solar? Claramente tais afirmações ameaçam a liberdade acadêmica dos cientistas divergirem da evolução neodarwinista. Como John Witt, senior fellow do CSC [Center for Science and Culture, do Discovery Institute] explicou recentemente, que existe dissenção científica significante do neodarwinismo que merece ser ouvida, mas a NAS está usando grande editos radicais de alcance gerais para remover a liberdade acadêmica dos cientistas que contestam a evolução.

O título do editorial da revista Nature é “Spread the word: Evolution is a scientific fact, and every organization whose research depends on it should explain why.” [Espalhem a palavra: a evolução é um fato científico, e toda organização cuja pesquisa dependa dela deve explicar por que.] Novamente, nós vemos a política em ação: eles pensam que os cientistas devem defender a evolução porque a sua “pesquisa depende dela.” Parece que o que Bowler chamou da defesa “retórica e política” da evolução da revista Nature somente aumentou — ao ponto do dogmatismo tipo religião — no ultimo século.

Postado por Casey Luskin em 11 de janeiro de 2008 7:18 AM Permalink

NOTA

1.RUSE, Michael. The Darwinian Revolution: Science Red in Tooth and Claw. Chicago, University of Chicago University, 2nd. ed., 1999.

2HULL, David L. “Sociobiology: A Scientific Bandwagon or a Travelling Medicine Show?”, in Sociobiology and Human Nature, M. S. Gregory et al., editors, San Francisco, Jossey-Bass, pp. 136-163, 1978.

3. BOWLER, Peter J. Evolution: The History of an Idea, Berkeley and Los Angeles, University of California Press, 3rd ed., pg. 185, 2003.

EXTRA! EXTRA! A Nature conclama: anunciem aos quatro cantos o fato, Fato, FATO da evolução!

quinta-feira, janeiro 10, 2008

Interessante o editorial da Nature 451, 108 (10 Janeiro de 2008), publicado online em 9 de janeiro de 2008. Há da parte do editor um misto de exagerada confiança no fato, Fato, FATO da teoria geral da evolução, e um flagrante desespero do avanço do criacionismo e da teoria do Design Inteligente no mundo.

O editorial é prova evidente do desespero da Nomenklatura científica mundial com a proximidade das celebrações de louvaminhice pelos 200 anos de aniversário de Darwin: eles sabem que os críticos e os oponentes também estão se preparando para estragar a festa darwinista publicando artigos sobre as insuficiências fundamentais da teoria da evolução no contexto de justificação teórica.

O título é evangelisticamente interessante pela sua conotação de subjetividade religiosa: “Spread the Word” [Espalhem a Palavra], seguido do sub-título: “Evolution is a scientific fact, and every organization whose research depends on it should explain why” [A evolução é um fato científico, e toda organização cuja pesquisa dependa dela deve explicar por que].

Em estilo folhetim, o editor de Nature dá três brados de viva para US National Academy of Sciences ter publicado uma versão atualizada do seu livreto Science, Evolution, and Creationism já abordado aqui neste blog. Segundo o editor, o documento resume sucintamente o que é e o que não é ciência, além de fornecer uma visão geral da evidência a favor do fato, Fato, FATO da evolução através da seleção natural, e ter dado destaque de como as figuras de líderes religiosos repetidamente têm defendido a evolução como consistente com a sua visão de mundo.

Engraçado, o editor e esses líderes de concepções religiosas ‘desconhecem’ a visão de mundo de Charles Darwin: se a minha teoria da evolução através da seleção natural depender de alguma ajuda externa, a minha teoria seria ‘bulshit’.

A teoria do Design Inteligente aparece nas entrelinhas do julgamento de Dover com a menção de um relato supostamente mais específico de conhecimento evolutivo feita pelo paleontólogo Kevin Padian durante o julgamento de Kitzmiller v. Dover.

Naquele depoimento, segundo o editor, Padian destruiu as falsas afirmativas feitas pelos criacionistas de que existem lacunas críticas no registro fóssil. Naquela ocasião, Padian teria ilustrado os caminhos evolutivos robustos de peixe a tetrápodes terrestres, de crocodilo a dinossauro, de dinossauro com penas a ave, de quadrúpede terrestre à baleia, e muito mais. O editor se esqueceu de que o registro fóssil continua dizendo um sonoro NÃO às especulações transformistas de Darwin, e que Padian nem lidou com as dificuldades da quantidade de informação genética necessária para transformar um peixe em paleontólogo!

Aí o editor chora as pitangas, e até faz pouco caso dos criacionistas e a turma perversa do Design Inteligente [segundo a Nomenklatura científica – criacionistas disfarçados] ao afirmar que o criacionismo é forte nos Estados Unidos, e de preocupante crescimento na Comunidade Européia de acordo com a Assembléia do Parlamento do Conselho da Europa. Para salvar a cara, o editor afirma que os criacionistas não são um alvo sensível para aumentar a percepção do fato, Fato, FATO da evolução. O que importa para a Nomenklatura científica são aqueles cidadãos que não estão certos sobre a evolução — cerca de 55% da população americana conforme algumas pesquisas recentes.

E como contra fatos não há argumentos, o editor reitera ad baculum que assim como a National Academy of Sciences e Kevin Padian demonstraram, é possível resumir as razões por que a evolução é tanto um fato científico como a existência de átomos ou que a Terra gira em torno do Sol, embora haja muitos refinamentos a serem explorados. E com a campanha presidencial americana na mente, o editor afirma que mesmo assim há chefes de estado atuais e potenciais que se recusam reconhecer isso com fato científico inconteste. Eu acho que esse editor está de gozação querendo tirar sarro de nossas caras. Ou está demonstrando profunda ignorância de que até mesmo nas páginas de Nature, aqui e ali uma pesquisa questiona algum aspecto do fato, Fato, FATO da evolução.

E aí ele projeta a imagem de malignidade da parte dos criacionistas: eles têm uma tendência de usarem deliberadamente as incertezas de alguns cidadãos do fato, Fato, FATO da teoria geral da evolução [que o editor nunca fez distinção no seu editorial]. O mantra dobzhanskyano tinha de aparecer na sua versão pós-moderna: a evolução é de profunda importância para a biologia e medicina modernas. Será mesmo? Há controvérsias!

Para fechar o folheto evangelístico fundamentalista da Nomenklatura científica, que não cabe nas páginas objetivas de uma revista científica, o editor afirma que qualquer pessoa que tenha a capacidade de explicar a evidência por trás do fato, Fato, FATO da evolução para seus alunos, seus amigos e parentes deve receber a devida munição para fazê-lo. Uau, eles declararam mesmo guerra em todos os flancos contra os criacionistas e até mesmo de críticos científicos como a turma do Design Inteligente.

Razão para blindar a teoria geral da evolução de Darwin? Eles não querem que a romaria a Down, as festas de louvaminhice no mundo inteiro que estão sendo elaboradas suntuosamente com o dinheiro público para celebrarem os 200 anos de aniversário de Charles Darwin (12/02/2009) sejam desconstruídas por esses bárbaros que ousaram atacar o templo da Ciência ao manifestarem o seu ceticismo parcial de uma teoria que não é robustamente apoiada pelas evidências.

O editor conclamou toda academia e sociedade científica que tenha interesse na credibilidade da evolução para este esforço de guerra total de resumir a evidência a favor do fato, Fato, FATO da teoria geral da evolução em seus sites, e aproveitar toda a oportunidade para promovê-la. Uau, mas não é isso que vem sendo feito desde 1859 com Thomas Huxley?

Que tal experimentar da sapiência teórica de Charles Darwin? A teoria mais apta sobrevive. O editor de Nature, a Nomenklatura científica e a Grande Mídia temem o quê da exposição da teoria geral da evolução às intempéries do rigor do contexto de justificação teórica? Que a teoria mais apta sobreviva, mas saiba que em ciência não existe Theoria perennis. Nem mesmo a teoria da evolução pela seleção natural de Darwin.

Senhores, chega de editoriais chifrins e ridículos como este, e vamos considerar as evidências contrárias ao fato, Fato, FATO da evolução. Chega de argumentos ad baculum e de inquisições sem fogueiras dos críticos e céticos de Darwin!

As predições de Darwin que falharam — Parte 3 de 14

terça-feira, janeiro 08, 2008

A série intitulada “As predições de Darwin que falharam” deste blog é baseada nos artigos de Casey Luskin respondendo ao material online do documentário “Judgment Day: Intelligent Design on Trial” [Dia do Juízo: o Design Inteligente no banco dos réus] “Judging PBS.com” da PBS-NOVA [A TV Brasil deles.

“O papel da seleção natural na evolução é controverso entre os cientistas”
Conforme destacado na introdução do documentário PBS/NOVA, e amiúde encontrado nos livros-texto de Biologia do ensino médio, e no jornalismo de divulgação científica popular, eles afirmam que os dados encontrados na natureza apóiam “indubitavelmente” o ponto de vista de que “a evolução acontece através da seleção natural.”

Esta é uma afirmação dogmática que a PBS e toda a Grande Mídia internacional e tupiniquim falham seguidamente: definir claramente “evolução.” Se por “evolução” eles querem dizer que nós podemos observar mudanças de pequena escala dentro das espécies, então ninguém duvida que a seleção natural desempenhe um papel. Mas na verdade, muitos cientistas têm questionado se a seleção natural agindo sobre mutações aleatórias seria suficiente para gerar novas espécies ou novas características biológicas complexas. Como o cientista evolucionista Robert L. Carroll questiona:

“Podem as mudanças em caracteres individuais, como a freqüência relativa de genes para cor clara e escura de asas em mariposas que se adaptam à poluição industrial, simplesmente ser multiplicado ao longo do tempo seja responsável pela origem das mariposas e borboletas dentro dos insetos, a origem dos insetos de artrópodes primitivos, ou a origem dos artrópodes de organismos multicelulares primitivos? Como nós podemos explicar a evolução gradual total de novas estruturas, como as asas de morcegos, aves, e borboletas, quando a função de uma asa parcialmente evoluída é quase impossível de se conceber?" [1]

A eminente bióloga Lynn Margulis, que se opõe ao Design Inteligente, também critica o mecanismo padrão darwinista ao declarar que “a afirmação darwinista de explicar toda a evolução é uma meia-verdade popular cuja falta de poder explicativo é compensado somente pela ferocidade religiosa de sua retórica.” [2] Ué, cadê a objetividade científica que é incensada como sendo virtude científica? Isso não te pertence mais! Margulis ainda salienta que “as novas mutações não criam novas espécies; elas criam descendentes que são debilitados.” [3]

Stanley Salthe, autor de um livro didático de biologia evolutiva, proclama, “Eu me tornei um apóstata da teoria darwinista e a descrevi como sendo parte do mito de origem modernista.” [4]

O filósofo evolucionista Jerry Fodor escreveu recentemente que “num tempo em que a teoria da seleção natural se tornou um artigo de cultura pop, ela se depara com o que pode ser o desafio mais sério que já teve até aqui.” [5]

Phil Skell, membro da National Academy of Sciences também questiona a utilidade explanatória da seleção natural:

“A seleção natural faz os humanos egoístas e agressivos — exceto quando os faz altruístas e pacíficos. Ou a seleção natural produz homens viris que avidamente espalham sua semente — exceto quando ela prefere homens que são protetores e provedores fiéis. Quando uma explicação é tão flexível que pode explicar qualquer comportamento, é difícil testá-la experimentalmente, muito menos usá-la como um catalisador para a descoberta científica. A evolução darwinista —quaisquer que sejam suas outras virtudes — não fornece uma heurística frutífera em biologia experimental.” [6]

Na verdade, mais de 700 cientistas [todos com Ph. D., inclusive vários cientistas brasileiros de universidades públicas federais e estaduais como a Unicamp] assinaram uma declaração pública proclamando o seu entendimento da questão: “Nós somos céticos das afirmações a favor da capacidade da mutação aleatória e da seleção natural ser responsável pela complexidade da vida.” [7]. Ainda assim, tanto o documentário da PBS/NOVA, como a Grande Mídia internacional e tupiniquim [vide Fantástico da TV Globo] e os nossos melhores autores de livros didáticos de Biologia do ensino médio apresentam a seleção natural como sendo o mecanismo de evolução “indubitavelmente” aceito pela comunidade científica.

É claro que existem vozes científicas significantes dissidentes do ponto de vista darwinista. Infelizmente, estas vozes são deixadas de lado na discussão unilateral da evolução pela Nomenklatura científica e pela Grande Mídia.

NOTAS:

1. Robert Carroll, Patterns and Processes of Vertebrate Evolution, p. 9 (Cambridge University Press, 1997).

2. Lynn Margulis & Dorion Sagan, Acquiring Genomes: A Theory of the Origins of the Species, p. 29 (Basic Books, 2003).

3. Lynn Margulis citada em Darry Madden, "UMass Scientist to Lead Debate on Evolutionary Theory," Brattleboro (Vt.) Reformer (Feb 3, 2006).

4. Stanley Salthe ,quoted in Discovery Institute, “40 Texas scientists join growing national list of scientists skeptical of Darwin,” September 5, 2003. Disponível aqui.

5. Jerry Fodor, "Why Pigs Don’t Have Wings," London Review of Books (October 18, 2007) aqui.

6. Philip S. Skell, "Why Do We Invoke Darwin? Evolutionary theory contributes little to experimental biology," The Scientist (August 29, 2005), disponível aqui.

7. Vide "A Scientific Dissent from Darwinism". O professor universitário, cientista e pesquisador que quiser assinar este documento favor entrar em contato por e-mail neddy@uol.com.br

A Nomenklatura científica americana ataca a teoria do Design Inteligente por todos os flancos

sexta-feira, janeiro 04, 2008

Depois da coalizão de organizações científicas americanas ter “declarado guerra” à teoria do Design Inteligente, agora a Nomenklatura científica ataca a TDI por todos os flancos. É preciso ter inglês fluente, mas a literatura está disponível gratuitamente online.

1. Eis aqui a oportunidade de ler online o livro “Science, evolution and creationism” lançado recentemente pela National Academy of Sciences [NAS].

P.S. do Blogger: O livro em PDF pode ser baixado gratuitamente pelo fato de o Brasil ser um país em desenvolvimento. Basta submeter tão-somente o e-mail. São 3.92MB. 05/01/2008

Description: How did life evolve on Earth? The answer to this question can help us understand our past and prepare for our future. Although evolution provides credible and reliable answers, polls show that many people turn away from science, seeking other explanations with which they are more comfortable.

In the book, Science, Evolution, and Creationism, a group of experts assembled by the National Academy of Sciences and the Institute of Medicine explain the fundamental methods of science, document the overwhelming evidence in support of biological evolution, and evaluate the alternative perspectives offered by advocates of various kinds of creationism, including "intelligent design." The book explores the many fascinating inquiries being pursued that put the science of evolution to work in preventing and treating human disease, developing new agricultural products, and fostering industrial innovations. The book also presents the scientific and legal reasons for not teaching creationist ideas in public school science classes.

Mindful of school board battles and recent court decisions, Science, Evolution, and Creationism shows that science and religion should be viewed as different ways of understanding the world rather than as frameworks that are in conflict with each other and that the evidence for evolution can be fully compatible with religious faith. For educators, students, teachers, community leaders, legislators, policy makers, and parents who seek to understand the basis of evolutionary science, this publication will be an essential resource.

Authors: Committee on Revising Science and Creationism: A View from the National Academy of Sciences, National Academy of Sciences and Institute of Medicine of the National Academies

Description: How did life evolve on Earth? The answer to this question can help us understand our past and prepare for our future. Although evolution provides credible and reliable answers, polls show that many people turn away from science, seeking other ...

Table of Contents

Select a link bleow to star reading online free!

Front Matter i-xvi

1. Evolution and the Nature of Science 1-16

2. The Evidence for Biological Evolution 17-36

3. Creationist Perspectives 37-46

4. Conclusion 47-48

Frequently Asked Questions 49-54

Additional Readings 55-59

Committee Member Biographies 60-63

Staff and Consultant Biographies 64-66

Index 67-69

Photo and Illustrations Credits 70-72

2. Francisco Ayala no PNAS
Science, evolution, and creationism
PNAS, January 8, 2008, vol. 105, no. 1, pp. 3–4
PDF de 115 KB



3. CONTRAPONTO DA TEORIA DO DESIGN INTELIGENTE:
The Design of Life
William Dembski and Jonathan Wells

4. CONTRAPONTO DO DISCOVERY INSTITUTE
O Discovery Institute publicou recentemente o seu guia para educadores “The Theory of Intelligent Design: A briefing packet for educators to help them understand the debate between Darwinian evolution and Intelligent Design.”

Faça o download gratuito da versão colorida aqui ou da versão preto e branco para imprimir aqui.

EXTRA! EXTRA! A Nomenklatura científica americana declara guerra total contra o Design Inteligente

quinta-feira, janeiro 03, 2008

EurekAlert

Data de publicação: 2Janeiro de 2008

Contato: Cody Mooneyhan
cmooneyhan@faseb.org
1-301-634-7104
Federation of American Societies for Experimental Biology

A educação sobre a evolução é um ‘imperativo’ diz coalizão de organizações científicas e de ensino

17 organizações relatam sobre pesquisa nacional para determinar as opiniões públicas sobre a educação sobre a evolução

Uma coalizão de 17 organizações, incluindo a Academia Nacional de Ciências [National Academy of Sciences], o Instituto Americano de Física [American Institute of Physics], e a Associação Nacional de Professores de Ciência [National Science Teachers Association], está conclamando a comunidade científica para se envolver mais na promoção da educação científica, inclusive da evolução.

De acordo com um artigo que aparece na edição de Janeiro de 2008 do The FASEB Journal, a introdução da “não ciência” como o criacionismo e o design inteligente na educação em ciência irá solapar os fundamentos da educação científica. Alguns desses fundamentos incluem o uso do método científico, entender como atingir o consenso científico, e fazer distinção entre as explicações científicas e não-científicas de fenômenos naturais.

“Numa época quando as pessoas se beneficiaram imensamente da ciência e da razão, é irônico que algumas pessoas ainda rejeitem as ferramentas que lhes concedeu o privilégio de rejeitá-las,” disse Gerald Weissmann, MD, Editor-chefe do The FASEB Journal.

O artigo é baseado numa pesquisa nacional de prováveis 1,000 eleitores americanos. Os que responderam à pesquisa foram perguntados sobre suas atitudes em relação à ciência e aos cientistas, suas opiniões sobre a ciência evolutiva no contexto da educação, e suas opiniões quanto aos meios através dos quais a comunidade científica pode apoiar eficazmente o apoio para o ensino da evolução e matérias relacionadas.
A pesquisa revelou que os que responderam à pesquisa favoreceram o ensino da evolução em vez do criacionismo ou design inteligente. A pesquisa também revelou que os que responderam eram pessoas mais interessadas em ouvir sobre a evolução de cientistas, professores de ciências, e clérigos do que os juízes da Suprema Corte, celebridades, ou membros de grupos dirigentes das escolas.

A pesquisa também descobriu que existe uma relação entre o entendimento da ciência pelas pessoas e o apoio delas para o ensino da evolução. Os que responderam à pesquisa foram feitas três perguntas: uma relacionada com as placas tectônicas, uma relacionada com o uso apropriado de antibióticos, e uma relacionada à pré-história. Aqueles que responderam acuradamente as perguntas sobre esses assuntos foram muito inclinados em apoiar o ensino da evolução nas escolas.

“O resultado é que o mundo é redondo, os humanos evoluíram de espécies extintas, e Elvis [Presley] está morto,” acrescentou Weissmann. “Esta pesquisa é um brado de alerta para qualquer pessoa que apóia o ensino de informação baseado na evidência em vez de especulação ou esperança; as pessoas querem ouvir a verdade, e elas querem ouvi-la dos cientistas.”

+++++

A coalizão de sociedades científicas que elaborou o artigo representa professores, biólogos, físicos, astrônomos, químicos e cientistas sociais. Estas organizações incluem:

American Association of Physics Teachers, American Astronomical Society, American Chemical Society, American Institute of Biological Sciences, American Institute of Physics, American Physical Society, American Physiological Society, American Society for Investigative Pathology, American Society for Pharmacology and Experimental Therapeutics, American Society of Human Genetics, Biophysical Society, Consortium of Social Science Associations, Geological Society of America, Federation of American Societies for Experimental Biology, National Academy of Sciences, National Science Teachers Association, and Society for Developmental Biology.

O FASEB Journal é publicado pela Federation of American Societies for Experimental Biology (FASEB), e é consistentemente ranqueado entre os três journals de biologia do mundo pelo Institute for Scientific Information. A FASEB é composta por 21 sociedades não lucrativas com mais de 80.000 membros, fazendo dela a maior de todas as coalizões de associações de pesquisa biomédica nos Estados Unidos. A FASEB avança a ciência biológica através da defesa colaborativa de políticas de pesquisas que promovam o progresso científico e a educação, e que resultem nas melhorias na saúde humana.

+++++

NOTA IMPERTINENTE DESTE BLOGGER:

Eu pretendo abordar ponto por ponto esta ‘declaração de guerra’ da Nomenklatura científica americana, e mostrar os sofismas e as inexatidões científicas desta pesquisa e das ‘solenes’ afirmações ad baculum de alguns de seus proponentes.

Behe ‘falou e disse’: os darwinistas não distinguem a mão esquerda da direita!

Eu me tornei um fã de carteirinha do Michael Behe. Ele parece mineiro: mansamente ele vai derribando sofismas y otras cositas mais dentro da literatura especializada. Não terminei de ler ainda o seu último livro, mas esta passagem aqui é bem interessante:

“Assim, em vez de testes de laboratório definitivos, por default a maioria dos biólogos trabalha dentro de uma estrutura darwiniana e simplesmente admite o que não pode ser demonstrado. Infelizmente, isso pode levar ao compreensível, mas apesar disso, hábito intelectual corrosivo de esquecer a diferença entre o que é admitido e o que demonstrado. As diferenças entre os tipos de organismos amplamente variantes são automaticamente atribuídos à mutação aleatória e à seleção natural até pelos cientistas mais perceptivos, e até a maioria das características biológicas elegantes são creditadas reflexivamente à teoria de Darwin.” [1]

Trocado em graúdos: os darwinistas ortodoxos não conseguem distinguir a mão direita da esquerda em conseqüência de um “hábito intelectual corrosivo de esquecimento” entre o que é admitido e o que é demonstrado. Acho que Behe anda lendo muito Bacon...

NOTA:

1. “So, in lieu of definitive laboratory tests, by default most biologists work within a Darwinian framework and simply assume what cannot be demonstrated. Unfortunately, that can lead to the understandable but nonetheless corrosive intellectual habit of forgetting the difference between what is assumed and what demonstrated. Differences between widely varying kinds of organisms are automatically chalked up to random mutation and natural selection by even the most perceptive scientists, and even the most elegant of biological features is reflexively credited to Darwin’s theory.” BEHE, Michael, The Edge of Evolution (Free Press, 2007), pp. 9-10.

+++++

Um minuto para o nosso comercial:

Ajude os teóricos e proponentes da Teoria do Design Inteligente a desconstruir Darwin e provocar a revisão ou o simples descarte do neodarwinismo.

Você pode adquirir o novo livro de Behe na Livraria Cultura em São Paulo, SP; Porto Alegre, RS; Recife, PE e Brasília, DF ou através do site da Livraria Cultura.

As predições de Darwin que falharam Parte 2/14

A série intitulada “As predições de Darwin que falharam” deste blog é baseada nos artigos de Casey Luskin respondendo ao material online do documentário “Judgment Day: Intelligent Design on Trial” [Dia do Juízo: o Design Inteligente no banco dos réus] “Judging PBS.com” da PBS-NOVA [A TV Brasil deles]

“Seguindo a evidência aonde ela for dar”

A quem ache que Darwin foi um cientista talentoso que fez observações cuidadosas do mundo natural. Eu tenho minhas reservas sobre tão “globalizante” e laudatória afirmação. Nas minhas muitas leituras, eu vejo um Darwin laborioso lidando e, em muitas ocasiões, se apoderando das idéias de terceiros sem mencionar as fontes [especialmente quando ele queria a glória para “a minha teoria”], debatendo com cientistas mais capazes para saber as opiniões deles, “filtrando” as melhores idéias, e dando-lhes a “roupagem” que queria.

Será que o mesmo poderia ser dito de Sir Isaac Newton, um proponente bem antigo do design inteligente cujas idéias inspiraram tanto a física moderna e a ciência moderna como um todo? Há uma diferença anos-luz entre Newton e Darwin cientistas. Sou mais Newton. Sua ciência é mais empírica. A ciência de Darwin é histórica de longo alcance, e de longos vôos de imaginação.

Apesar do grande sucesso de muitos anos das idéias de Newton, os avanços tecnológicos no começo do século 20 derrubaram a física newtoniana e a substituíram com as teorias de Einstein. Se for para a história ser o nosso guia, a ciência deve sempre ser aberta a seguir a evidência aonde ela for dar, mesmo que isso signifique desafiar a ortodoxia das teorias científicas.

O mantra de Dobzhansky em defesa do fato, fato, FATO da evolução, é sempre evocado pela Nomenklatura científica e pela Grande Mídia: “nada em biologia faz sentido a não ser à luz da evolução.” Esta declaração de Dobzhansky inverte o processo científico, pois coloca as conclusões antes das observações empíricas da natureza.
De vez em quando encontramos essas afirmações bombásticas, mas historicamente demonstradas falsas, de cientistas do calibre do paleontólogo evolucionista Niles Eldredge: “Nada do que nós aprendemos nos 175 anos que se seguiram, contestou a descrição básica de Darwin de como a seleção natural opera,” e afirmou categoricamente que os dados “indubitavelmente” apóiam a opinião de Darwin.



Nada mais falso. Desde 1859 que a seleção natural vem sendo criticada cientificamente quanto a ser a vera causa dos processos evolutivos. Eldredge sabe que na literatura especializada há muitas pesquisas colocando em cheque a capacidade criativa da seleção natural na origem e evolução das espécies. Razão? As evidências não apóiam Darwin. Afirmações dogmáticas como essas são um tapa na cara do espírito científico que se opõe a apêndices dogmáticos às teorias e as promessas de seguir a evidência aonde ela for dar.

Em 1998, a Academia Nacional de Ciências dos Estados Unidos imprimiu um guia para o ensino da evolução que incluía um ensaio pelo eminente biólogo evolucionista Ernst Mayr, que afirmou: “Um dos aspectos mais característicos da ciência é a sua abertura ao desafio. O desejo de abandonar uma crença aceita atualmente quando uma crença nova e melhor é proposta é uma demarcação importante entre a ciência e o dogma religioso.” [1]

O documentário da PBS, os cientistas e a Grande Mídia podem afirmar que a evolução é aberta ao escrutínio, mas o tratamento autoritário e unilateral do assunto no documentário “Judgment Day: Intelligent Design on Trial” [Dia do Juízo: Design Inteligente no banco dos réus] *, e na divulgação científica da teoria da evolução, mostra que eles a tratam mais como um dogma religioso do que como ciência.

Fosse a PBS, a Nomenklatura científica e a Grande Mídia internacional e brasileira, promover a atitude cética e tentativa que subjaz toda boa ciência, eles deveriam afirmar, alto e bom som, “Nada em biologia faz sentido a não ser à luz das evidências.”

Elas dizem não às especulações transformistas de Darwin através da seleção natural.

NOTA:

1. Ernst Mayr, "The Concerns of Science" in National Academy of Sciences, Teaching about Evolution and the Nature of Science, p. 43 (National Academy Press, 1998).

* Aguardem: brevemente um ícone científico muito, mas muito famoso irá sentar no banco dos réus aqui no Brasil. Quem viver, verá!

Coyne e Hoekstra “entregaram o ouro”: a evolução é uma ciência de generalizações

Quando eu ouvi pela primeira vez que o fato, Fato, FATO da evolução era tão certo como a lei da gravidade eu quase caí para trás. É que eu ainda não vi nenhum físico dizer que a lei da gravidade é uma lei científica tão certa quanto as leis da evolução. Dou um doce para quem me citar um físico eminente que tenha dito isso. Você não vai achar. Apesar daquela língua de fora, Einstein e os físicos não são loucos de fazer uma afirmação vazia dessas.

Um leitor mais atento aos detalhes das publicações científicas, como este blogger, percebe que não dá mais para sustentar este mantra retórico. As evidências na natureza não corroboram o fato, Fato, FATO da teoria geral da evolução.

Jerry Coyne e Hopi Hoekstra são exemplos recentes e patentes do porque os darwinistas ortodoxos não podem mais sair ilesos com tais afirmações, i.e., admitir o fato, Fato, FATO da evolução sem demonstrá-la. Num artigo recentemente publicado na Current Biology, eles disseram, “A evolução é um processo contigente, dependente dos caprichos do meio-ambiente, da história, e de quaisquer mutações que aconteçam de aparecer. Conseqüentemente, há pouca “leis” estritas da evolução; as nossas leis são, em vez disso, uma ciência de generalizações.”

Fui, pensando nas generalizações, nos caprichos do meio-ambiente, na história, e nas mutações terríveis [99.99% são deletérias aos organismos vivos], e na ausência de “leis” como a lei da gravidade na teoria geral da evolução. Eu acho que é preciso ter muita fé nos escritos do bardo de Down!

Fui, pensando que é preciso seguir mais a Bacon do que Darwin: perguntar à natureza, e seguir as evidências aonde elas forem dar.

NOTA:

1. “Evolution is a contingent process, dependent on the vagaries of the environment, history, and whatever mutations happen to appear. Consequently, there are few strict ‘laws’ of evolution; ours is instead a science of generalizations.” Current Biology (Volume 17, Issue 23, 4 December 2007, pages R1014-R1016)

Quem realmente alimenta o mito do conflito ciência versus religião?

A Nomenklatura científica e Grande Mídia brasileira através de seus editores de ciência e jornalistas científicos reverberam o surrado mantra sobre o conflito ciência versus religião. Do alto de suas inatacáveis torres de marfim, nossos impolutos formadores de opinião do conhecimento científico continuam, ex-cathedra, perpetuando este mito fajuto de que a ciência é racionalidade pura, e as concepções religiosas, irracionalidade absurda.

Nada mais patentemente falso. Há outras visões sobre a questão, mas a Grande Mídia brasileira em relação incestuosa com os atuais mandarins da Nomenklatura científica não publica “o outro lado”, por razões que somente o esprit de corps explica. Nada de jornalismo científico objetivo, plural e crítico. Não dão espaço para vozes e opiniões dissidentes.

“O conflito de Galileu com a Igreja, provavelmente, poderia ter sido evitado se ele fosse dotado de menos paixão e mais diplomacia; mas muito antes daquele conflito, ele incorreu na hostilidade implacável dos aristotélicos ortodoxos que detinham as posições-chaves nas universidades italianas. A religião e a opressão política desempenham somente uma parte incidental na história da ciência; o seu curso errático e recorrentes crises são causados por fatores internos.”

Durma-se com um barulho desses, mas

“uma das desvantagens evidentes é o conservadorismo da mente científica. Especialmente no seu aspecto corporativo. A matriz coletiva de uma ciência em um dado tempo é determinada por um tipo de establishment, que inclui as universidades, as sociedades de conhecimento e, mais recentemente, os cargos editoriais de publicações científicas especializadas. Como outros establishments, eles estão consciente ou inconscientemente encurvados em preservar o status quo, em parte, porque as inovações não-ortodoxas são uma ameaça à sua autoridade, mas também por causa de um temor muito profundo de que o seu edifício intelectual laboriosamente erguido possa colapsar sob seu impacto. A ortodoxia corporativa tem sido a maldição dos gênios de Aristarco a Galileu, a Harvey, a Darwin [???] e a Freud [???]; através dos séculos as suas falanges têm defendido rigorosamente o hábito contra a originalidade.” [1]



NOTA:

1. “Galileo’s conflict with the church could have probably been avoided if he had been endowed with less passion and more diplomacy; but long before that conflict, he had incurred the implacable hostility of the orthodox Aristotelians who held key positions at the Italian universities. Religion and political oppression play only an incidental part in the history of science; its erratic course and recurrent crises are caused by internal factors.

One of the conspicuous handicaps is the conservatism of the scientific mind in its corporate aspect. The collective matrix of a science at a given time is determined by a kind of establishment, which includes universities, learned societies, and, more recently, the editorial offices of technical journals. Like other establishments, they are consciously or unconsciously bent on preserving the status quo partly because unorthodox innovations are a threat to their authority, but also because of a deeper fear that that their laboriously erected intellectual edifice might collapse under the impact. Corporate orthodoxy has been the curse of genius from Aristarchus to Galileo, to Harvey, Darwin and Freud; throughout the centuries its phalanxes have sturdily defended habit against originality.” (Arthur Koestler in the Act of Creation, Nova York, Dell Publishing, 1967, p. 239).

+++++

Sobre os ombros de um gigante

Arte e tecnologia na borboleta Princeps nireus: sinais de Design Inteligente

terça-feira, janeiro 01, 2008

Efeito Borboleta

por Justin Mullins

Publicado em fevereiro de 2006

Método sofisticado de manipular luz é descoberto na espécie de borboleta Princeps nireus


Em 2001, Alexei Erchak no Massachusetts Institute of Technology, em Cambridge [Massachusetts, Estados Unidos], tornou público um diodo emissor de luz [LED em inglês] que não sofreu nenhuma das perdas de luz que podem provocar problemas em LEDs comuns. O aparelho de Erchak foi modificado com uma camada refletora especial e uma estrutura ótica conhecida como cristal fotônico, que juntos capturaram a luz que, de outro modo, teria se perdido e canalizada num raio útil de luz. O projeto [do LED de Erchak] direcionou seis vezes mais luz no seu raio do que um [LED] não modificado, uma melhora que impressionou os pesquisadores de LED na ocasião.

Agora uma equipe de pesquisadores da Grã-Bretanha disse que a estrutura que faz o LED de Erchak tão especial não é nada especial. Procure bastante e você pode vê-lo nas asas fluorescentes das borboletas africanas da espécie Princeps nireus. Além disso, a estrutura dessas asas é sutilmente diferente do design do MIT de um modo que pode oferecer pistas em como melhorar mais ainda os LED. Vide a imagem, “Design Inteligente”.

Design Inteligente e tecnologia: Peter Vukusic encontra um refletor Bragg em asas de borboletas.



PETER VUKUSIC/UNIVERSITY OF EXETER

A espécie P. nireus é encontrada nas regiões nordeste e central da África, e tem asas escuras com manchas de marcas azuis esverdeadas. As marcas não algo altamente incomuns no mundo das borboletas, mas o modo como essas borboletas produzem luz é altamente incomum. “A espécie Princeps é única, até onde nós sabemos no modo como produz cor,” disse Peter Vukusic, um físico óptico na Universidade de Exeter, no sudeste da Inglaterra, que tem estudado as escamas que constituem as regiões extremamente coloridas das asas da criatura. Essas escamas contêm um pigmento que absorve a luz nas ondas de tamanhos em torno de 420 nanômetros — aproximadamente azul celeste — e o irradia em 505 nm na região azul esverdeada onde os olhos da borboleta são particularmente sensíveis.

O problema com este mecanismo é que enquanto metade da luz fluorescente é irradiada para fora da borboleta, a outra metade irradia para dentro da estrutura da asa. Aquela metade de luz seria perdida se não fosse pela extraordinária estrutura das escamas.

Vukusic descobriu que a base de cada escama é um espelho de três lâminas altamente eficiente—uma estrutura conhecida como um refletor distribuído Bragg. A luz do pigmento quica impetuosamente entre estas camadas, interfere construtivamente, e depois escapa na direção de onde veio.

Todavia, os refletores distribuídos Bragg não são perfeito; alguma luz sempre fica retida na superfície do refletor e se perde. Mas, a borboleta tem outro truque legal para contornar isso. Vukusic e seu colega Ian Hooper descobriram que em cada escama, situada bem acima do espelho, está uma faixa de material cheia de cilindros côncavos de ar perpendiculares em relação ao espelho. Esses buracos cilíndricos canalizam a luz para fora do refletor, evitando que a luz fique retida. A faixa, disse Vukusic, é o que os físicos de óptica chamam de cristal fotônico.

O resultado final é uma estrutura altamente especializada que converte a luz do horizonte em luz azul e verde, captura esta luz, e finalmente a canaliza para fora para agir como plumagem a fim de atrair as borboletas fêmeas.

Projetando LEDs, Erchak resolveu essencialmente o mesmo problema colocando um refletor distribuído Bragg abaixo do seu LED e um cristal fotônico acima dele — assim como a natureza fez com a P. nireus. “Quem sabe quanto tempo teria sido economizado se nós tivéssemos visto a estrutura desta borboleta uns 10 anos atrás,” disse Vukusic.

P. nireus pode ter mais para ensinar. No LED de Erchak, com o seu cristal periódico perfeito, a luz é melhor transmitida em alguns ângulos do que em outros. Mas deve existir um jeito na estrutura quase periódica dos cristais fotônicos da P. nireus.

NOTA DO BLOGGER:

Com este artigo iniciamos o “processo evolutivo” deste blogger em 2008. Quem viver, verá.

Esta publicação não faz parte do Discovery Institute/Center for Science and Culture, e Peter Vukusic, até onde eu sei, não esposa e nem propõe a teoria do Design Inteligente.

Nós do Design Inteligente propomos que sinais de inteligência são empiricamente detectados na natureza. É preciso um pouco de Bacon aqui: fazer perguntas à natureza, e seguir as evidências aonde elas forem dar.