Eu não ia abordar neste blog (estritamente voltado para questões científicas) a questão de Francis Collins na sua subjetividade religiosa por entender que isso não impede alguém de fazer ciência qua ciência. O mesmo se aplica aos ateus e agnósticos. Tenho bons amigos ateus e agnósticos que são bons cientistas e bons jornalistas. Alguns deles fazem parte do Design Inteligente.
Todavia, eu não podia deixar escapar batido alguns aspectos de incongruências de lógica e da subjetividade religiosa conflitante na entrevista interessante de Francis Collins, famoso cientista americano, Ciência não exclui Deus, na revista VEJA Edição 1992, de 24 de janeiro de 2007, p. 11, 14,15, com a jornalista Gabriela Carelli.
A entrevista de Collins deve ser lida ‘cum granum salis’ e nas entrelinhas.
Realmente a ciência não exclui Deus, mas o naturalismo filosófico que posa como ciência exclui Deus, e os seus mais ardentes evangelistas como Dawkins, Dennett et al utilizam-se do naturalismo metodológico para avançarem uma agenda ideológica do neo-ateísmo com fervor fundamentalista, e com o aparente ‘nihil obstat’ e incentivo velado da Nomenklatura científica, mais a ampla divulgação da Grande Mídia com seus editoriais, editores e formadores de opinião. Uma relação inusitada já denunciada por este blogger no artigo Desnudando Darwin: ciência ou ideologia? ou A relação incestuosa da mídia brasileira com a Nomenklatura científica, publicado no Observatório da Imprensa em 1998.
A chamada da entrevista da revista VEJA revela a Operação ‘Cavalo de Tróia’ já em ação conforme alertada aqui neste blog em 2006:
“O biólogo que desvendou o genoma humano explica por que é possível aceitar as teorias de Darwin e ao mesmo tempo manter a fé religiosa”.
É a tentativa canhestra dos darwinistas de cooptarem os de concepções religiosas a aceitarem as especulações transformistas de Darwin sem nenhum detrimento à fé religiosa esposada. Nada mais falso. Darwin deve estar bufando e se revirando no seu aconchegante túmulo na Abadia de Westminster com os seus atuais discípulos heterodoxos.
Numa carta a Lyell, Darwin afirmou: “If I were convinced that I required such additions to the theory of natural selection, I would reject it as rubbish” [Se eu fosse convencido de que eu precisaria de tais adições à teoria da seleção natural, eu a rejeitaria como tolice]. Fui ateu e darwinista, estudo o darwinismo há muito tempo. Sei muito bem sobre o que estou escrevendo.
A proposição traduzida em miúdos: é possível ser darwinista e teísta. Será? Eu diria que sim, é possível ser darwinista e teísta, mas um teísta não pode ser darwinista pelas razões que o próprio Darwin exarou na sua teoria da seleção natural, e pelo que explanei nos seguintes blogues:
EXTRA! EXTRA! A estratégia "Cavalo de Tróia 2" da Nomenklatura científica
A estratégia 'Cavalo de Tróia' darwinista 2007-2009
A jornalista Gabriela Carelli talvez desconheça um fato importante em História e Teoria da Ciência: um biólogo evolucionista reconhecido pelos seus pares, membro da Royal Society por indicação de Thomas Huxley e recomendação de Charles Darwin, [argh, revelar isso publicamente na taba tupiniquim é como se eu estivesse cometendo um assassinato!!!] ao defender uma posição teísta evolucionista parecida com a de Francis Collins, foi expulso da elite darwinista nos anos 1860s: St. George Jackson Mivart (1827-1900). Depois ele foi excomungado e reabilitado mais tarde pela Igreja Católica.
E Francis Collins? Bem, Collins, apesar de ser um dos cientistas mais notáveis da atualidade, já não é mais visto com bons olhos pelos seus pares da Nomenklatura científica, que somente o suporta em razão de sua participação no Projeto Genoma – o mapeamento, e não o ‘desvendamento’ do genoma humano como inadvertidamente postulou Gabriela Carelli.
Craig Venter, diante da grande e extremamente complexa descoberta científica, e que dividiu as honras com Collins, disse diante do gigantesco desafio científico colocado agora pela complexidade do genoma humano: We know bullshit of biology! [Tirem as crianças da sala, por favor – Nós sabemos m - - - - de biologia].
Quanto a ser ‘o cientista que mais rastreou genes com vistas ao tratamento de doenças em todo o mundo’ cabe aqui divulgar algo que a Grande Mídia tupiniquim talvez nem saiba, muito menos seu leitores não especializados. Na p. 93 do seu livro The Language of God, Collins cita um poema que escreveu para uma criança com fibrose cística:
Ouse sonhar, ouse sonhar, Todos os nossos irmãos e irmãs respirando livremente, Sem temor, nossos corações imperturbados, Até que a história da fibrose cística seja história [1]
Mas como nós podemos relacionar o trabalho da equipe de Collins e as possibilidades de uma criança com fibrose cística pudesse ‘respirar livremente’? A única solução ‘científica’ que o trabalho de Collins e equipe conseguiu foi que tais crianças pudessem ser abortadas.
Explico: a única solução técnica potencialmente disponível é a fertilização in vitro, descartando-se em seguida os embriões humanos portadores do gene da fibrose cistíca! Realmente, dessa maneira a fibrose cística se tornou ‘história’, mas uma história genocida de eugenia! Pena de morte sem formação de culpa!
Não questiono aqui a sinceridade da subjetividade religiosa cristã de Collins porque há teístas e teístas, mas até onde eu sei, os verdadeiros cristãos não aprovam o assassinato de um embrião humano, pois a vida humana para eles começa na concepção (fertilização).
Com questões éticas tão sérias assim, teria sido melhor que Collins não tivesse se apresentado ao mundo como sendo um cristão. Teria sido melhor que o próprio Collins tivesse se declarado um deísta, porque darwinista ortodoxo ele já não é mais.
Francis Collins e a ‘lógica do crioulo doido’: a Operação ‘Cavalo de Tróia’ em ação. Parte 1 de 3
terça-feira, janeiro 23, 2007
A revista VEJA, Gabriele Carelli e o Ctrl + Alt + Design Inteligente = religião
segunda-feira, janeiro 22, 2007
Um e-mail enviado ao Diretor de Redação de VEJA:
Ilmo. Sr.
Eurípides Alcântara
Diretor de Redação – VEJA
Prezado Sr.:
Interessante a entrevista de Francis Collins, famoso cientista americano, “Ciência não exclui Deus”, na revista VEJA Edição 1992, de 24 de janeiro de 2007, p. 11, 14,15, com a jornalista Gabriela Carelli.
http://veja.abril.com.br/240107/entrevista.html [Só para assinantes]
Pretendo abordar essa entrevista ponto a ponto ainda esta semana no meu blog. Contudo, é expediente lidar mais uma vez com a revista VEJA. Já destaquei aqui neste blog que todas as vezes que a VEJA e a Grande Mídia Tupiniquim abordam a questão da teoria do Design, todos os jornalistas científicos ou não parecem usar tão somente a macro Ctrl + Alt + Design Inteligente = religião. Além de não ouvirem o outro lado da questão. Eu já sugeri aos Srs. uma entrevista com Michael Behe e William Dembski há muito tempo.
O exemplo mais recente dessa nossa descaracterização se encontra na pergunta que sua jornalista Gabriela Carelli fez para Francis Collins:
Veja – O senhor diz que a ciência e a religião convergem, mas devem ser tratadas separadamente. Como vê o movimento do "design inteligente", em que cientistas usam a religião para explicar fatos da natureza que permanecem um mistério para a ciência?
>>> A sua repórter Gabriela Carelli, como toda a Grande Mídia Tupiniquim, reflete aqui a sua ignorância e má vontade sobre a teoria, o movimento e os cientistas que propõem e defendem a teoria do Design Inteligente. Os cientistas do DI como Michael Behe e William Dembski não usam ‘a religião para explicar fatos da natureza que permanecem um mistério para a ciência’. O que nós usamos são fatos tirados da natureza – complexidade irredutível de sistemas biológicos (Behe) e informação complexa especificada (Dembski). Argumentos científicos derivados da natureza. A teoria do Design Inteligente pode ter implicações teológicas, mas não depende disso para sua suficiência epistêmica.
A resposta de Collins é mais interessante ainda, e vamos respondê-la por partes:
Collins – Essa abordagem é um grande erro. Os cientistas não podem cair na armadilha a que chamo de "lacuna divina".
>>> O grande erro de todos os erros de Collins é ser um guarda-cancela epistemológico impedindo que perguntas sejam feitas na Academia. O design tem uma história desde os filósofos gregos antigos. Eles eram pagãos. A armadilha que os cientistas não podem colocar diante da sociedade que lhes paga os estudos e os salários é o que chamo de ‘notas promissórias epistemológicas’ que nunca são empiricamente resgatadas, ou agora carinhosamente de ‘lacuna darwiniana’.
Lamento que o movimento do design inteligente tenha caído nessa cilada ao usar o argumento de que a evolução não explica estruturas tão complicadas como as células ou o olho humano. É dever de todos os cientistas, inclusive dos que têm fé, tentar encontrar explicações racionais para tudo o que existe.
>>> Nós não caímos nessa cilada ao argumentarmos que ‘a evolução não explica estruturas tão complicadas como as células ou o olho humano’. Nós derivamos esses argumentos da literatura especializada da qual Collin tem amplo acesso. Nós nos propomos ‘encontrar explicações racionais para tudo o que existe’, mas entendemos que somente o acaso, a necessidade, as mutações filtradas pela seleção natural ou quaisquer outros mecanismos evolutivos, e causas naturais não explicam a origem e a evolução do universo e da vida. Tudo isso é melhor explicado por causas inteligentes. Essas causas inteligentes são empiricamente detectadas (Dembski).
Todos os sistemas complexos citados pelo design inteligente – o mais citado é o “bacterial flagellum”, um pequeno motor externo que permite à bactéria se mover nos líquidos – são um conjunto de trinta proteínas.
>>> O flagelo bacteriano, “bacterial flagellum” é mais chique, apesar de ser ‘um pequeno motor externo’, é considerado uma obra prima de engenharia que os nossos melhores cientistas ainda não conseguiram biomimetizar.
Realmente, nós podemos juntar artificialmente essas trinta proteínas, que nada vai acontecer. Isso porque esses mecanismos se formaram gradualmente através do recrutamento de outros componentes.
>>> Longe de mim dar aulas de biologia ou bioquímica a um Collins, mas a lógica dele é um samba do crioulo doido epistemológico. Realmente, juntar artificialmente essas proteínas em laboratório é possível e nada vai acontecer. Mas Collins se esqueceu de trazer no seu exemplo a sua bactéria e o flagelo bacteriano juntos. Como que esses mecanismos se formaram gradualmente é que os processos graduais darwinistas não dão conta. Collins sabe muito bem que sem uma das proteínas o flagelo bacteriano simplesmente não funciona. Não funcionando, a bactéria não sobrevive. Não sobrevivendo, não tem como levar adiante a sua descendência com modificação. A evolução coadaptiva não resolve o dilema de Darwin e agora de Collins.
No curso de longos períodos de tempo, as máquinas moleculares se desenvolveram por meio do processo que Darwin vislumbrou, ou seja, a evolução.
>>> Stephen Jay Gould chama isso de ‘just-so-stories’ – estórias da carochinha. Estas ‘just-so-stories’ têm os seguintes componentes: tempo, acaso, necessidade, evolução (um processo nunca descrito satisfatoriamente), e VAPT, VUPT, as maravilhosas máquinas moleculares se desenvolveram pelo processo evolutivo darwinista. Collins, o que nós do DI queremos saber é o COMO isso se deu. Michael Behe, no seu livro “A Caixa Preta de Darwin” (Rio de Janeiro, Zahar, 1997) afirma que não existe descrição de COMO isso se deu em toda a literatura científica.
Uma descrição maravilhosa da construção progressiva de um flagelo bacteriano pode ser vista aqui.
http://www.arn.org/docs/mm/flagellarassembly-l.mov
Melhor ainda – assista a um filme de 30 minutos da pesquisa sobre as descobertas que permitiram que o filme animado do flagelo bacteriano fosse feito. Esses pesquisadores japoneses não são ligados ao movimento do Design Inteligente:
http://www.nanonet.go.jp/english/mailmag/2004/files/011a.wmv
Com todo respeito, mas quando a sua revista VEJA e a Grande Mídia Nacional não nos concede espaço para expormos nossas idéias, quando não entrevista nossos maiores teóricos e expoentes como Michael Behe e William Dembski, o jornalismo praticado não é objetivo nem imparcial – simplesmente não é mais jornalismo. É acintosamente panfletário ideológico.
Atenciosamente,
Enézio E. de Almeida Filho
Coordenador - NBDI
Núcleo Brasileiro de Design Inteligente
Ilmo. Sr.
Eurípides Alcântara
Diretor de Redação – VEJA
Prezado Sr.:
Interessante a entrevista de Francis Collins, famoso cientista americano, “Ciência não exclui Deus”, na revista VEJA Edição 1992, de 24 de janeiro de 2007, p. 11, 14,15, com a jornalista Gabriela Carelli.
http://veja.abril.com.br/240107/entrevista.html [Só para assinantes]
Pretendo abordar essa entrevista ponto a ponto ainda esta semana no meu blog. Contudo, é expediente lidar mais uma vez com a revista VEJA. Já destaquei aqui neste blog que todas as vezes que a VEJA e a Grande Mídia Tupiniquim abordam a questão da teoria do Design, todos os jornalistas científicos ou não parecem usar tão somente a macro Ctrl + Alt + Design Inteligente = religião. Além de não ouvirem o outro lado da questão. Eu já sugeri aos Srs. uma entrevista com Michael Behe e William Dembski há muito tempo.
O exemplo mais recente dessa nossa descaracterização se encontra na pergunta que sua jornalista Gabriela Carelli fez para Francis Collins:
Veja – O senhor diz que a ciência e a religião convergem, mas devem ser tratadas separadamente. Como vê o movimento do "design inteligente", em que cientistas usam a religião para explicar fatos da natureza que permanecem um mistério para a ciência?
>>> A sua repórter Gabriela Carelli, como toda a Grande Mídia Tupiniquim, reflete aqui a sua ignorância e má vontade sobre a teoria, o movimento e os cientistas que propõem e defendem a teoria do Design Inteligente. Os cientistas do DI como Michael Behe e William Dembski não usam ‘a religião para explicar fatos da natureza que permanecem um mistério para a ciência’. O que nós usamos são fatos tirados da natureza – complexidade irredutível de sistemas biológicos (Behe) e informação complexa especificada (Dembski). Argumentos científicos derivados da natureza. A teoria do Design Inteligente pode ter implicações teológicas, mas não depende disso para sua suficiência epistêmica.
A resposta de Collins é mais interessante ainda, e vamos respondê-la por partes:
Collins – Essa abordagem é um grande erro. Os cientistas não podem cair na armadilha a que chamo de "lacuna divina".
>>> O grande erro de todos os erros de Collins é ser um guarda-cancela epistemológico impedindo que perguntas sejam feitas na Academia. O design tem uma história desde os filósofos gregos antigos. Eles eram pagãos. A armadilha que os cientistas não podem colocar diante da sociedade que lhes paga os estudos e os salários é o que chamo de ‘notas promissórias epistemológicas’ que nunca são empiricamente resgatadas, ou agora carinhosamente de ‘lacuna darwiniana’.
Lamento que o movimento do design inteligente tenha caído nessa cilada ao usar o argumento de que a evolução não explica estruturas tão complicadas como as células ou o olho humano. É dever de todos os cientistas, inclusive dos que têm fé, tentar encontrar explicações racionais para tudo o que existe.
>>> Nós não caímos nessa cilada ao argumentarmos que ‘a evolução não explica estruturas tão complicadas como as células ou o olho humano’. Nós derivamos esses argumentos da literatura especializada da qual Collin tem amplo acesso. Nós nos propomos ‘encontrar explicações racionais para tudo o que existe’, mas entendemos que somente o acaso, a necessidade, as mutações filtradas pela seleção natural ou quaisquer outros mecanismos evolutivos, e causas naturais não explicam a origem e a evolução do universo e da vida. Tudo isso é melhor explicado por causas inteligentes. Essas causas inteligentes são empiricamente detectadas (Dembski).
Todos os sistemas complexos citados pelo design inteligente – o mais citado é o “bacterial flagellum”, um pequeno motor externo que permite à bactéria se mover nos líquidos – são um conjunto de trinta proteínas.
>>> O flagelo bacteriano, “bacterial flagellum” é mais chique, apesar de ser ‘um pequeno motor externo’, é considerado uma obra prima de engenharia que os nossos melhores cientistas ainda não conseguiram biomimetizar.
Realmente, nós podemos juntar artificialmente essas trinta proteínas, que nada vai acontecer. Isso porque esses mecanismos se formaram gradualmente através do recrutamento de outros componentes.
>>> Longe de mim dar aulas de biologia ou bioquímica a um Collins, mas a lógica dele é um samba do crioulo doido epistemológico. Realmente, juntar artificialmente essas proteínas em laboratório é possível e nada vai acontecer. Mas Collins se esqueceu de trazer no seu exemplo a sua bactéria e o flagelo bacteriano juntos. Como que esses mecanismos se formaram gradualmente é que os processos graduais darwinistas não dão conta. Collins sabe muito bem que sem uma das proteínas o flagelo bacteriano simplesmente não funciona. Não funcionando, a bactéria não sobrevive. Não sobrevivendo, não tem como levar adiante a sua descendência com modificação. A evolução coadaptiva não resolve o dilema de Darwin e agora de Collins.
No curso de longos períodos de tempo, as máquinas moleculares se desenvolveram por meio do processo que Darwin vislumbrou, ou seja, a evolução.
>>> Stephen Jay Gould chama isso de ‘just-so-stories’ – estórias da carochinha. Estas ‘just-so-stories’ têm os seguintes componentes: tempo, acaso, necessidade, evolução (um processo nunca descrito satisfatoriamente), e VAPT, VUPT, as maravilhosas máquinas moleculares se desenvolveram pelo processo evolutivo darwinista. Collins, o que nós do DI queremos saber é o COMO isso se deu. Michael Behe, no seu livro “A Caixa Preta de Darwin” (Rio de Janeiro, Zahar, 1997) afirma que não existe descrição de COMO isso se deu em toda a literatura científica.
Uma descrição maravilhosa da construção progressiva de um flagelo bacteriano pode ser vista aqui.
http://www.arn.org/docs/mm/flagellarassembly-l.mov
Melhor ainda – assista a um filme de 30 minutos da pesquisa sobre as descobertas que permitiram que o filme animado do flagelo bacteriano fosse feito. Esses pesquisadores japoneses não são ligados ao movimento do Design Inteligente:
http://www.nanonet.go.jp/english/mailmag/2004/files/011a.wmv
Com todo respeito, mas quando a sua revista VEJA e a Grande Mídia Nacional não nos concede espaço para expormos nossas idéias, quando não entrevista nossos maiores teóricos e expoentes como Michael Behe e William Dembski, o jornalismo praticado não é objetivo nem imparcial – simplesmente não é mais jornalismo. É acintosamente panfletário ideológico.
Atenciosamente,
Enézio E. de Almeida Filho
Coordenador - NBDI
Núcleo Brasileiro de Design Inteligente
O dia de Darwin e a deificação de Charles Darwin
Quando Darwin, o agnóstico, foi enterrado na Abadia de Westminster, ele deve ter se revirado no caixão por estar enterrado numa igreja e bem ao lado de um cientista teísta convicto, e de maior competência científica: Isaac Newton.
Será que as comemorações do Dia de Darwin em 12 de fevereiro de 2007 em todo o mundo, não será uma indicação de que Darwin está sendo transformado num santo para os humanistas seculares [naturalistas filosóficos]? Se assim for, Darwin deve estar se remexendo e bufando irado com este ‘processo de deificação’, oops, culto à personalidade:
O objetivo da celebração do Dia de Darwin é o de encorajar as instituições existentes no mundo inteiro, tais como as municipalidades, as escolas públicas e privadas, faculdades e universidades, bibliotecas, museus, igrejas [SIC ULTRA PLUS], organizações privadas e indivíduos a celebrarem a Ciência e a Humanidade todo ano, no dia ou perto do dia 12 de fevereiro, aniversário de Darwin! – http://www.darwinday.org [1]
Aqui no Brasil não será diferente. E pior de tudo – com o nosso suado dinheirinho de todos nós contribuintes, eles viajarão, se hospedarão nos melhores hotéis, e celebrarão nos simpósios, palestras, conferências e seminários, com os melhores acepipes e regados com os melhores vinhos.
E ainda dizem que não são ‘fundamentalistas seculares’. Idólatras! Eu tenho más notícias – os ídolos foram feitos para a destruição!
Quem será o Finéias de Darwin-ídolo???
Nota:
[1] The objective of Darwin Day Celebration is to encourage existing institutions worldwide, such as municipalities, public and private schools, colleges and universities, libraries, museums, churches, private organizations and individuals to celebrate Science and Humanity every year, on, or near, February 12, Darwin's birthday! – http://www.darwinday.org
Será que as comemorações do Dia de Darwin em 12 de fevereiro de 2007 em todo o mundo, não será uma indicação de que Darwin está sendo transformado num santo para os humanistas seculares [naturalistas filosóficos]? Se assim for, Darwin deve estar se remexendo e bufando irado com este ‘processo de deificação’, oops, culto à personalidade:
O objetivo da celebração do Dia de Darwin é o de encorajar as instituições existentes no mundo inteiro, tais como as municipalidades, as escolas públicas e privadas, faculdades e universidades, bibliotecas, museus, igrejas [SIC ULTRA PLUS], organizações privadas e indivíduos a celebrarem a Ciência e a Humanidade todo ano, no dia ou perto do dia 12 de fevereiro, aniversário de Darwin! – http://www.darwinday.org [1]
Aqui no Brasil não será diferente. E pior de tudo – com o nosso suado dinheirinho de todos nós contribuintes, eles viajarão, se hospedarão nos melhores hotéis, e celebrarão nos simpósios, palestras, conferências e seminários, com os melhores acepipes e regados com os melhores vinhos.
E ainda dizem que não são ‘fundamentalistas seculares’. Idólatras! Eu tenho más notícias – os ídolos foram feitos para a destruição!
Quem será o Finéias de Darwin-ídolo???
Nota:
[1] The objective of Darwin Day Celebration is to encourage existing institutions worldwide, such as municipalities, public and private schools, colleges and universities, libraries, museums, churches, private organizations and individuals to celebrate Science and Humanity every year, on, or near, February 12, Darwin's birthday! – http://www.darwinday.org
EXTRA! EXTRA! Eminente professor de Sociologia escreve sobre a ‘Grande Controvérsia’ – Evolução versus Design!
Para desespero da Nomenklatura científica internacional, Steve Fuller, professor de sociologia da Universidade de Warwick, Grã-Bretanha, está escrevendo o livro Dissent Over Descent: Evolution's 500 year war on intelligent design [Dissidência sobre a descendência: 500 anos de guerra da evolução ao design inteligente]. Deve ser lançado ainda em 2007.
Steve, [essa intimidade é devido aos nossos e-mails] terei o maior prazer de traduzir o seu livro para o português!
Steve, [essa intimidade é devido aos nossos e-mails] terei o maior prazer de traduzir o seu livro para o português!
EXTRA! EXTRA! Biólogo encoraja o livre debate da teoria do Design Inteligente nas universidades
sábado, janeiro 20, 2007
EXTRA! EXTRA! Biólogo encoraja o livre debate da teoria do Design Inteligente nas universidades
“O Dr. José Mariano Amabis, professor-doutor do Departamento de Biologia do Instituto de Biociências da USP, e coordenador de Educação do Centro de Estudos do Genoma Humano, em entrevista ao jornalista Marcelo Leite no caderno Mais! da Folha de São Paulo, encoraja o livre debate da teoria do Design Inteligente nas universidades brasileiras”.
Você se assustou? Caiu de costas para trás? Teve uma apoplexia? Taquicardia? Esclareço: essa entrevista não aconteceu. Não é ainda verdade aqui na grande taba tupiniquim, mas aconteceu alhures em tabas mais civilizadas e adiantadas cientificamente do que em Pindorama. [1]
“Bravo por encorajar a discussão do Design Inteligente” é um artigo de Larry Caldwell, traduzido abaixo:
The Chronicle of Higher Education está disponibilizando atualmente um ponto de vista diferente intitulado, “Why Can't We Discuss Intelligent Design?” [Por que não podemos discutir o Design Inteligente?] de J. Scott Turner, [2] defendendo a livre discussão do Design Inteligente nos campi universitários. A mudança inusitada [na seção de ponto de vista]: o Dr. Turner é um professor-associado de biologia na State University of New York's College of Environmental Science and Forestry que considera o design inteligente como “indo na direção errada”, mas mesmo assim merece ser discutido na Academia.
Turner, que estuda os térmitas [cupins] e suas “extraordinárias construções”, relata quão recentemente, a simples menção do termo “design” numa palestra incitou um impertinente oponente do Design Inteligente a interromper Turner várias vezes num esforço de impedi-lo de finalizar sua palestra. Ironicamente, Turner nem sequer atribui tal “design” aparente nas construções dos cupins a uma causa inteligente.
Turner surpreende-se como, desde Darwin, a simples menção da palavra “design” em conexão com a biologia pode evocar o que Turner chama de “A Pausa, o silêncio estranho que segue tipicamente a uma gafe”. Turner destaca em seguida:
“Se apenas uma palavra carregada como “design” pode evocar “A Pausa”, combinando duas palavras carregadas — como na frase “design inteligente” — parece fazer pessoas então tidas como sãs perderem o seu equilíbrio. Se você gosta de ironia, como eu gosto, o espetáculo pode dar horas de entretenimento. Eu fico pensando, por exemplo, que demônio se apossou do ex-presidente da Cornell University quando ele destacou o design inteligente como a única ameaça aos discursos acadêmico e civil. As universidades não devem ser um lugar para idéias perigosas?”
Turner dá este conselho bem-vindo aos seus colegas biólogos:
“Amigos, o design inteligente é apenas uma idéia. Você pode crer (como eu creio) que é uma idéia indo na direção errada, mas é difícil entender como que apenas isso deva desqualificá-la do discurso acadêmico. A Academia está cheia de idéias indo na direção errada, mas porque discutir essas idéias é a sua função essencial. Até idéias más podem ter partes essenciais de verdade, e é o papel da Academia descobri-las. Isso somente pode ser feito no sol e no ar fresco de um discurso acadêmico normal. Expulsar uma idéia é a maneira mais certa para permitir que o erro sobreviva”.
Turner também salienta a ironia dos cientistas que afirmam ser zelosamente contra qualquer mistura de religião e ciência, e mesmo assim aprovam a mistura espalhafatosa de ciência e religião de Richard Dawkins na sua recente diatribe anti-religiosa, The God Delusion [A Ilusão de Deus, a ser traduzido e publicado em 2007 pela Companhia das Letras] (Houghton Mifflin, 2006).
Turner deve ser aplaudido pela sua coragem de propor um debate livre da significância científica da aparência de design na natureza, e o The Chronicle of Higher Education deve ser aplaudido por ter publicado o ponto de vista de Turner. Quiçá outros na Academia irão reconhecer o valor em permitir a teoria do design inteligente seja livremente discutida e debatida — se eles concordam ou não com o Design Inteligente.
Postado por Larry Caldwell 19 de janeiro de 2007 12:34 AM Permalink
[1] Usei o Dr. José Mariano Amabis e o Dr. Marcelo Leite como personagens desta entrevista fictícia, por suas declarações finais emblemáticas no encerramento da V Sao Paulo Research Conference, na Fac. de Medicina da USP, 18-20 de maio de 2006, onde apresentei um pôster bem ousado: “Uma Iminente Mudança Paradigmática em Biologia Evolutiva?”
Amabis disse que todo e qualquer ataque à evolução era um ataque à ciência. Educada e polidamente discordei publicamente do eminente cientista brasileiro de que nem todas as críticas à evolução eram ataques à ciência, mas que elas promoviam o avanço da ciência. Amabis, diferente de muitos com menos graduação acadêmica, humildemente refez o raciocínio, mas redirecionou o ataque à evolução e à ciência como vindo tão-somente dos criacionistas.
Marcelo Leite encerrou sua participação na mesa-redonda do evento e, questionado sobre o avanço ‘assustador do criacionismo fundamentalista’ no Brasil e da existência de possíveis oponentes academicamente à altura de um debate, no estilo stalinista de ‘guarda-cancela epistemológico’ disse que não existia alguém assim e que na Grande Mídia Tupiniquim ‘não damos espaço’ para eles. Nem para o Design Inteligente, a não ser quando para desacreditar uma idéia que não pode se defender porque não lhe dão espaço midiático.
Se essas são posturas racionais de nossos mais eminentes luminares, pobre Academia brasileira que não discute idéias perigosas como o Design Inteligente, e sofre da ‘síndrome dos soldadinhos-de-chumbo’ do pensamento uniforme e consensual. Quem foi que nos roubou a ousadia de discutir temas polêmicos em nossas universidades? São os poderosos braços inquisitoriais da KBG da Nomenklatura científica [professores titulares, chefes de departamento, revisores – peer-reviewers é mais chique] impedindo que a universidade seja um universo livre de debates de idéias.
A Idade das Trevas pós-moderna em nada difere de muitos pontos da longa Idade Média. Que essa nova idade das trevas seja breve. Pro bonum scientia!
[2] A coragem de Turner em abordar o DI foi objeto deste blogger.
http://pos-darwinista.blogspot.com/2007/01/no-adianta-jogar-pedras-na-geni-o.html
“O Dr. José Mariano Amabis, professor-doutor do Departamento de Biologia do Instituto de Biociências da USP, e coordenador de Educação do Centro de Estudos do Genoma Humano, em entrevista ao jornalista Marcelo Leite no caderno Mais! da Folha de São Paulo, encoraja o livre debate da teoria do Design Inteligente nas universidades brasileiras”.
Você se assustou? Caiu de costas para trás? Teve uma apoplexia? Taquicardia? Esclareço: essa entrevista não aconteceu. Não é ainda verdade aqui na grande taba tupiniquim, mas aconteceu alhures em tabas mais civilizadas e adiantadas cientificamente do que em Pindorama. [1]
“Bravo por encorajar a discussão do Design Inteligente” é um artigo de Larry Caldwell, traduzido abaixo:
The Chronicle of Higher Education está disponibilizando atualmente um ponto de vista diferente intitulado, “Why Can't We Discuss Intelligent Design?” [Por que não podemos discutir o Design Inteligente?] de J. Scott Turner, [2] defendendo a livre discussão do Design Inteligente nos campi universitários. A mudança inusitada [na seção de ponto de vista]: o Dr. Turner é um professor-associado de biologia na State University of New York's College of Environmental Science and Forestry que considera o design inteligente como “indo na direção errada”, mas mesmo assim merece ser discutido na Academia.
Turner, que estuda os térmitas [cupins] e suas “extraordinárias construções”, relata quão recentemente, a simples menção do termo “design” numa palestra incitou um impertinente oponente do Design Inteligente a interromper Turner várias vezes num esforço de impedi-lo de finalizar sua palestra. Ironicamente, Turner nem sequer atribui tal “design” aparente nas construções dos cupins a uma causa inteligente.
Turner surpreende-se como, desde Darwin, a simples menção da palavra “design” em conexão com a biologia pode evocar o que Turner chama de “A Pausa, o silêncio estranho que segue tipicamente a uma gafe”. Turner destaca em seguida:
“Se apenas uma palavra carregada como “design” pode evocar “A Pausa”, combinando duas palavras carregadas — como na frase “design inteligente” — parece fazer pessoas então tidas como sãs perderem o seu equilíbrio. Se você gosta de ironia, como eu gosto, o espetáculo pode dar horas de entretenimento. Eu fico pensando, por exemplo, que demônio se apossou do ex-presidente da Cornell University quando ele destacou o design inteligente como a única ameaça aos discursos acadêmico e civil. As universidades não devem ser um lugar para idéias perigosas?”
Turner dá este conselho bem-vindo aos seus colegas biólogos:
“Amigos, o design inteligente é apenas uma idéia. Você pode crer (como eu creio) que é uma idéia indo na direção errada, mas é difícil entender como que apenas isso deva desqualificá-la do discurso acadêmico. A Academia está cheia de idéias indo na direção errada, mas porque discutir essas idéias é a sua função essencial. Até idéias más podem ter partes essenciais de verdade, e é o papel da Academia descobri-las. Isso somente pode ser feito no sol e no ar fresco de um discurso acadêmico normal. Expulsar uma idéia é a maneira mais certa para permitir que o erro sobreviva”.
Turner também salienta a ironia dos cientistas que afirmam ser zelosamente contra qualquer mistura de religião e ciência, e mesmo assim aprovam a mistura espalhafatosa de ciência e religião de Richard Dawkins na sua recente diatribe anti-religiosa, The God Delusion [A Ilusão de Deus, a ser traduzido e publicado em 2007 pela Companhia das Letras] (Houghton Mifflin, 2006).
Turner deve ser aplaudido pela sua coragem de propor um debate livre da significância científica da aparência de design na natureza, e o The Chronicle of Higher Education deve ser aplaudido por ter publicado o ponto de vista de Turner. Quiçá outros na Academia irão reconhecer o valor em permitir a teoria do design inteligente seja livremente discutida e debatida — se eles concordam ou não com o Design Inteligente.
Postado por Larry Caldwell 19 de janeiro de 2007 12:34 AM Permalink
[1] Usei o Dr. José Mariano Amabis e o Dr. Marcelo Leite como personagens desta entrevista fictícia, por suas declarações finais emblemáticas no encerramento da V Sao Paulo Research Conference, na Fac. de Medicina da USP, 18-20 de maio de 2006, onde apresentei um pôster bem ousado: “Uma Iminente Mudança Paradigmática em Biologia Evolutiva?”
Amabis disse que todo e qualquer ataque à evolução era um ataque à ciência. Educada e polidamente discordei publicamente do eminente cientista brasileiro de que nem todas as críticas à evolução eram ataques à ciência, mas que elas promoviam o avanço da ciência. Amabis, diferente de muitos com menos graduação acadêmica, humildemente refez o raciocínio, mas redirecionou o ataque à evolução e à ciência como vindo tão-somente dos criacionistas.
Marcelo Leite encerrou sua participação na mesa-redonda do evento e, questionado sobre o avanço ‘assustador do criacionismo fundamentalista’ no Brasil e da existência de possíveis oponentes academicamente à altura de um debate, no estilo stalinista de ‘guarda-cancela epistemológico’ disse que não existia alguém assim e que na Grande Mídia Tupiniquim ‘não damos espaço’ para eles. Nem para o Design Inteligente, a não ser quando para desacreditar uma idéia que não pode se defender porque não lhe dão espaço midiático.
Se essas são posturas racionais de nossos mais eminentes luminares, pobre Academia brasileira que não discute idéias perigosas como o Design Inteligente, e sofre da ‘síndrome dos soldadinhos-de-chumbo’ do pensamento uniforme e consensual. Quem foi que nos roubou a ousadia de discutir temas polêmicos em nossas universidades? São os poderosos braços inquisitoriais da KBG da Nomenklatura científica [professores titulares, chefes de departamento, revisores – peer-reviewers é mais chique] impedindo que a universidade seja um universo livre de debates de idéias.
A Idade das Trevas pós-moderna em nada difere de muitos pontos da longa Idade Média. Que essa nova idade das trevas seja breve. Pro bonum scientia!
[2] A coragem de Turner em abordar o DI foi objeto deste blogger.
http://pos-darwinista.blogspot.com/2007/01/no-adianta-jogar-pedras-na-geni-o.html
Não adianta jogar pedras na Geni: o neodarwinismo vai ruir
quinta-feira, janeiro 18, 2007
“Se outros não tivessem sido loucos… nós deveríamos sê-los.” William Blake (1757-1827). Com este provérbio, Blake, poeta britânico, entendeu nitidamente que os nossos juízos sobre a ‘loucura’ são inerentemente relativos.
O desprezo, o escárnio e as agressões retóricas sendo atualmente suportadas pelos teóricos do Design Inteligente – Michael Behe, William Dembski, Jonathan Wells et al, tão-somente por causa da ‘loucura’ pública de serem dissidentes do naturalismo darwiniano e parcialmente da teoria neodarwinista, têm tornado mais fácil a vida acadêmica para outros cientistas, e até para este blogger, expressarem a sua dissensão a Darwin.
Contudo, ainda há muitos na Academia no Brasil e mundo afora que não podem fazer isso publicamente temendo represálias dos agentes da KGB (chefes de departamentos, revisores, peer-reviewers é mais chic) que destruiriam suas carreiras científicas imediata e maquiavelicamente. São os ‘dissidentes silenciosos’, alguns deles abrigados em nosso pequeno, mas crescente Núcleo Brasileiro de Design Inteligente.
Mas, é bom saber que a nossa ‘loucura’ epistêmica denunciando as muitas insuficiências epistêmicas do neodarwinismo está encontrando alguns ouvidos no arraial de nhô Darwin. Exemplo bem recente disso é o trabalho de J. Scott Turner, biólogo da SUNY-Syracuse, cujo livro sobre as dificuldades do neodarwinismo acabou de ser lançado pela não menos famosa e insuspeita editora Harvard University Press.
NOTA BENE: Não é qualquer uma editora, não. É a Harvard University Press. Eu queria ver a cara dos ‘meninos de Darwin’ em Pindorama. Eles dirão: Ah, mas papel aceita tudo... Só que para escrever neste papel é preciso muito reconhecimento acadêmico.
http://tinyurl.com/2a42jb
Para uma descrição do próprio Turner sobre seu livro, vide:
http://www.esf.edu/EFB/turner/tinkerersaccomplice.htm
Professar lealdade ao dogma darwinista é uma atitude sábia para ficar bem distante dos cassetetes darwinistas:
“Hei, EU NÃO SOU UM DESSES CARAS, mas apesar disso, a persistência do antidarwinismo convida uma pergunta: Por que isso não desaparece? Ninguém precisa ser um defensor da teoria do Design Inteligente (EU NÃO SOU), nem precisa ser averso ao darwinismo (EU NÃO SOU) para ver que há algumas questões filosóficas interessantes em jogo, e que elas giram em torno da questão do design biológico: Por que as coisas vivas são tão adequadamente construídas para as coisas que elas fazem?”
(Vide o PDF acima da lista das resenhas:)
http://www.esf.edu/efb/turner/review%20articles.html
Para você que tenta respirar e sobreviver à ‘inquisição sem fogueira’ no Gulag de Huxley, viu qual é a tática sutil para ser considerado um ‘darwinista ortodoxo’? “EU NÃO SOU UM DESSES”. Esse é o bilhete que lhe garante milhagem, oops, oxigênio para poder continuar respirando e sobrevivendo em meio ao patrulhamento diário dessas hienas ideológicas sedentas por sangue inocente.
Os únicos que podem, devem e são atualmente execrados na Academia e publicamente na Grande Mídia, sem dó nem piedade, são os teóricos, proponentes e defensores do Design Inteligente. Turner, em seguida, atrás da linha de alcance das bordoadas dos pitbulls de Darwin, afirmou: “Eu? Eu estou fazendo somente algumas perguntas sensíveis sobre o neodarwinismo.”
Somente neste estilo orwelliano de Novilíngua, de beija-mão e beija-pé de Darwin, é que a liberdade acadêmica floresce nas universidades públicas e privadas lá e em Pindorama, mas mesmo assim, graças aos ‘loucos’ do Design Inteligente, ao ‘anta do Enézio’, que tem recebido pedradas defendendo a liberdade do debate das idéias, é que esse tipo de raciocínio científico objetivo está abrindo rachaduras na então considerada inexpugnável fortaleza filosófico-materialista que, posando como ciência, impediu o avanço do conhecimento em pelo menos duas décadas. Exemplo mais próximo desse impedimento: o considerar certas regiões do DNA como DNA lixo...
Enquanto isso, a Nomenklatura científica tupiniquim ficou em silêncio pétreo. O bom é que a solução biológica descrita por Kuhn [in A Estrutura das Revoluções Científicas, São Paulo, Perspectiva, 5ª. ed., 1998] está bem aí, mais próxima do que vocês imaginam – vocês da velha-guarda vão morrer, e uma nova geração de biólogos vai surgir podendo fazer e responder as muitas perguntas até aqui proibidas. Não vou falar, não vou falar, não vou falar. Vou falar: Não sentiremos saudades de vocês, muito pelo contrário. Seremos fortes, não choraremos, oops, choraremos sim – lágrimas de crocodilos... RIP [Requiescat in pace]
E quem levantou esta lebre aqui no Brasil em 1998? A turma do DI e o ‘anta do Enézio’, ‘simples professor do ensino médio’, ‘tradutor científico’, ‘os crentes da Terra plana’, e otras cositas mais. Na História da Ciência tupiniquim deste período, por favor, não se esqueçam de mim – especialmente pela minha coragem em desafiar a Nomenklatura científica em Pindorama, demonstrando que Darwin está nu, e que há algo de podre no reino da fantasia epistêmica.
Joguem bastante pedra na Geni, oops, no DI que a verdade científica sobre a necessidade de uma nova teoria da evolução vai prevalecer. Não há como esconder o Sol das evidências das insuficiências do neodarwinismo com a peneira furada de apressadas teorias ad hoc. Não se põe remendo epistêmico do século 21 num pano teórico esgarçado do século 19. Se colocado, o pano se rompe. Quem viver, verá – a nova teoria da evolução que está sendo urdida intramuros para ser divulgada tão-somente após as celebrações de culto à personalidade de Darwin em 2007 e 2009 na Grande Taba Internacional.
Pano bem rápido que o neodarwinismo vai cair de podre sozinho, mais dia menos dia...
P.S. 1: Eu queria mudar o meu estilo literário, mas não consigo – como pode o leopardo mudar suas pintas? Eu pensei em ‘evoluir’, pois a minha inspiração é o Barão de Itararé, o único e verdadeiro intelectual tupiniquim. O ‘espécime’ moderno mais aproximadamente ‘evoluído’ é o Diogo Mainardi, da VEJA, mas ele já está sendo ‘adorado’ pelo público. Vou continuar em ‘estase’ literária por longas eras... (Macaco Simão, Folha de São Paulo).
P.S. 2: Pesquisando em renomada universidade em São Paulo em 2006, achei um artigo sobre o porquê de o Positivismo tupiniquim ter ido pras cucuias – houve na mídia daquela época jornalistas mais corajosos do que hoje, que escreveram artigos sobre o Positivismo tupiniquim em tom jocoso. Isso teria desacreditado August Comte no Brasil.
Qualquer semelhança com este blogger não é mera coincidência. Eu tive uma professora naquela universidade que nos ensinou sobre o riso como um poderoso instrumento crítico de pensamentos dominantes. Isso desacreditará Darwin no Brasil? A tese é meio esdrúxula, mas mesmo assim eu faço a minha parte: eu ouso rir de Darwin. Sem remorsos!
O desprezo, o escárnio e as agressões retóricas sendo atualmente suportadas pelos teóricos do Design Inteligente – Michael Behe, William Dembski, Jonathan Wells et al, tão-somente por causa da ‘loucura’ pública de serem dissidentes do naturalismo darwiniano e parcialmente da teoria neodarwinista, têm tornado mais fácil a vida acadêmica para outros cientistas, e até para este blogger, expressarem a sua dissensão a Darwin.
Contudo, ainda há muitos na Academia no Brasil e mundo afora que não podem fazer isso publicamente temendo represálias dos agentes da KGB (chefes de departamentos, revisores, peer-reviewers é mais chic) que destruiriam suas carreiras científicas imediata e maquiavelicamente. São os ‘dissidentes silenciosos’, alguns deles abrigados em nosso pequeno, mas crescente Núcleo Brasileiro de Design Inteligente.
Mas, é bom saber que a nossa ‘loucura’ epistêmica denunciando as muitas insuficiências epistêmicas do neodarwinismo está encontrando alguns ouvidos no arraial de nhô Darwin. Exemplo bem recente disso é o trabalho de J. Scott Turner, biólogo da SUNY-Syracuse, cujo livro sobre as dificuldades do neodarwinismo acabou de ser lançado pela não menos famosa e insuspeita editora Harvard University Press.
NOTA BENE: Não é qualquer uma editora, não. É a Harvard University Press. Eu queria ver a cara dos ‘meninos de Darwin’ em Pindorama. Eles dirão: Ah, mas papel aceita tudo... Só que para escrever neste papel é preciso muito reconhecimento acadêmico.
http://tinyurl.com/2a42jb
Para uma descrição do próprio Turner sobre seu livro, vide:
http://www.esf.edu/EFB/turner/tinkerersaccomplice.htm
Professar lealdade ao dogma darwinista é uma atitude sábia para ficar bem distante dos cassetetes darwinistas:
“Hei, EU NÃO SOU UM DESSES CARAS, mas apesar disso, a persistência do antidarwinismo convida uma pergunta: Por que isso não desaparece? Ninguém precisa ser um defensor da teoria do Design Inteligente (EU NÃO SOU), nem precisa ser averso ao darwinismo (EU NÃO SOU) para ver que há algumas questões filosóficas interessantes em jogo, e que elas giram em torno da questão do design biológico: Por que as coisas vivas são tão adequadamente construídas para as coisas que elas fazem?”
(Vide o PDF acima da lista das resenhas:)
http://www.esf.edu/efb/turner/review%20articles.html
Para você que tenta respirar e sobreviver à ‘inquisição sem fogueira’ no Gulag de Huxley, viu qual é a tática sutil para ser considerado um ‘darwinista ortodoxo’? “EU NÃO SOU UM DESSES”. Esse é o bilhete que lhe garante milhagem, oops, oxigênio para poder continuar respirando e sobrevivendo em meio ao patrulhamento diário dessas hienas ideológicas sedentas por sangue inocente.
Os únicos que podem, devem e são atualmente execrados na Academia e publicamente na Grande Mídia, sem dó nem piedade, são os teóricos, proponentes e defensores do Design Inteligente. Turner, em seguida, atrás da linha de alcance das bordoadas dos pitbulls de Darwin, afirmou: “Eu? Eu estou fazendo somente algumas perguntas sensíveis sobre o neodarwinismo.”
Somente neste estilo orwelliano de Novilíngua, de beija-mão e beija-pé de Darwin, é que a liberdade acadêmica floresce nas universidades públicas e privadas lá e em Pindorama, mas mesmo assim, graças aos ‘loucos’ do Design Inteligente, ao ‘anta do Enézio’, que tem recebido pedradas defendendo a liberdade do debate das idéias, é que esse tipo de raciocínio científico objetivo está abrindo rachaduras na então considerada inexpugnável fortaleza filosófico-materialista que, posando como ciência, impediu o avanço do conhecimento em pelo menos duas décadas. Exemplo mais próximo desse impedimento: o considerar certas regiões do DNA como DNA lixo...
Enquanto isso, a Nomenklatura científica tupiniquim ficou em silêncio pétreo. O bom é que a solução biológica descrita por Kuhn [in A Estrutura das Revoluções Científicas, São Paulo, Perspectiva, 5ª. ed., 1998] está bem aí, mais próxima do que vocês imaginam – vocês da velha-guarda vão morrer, e uma nova geração de biólogos vai surgir podendo fazer e responder as muitas perguntas até aqui proibidas. Não vou falar, não vou falar, não vou falar. Vou falar: Não sentiremos saudades de vocês, muito pelo contrário. Seremos fortes, não choraremos, oops, choraremos sim – lágrimas de crocodilos... RIP [Requiescat in pace]
E quem levantou esta lebre aqui no Brasil em 1998? A turma do DI e o ‘anta do Enézio’, ‘simples professor do ensino médio’, ‘tradutor científico’, ‘os crentes da Terra plana’, e otras cositas mais. Na História da Ciência tupiniquim deste período, por favor, não se esqueçam de mim – especialmente pela minha coragem em desafiar a Nomenklatura científica em Pindorama, demonstrando que Darwin está nu, e que há algo de podre no reino da fantasia epistêmica.
Joguem bastante pedra na Geni, oops, no DI que a verdade científica sobre a necessidade de uma nova teoria da evolução vai prevalecer. Não há como esconder o Sol das evidências das insuficiências do neodarwinismo com a peneira furada de apressadas teorias ad hoc. Não se põe remendo epistêmico do século 21 num pano teórico esgarçado do século 19. Se colocado, o pano se rompe. Quem viver, verá – a nova teoria da evolução que está sendo urdida intramuros para ser divulgada tão-somente após as celebrações de culto à personalidade de Darwin em 2007 e 2009 na Grande Taba Internacional.
Pano bem rápido que o neodarwinismo vai cair de podre sozinho, mais dia menos dia...
P.S. 1: Eu queria mudar o meu estilo literário, mas não consigo – como pode o leopardo mudar suas pintas? Eu pensei em ‘evoluir’, pois a minha inspiração é o Barão de Itararé, o único e verdadeiro intelectual tupiniquim. O ‘espécime’ moderno mais aproximadamente ‘evoluído’ é o Diogo Mainardi, da VEJA, mas ele já está sendo ‘adorado’ pelo público. Vou continuar em ‘estase’ literária por longas eras... (Macaco Simão, Folha de São Paulo).
P.S. 2: Pesquisando em renomada universidade em São Paulo em 2006, achei um artigo sobre o porquê de o Positivismo tupiniquim ter ido pras cucuias – houve na mídia daquela época jornalistas mais corajosos do que hoje, que escreveram artigos sobre o Positivismo tupiniquim em tom jocoso. Isso teria desacreditado August Comte no Brasil.
Qualquer semelhança com este blogger não é mera coincidência. Eu tive uma professora naquela universidade que nos ensinou sobre o riso como um poderoso instrumento crítico de pensamentos dominantes. Isso desacreditará Darwin no Brasil? A tese é meio esdrúxula, mas mesmo assim eu faço a minha parte: eu ouso rir de Darwin. Sem remorsos!
A ‘desinteligência’ de um doutor pela UNICAMP
segunda-feira, janeiro 15, 2007
“Desinteligência: Como traduzir a expressão inglesa "intelligent design"?” de Marcelo Leite, cienciaemdia@uol.com.br doutor em Ciências Sociais pela Unicamp, responsável pelo blog Ciência em Dia http://www.cienciaemdia.zip.net/, publicado no caderno “Mais!” da “Folha de SP”, de 14/01/2007, e divulgado no JC E-Mail http://www.jornaldaciencia.org.br/Detalhe.jsp?id=43785 .
+++++
O objetivo fundamental da lógica (?) no artigo de Marcelo Leite foi tentar desacreditar a teoria do Design Inteligente e ‘demonizar’ seus proponentes aqui no Brasil como ignorantes da língua portuguesa. O nosso novo ‘Aurélio’ tenta esclarecer aos leitores não especialistas como que a expressão inglesa “intelligent design” deveria ter sido traduzida para a língua portuguesa.
Não vou perder o tempo precioso dos leitores com a analogia infantil utilizada no artigo. Infantil demais. Para não dizer medíocre. Vamos ao que interessa. Marcelo Leite, o nosso mais novo purista da língua portuguesa, ‘stalinista’ à la Aldo Rebelo, pergunta no artigo: qual é a melhor tradução em português para a expressão inglesa "intelligent design"? Qual a resposta marota pré-fabricada e mal-intencionada dele? "Design inteligente", responderá a maioria dos que já se debruçaram sobre tal doutrina.
Marcelo Leite não destaca, mas a palavra ‘doutrina’ não tem a conotação ‘metafísica’ que ele tentou matreira e intencionalmente impingir à teoria do Design Inteligente. Eu vou ao “Aurélio”, o verdadeiro dicionarista, e eis a definição de ‘evolucionismo’: S. m. Doutrina filosófica ou científica baseada na idéia da evolução. 2. Biol. Designação comum às doutrinas (darwinismo, lamarckismo) que ensinam a mutabilidade das espécies. [1]
Marcelo Leite, o nosso novo Kuhn-Lakatos-Popper ‘demarcacionista’ profere ex-cathedra que a teoria do Design Inteligente “não merece o nome de teoria” porque afirmaria que “o mundo vivo contém organismos, órgãos e estruturas tão complexos que jamais poderiam ser frutos do acaso” em contraposição ao sustentado pela teoria darwiniana da seleção natural, essa sim, segundo o nosso epistemologista-mor é que seria “teoria” no sentido de conhecimento racional com base empírica e não no senso comum de “hipótese”. Vai aqui um desafio para Marcelo Leite: como falsear a ‘hipótese’ da ancestralidade comum? (Darwin); como falsear a complexidade irredutível de sistemas biológicos? (Design)
Este artigo chinfrim de Marcelo Leite revela que o doutor pela Unicamp nunca leu as obras de Michael Behe e William Dembski. A teoria do Design Inteligente afirma que ‘certos eventos no universo e na natureza são melhor explicados por causas inteligentes’ e que essas causas inteligentes são empiricamente detectadas todas as vezes que nós encontrarmos ‘complexidade irredutível’ em sistemas biológicos (Michael Behe, “A caixa preta de Darwin”, Rio de Janeiro, Zahar, 1997) e ‘informação complexa especificada’ na natureza (William Dembski, “The Design Inference: Eliminating Chance Through Small Probabilities, Cambridge, Cambridge University Press, 2000). Marcelo Leite, uma pergunta impertinente: Você já leu Behe e Dembski? Seu artigo ‘desinteligente’ demonstra que não.
Marcelo Leite, sente-se para não cair de costas. Não temos seguro de vida para críticos mordazes e sagazes do DI. A teoria do Design Inteligente foi assim acolhida em nosso vernáculo graças à tradutora de seu ídolo Richard Dawkins: “A biologia é o estudo das coisas complexas que dão a impressão de ter um design intencional”. [2] Richard Dawkins tem sido o nosso maior ‘proponente’. Graças a ele nós temos um nome ‘chic’ em Pindorama: Design Inteligente!
Marcelo Rebelo, oops, Leite tenta impedir a todo custo a ‘evolução lingüística’ da língua portuguesa ao lançar mão de palavras estrangeiras que se incorporam ao nosso léxico. Não aceitar este fenômeno lingüístico ‘evolutivo’ é condenar as línguas a um purismo insosso. A palavra “design” já se incorporou à língua portuguesa, com sentidos diversos, como “desígnio”, “desenho” e “projeto”, mas eu desconheço alguém que tenha feito Arquitetura e cursado a matéria de “Projeto”, “Desígnio” ou até mesmo de “Desenho”. Eles fizeram a matéria de “Design”.
A questão de ser mais um vocábulo na longa lista de anglicismos, como “software”, “commodity”, “best seller” e até “mídia”, em nada depõe com o vocábulo escolhido pelos teóricos e proponentes da teoria do Design Inteligente. Não é questão de tendência, mas de corretamente utilizar o termo escolhido pelos que expõem e defendem uma teoria científica. Só para contrariar, Marcelo, mas até a comunidade científica brasileira já adotou a expressão “design inteligente”.
Não sendo um conhecedor da heurística da teoria do design inteligente, Marcelo Leite, o nosso oráculo do Monte Olimpo, oops, da Folha de São Paulo, diz que o termo “desígnio” acentua melhor a intencionalidade pleonasticamente visada pelo complemento “inteligente”, referindo-se mais a um projetista do que de um projeto. Traduzindo em miúdos, há má intenção da parte dos adeptos dessa doutrina que, segundo o doutor pela Unicamp, é de “inspiração criacionista”. A teoria do Design Inteligente, Marcelo Leite, não engabele seus leitores, é de inspiração baconiana - fomos à natureza e fizemos perguntas. Seguimos as respostas aonde elas foram dar...
Essa picuinha lingüística purista de Marcelo Leite em relação ao termo ‘design inteligente’ é compreensível. Outras grandes mentes ‘céticas’ como Michael Shermer e Donald Prothero também já expressaram essa dificuldade. Nada a ver com Deus ou a Sua obra, mas com ‘sinais de inteligência’ que podem ser detectados se tiverem ‘design intencional’. Nada a ver com “Desígnio inteligente” que relegaria a um segundo plano a metáfora implícita do Grande Arquiteto, tão cara aos seus seguidores segundo Marcelo Leite. Ele não sabe, mas no movimento do Design Inteligente nós já temos alguns ateus e muitos agnósticos de renome como David Berlinski, Ph. D. em Matemática pela Princeton University.
O ‘design inteligente’ não é redundante, mas é entendido pela comunidade do Design Inteligente referindo-se simplesmente à agência inteligente independente de habilidade ou capacidade de otimização. Além disso, o design inteligente precisa ser distinguido do ‘design aparente’ (Darwin et al) e do ‘design otimizado’. Em trocados, o design inteligente afirma que o design é devido a uma inteligência verdadeira, mas deixamos em aberto os atributos e qualidades daquela inteligência por serem questões filosófico-teológicas. Mas aqui uma pergunta intrigante ainda não resolvida pelas melhores mentes: o que precede, a matéria ou a mente? Será que Marcelo Leite pode nos iluminar aqui?
Se a expressão “design inteligente” desagrada tanto a Marcelo Leite e a Folha de São Paulo, mas caiu na boca do povo, eles que coloquem suas barbas de molho: o Design Inteligente veio para ficar e incomodar um paradigma moribundo há mais de um quarto de século e do pleno conhecimento de suas insuficiências epistêmicas por parte de guarda-cancelas epistemológicos assim! E nunca abordados pelo jornal que foi corajosamente combativo na ditadura militar recente, mas que se acovarda e se apequena quando a questão é Darwin – uma teoria do século 19!
A história do jornalismo científico tupiniquim vai demonstrar que desde 1998 a relação incestuosa da ‘mídia’ com a Nomenklatura científica os brasileiros vem tendo sua cidadania violentada pela nossa Grande Mídia: o direito à informação quanto ao status de uma teoria que até os evolucionistas já disseram precisa ser urgentemente substituída (William Provine, Cornell University) porque ‘morta epistemicamente’.
Marcelo Leite, este foi o seu artigo mais ‘desinteligente’ que já li nesta Folha de São Paulo, tida como o jornal avant-garde do Brasil.
Durma-se com um barulho desses!
[1] Novo Dicionário Básico da Língua Portuguesa FOLHA/Aurélio, FSP/Nova Fronteira, Rio de Janeiro, 1988, p. 282.
[2] DAWKINS, R. O relojoeiro cego. Trad. de Laura Teixeira Motta. São Paulo, Companhia das Letras, 2001, p. 18.
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O objetivo fundamental da lógica (?) no artigo de Marcelo Leite foi tentar desacreditar a teoria do Design Inteligente e ‘demonizar’ seus proponentes aqui no Brasil como ignorantes da língua portuguesa. O nosso novo ‘Aurélio’ tenta esclarecer aos leitores não especialistas como que a expressão inglesa “intelligent design” deveria ter sido traduzida para a língua portuguesa.
Não vou perder o tempo precioso dos leitores com a analogia infantil utilizada no artigo. Infantil demais. Para não dizer medíocre. Vamos ao que interessa. Marcelo Leite, o nosso mais novo purista da língua portuguesa, ‘stalinista’ à la Aldo Rebelo, pergunta no artigo: qual é a melhor tradução em português para a expressão inglesa "intelligent design"? Qual a resposta marota pré-fabricada e mal-intencionada dele? "Design inteligente", responderá a maioria dos que já se debruçaram sobre tal doutrina.
Marcelo Leite não destaca, mas a palavra ‘doutrina’ não tem a conotação ‘metafísica’ que ele tentou matreira e intencionalmente impingir à teoria do Design Inteligente. Eu vou ao “Aurélio”, o verdadeiro dicionarista, e eis a definição de ‘evolucionismo’: S. m. Doutrina filosófica ou científica baseada na idéia da evolução. 2. Biol. Designação comum às doutrinas (darwinismo, lamarckismo) que ensinam a mutabilidade das espécies. [1]
Marcelo Leite, o nosso novo Kuhn-Lakatos-Popper ‘demarcacionista’ profere ex-cathedra que a teoria do Design Inteligente “não merece o nome de teoria” porque afirmaria que “o mundo vivo contém organismos, órgãos e estruturas tão complexos que jamais poderiam ser frutos do acaso” em contraposição ao sustentado pela teoria darwiniana da seleção natural, essa sim, segundo o nosso epistemologista-mor é que seria “teoria” no sentido de conhecimento racional com base empírica e não no senso comum de “hipótese”. Vai aqui um desafio para Marcelo Leite: como falsear a ‘hipótese’ da ancestralidade comum? (Darwin); como falsear a complexidade irredutível de sistemas biológicos? (Design)
Este artigo chinfrim de Marcelo Leite revela que o doutor pela Unicamp nunca leu as obras de Michael Behe e William Dembski. A teoria do Design Inteligente afirma que ‘certos eventos no universo e na natureza são melhor explicados por causas inteligentes’ e que essas causas inteligentes são empiricamente detectadas todas as vezes que nós encontrarmos ‘complexidade irredutível’ em sistemas biológicos (Michael Behe, “A caixa preta de Darwin”, Rio de Janeiro, Zahar, 1997) e ‘informação complexa especificada’ na natureza (William Dembski, “The Design Inference: Eliminating Chance Through Small Probabilities, Cambridge, Cambridge University Press, 2000). Marcelo Leite, uma pergunta impertinente: Você já leu Behe e Dembski? Seu artigo ‘desinteligente’ demonstra que não.
Marcelo Leite, sente-se para não cair de costas. Não temos seguro de vida para críticos mordazes e sagazes do DI. A teoria do Design Inteligente foi assim acolhida em nosso vernáculo graças à tradutora de seu ídolo Richard Dawkins: “A biologia é o estudo das coisas complexas que dão a impressão de ter um design intencional”. [2] Richard Dawkins tem sido o nosso maior ‘proponente’. Graças a ele nós temos um nome ‘chic’ em Pindorama: Design Inteligente!
Marcelo Rebelo, oops, Leite tenta impedir a todo custo a ‘evolução lingüística’ da língua portuguesa ao lançar mão de palavras estrangeiras que se incorporam ao nosso léxico. Não aceitar este fenômeno lingüístico ‘evolutivo’ é condenar as línguas a um purismo insosso. A palavra “design” já se incorporou à língua portuguesa, com sentidos diversos, como “desígnio”, “desenho” e “projeto”, mas eu desconheço alguém que tenha feito Arquitetura e cursado a matéria de “Projeto”, “Desígnio” ou até mesmo de “Desenho”. Eles fizeram a matéria de “Design”.
A questão de ser mais um vocábulo na longa lista de anglicismos, como “software”, “commodity”, “best seller” e até “mídia”, em nada depõe com o vocábulo escolhido pelos teóricos e proponentes da teoria do Design Inteligente. Não é questão de tendência, mas de corretamente utilizar o termo escolhido pelos que expõem e defendem uma teoria científica. Só para contrariar, Marcelo, mas até a comunidade científica brasileira já adotou a expressão “design inteligente”.
Não sendo um conhecedor da heurística da teoria do design inteligente, Marcelo Leite, o nosso oráculo do Monte Olimpo, oops, da Folha de São Paulo, diz que o termo “desígnio” acentua melhor a intencionalidade pleonasticamente visada pelo complemento “inteligente”, referindo-se mais a um projetista do que de um projeto. Traduzindo em miúdos, há má intenção da parte dos adeptos dessa doutrina que, segundo o doutor pela Unicamp, é de “inspiração criacionista”. A teoria do Design Inteligente, Marcelo Leite, não engabele seus leitores, é de inspiração baconiana - fomos à natureza e fizemos perguntas. Seguimos as respostas aonde elas foram dar...
Essa picuinha lingüística purista de Marcelo Leite em relação ao termo ‘design inteligente’ é compreensível. Outras grandes mentes ‘céticas’ como Michael Shermer e Donald Prothero também já expressaram essa dificuldade. Nada a ver com Deus ou a Sua obra, mas com ‘sinais de inteligência’ que podem ser detectados se tiverem ‘design intencional’. Nada a ver com “Desígnio inteligente” que relegaria a um segundo plano a metáfora implícita do Grande Arquiteto, tão cara aos seus seguidores segundo Marcelo Leite. Ele não sabe, mas no movimento do Design Inteligente nós já temos alguns ateus e muitos agnósticos de renome como David Berlinski, Ph. D. em Matemática pela Princeton University.
O ‘design inteligente’ não é redundante, mas é entendido pela comunidade do Design Inteligente referindo-se simplesmente à agência inteligente independente de habilidade ou capacidade de otimização. Além disso, o design inteligente precisa ser distinguido do ‘design aparente’ (Darwin et al) e do ‘design otimizado’. Em trocados, o design inteligente afirma que o design é devido a uma inteligência verdadeira, mas deixamos em aberto os atributos e qualidades daquela inteligência por serem questões filosófico-teológicas. Mas aqui uma pergunta intrigante ainda não resolvida pelas melhores mentes: o que precede, a matéria ou a mente? Será que Marcelo Leite pode nos iluminar aqui?
Se a expressão “design inteligente” desagrada tanto a Marcelo Leite e a Folha de São Paulo, mas caiu na boca do povo, eles que coloquem suas barbas de molho: o Design Inteligente veio para ficar e incomodar um paradigma moribundo há mais de um quarto de século e do pleno conhecimento de suas insuficiências epistêmicas por parte de guarda-cancelas epistemológicos assim! E nunca abordados pelo jornal que foi corajosamente combativo na ditadura militar recente, mas que se acovarda e se apequena quando a questão é Darwin – uma teoria do século 19!
A história do jornalismo científico tupiniquim vai demonstrar que desde 1998 a relação incestuosa da ‘mídia’ com a Nomenklatura científica os brasileiros vem tendo sua cidadania violentada pela nossa Grande Mídia: o direito à informação quanto ao status de uma teoria que até os evolucionistas já disseram precisa ser urgentemente substituída (William Provine, Cornell University) porque ‘morta epistemicamente’.
Marcelo Leite, este foi o seu artigo mais ‘desinteligente’ que já li nesta Folha de São Paulo, tida como o jornal avant-garde do Brasil.
Durma-se com um barulho desses!
[1] Novo Dicionário Básico da Língua Portuguesa FOLHA/Aurélio, FSP/Nova Fronteira, Rio de Janeiro, 1988, p. 282.
[2] DAWKINS, R. O relojoeiro cego. Trad. de Laura Teixeira Motta. São Paulo, Companhia das Letras, 2001, p. 18.
O design inteligente em ação no DNA
O ceticismo é salutar em ciência. Sem ceticismo não há ciência. Eu diria, não somente em ciência, mas em todas as áreas e situações da vida certa dose de ceticismo salutar vale a pena. Eu tive um professor de Filosofia nos Estados Unidos que disse certa vez: “O cético é aquele que tenta aplaudir usando apenas uma das mãos”. Quer dizer, é impossível ser totalmente cético sem cair no erro do solipsismo. Ser cético globalizado, total, é uma incoerência lógica – ele(a) não consegue ser cético(a) do seu próprio ceticismo.
A biologia moderna é uma ciência de informação, e o gradualismo darwiniano não consegue explicar a origem da informação complexa especificada do DNA. Não consegue explicar um ‘simples’ flagelo bacteriano... Ora, se a evolução ocorre nos níveis moleculares, e o darwinismo sequer consegue explicar isso, está mais do que na hora de os nossos céticos exercitarem um pouco de ceticismo salutar em relação às especulações transformistas de Darwin.
Guardando-se as devidas limitações do conhecimento da época, Darwin era completamente ignorante dos atuais avanços em biologia molecular. Aliás, hoje, qualquer aluno aplicado do ensino médio sabe mais Biologia do que Darwin. Se soubesse o que hoje nós sabemos, talvez ele elaborasse outra teoria da evolução. Contudo, é inadmissível a ignorância de alguns céticos pós-modernos nesta questão.
Vide uma pequena amostra de design inteligente em ação no DNA.
http://www.youtube.com/watch?v=Pj9cdVeIntY&eurl=
[Obrigado, Mike Gene, um dos gigantes: http://telicthoughts.com/dna-packaging-and-replication ]
Em tempo, alguns céticos confundem o ‘ceticismo’ como sendo instrumento heurístico de uma descrição ‘secularizada’ da realidade. Meninos de Darwin, isso não é ‘scientia qua scientia’, isso é IDEOLOGIA – doença infantil do solipsismo!
Já está mais do que na hora de alguns céticos aqui em Pindorama serem um pouco mais racionais e ‘céticos’ em relação ao seu solipsismo, oops, ceticismo doentio.
* Solipsismo em reles português é 'olhar para o próprio umbigo' e pensar que isso é a realidade total...
A biologia moderna é uma ciência de informação, e o gradualismo darwiniano não consegue explicar a origem da informação complexa especificada do DNA. Não consegue explicar um ‘simples’ flagelo bacteriano... Ora, se a evolução ocorre nos níveis moleculares, e o darwinismo sequer consegue explicar isso, está mais do que na hora de os nossos céticos exercitarem um pouco de ceticismo salutar em relação às especulações transformistas de Darwin.
Guardando-se as devidas limitações do conhecimento da época, Darwin era completamente ignorante dos atuais avanços em biologia molecular. Aliás, hoje, qualquer aluno aplicado do ensino médio sabe mais Biologia do que Darwin. Se soubesse o que hoje nós sabemos, talvez ele elaborasse outra teoria da evolução. Contudo, é inadmissível a ignorância de alguns céticos pós-modernos nesta questão.
Vide uma pequena amostra de design inteligente em ação no DNA.
http://www.youtube.com/watch?v=Pj9cdVeIntY&eurl=
[Obrigado, Mike Gene, um dos gigantes: http://telicthoughts.com/dna-packaging-and-replication ]
Em tempo, alguns céticos confundem o ‘ceticismo’ como sendo instrumento heurístico de uma descrição ‘secularizada’ da realidade. Meninos de Darwin, isso não é ‘scientia qua scientia’, isso é IDEOLOGIA – doença infantil do solipsismo!
Já está mais do que na hora de alguns céticos aqui em Pindorama serem um pouco mais racionais e ‘céticos’ em relação ao seu solipsismo, oops, ceticismo doentio.
* Solipsismo em reles português é 'olhar para o próprio umbigo' e pensar que isso é a realidade total...
“Telefone sem fio” ou Princípios gerais de comunicação científica
sexta-feira, janeiro 12, 2007
Em 2006 eu tive o privilégio de apresentar um seminário em renomada universidade brasileira juntamente com dois colegas de mestrado. O tema de nosso seminário era sobre como se dá a comunicação científica – do cientista ao jornalista até ao leitor. A parte do trabalho que me coube foi ‘batizada’ de ‘Telefone sem fio’ [isso mesmo, aquela brincadeira infantil].
A definição a seguir foi tirada da Internet e, lamentavelmente eu perdi o link de referência.
A brincadeira do telefone sem fio é uma tradicional brincadeira popular que funciona assim: numa roda de muitas pessoas, quanto mais pessoas mais engraçado ela fica, o primeiro inventa secretamente uma palavra e fala - sem que ninguém mais ouça - nos ouvidos do próximo (à direita ou à esquerda). Assim, o próximo fala para o próximo e assim por diante até chegar ao último. Quando a corrente chegar ao último esse deve falar o que ouviu em voz alta.
Geralmente o resultado é desastroso e engraçado, a palavra se deforma ao passar de pessoa para pessoa e geralmente chega totalmente diferente no destino. É possível competir dois grupos para ver qual grupo chega com a palavra mais fielmente ao destino.
Costuma-se também fazer referência a essa brincadeira em qualquer situação que possa haver falhas de comunicação num ambiente que depende de um passar a informação para o outro sucessivamente até chegar num destino. Pode-se fazer crítica a alguma hierarquia numa empresa, por exemplo, dizendo que a ordem do chefe passou como um "telefone sem fio" até chegar ao último empregado que a executou de forma totalmente diferente.
Será que esse tipo de coisa não acontece na divulgação científica? Vamos ver...
O que a divulgação científica não é e o que ela deve ser [1]:
• Divulgar não é ensinar. Não são simples textos didáticos, mas devem despertar o interesse dos leitores.
• Divulgar não é mitificar a ciência. É preciso passar uma imagem mais ‘humana’ da ciência, e não ficar somente na promoção das ‘histórias de sucesso’. Os cientistas enfrentam obstáculos e problemas.
• Divulgar é despertar o espírito crítico dos leitores. As repercussões das pesquisas devem ser ressaltadas – cultural, social, econômica, política ou ambiental. Levar os leitores a fazer perguntas.
Mas...
“É obrigação da ciência e do jornalista científico desvendar como as coisas são e como funcionam, o que inclui ampliar, rever, confirmar ou infirmar constantemente o conhecimento científico. Seu compromisso é com a verdade científica, sempre provisória, refutável e remodelável”. [2] [Ênfase adicionada]
Três graus da comunicação científica
Há três graus de comunicação científica [3]:
A alta divulgação – dirigida a um público relativamente seleto composto de pessoas instruídas, mas não especialistas nos assuntos tratados ou nas disciplinas abordadas (Nature, National Geographic, Scientific American Brasil, New Scientist, Science, Ciência Hoje, Pesquisa Fapesp). Leitores essencialmente universitários.
A divulgação para o grande público – uma audiência mais ampla. A informação é diluída, e pressupõe-se que os leitores tenham menos conhecimentos: Discover, Galileu, Superinteressante, revistas - VEJA, ÉPOCA, ISTOÉ, e jornais -Folha de São Paulo, O Estado de São Paulo, O Globo, Jornal do Brasil.
A divulgação científica para as crianças – não pressupõe qualquer conhecimento em ciência, o conhecimento dos leitores é bastante diluído e a informação é apresentada de modo adequado para esse tipo de leitores despertando-os para a ciência: Ciência Hoje das Crianças.
Lucy ou Lúcio?
Storrs L. Olson, da renomada instituição científica americana Smithsonian Institution, ‘falou e disse’ sobre a não menos famosa revista americana de divulgação científica popular National Geographic:
“A National Geographic atingiu o nível baixo de todos os tempos por se engajar num jornalismo tablóide sensacionalista e não fundamentado”. [4]
Depois de ler a edição brasileira da National Geographic sobre ‘O bebê de Lucy’ eu pude entender porque Olson disse isso a respeito desta agora não mais confiável revista de alta divulgação científica – ela ajuda a perpetuar o ‘mito de Lucy’ quando na verdade o fóssil de Australopithecus afarensis que foi descoberto era de um macho! [5]
Não somente isso, intencionalmente deixa de informar aos leitores não especializados que o fóssil encontrado foi precipitadamente classificado como sendo Australopithecus afarensis, a despeito de uma voz dissonante responsável – Dr. Jeffrey Schwartz, professor de Antropologia – Universidade de Pittsburgh, ter dito que a classificação fora muito precipitada. Schwartz explicou que o problema é que “Lucy” [mas não era ‘Lúcio’?] e este fóssil de ‘bebê’ de Dikika foram classificados como Australopithecus afarensis, que não é da Etiópia, mas de Laetoli, um sítio paleoantropológico na Tanzânia a milhares de quilômetros ao sul.
Muito embora outros espécimes de Laetoli sejam semelhantes a este, definido como A. afarensis, estudo recente de virtualmente todos os fósseis da região de Lucy [eu teimo chamar de ‘Lúcio’] da região de Hadar por Schwartz e Ian Tattersall, curador de antropologia do American Museum of Natural History em Nova York, revelou que nenhum é semelhante em detalhe aos fósseis de Laetoli. [6]
Olson, parece que toda a Grande Mídia Internacional e Tupiniquim, quando a questão é divulgação científica, e especialmente as especulações transformistas de Darwin, praticam um jornalismo tablóide de quinta categoria!
Quanto à importância de Schwartz e Tattersall junto à comunidade científica a obra deles - The Human Fossil Record, é considerada como a ‘Bíblia da Paleoantropologia’. Esta obra fornece um compêndio de descrições uniformes e ilustrações dos fósseis de todos os principais sítios que documentam o passado evolutivo humano. Ela focaliza na documentação da morfologia, a base essencial para todas as demais análises da história biológica humana. Os fósseis são apresentados sítio a sítio em ordem alfabética, com cada verbete de sítio contendo a descrição morfológica, ilustrações dos fósseis, informação sobre a localidade, história da descoberta, avaliações sistemáticas prévias dos fósseis, dos contextos geológico, arqueológico, e da fauna, datação, e referências à literatura primária. [7]
O American Journal of Human Biology referendou a obra de Schwartz, Tattersall et al como sendo “...uma obra de referência útil para qualquer paleoantropólogo interessado nos hominídeos antigos... Você deve comprar o livro e faça com que seus alunos o compre também...vale a pena o investimento”. [8]
Conclusão parcial
“Há uma necessidade muito grande de os jornalistas terem uma formação melhor em ciências. Isso é uma condição necessária para ser um bom jornalista científico, embora não seja suficiente. O recíproco vale para o cientista, que precisa aprender a falar com as pessoas que não são especialistas”. [9] [Ênfase adicionada]
Eu espero que a minha pequena contribuição na Academia possa contribuir um pouco para uma melhora substancial no jornalismo científico em Pindorama.
Fui, enxergando com os meus próprios olhos nos ombros dos gigantes abaixo...
P.S.: Um pouco de falsa modéstia – foi um dos melhores trabalhos apresentados naquela universidade em 2006.
NOTAS:
[1] MALAVOY, S. Guia Prático de Divulgação Científica. Rio de Janeiro, Casa de Oswaldo Cruz, 2005, p. 6.
[2] FROTA-PESSOA, O. “Herança Cultural, Ciência e Discernimento”, in KREINZ, G. & C. Pavan, orgs. Anais [do] Congresso Internacional de Divulgação Científica – Ética e Divulgação Científica: Os desafios do Novo Século, São Paulo, NJR/ECA/USP, 2004, p. 93.
[3] MALAVOY, op. cit., p.76.
[4] “National Geographic has reached an all-time low for engaging in sensationalistic, unsubstantiated, tabloid journalism”
[5] HÄUSLER, M. e P. Schmidt. “Comparison of the pelvis of Sts 14 and AL 288288-1: implications for birth and sexual
dimorphism in australopithecines”, Journal of Human Evolution 29:363-83, 1995; SHREEVE, J. “Sexing fossils: a boy named Lucy”, Science 270:1297-1298, 1995.
[6] SCHWARTZ, J. in EurekAlert http://www.eurekalert.org/pub_releases/2006-10/uop-acs100206.php que toda a Grande Mídia Tupiniquim recebe diariamente. Quer dizer, houve omissão intencional dos editores em não mencionar esta importante voz científica dissonante.
[7]Jeffrey H. Schwartz, Ian Tattersall, Ralph L. Holloway, Douglas C. Broadfield, Michael S. Yuan, The Human Fossil Record, 4 Volume Set, ISBN: 0-471-67864-3, Capa dura, 1843 pp., Maio de 2005,
[8] Simplesmente a bagatela de US $640.00, mas que todas as bibliotecas universitárias deveriam possuir.
[9] HAMBURGER, E. “Um Panorama da Difusão da Ciência”, in KREINZ, G. & C. Pavan, orgs. Anais [do] Congresso Internacional de Divulgação Científica – Ética e Divulgação Científica: Os desafios do Novo Século, São Paulo, NJR/ECA/USP, 2004, p. 135.
A definição a seguir foi tirada da Internet e, lamentavelmente eu perdi o link de referência.
A brincadeira do telefone sem fio é uma tradicional brincadeira popular que funciona assim: numa roda de muitas pessoas, quanto mais pessoas mais engraçado ela fica, o primeiro inventa secretamente uma palavra e fala - sem que ninguém mais ouça - nos ouvidos do próximo (à direita ou à esquerda). Assim, o próximo fala para o próximo e assim por diante até chegar ao último. Quando a corrente chegar ao último esse deve falar o que ouviu em voz alta.
Geralmente o resultado é desastroso e engraçado, a palavra se deforma ao passar de pessoa para pessoa e geralmente chega totalmente diferente no destino. É possível competir dois grupos para ver qual grupo chega com a palavra mais fielmente ao destino.
Costuma-se também fazer referência a essa brincadeira em qualquer situação que possa haver falhas de comunicação num ambiente que depende de um passar a informação para o outro sucessivamente até chegar num destino. Pode-se fazer crítica a alguma hierarquia numa empresa, por exemplo, dizendo que a ordem do chefe passou como um "telefone sem fio" até chegar ao último empregado que a executou de forma totalmente diferente.
Será que esse tipo de coisa não acontece na divulgação científica? Vamos ver...
O que a divulgação científica não é e o que ela deve ser [1]:
• Divulgar não é ensinar. Não são simples textos didáticos, mas devem despertar o interesse dos leitores.
• Divulgar não é mitificar a ciência. É preciso passar uma imagem mais ‘humana’ da ciência, e não ficar somente na promoção das ‘histórias de sucesso’. Os cientistas enfrentam obstáculos e problemas.
• Divulgar é despertar o espírito crítico dos leitores. As repercussões das pesquisas devem ser ressaltadas – cultural, social, econômica, política ou ambiental. Levar os leitores a fazer perguntas.
Mas...
“É obrigação da ciência e do jornalista científico desvendar como as coisas são e como funcionam, o que inclui ampliar, rever, confirmar ou infirmar constantemente o conhecimento científico. Seu compromisso é com a verdade científica, sempre provisória, refutável e remodelável”. [2] [Ênfase adicionada]
Três graus da comunicação científica
Há três graus de comunicação científica [3]:
A alta divulgação – dirigida a um público relativamente seleto composto de pessoas instruídas, mas não especialistas nos assuntos tratados ou nas disciplinas abordadas (Nature, National Geographic, Scientific American Brasil, New Scientist, Science, Ciência Hoje, Pesquisa Fapesp). Leitores essencialmente universitários.
A divulgação para o grande público – uma audiência mais ampla. A informação é diluída, e pressupõe-se que os leitores tenham menos conhecimentos: Discover, Galileu, Superinteressante, revistas - VEJA, ÉPOCA, ISTOÉ, e jornais -Folha de São Paulo, O Estado de São Paulo, O Globo, Jornal do Brasil.
A divulgação científica para as crianças – não pressupõe qualquer conhecimento em ciência, o conhecimento dos leitores é bastante diluído e a informação é apresentada de modo adequado para esse tipo de leitores despertando-os para a ciência: Ciência Hoje das Crianças.
Lucy ou Lúcio?
Storrs L. Olson, da renomada instituição científica americana Smithsonian Institution, ‘falou e disse’ sobre a não menos famosa revista americana de divulgação científica popular National Geographic:
“A National Geographic atingiu o nível baixo de todos os tempos por se engajar num jornalismo tablóide sensacionalista e não fundamentado”. [4]
Depois de ler a edição brasileira da National Geographic sobre ‘O bebê de Lucy’ eu pude entender porque Olson disse isso a respeito desta agora não mais confiável revista de alta divulgação científica – ela ajuda a perpetuar o ‘mito de Lucy’ quando na verdade o fóssil de Australopithecus afarensis que foi descoberto era de um macho! [5]
Não somente isso, intencionalmente deixa de informar aos leitores não especializados que o fóssil encontrado foi precipitadamente classificado como sendo Australopithecus afarensis, a despeito de uma voz dissonante responsável – Dr. Jeffrey Schwartz, professor de Antropologia – Universidade de Pittsburgh, ter dito que a classificação fora muito precipitada. Schwartz explicou que o problema é que “Lucy” [mas não era ‘Lúcio’?] e este fóssil de ‘bebê’ de Dikika foram classificados como Australopithecus afarensis, que não é da Etiópia, mas de Laetoli, um sítio paleoantropológico na Tanzânia a milhares de quilômetros ao sul.
Muito embora outros espécimes de Laetoli sejam semelhantes a este, definido como A. afarensis, estudo recente de virtualmente todos os fósseis da região de Lucy [eu teimo chamar de ‘Lúcio’] da região de Hadar por Schwartz e Ian Tattersall, curador de antropologia do American Museum of Natural History em Nova York, revelou que nenhum é semelhante em detalhe aos fósseis de Laetoli. [6]
Olson, parece que toda a Grande Mídia Internacional e Tupiniquim, quando a questão é divulgação científica, e especialmente as especulações transformistas de Darwin, praticam um jornalismo tablóide de quinta categoria!
Quanto à importância de Schwartz e Tattersall junto à comunidade científica a obra deles - The Human Fossil Record, é considerada como a ‘Bíblia da Paleoantropologia’. Esta obra fornece um compêndio de descrições uniformes e ilustrações dos fósseis de todos os principais sítios que documentam o passado evolutivo humano. Ela focaliza na documentação da morfologia, a base essencial para todas as demais análises da história biológica humana. Os fósseis são apresentados sítio a sítio em ordem alfabética, com cada verbete de sítio contendo a descrição morfológica, ilustrações dos fósseis, informação sobre a localidade, história da descoberta, avaliações sistemáticas prévias dos fósseis, dos contextos geológico, arqueológico, e da fauna, datação, e referências à literatura primária. [7]
O American Journal of Human Biology referendou a obra de Schwartz, Tattersall et al como sendo “...uma obra de referência útil para qualquer paleoantropólogo interessado nos hominídeos antigos... Você deve comprar o livro e faça com que seus alunos o compre também...vale a pena o investimento”. [8]
Conclusão parcial
“Há uma necessidade muito grande de os jornalistas terem uma formação melhor em ciências. Isso é uma condição necessária para ser um bom jornalista científico, embora não seja suficiente. O recíproco vale para o cientista, que precisa aprender a falar com as pessoas que não são especialistas”. [9] [Ênfase adicionada]
Eu espero que a minha pequena contribuição na Academia possa contribuir um pouco para uma melhora substancial no jornalismo científico em Pindorama.
Fui, enxergando com os meus próprios olhos nos ombros dos gigantes abaixo...
P.S.: Um pouco de falsa modéstia – foi um dos melhores trabalhos apresentados naquela universidade em 2006.
NOTAS:
[1] MALAVOY, S. Guia Prático de Divulgação Científica. Rio de Janeiro, Casa de Oswaldo Cruz, 2005, p. 6.
[2] FROTA-PESSOA, O. “Herança Cultural, Ciência e Discernimento”, in KREINZ, G. & C. Pavan, orgs. Anais [do] Congresso Internacional de Divulgação Científica – Ética e Divulgação Científica: Os desafios do Novo Século, São Paulo, NJR/ECA/USP, 2004, p. 93.
[3] MALAVOY, op. cit., p.76.
[4] “National Geographic has reached an all-time low for engaging in sensationalistic, unsubstantiated, tabloid journalism”
[5] HÄUSLER, M. e P. Schmidt. “Comparison of the pelvis of Sts 14 and AL 288288-1: implications for birth and sexual
dimorphism in australopithecines”, Journal of Human Evolution 29:363-83, 1995; SHREEVE, J. “Sexing fossils: a boy named Lucy”, Science 270:1297-1298, 1995.
[6] SCHWARTZ, J. in EurekAlert http://www.eurekalert.org/pub_releases/2006-10/uop-acs100206.php que toda a Grande Mídia Tupiniquim recebe diariamente. Quer dizer, houve omissão intencional dos editores em não mencionar esta importante voz científica dissonante.
[7]Jeffrey H. Schwartz, Ian Tattersall, Ralph L. Holloway, Douglas C. Broadfield, Michael S. Yuan, The Human Fossil Record, 4 Volume Set, ISBN: 0-471-67864-3, Capa dura, 1843 pp., Maio de 2005,
[8] Simplesmente a bagatela de US $640.00, mas que todas as bibliotecas universitárias deveriam possuir.
[9] HAMBURGER, E. “Um Panorama da Difusão da Ciência”, in KREINZ, G. & C. Pavan, orgs. Anais [do] Congresso Internacional de Divulgação Científica – Ética e Divulgação Científica: Os desafios do Novo Século, São Paulo, NJR/ECA/USP, 2004, p. 135.
A nada fácil reconstituição histórica evolutiva dos vertebrados
Eu chamo a atenção do leitor para o interessante artigo “The 1909 Darwin Celebration – Reexamining Evolution in the Light of Mendel, Mutation, and Meiosis” de Marsha L. Richmond sobre a celebração do 50º aniversário do livro Origem das Espécies realizada em Cambridge em junho de 1909. [1] A revista ISIS é uma das mais importantes revistas especializadas em História da Ciência.
No seu abstract Richmond aponta que o evento ocorreu não somente para homenagear o ‘herói da evolução’ [sic!], mas também para reavaliar os conceitos apoiadores do darwinismo, pois, NOTA BENE, o mecanismo de seleção natural estava sendo atacado e a teoria da evolução se encontrava em ‘confusão’ [sic!]. Convenhamos, status epistêmico bem diferente do que é dado hoje à teoria da evolução equiparada à lei da gravidade. O que a Lógica Darwinista 101 não faz para estabelecer o fato, Fato, FATO da evolução (Michael Ruse).
Bem, deixemos de lado o ufanismo epistêmico até aqui não apoiado pelas evidências, e consideremos o que foi também dito naquela ocasião pela Linnean Society sobre o mesmo evento, especialmente sobre o surgimento dos vertebrados (peixes, répteis, anfíbios, e mamíferos):
“Quando nós voltarmos para casa e nossos amigos nos inquirirem entusiasticamente, ‘O que foi decidido quanto à Origem dos Vertebrados?’, até aqui parece que nós não temos uma resposta pronta, a não ser de que os debatedores concordaram num único ponto, isto é, que os seus oponentes estavam todos errados”.
Esta citação de um participante daquele evento foi destacada por Henry Gee, editor sênior da renomada revista científica Nature, tentando realçar a sua conclusão pra lá de otimista no seu artigo “Developmental biology: This worm is not for turning,” [2], quando afirmou ufanisticamente, “nós progredimos bastante desde 1909”. Qual teria sido a razão deste ufanismo de Gee? Ele se baseou na reclassificação de um hemicordado vermiforme como o ancestral de todos os vertebrados conforme descrito na pesquisa de Lowe et al. publicada na revista Nature de 4 de janeiro de 2007.
Estranho é que fica difícil depreender a base desse otimismo ufanista no artigo de Gee. Razões? Ele destacou muitas questões neste problema antigo da biologia evolutiva – e que nós ainda estamos no começo das esperanças de uma solução satisfatória 98 anos depois do que foi destacado pela Linnean Society. Ué, não nos ensinaram e ensinam até hoje que Darwin já tinha esclarecido uma vez por todas essa questão da origem e evolução da vida?
Alguns pontos intrigantes destacados por Gee:
1. As investigações da origem do eixo dorso-ventral em um invertebrado marinho obscuro iluminam um dos mais antigos debates em biologia evolutiva – a origem dos vertebrados.
2. Os vertebrados são tão diferentes das outras criaturas que descobrindo a sua origem dentro do reino animal tem sido sempre problemático. Mas, pesquisa de desenvolvimento e de genômica dos que são algumas vezes considerados obscuros invertebrados parentes dos vertebrados está sugerindo a reavaliação deste tópico difícil.
3. A busca do entendimento da organização do eixo dorso-ventral tem sido um dos temas mais duradouros no estudo das origens dos vertebrados.
4. Esta noção [feita por Geoffrey Saint-Hilaire no século 19] se junta a uma lista de teorias aparentemente excêntricas sobre as origens dos vertebrados que tem aumentado desde então.
5. A pesquisa de Lowe e colegas sobre os hemicordados adiciona uma perspectiva bem-vinda...
Mais seriamente, esta nova perspectiva vai provocar uma reavaliação das muitas peculiaridades do desenvolvimento da boca que são vistas nas lampreias (vertebrados primitivos sem mandíbulas) e o anfioxo (um cordado não vertebrado primitivo). Contudo, os sistemas nervosos centrais de insetos e cordados – e, na verdade aqueles de todos os animais que os possuem – representam um grupo de soluções em que a localidade é governada pelo eixo de BMP-Chordin, se não forem especificados por eles.
6. O status do anfioxo também tem sido uma questão de debate.
7. Claro, o seqüenciamento do genoma não é o mesmo que entender a evolução das novidades morfológicas. Mas, segundo Gee, nós progredimos bastante desde 1909.
O que podemos depreender cientificamente do artigo de Gee? Ele simplesmente destacou um longo debate que se recusa sair de cena, e que, pro bonum scientia, depende ainda de muitas, mais muitas pesquisas genômicas.
Quase 150 anos se passaram e o quebra-cabeça dos vertebrados ainda não foi resolvido. E ainda têm a cara de pau de dizer que a teoria da evolução tem a mesma suficiência epistêmica que a lei da gravidade. Pensar que isso aparece em nossos melhores livros-texto como se já tivesse sido estabelecido cientificamente. Isso sim, Ennio Candotti [SBPC], é que você deveria ter denunciado junto ao PROCON – a não substanciação de uma hipótese elevada a status de fato, Fato, FATO científico da evolução conforme aparece em nossos melhores livros didáticos de Biologia do ensino médio.
Sugestão impertinente: que tal um pouco de evidência para substanciar a hipótese transformista? Ou destacar isso para os nossos alunos do ensino médio? E das universidades?
Fui, nos ombros de um gigante.
NOTAS:
1. RICHMOND, M. L., “The 1909 Darwin Celebration – Reexamining Evolution in the Light of Mendel, Mutation, and Meiosis”, ISIS, 2006, 97:447-484.
2. Henry Gee, “Developmental biology: This worm is not for turning,” Nature 445, 33-34 (4 January 2007) doi:10.1038/445033a.
No seu abstract Richmond aponta que o evento ocorreu não somente para homenagear o ‘herói da evolução’ [sic!], mas também para reavaliar os conceitos apoiadores do darwinismo, pois, NOTA BENE, o mecanismo de seleção natural estava sendo atacado e a teoria da evolução se encontrava em ‘confusão’ [sic!]. Convenhamos, status epistêmico bem diferente do que é dado hoje à teoria da evolução equiparada à lei da gravidade. O que a Lógica Darwinista 101 não faz para estabelecer o fato, Fato, FATO da evolução (Michael Ruse).
Bem, deixemos de lado o ufanismo epistêmico até aqui não apoiado pelas evidências, e consideremos o que foi também dito naquela ocasião pela Linnean Society sobre o mesmo evento, especialmente sobre o surgimento dos vertebrados (peixes, répteis, anfíbios, e mamíferos):
“Quando nós voltarmos para casa e nossos amigos nos inquirirem entusiasticamente, ‘O que foi decidido quanto à Origem dos Vertebrados?’, até aqui parece que nós não temos uma resposta pronta, a não ser de que os debatedores concordaram num único ponto, isto é, que os seus oponentes estavam todos errados”.
Esta citação de um participante daquele evento foi destacada por Henry Gee, editor sênior da renomada revista científica Nature, tentando realçar a sua conclusão pra lá de otimista no seu artigo “Developmental biology: This worm is not for turning,” [2], quando afirmou ufanisticamente, “nós progredimos bastante desde 1909”. Qual teria sido a razão deste ufanismo de Gee? Ele se baseou na reclassificação de um hemicordado vermiforme como o ancestral de todos os vertebrados conforme descrito na pesquisa de Lowe et al. publicada na revista Nature de 4 de janeiro de 2007.
Estranho é que fica difícil depreender a base desse otimismo ufanista no artigo de Gee. Razões? Ele destacou muitas questões neste problema antigo da biologia evolutiva – e que nós ainda estamos no começo das esperanças de uma solução satisfatória 98 anos depois do que foi destacado pela Linnean Society. Ué, não nos ensinaram e ensinam até hoje que Darwin já tinha esclarecido uma vez por todas essa questão da origem e evolução da vida?
Alguns pontos intrigantes destacados por Gee:
1. As investigações da origem do eixo dorso-ventral em um invertebrado marinho obscuro iluminam um dos mais antigos debates em biologia evolutiva – a origem dos vertebrados.
2. Os vertebrados são tão diferentes das outras criaturas que descobrindo a sua origem dentro do reino animal tem sido sempre problemático. Mas, pesquisa de desenvolvimento e de genômica dos que são algumas vezes considerados obscuros invertebrados parentes dos vertebrados está sugerindo a reavaliação deste tópico difícil.
3. A busca do entendimento da organização do eixo dorso-ventral tem sido um dos temas mais duradouros no estudo das origens dos vertebrados.
4. Esta noção [feita por Geoffrey Saint-Hilaire no século 19] se junta a uma lista de teorias aparentemente excêntricas sobre as origens dos vertebrados que tem aumentado desde então.
5. A pesquisa de Lowe e colegas sobre os hemicordados adiciona uma perspectiva bem-vinda...
Mais seriamente, esta nova perspectiva vai provocar uma reavaliação das muitas peculiaridades do desenvolvimento da boca que são vistas nas lampreias (vertebrados primitivos sem mandíbulas) e o anfioxo (um cordado não vertebrado primitivo). Contudo, os sistemas nervosos centrais de insetos e cordados – e, na verdade aqueles de todos os animais que os possuem – representam um grupo de soluções em que a localidade é governada pelo eixo de BMP-Chordin, se não forem especificados por eles.
6. O status do anfioxo também tem sido uma questão de debate.
7. Claro, o seqüenciamento do genoma não é o mesmo que entender a evolução das novidades morfológicas. Mas, segundo Gee, nós progredimos bastante desde 1909.
O que podemos depreender cientificamente do artigo de Gee? Ele simplesmente destacou um longo debate que se recusa sair de cena, e que, pro bonum scientia, depende ainda de muitas, mais muitas pesquisas genômicas.
Quase 150 anos se passaram e o quebra-cabeça dos vertebrados ainda não foi resolvido. E ainda têm a cara de pau de dizer que a teoria da evolução tem a mesma suficiência epistêmica que a lei da gravidade. Pensar que isso aparece em nossos melhores livros-texto como se já tivesse sido estabelecido cientificamente. Isso sim, Ennio Candotti [SBPC], é que você deveria ter denunciado junto ao PROCON – a não substanciação de uma hipótese elevada a status de fato, Fato, FATO científico da evolução conforme aparece em nossos melhores livros didáticos de Biologia do ensino médio.
Sugestão impertinente: que tal um pouco de evidência para substanciar a hipótese transformista? Ou destacar isso para os nossos alunos do ensino médio? E das universidades?
Fui, nos ombros de um gigante.
NOTAS:
1. RICHMOND, M. L., “The 1909 Darwin Celebration – Reexamining Evolution in the Light of Mendel, Mutation, and Meiosis”, ISIS, 2006, 97:447-484.
2. Henry Gee, “Developmental biology: This worm is not for turning,” Nature 445, 33-34 (4 January 2007) doi:10.1038/445033a.
Por essa Darwin não esperava: vai ter que engolir ‘sapos’!
quinta-feira, janeiro 11, 2007
Pesquisa feita recentemente por um grupo internacional de cientistas evolucionistas FALSEIA as especulações transformistas de Darwin e, PASMEM, foi publicada recentemente no respeitável PNAS. http://www.pnas.org
Na busca pela ancestralidade evolutiva comum e por padrões globais de diversificação na história dos anfíbios modernos, os autores informam que:
“O registro fóssil dos anfíbios modernos (sapos, salamandras, e cecilídeos) não fornece nenhuma evidência de uma grande extinção ou episódios de radiação através da maior parte dos períodos Mesozóico e início do Terciário. Todavia, a diversificação gradual de longo termo é difícil de ser reconciliada com a sensibilidade das faunas atuais dos anfíbios com as mudanças ecológicas rápidas e a incidência de perturbações ambientais semelhantes no passado que têm sido associados com altas taxas de reprodução em outros vertebrados terrestres. Para fornecer uma visão global da história da diversificação dos anfíbios, nós construímos uma árvore de tempo filogenética baseada numa série de dados de multigenes de 3.75 kb de 171 espécies. A nossa análise revela vários episódios de diversificação acelerada de anfíbios que não se encaixam nos modelos de acumulação gradual de linhagem. Os pontos críticos na diversificação filogenética e ecológica ocorreram após o final da extinção em massa no final do período Permiano e na última parte do Cretáceo... Aproximadamente 86% das espécies dos sapos modernos e de >81% das espécies de salamandra descenderam de apenas cinco linhagens ancestrais que produziram as principais radiações na última parte do período Cretáceo e no início do Terciário. Esta acumulação proporcionalmente tardia da diversidade de linhagens extensivas contrasta com a longa história evolutiva dos anfíbios, mas de acordo com o aumento no período Terciário de abundância em fóssil até o presente”. [1]
Interessante destacar a expressão dos autores de ‘diversificação acelerada’. Não teria sido melhor se eles tivessem usado a expressão ‘surgimento abrupto’? Afinal de contas, esses anfíbios estão lá ‘como se tivessem sido plantados sem uma história evolutiva’ (Dawkins):
“Por causa de sua incompletude, o registro fóssil de anfíbios lança pouca luz sobre o tempo e a velocidade com que a taxa moderna atingiu a sua diversidade atual”, eles disseram, “o tempo e a intensidade de importantes tendências macroevolutivas são obscurecidas pela escassez fóssil”.
Gulp, isso é como cometer um assassinato! O registro fóssil continua dizendo um sonoro NÃO para as especulações darwinistas. Por mais que os ultradarwinistas tentem esconder esses fatos dos leitores não especializados, aqui a evidência molecular não salva a cara do gradualismo darwinista. Os gráficos que são elaborados não mostram uma tendência ascendente na diversidade ao longo do tempo, mas o que os pesquisadores encontram na natureza são picos, vales e uma súbita erupção de diversificação na sua época mais recente.
Gulp, isso é como cometer um genocídio! Os pesquisadores concluem dizendo:
“Os nossos resultados inferidos de taxa extensiva fornecem evidência de flutuações substanciais na história da diversificação total de anfíbios e rejeita a hipótese de acumulação de linhagem gradual”.
Faça o seguinte, vá ao site do PNAS e baixe gratuitamente o PDF desta pesquisa científica. Isso vai tirar o sono de muitos ultradarwinistas. Os ‘meninos de Darwin’ vão ter pesadelos epistemológicos...
NOTA:
[1] Roelants et al, “Global patterns of diversification in the history of modern amphibians,” Proceedings of the National Academy of Sciences USA, 10.1073/pnas. 0608378104c, published online before print January 9, 2007.
The fossil record of modern amphibians (frogs, salamanders, and caecilians) provides no evidence for major extinction or radiation episodes throughout most of the Mesozoic and early Tertiary. However, long-term gradual diversification is difficult to reconcile with the sensitivity of present-day amphibian faunas to rapid ecological changes and the incidence of similar environmental perturbations in the past that have been associated with high turnover rates in other land vertebrates. To provide a comprehensive overview of the history of amphibian diversification, we constructed a phylogenetic timetree based on a multigene data set of 3.75 kb for 171 species. Our analyses reveal several episodes of accelerated amphibian diversification, which do not fit models of gradual lineage accumulation. Global turning points in the phylogenetic and ecological diversification occurred after the end-Permian mass extinction and in the late Cretaceous.... Approximately 86% of modern frog species and >81% of salamander species descended from only five ancestral lineages that produced major radiations in the late Cretaceous and early Tertiary. This proportionally late accumulation of extant lineage diversity contrasts with the long evolutionary history of amphibians but is in line with the Tertiary increase in fossil abundance toward the present.
Na busca pela ancestralidade evolutiva comum e por padrões globais de diversificação na história dos anfíbios modernos, os autores informam que:
“O registro fóssil dos anfíbios modernos (sapos, salamandras, e cecilídeos) não fornece nenhuma evidência de uma grande extinção ou episódios de radiação através da maior parte dos períodos Mesozóico e início do Terciário. Todavia, a diversificação gradual de longo termo é difícil de ser reconciliada com a sensibilidade das faunas atuais dos anfíbios com as mudanças ecológicas rápidas e a incidência de perturbações ambientais semelhantes no passado que têm sido associados com altas taxas de reprodução em outros vertebrados terrestres. Para fornecer uma visão global da história da diversificação dos anfíbios, nós construímos uma árvore de tempo filogenética baseada numa série de dados de multigenes de 3.75 kb de 171 espécies. A nossa análise revela vários episódios de diversificação acelerada de anfíbios que não se encaixam nos modelos de acumulação gradual de linhagem. Os pontos críticos na diversificação filogenética e ecológica ocorreram após o final da extinção em massa no final do período Permiano e na última parte do Cretáceo... Aproximadamente 86% das espécies dos sapos modernos e de >81% das espécies de salamandra descenderam de apenas cinco linhagens ancestrais que produziram as principais radiações na última parte do período Cretáceo e no início do Terciário. Esta acumulação proporcionalmente tardia da diversidade de linhagens extensivas contrasta com a longa história evolutiva dos anfíbios, mas de acordo com o aumento no período Terciário de abundância em fóssil até o presente”. [1]
Interessante destacar a expressão dos autores de ‘diversificação acelerada’. Não teria sido melhor se eles tivessem usado a expressão ‘surgimento abrupto’? Afinal de contas, esses anfíbios estão lá ‘como se tivessem sido plantados sem uma história evolutiva’ (Dawkins):
“Por causa de sua incompletude, o registro fóssil de anfíbios lança pouca luz sobre o tempo e a velocidade com que a taxa moderna atingiu a sua diversidade atual”, eles disseram, “o tempo e a intensidade de importantes tendências macroevolutivas são obscurecidas pela escassez fóssil”.
Gulp, isso é como cometer um assassinato! O registro fóssil continua dizendo um sonoro NÃO para as especulações darwinistas. Por mais que os ultradarwinistas tentem esconder esses fatos dos leitores não especializados, aqui a evidência molecular não salva a cara do gradualismo darwinista. Os gráficos que são elaborados não mostram uma tendência ascendente na diversidade ao longo do tempo, mas o que os pesquisadores encontram na natureza são picos, vales e uma súbita erupção de diversificação na sua época mais recente.
Gulp, isso é como cometer um genocídio! Os pesquisadores concluem dizendo:
“Os nossos resultados inferidos de taxa extensiva fornecem evidência de flutuações substanciais na história da diversificação total de anfíbios e rejeita a hipótese de acumulação de linhagem gradual”.
Faça o seguinte, vá ao site do PNAS e baixe gratuitamente o PDF desta pesquisa científica. Isso vai tirar o sono de muitos ultradarwinistas. Os ‘meninos de Darwin’ vão ter pesadelos epistemológicos...
NOTA:
[1] Roelants et al, “Global patterns of diversification in the history of modern amphibians,” Proceedings of the National Academy of Sciences USA, 10.1073/pnas. 0608378104c, published online before print January 9, 2007.
The fossil record of modern amphibians (frogs, salamanders, and caecilians) provides no evidence for major extinction or radiation episodes throughout most of the Mesozoic and early Tertiary. However, long-term gradual diversification is difficult to reconcile with the sensitivity of present-day amphibian faunas to rapid ecological changes and the incidence of similar environmental perturbations in the past that have been associated with high turnover rates in other land vertebrates. To provide a comprehensive overview of the history of amphibian diversification, we constructed a phylogenetic timetree based on a multigene data set of 3.75 kb for 171 species. Our analyses reveal several episodes of accelerated amphibian diversification, which do not fit models of gradual lineage accumulation. Global turning points in the phylogenetic and ecological diversification occurred after the end-Permian mass extinction and in the late Cretaceous.... Approximately 86% of modern frog species and >81% of salamander species descended from only five ancestral lineages that produced major radiations in the late Cretaceous and early Tertiary. This proportionally late accumulation of extant lineage diversity contrasts with the long evolutionary history of amphibians but is in line with the Tertiary increase in fossil abundance toward the present.
Artigos e réplicas de Jonathan Wells
Geralmente os detratores dos teóricos do Design Inteligente alardeiam na Internet os artigos em que eles pensam ter a palavra final sobre a questão, e que ficaram sem resposta. Ledo engano dos ‘meninos de Darwin’ lá daquele blog. Pena que os artigos estão em inglês, mas segue a lista abaixo para os leitores tirarem as conclusões.
Aqui neste blog, nós matamos a cobra e mostramos o pau!
Why Darwinism is Doomed By: Jonathan Wells, Ph.D.Worldnetdaily.comSeptember 27, 2006
The Politically Incorrect Guide to Darwinism and Intelligent Design By: Jonathan Wells Regnery (2006)August 21, 2006
Analysis of Kansas Definition of Science Compared to All Other State Science Definitions By: Jonathan Wells, Ph.D Discovery InstituteNovember 10, 2005
Give Me That Old Time Evolution: A Response to the New RepublicBy: Jonathan Wells Discovery InstituteOctober 12, 2005
Do Centrioles Generate a Polar Ejection Force? By: Jonathan Wells Rivista BiologiaJune 8, 2005
Not The Flat Earth Myth Again! By: Jonathan Wells Discovery InstituteMay 20, 2005
National Geographic Ignores The Flaws in Darwin's Theory By: Jonathan Wells Discovery InstituteNovember 8, 2004
Homology in Biology: Problem for Naturalistic Science and Prospect for Intelligent DesignBy: Paul A. Nelson & Jonathan Wells Darwinism, Design, and Public EducationDecember 1, 2003
Statement regarding the Texas State Board of Education hearings on biology textbooks by Dr. Jonathan Wells By: Jonathan Wells Texas State Board of EducationSeptember 10, 2003
Alan Gishlick and the NCSE: Full of Sound and Fury, Signifying Nothing New on the Icons of EvolutionBy: Jonathan Wells Discovery InstituteDecember 13, 2002
Report from Hillsdale College Symposium on ID By: Jonathan Wells Discovery InstituteNovember 18, 2002
Weird Science? A Darwinian Debate ContinuesBy: Jonathan Wells Christianity TodayNovember 11, 2002
Desperately Defending The Peppered Myth: A Response to Bruce GrantBy: Jonathan Wells Discovery InstituteOctober 2, 2002
The Peppered Myth: "Of Moths and Men" An evolutionary taleBy: Jonathan Wells Books & CultureSeptember 30, 2002
Catch-23 By: Jonathan Wells Research News & OpportunitiesJuly 1, 2002
Critics Rave Over Icons of Evolution: A Response to Published ReviewsBy: Jonathan Wells Discovery InstituteJune 12, 2002
Moth-eaten Statistics: A Reply to Kenneth R. MillerBy: Jonathan Wells Discovery InstituteApril 16, 2002
There You Go Again: A Response to Kenneth R. MillerBy: Jonathan Wells Discovery InstituteApril 9, 2002
Intelligent Design? A Special Report from Natural History MagazineBy: Michael Behe, Kenneth Miller, William Dembski, Robert Pennock, Jonathan Wells, Eugenie Scott Natural History MagazineApril 1, 2002
MUTANT SHRIMP? - A Correction By: Jonathan Wells Discovery InstituteFebruary 11, 2002
Inherit The Spin: Darwinists Answer “Ten Questions” with Evasions and FalsehoodsBy: Jonathan Wells Discovery InstituteJanuary 15, 2002
Critics Want More Facts, While Darwinists Push Their Faith By: Jonathan Wells Human EventsOctober 1, 2001
Evolution for the masses By: Jonathan Wells The Washington TimesSeptember 23, 2001
Response to Jerry Coyne’s Review of Icons of Evolution By: Jonathan Wells Discovery InstituteApril 26, 2001
On Open Minded Research: Response to CriticsBy: Jonathan Wells Discovery InstituteMarch 1, 2001
Should Students Be Taught the Truth about Evolution? Response to Larry MartinBy: Jonathan Wells World & IMarch 1, 2001
Second Thoughts about Peppered Moths: This classical story of evolution by natural selection needs revisingBy: Jonathan Wells Expanded from The Scientist 13, no. 11 (May 24, 1999)February 9, 2001
Survival of the Fakest By: Jonathan Wells American SpectatorJanuary 1, 2001
Let's change science standards and let students do real science By: Jonathan Wells Philadelphia InquirerDecember 11, 2000
Natural selection found in report on science education By: Jonathan Wells and Jay W. Richards The Washington TimesOctober 8, 2000
Icons of Evolution Science or Myth? Why much of what we teach about evolution is wrongBy: Jonathan Wells Regnery PublishingOctober 1, 2000
Lerner Report Whitewashes Bad Science: A Response to Lawrence S. Lerner's "Good Science, Bad Science: Teaching Evolution in the States" (Thomas B. Fordham Foundation, September 26, 2000)By: Jonathan Wells and Jay W. Richards Discovery InstituteSeptember 26, 2000
An Evaluation of Ten Recent Biology Textbooks: A Report for the Center for the Renewal of Science and CultureBy: Jonathan Wells Discovery InstituteAugust 28, 2000
Do peppered moths, in the wild, often settle on tree trunks? An online exchange sponsored by Arthur S. LodgeBy: Jonathan Wells, Dave Thomas, Kim Johnson, Ian Musgrave Arthur S. Lodge January 1, 2000
All forms of science designed for discussion By: Jonathan Wells Topeka Capital-JournalNovember 22, 1999
Ridiculing Kansas school board easy, but it’s not good journalism By: Jonathan Wells The Daily Republic (Mitchell, SD)October 14, 1999
Haeckel's Embryos Setting the Record StraightBy: Jonathan Wells The American Biology TeacherMay 1, 1999
Abusing Theology: Howard Van Till's “Forgotten Doctrine of Creation's Functional Integrity”By: Jonathan Wells Origins & Design 19, no. 1June 1, 1998
Homology: A Concept in CrisisBy: Jonathan Wells, Paul Nelson Origins & Design 18, no. 2September 1, 1997
Evolution and intelligent design By: Jonathan Wells Discovery InstituteJune 1, 1997
Politically Dead Wrong Review of What is Darwinism? And Other Writings on Science and Religion by Charles Hodge, Edited and with an introduction by Mark A. Knoll & David N. Livingstone, Grand Rapids, MI: Baker Books, 1994. 182 pp.By: Jonathan Wells Origins & Design 17, no. 2March 1, 1996
Darwinism and the Argument to Design By: Jonathan Wells Dialogue & Alliance 4, no. 4January 1, 1991
Aqui neste blog, nós matamos a cobra e mostramos o pau!
Why Darwinism is Doomed By: Jonathan Wells, Ph.D.Worldnetdaily.comSeptember 27, 2006
The Politically Incorrect Guide to Darwinism and Intelligent Design By: Jonathan Wells Regnery (2006)August 21, 2006
Analysis of Kansas Definition of Science Compared to All Other State Science Definitions By: Jonathan Wells, Ph.D Discovery InstituteNovember 10, 2005
Give Me That Old Time Evolution: A Response to the New RepublicBy: Jonathan Wells Discovery InstituteOctober 12, 2005
Do Centrioles Generate a Polar Ejection Force? By: Jonathan Wells Rivista BiologiaJune 8, 2005
Not The Flat Earth Myth Again! By: Jonathan Wells Discovery InstituteMay 20, 2005
National Geographic Ignores The Flaws in Darwin's Theory By: Jonathan Wells Discovery InstituteNovember 8, 2004
Homology in Biology: Problem for Naturalistic Science and Prospect for Intelligent DesignBy: Paul A. Nelson & Jonathan Wells Darwinism, Design, and Public EducationDecember 1, 2003
Statement regarding the Texas State Board of Education hearings on biology textbooks by Dr. Jonathan Wells By: Jonathan Wells Texas State Board of EducationSeptember 10, 2003
Alan Gishlick and the NCSE: Full of Sound and Fury, Signifying Nothing New on the Icons of EvolutionBy: Jonathan Wells Discovery InstituteDecember 13, 2002
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The Peppered Myth: "Of Moths and Men" An evolutionary taleBy: Jonathan Wells Books & CultureSeptember 30, 2002
Catch-23 By: Jonathan Wells Research News & OpportunitiesJuly 1, 2002
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There You Go Again: A Response to Kenneth R. MillerBy: Jonathan Wells Discovery InstituteApril 9, 2002
Intelligent Design? A Special Report from Natural History MagazineBy: Michael Behe, Kenneth Miller, William Dembski, Robert Pennock, Jonathan Wells, Eugenie Scott Natural History MagazineApril 1, 2002
MUTANT SHRIMP? - A Correction By: Jonathan Wells Discovery InstituteFebruary 11, 2002
Inherit The Spin: Darwinists Answer “Ten Questions” with Evasions and FalsehoodsBy: Jonathan Wells Discovery InstituteJanuary 15, 2002
Critics Want More Facts, While Darwinists Push Their Faith By: Jonathan Wells Human EventsOctober 1, 2001
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On Open Minded Research: Response to CriticsBy: Jonathan Wells Discovery InstituteMarch 1, 2001
Should Students Be Taught the Truth about Evolution? Response to Larry MartinBy: Jonathan Wells World & IMarch 1, 2001
Second Thoughts about Peppered Moths: This classical story of evolution by natural selection needs revisingBy: Jonathan Wells Expanded from The Scientist 13, no. 11 (May 24, 1999)February 9, 2001
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Let's change science standards and let students do real science By: Jonathan Wells Philadelphia InquirerDecember 11, 2000
Natural selection found in report on science education By: Jonathan Wells and Jay W. Richards The Washington TimesOctober 8, 2000
Icons of Evolution Science or Myth? Why much of what we teach about evolution is wrongBy: Jonathan Wells Regnery PublishingOctober 1, 2000
Lerner Report Whitewashes Bad Science: A Response to Lawrence S. Lerner's "Good Science, Bad Science: Teaching Evolution in the States" (Thomas B. Fordham Foundation, September 26, 2000)By: Jonathan Wells and Jay W. Richards Discovery InstituteSeptember 26, 2000
An Evaluation of Ten Recent Biology Textbooks: A Report for the Center for the Renewal of Science and CultureBy: Jonathan Wells Discovery InstituteAugust 28, 2000
Do peppered moths, in the wild, often settle on tree trunks? An online exchange sponsored by Arthur S. LodgeBy: Jonathan Wells, Dave Thomas, Kim Johnson, Ian Musgrave Arthur S. Lodge January 1, 2000
All forms of science designed for discussion By: Jonathan Wells Topeka Capital-JournalNovember 22, 1999
Ridiculing Kansas school board easy, but it’s not good journalism By: Jonathan Wells The Daily Republic (Mitchell, SD)October 14, 1999
Haeckel's Embryos Setting the Record StraightBy: Jonathan Wells The American Biology TeacherMay 1, 1999
Abusing Theology: Howard Van Till's “Forgotten Doctrine of Creation's Functional Integrity”By: Jonathan Wells Origins & Design 19, no. 1June 1, 1998
Homology: A Concept in CrisisBy: Jonathan Wells, Paul Nelson Origins & Design 18, no. 2September 1, 1997
Evolution and intelligent design By: Jonathan Wells Discovery InstituteJune 1, 1997
Politically Dead Wrong Review of What is Darwinism? And Other Writings on Science and Religion by Charles Hodge, Edited and with an introduction by Mark A. Knoll & David N. Livingstone, Grand Rapids, MI: Baker Books, 1994. 182 pp.By: Jonathan Wells Origins & Design 17, no. 2March 1, 1996
Darwinism and the Argument to Design By: Jonathan Wells Dialogue & Alliance 4, no. 4January 1, 1991
Um espelho para a Grande Mídia Tupiniquim se mirar e ‘evoluir’ em jornalismo científico objetivo
quarta-feira, janeiro 10, 2007
Sempre que posso neste blog eu alfineto com muito prazer a nossa Grande Mídia Tupiniquim pela sua falta de objetividade e imparcialidade jornalísticas quando a questão é a teoria da evolução de Darwin e seus oponentes – mesmo os científicos. Nossos jornalistas científicos vivem uma relação incestuosa com a Nomenklatura científica apontada por este blogger no artigo “Desnudando Darwin: ciência ou ideologia? ou A relação incestuosa da mídia brasileira com a Nomenklatura científica”, publicado no Observatório da Imprensa.
http://www.observatoriodaimprensa.com.br/ofjor/ofc201298.htm#inicio
Nada como um dia atrás do outro para verificar a hipótese acima sendo confirmada por fontes sérias como a SciDev.Net que lançou recentemente o seu guia eletrônico de comunicação científica. Há um artigo prático sobre como avaliar projetos de comunicação científica, e um outro destacando como que o jornalismo pode esconder a verdade sobre a ciência. Recomendo aos alunos do mestrado em jornalismo científico que considere esta visão proposta pela SciDev.Net para um jornalismo científico objetivo, imparcial e ético. Do jeito que está, há muita desonestidade jornalística quando o assunto é Darwin. Vide os links abaixo:
*Evaluating science communication projects* [Avaliando projetos de comunicação de ciência]
http://www.scidev.net/scicomm/evaluating
*How journalism can hide the truth about science* [Como o jornalismo pode esconder a verdade sobre a ciência]
http://www.scidev.net/scicomm/truth
*Spotting fraudulent claims in science* [Detectando afirmações fradulentas em ciência]
http://www.scidev.net/scicomm/spotting
*Planning and writing a science story* [Planejando e escrevendo um história de ciência]
http://www.scidev.net/scicomm/planning
*Explaining controversial issues to the media and the public* [Explicando questões controversas para a mídia e o público]
http://www.scidev.net/scicomm/explaining
*Reporting on controversies in science* [Reportando sobre controvérsias em ciência]
http://www.scidev.net/scicomm/reporting
É pensando numa mudança para melhor que este blogger [lido por muitos jornalistas científicos, especialmente os da Folha de São Paulo] dá esta contribuição: um espelho para a Grande Mídia Tupiniquim (VEJA, ÉPOCA, ISTO É, Galileu, Superinteressante, O Estado de São Paulo, O Globo) se mirar e ‘evoluir’ em termos de jornalismo científico. Do jeito que está, a relação é mais do que incestuosa, é obscena!
http://www.observatoriodaimprensa.com.br/ofjor/ofc201298.htm#inicio
Nada como um dia atrás do outro para verificar a hipótese acima sendo confirmada por fontes sérias como a SciDev.Net que lançou recentemente o seu guia eletrônico de comunicação científica. Há um artigo prático sobre como avaliar projetos de comunicação científica, e um outro destacando como que o jornalismo pode esconder a verdade sobre a ciência. Recomendo aos alunos do mestrado em jornalismo científico que considere esta visão proposta pela SciDev.Net para um jornalismo científico objetivo, imparcial e ético. Do jeito que está, há muita desonestidade jornalística quando o assunto é Darwin. Vide os links abaixo:
*Evaluating science communication projects* [Avaliando projetos de comunicação de ciência]
http://www.scidev.net/scicomm/evaluating
*How journalism can hide the truth about science* [Como o jornalismo pode esconder a verdade sobre a ciência]
http://www.scidev.net/scicomm/truth
*Spotting fraudulent claims in science* [Detectando afirmações fradulentas em ciência]
http://www.scidev.net/scicomm/spotting
*Planning and writing a science story* [Planejando e escrevendo um história de ciência]
http://www.scidev.net/scicomm/planning
*Explaining controversial issues to the media and the public* [Explicando questões controversas para a mídia e o público]
http://www.scidev.net/scicomm/explaining
*Reporting on controversies in science* [Reportando sobre controvérsias em ciência]
http://www.scidev.net/scicomm/reporting
É pensando numa mudança para melhor que este blogger [lido por muitos jornalistas científicos, especialmente os da Folha de São Paulo] dá esta contribuição: um espelho para a Grande Mídia Tupiniquim (VEJA, ÉPOCA, ISTO É, Galileu, Superinteressante, O Estado de São Paulo, O Globo) se mirar e ‘evoluir’ em termos de jornalismo científico. Do jeito que está, a relação é mais do que incestuosa, é obscena!
A ‘evolução’ dos blogs: revisão por pares (‘peer-review’ é mais chique)!!!
terça-feira, janeiro 09, 2007
Desde 1998 faço parte e coordeno uma pequena, mas crescente comunidade de professores e alunos de graduação e pós-graduação de universidades brasileiras públicas ou privadas que apóiam a teoria do Design Inteligente. Nós fazemos parte da comunidade internacional do Design Inteligente, com acesso direto aos teóricos e proponentes do Design Inteligente como William Dembski, Michael Behe, Jonathan Wells, Steve Meyer, Paul Nelson, e outros não tão conhecidos. Além disso, nós recebemos documentos e outras informações pertinentes à controvérsia do design e evolução. Podemos usá-las como quisermos.
Sempre entendi o blog como sendo uma ‘conversa de botequim’. Livre e solta. Aqui nós colocamos nossas idéias e opiniões seriamente, mas sem nos preocuparmos muito com o rigor exigido dos documentos acadêmicos. Mas bons blogueiros, aqui e ali citam suas fontes e links para que seus leitores confirmem a veracidade do que se pretende defender. É o que temos feito desde o início.
Por respeito aos meus leitores, e amor à verdade, tenho feito isso freqüentemente em meu blog – às vezes quando não menciono os autores, dou destaque através destas frases: sobre os ombros de um gigante ou sobre os ombros de gigantes. Quando disponível, remeto os leitores para a fonte primária através de links. Sinto muito, mas às vezes é necessário assinar ou pagar para acessar o artigo.
Em artigos ou análises críticas que enviamos aos órgãos educacionais governamentais ou a entidades científicas sempre citamos a bibliografia e agradecemos ao Discovery Institute da seguinte forma: Bibliografia elaborada pelo Discovery Institute.
Eu não vou perder meu tempo com um ultradarwinista que há algum tempo atrás tentou elaborar um blog tão-somente para contestar o que abordamos aqui. Diz ele que finalmente o blog está construído, e que estamos sendo devidamente questionados e até acusados de plágio por usarmos o material elaborado pelos nossos pesquisadores. Bom saber que estamos sendo notados, mesmo que seja na bloguesfera.
Mantenho o que digo aqui em relação aos autores de livros-texto de Biologia do ensino médiocriticados em 1998 e 2003: usaram sim de duas fraudes (uma centenária e outra mais recente), além de distorcerem algumas evidências científicas a favor do fato, Fato, FATO da evolução. Nota bene: Não retiro uma palavra do que escrevi – houve sim desonestidade acadêmica intencional ou não da parte de alguns autores que sabiam de tudo, e nada fizeram. Houve também desconhecimento desses detalhes, pois um dos autores humildemente reconheceu o que apontávamos em nossa análise crítica enviada ao MEC/SEMTEC.
Embora nós tenhamos analisado criticamente o livro “Fundamentos de Biologia Moderna” de José Amabis Mariano e Gilberto Rodrigues Martho, não tivemos contato direto com esses Autores, apesar de termos remetidos cópia de nossa análise para a Editora Moderna pedindo contato. Estranho, mas dos livros-texto criticados, somente Amabis e Martho não utilizaram mais as duas fraudes (a dos embriões e as mariposas de Manchester) na sua edição de 2002. Contudo, não notificaram seus leitores do por que não estarem mais utilizando esses ícones da evolução. Os alunos que não usaram mais a edição de 1998 ficaram sem saber o porquê da remoção de dois ícones fundamentais do fato, Fato, FATO da evolução. Pela seriedade e competência acadêmica desses Autores, a nossa análise crítica enviada ao MEC foi vindicada publicamente e cala a boca desses vilipendiadores paus-mandados.
Também já destaquei neste blog que se esses autores se sentirem ofendidos na sua honra e reputação acadêmicas, que me processem. Eles não irão fazer isso, porque a Nomenklatura científica sabe que Darwin está nu, e que há algo de podre nos porões da KGB (revisão por pares – peer-reviewers é mais chique) que tenta a todo custo manter uma ortodoxia científica que não se sustenta pelas evidências. Publish or perish, mas tem que escrever conforme o dogma central do Darwinismo: acaso, necessidade, mutações filtradas pela seleção natural (mais outros penduricalhos, oops, mecanismos evolutivos xyz, ou todo o ABC), mais tempo. Nada de causas inteligentes.
Já ousei aqui neste blog antes, e reafirmo: Não sou profeta, nem filho de profeta, mas vou predizer novamente – eles não irão me processar por danos morais: a verdade dos fatos científicos está do nosso lado. Eu até gostaria de ser processado por eles, pois finalmente veríamos Darwin sentar no banco dos réus aqui no Brasil!
P.S. 1: Nós já estamos analisando os livros-texto de Biologia aprovados pelo grupo de especialistas do MEC para o ano letivo de 2007. Vamos ver o que iremos descobrir aqui – revisão ou descarte de alguns ícones da evolução? Esperamos que tenhamos sido reconhecidos pela nossa pequena contribuição dado em 2003 e 2005 para o avanço da ciência tupiniquim e do ensino científico objetivo em Pindorama.
P.S. 2: Nós proponentes da Teoria do Design Inteligente não abordamos questões sobre a origem da vida nem a idade da Terra. Aceitamos, em princípio, a tese da ancestralidade comum, acaso, necessidade, mutações, seleção natural, mas como um processo télico, isto é, causas inteligentes. Embora o DI possa ter implicações teológicas, não depende delas para sua suficiência epistêmica. O Big Bang por falar num princípio, também tem implicações teológicas, mas é um modelo teórico científico aceito pela comunidade científica. Por que não o Design Inteligente? Quais são as razões para a veemente recusa na aceitação do DI pela comunidade científica? Científicas ou ideológicas?
Pano rápido!
Sempre entendi o blog como sendo uma ‘conversa de botequim’. Livre e solta. Aqui nós colocamos nossas idéias e opiniões seriamente, mas sem nos preocuparmos muito com o rigor exigido dos documentos acadêmicos. Mas bons blogueiros, aqui e ali citam suas fontes e links para que seus leitores confirmem a veracidade do que se pretende defender. É o que temos feito desde o início.
Por respeito aos meus leitores, e amor à verdade, tenho feito isso freqüentemente em meu blog – às vezes quando não menciono os autores, dou destaque através destas frases: sobre os ombros de um gigante ou sobre os ombros de gigantes. Quando disponível, remeto os leitores para a fonte primária através de links. Sinto muito, mas às vezes é necessário assinar ou pagar para acessar o artigo.
Em artigos ou análises críticas que enviamos aos órgãos educacionais governamentais ou a entidades científicas sempre citamos a bibliografia e agradecemos ao Discovery Institute da seguinte forma: Bibliografia elaborada pelo Discovery Institute.
Eu não vou perder meu tempo com um ultradarwinista que há algum tempo atrás tentou elaborar um blog tão-somente para contestar o que abordamos aqui. Diz ele que finalmente o blog está construído, e que estamos sendo devidamente questionados e até acusados de plágio por usarmos o material elaborado pelos nossos pesquisadores. Bom saber que estamos sendo notados, mesmo que seja na bloguesfera.
Mantenho o que digo aqui em relação aos autores de livros-texto de Biologia do ensino médiocriticados em 1998 e 2003: usaram sim de duas fraudes (uma centenária e outra mais recente), além de distorcerem algumas evidências científicas a favor do fato, Fato, FATO da evolução. Nota bene: Não retiro uma palavra do que escrevi – houve sim desonestidade acadêmica intencional ou não da parte de alguns autores que sabiam de tudo, e nada fizeram. Houve também desconhecimento desses detalhes, pois um dos autores humildemente reconheceu o que apontávamos em nossa análise crítica enviada ao MEC/SEMTEC.
Embora nós tenhamos analisado criticamente o livro “Fundamentos de Biologia Moderna” de José Amabis Mariano e Gilberto Rodrigues Martho, não tivemos contato direto com esses Autores, apesar de termos remetidos cópia de nossa análise para a Editora Moderna pedindo contato. Estranho, mas dos livros-texto criticados, somente Amabis e Martho não utilizaram mais as duas fraudes (a dos embriões e as mariposas de Manchester) na sua edição de 2002. Contudo, não notificaram seus leitores do por que não estarem mais utilizando esses ícones da evolução. Os alunos que não usaram mais a edição de 1998 ficaram sem saber o porquê da remoção de dois ícones fundamentais do fato, Fato, FATO da evolução. Pela seriedade e competência acadêmica desses Autores, a nossa análise crítica enviada ao MEC foi vindicada publicamente e cala a boca desses vilipendiadores paus-mandados.
Também já destaquei neste blog que se esses autores se sentirem ofendidos na sua honra e reputação acadêmicas, que me processem. Eles não irão fazer isso, porque a Nomenklatura científica sabe que Darwin está nu, e que há algo de podre nos porões da KGB (revisão por pares – peer-reviewers é mais chique) que tenta a todo custo manter uma ortodoxia científica que não se sustenta pelas evidências. Publish or perish, mas tem que escrever conforme o dogma central do Darwinismo: acaso, necessidade, mutações filtradas pela seleção natural (mais outros penduricalhos, oops, mecanismos evolutivos xyz, ou todo o ABC), mais tempo. Nada de causas inteligentes.
Já ousei aqui neste blog antes, e reafirmo: Não sou profeta, nem filho de profeta, mas vou predizer novamente – eles não irão me processar por danos morais: a verdade dos fatos científicos está do nosso lado. Eu até gostaria de ser processado por eles, pois finalmente veríamos Darwin sentar no banco dos réus aqui no Brasil!
P.S. 1: Nós já estamos analisando os livros-texto de Biologia aprovados pelo grupo de especialistas do MEC para o ano letivo de 2007. Vamos ver o que iremos descobrir aqui – revisão ou descarte de alguns ícones da evolução? Esperamos que tenhamos sido reconhecidos pela nossa pequena contribuição dado em 2003 e 2005 para o avanço da ciência tupiniquim e do ensino científico objetivo em Pindorama.
P.S. 2: Nós proponentes da Teoria do Design Inteligente não abordamos questões sobre a origem da vida nem a idade da Terra. Aceitamos, em princípio, a tese da ancestralidade comum, acaso, necessidade, mutações, seleção natural, mas como um processo télico, isto é, causas inteligentes. Embora o DI possa ter implicações teológicas, não depende delas para sua suficiência epistêmica. O Big Bang por falar num princípio, também tem implicações teológicas, mas é um modelo teórico científico aceito pela comunidade científica. Por que não o Design Inteligente? Quais são as razões para a veemente recusa na aceitação do DI pela comunidade científica? Científicas ou ideológicas?
Pano rápido!
Meninos de Darwin, cresçam e apareçam!
Uma incursão pelo ciberespaço à procura da abordagem sobre as teorias da evolução de Darwin e seus mais rigorosos oponentes contemporâneos – os teóricos e defensores da teoria do design inteligente utilizando-se instrumentos de busca como o Google revela um universo surpreendente: desde os que conhecem a questão da controvérsia longeva (desde 1859) até a uma galera nomeada aqui neste blog como ‘os meninos de Darwin’.
Nunca perdi meu tempo com eles. São ignorantes da questão, mas bárbaros ideológicos. Nem vou mencioná-los para não lhes dar crédito, mas como visitam freqüentemente este espaço, eles sabem que esta catilinária é endereçada a eles. Sou obrigado a abordar uma questão que pensei já tinha sido há muito esclarecida neste blog sobre os significados dos termos ‘darwinismo’ e ‘darwinista’.
Há ‘darwinismo’ e ‘darwinismo’, assim como há ‘darwinistas’ e ‘darwinistas’. O objetivo deste blog é lidar com as nuances de significados que os termos têm. Vamos a esses significados. Remeto os leitores para o verbete “Darwinismo” da renomada The Encyclopedia of Philosophy que teve Paul Edwards como editor e Nicola Abbagnano, Jacob Bronowski, Mario Bunge, Rudolf Carnap, Antony Flew (hoje ex-ateu), Carl G. Hempel, Walter Kaufmann, Alexandre Koyré, Alasdair MacIntyre, Ernest Nagel, Wolfgang Stegmüller, e Helmut Thielick entre outros membros do conselho editorial.
“Darwinismo. O termo ‘Darwinismo’ tem tanto um significado estrito como amplo. No sentido estrito, ele se refere à teoria da evolução orgânica apresentada por Charles Darwin (1809-1882) e por outros cientistas que desenvolveram vários aspectos de seus pontos de vista; no sentido amplo, ele ser refere ao complexo pensamento científico, social, teológico, e filosófico que foi historicamente estimulado e apoiado pela teoria da evolução de Darwin”. [1]
Eu me inspiro em Beckner na abordagem que faço aqui distinguindo os ‘darwinismos’ e os ‘darwinistas’. ‘Darwinismo’ no seu sentido estrito como teoria científica, e ‘darwinismo’ no seu sentido amplo e complexo, pois as idéias têm conseqüências, mesmo as sabidamente estimuladas e apoiadas teoricamente.
Embora Beckner afirme que o darwinismo biológico – no seu primeiro significado – tenha sido uma realização magnífica do século XIX e, parafraseando o mantra de Dobzhansky de que a teoria da evolução seja a base de amplas regiões da teoria biológica, o que nós vemos hoje é uma série crise fundamental dentro das atuais teorias da origem e evolução da vida. É esse ‘darwinismo’ que aqui desafiamos cientificamente. Isso, ‘os meninos de Darwin’ não têm capacidade de civil e intelectualmente abordar a questão. Isso, eles não publicam a respeito do Enézio. Dispenso esse espaço chafurdento. Parece que alguém já falou algo sobre não se lançar pérolas aos porcos...
“O darwinismo no segundo sentido foi o principal problema filosófico da última parte do século dezenove. Hoje, o darwinismo não fornece mais o foco de investigação filosófica, em grande parte porque muito do darwinismo forma um background inquestionável para o pensamento contemporâneo”. [2]
Mesmo reconhecendo que o darwinismo foi ‘o principal problema filosófico’ da última parte do século 19, como todo bom ‘darwinista’ no segundo sentido que se preze, Beckner é ‘triunfalista’ e ‘reducionista’: o ‘darwinismo’ no primeiro sentido não fornece mais o foco de investigação filosófica porque fornece a uma base inquestionável para o pensamento contemporâneo.
Hoje, mais do que nunca, o ‘darwinismo’ vem sendo questionado nos seus dois significados. Dá para entender por que a ‘galera de Darwin’ está esperneando no mundo inteiro – a Weltanschauung filosófico-naturalista está indo para as cucuias, para dar lugar a uma nova cosmovisão. Feliz extinção! Prometo que serei forte e não derramarei uma só lágrima por vocês. Minto, vou derramar lágrimas de crocodilo.
A hagiografia, oops, a historiografia darwinista tenta ‘livrar a cara’ de Darwin que as suas idéias não são responsáveis pelo darwinismo social e outras ideologias. Ou é sincero desconhecimento da questão, ou é o ‘uma forma stalinista’ de reescrever a história da ciência. Darwin foi um darwinista social. [3]
Não vou entrar no mérito de o ateísmo ser derivado do ‘darwinismo’ no primeiro sentido, pois há muita literatura a respeito dessa questão polêmica, mas as especulações transformistas de Darwin no Origem das Espécies são nada mais nada menos do que ‘um longo argumento’ teológico negativo.
Os meninos de Darwin se encontram neste segundo significado – meros inocentes úteis que ainda não se esforçaram a considerar cum granum salis a diferença do darwinismo nas suas nuances de significados.
Dawkins, o evangelista do neo-ateísmo assim se expressou (Darwinismo no segundo sentido):
“Penso igualmente que, antes de Darwin, o ateísmo até poderia ser logicamente sustentável, mas que só depois de Darwin é possível ser um ateu intelectualmente satisfeito”. [4]
Meninos de Darwin, cresçam e apareçam!
NOTAS:
[1] Darwinism. The term “Darwinism” has both a narrow and a broad meaning. In the narrow sense, it refers to a theory of organic evolution presented by Charles Darwin (1809-1882) and by other scientists who developed various aspects of his views; in the broad sense, it refers to a complex of scientific, social, theological, and philosophical thought that was historically stimulated and supported by Darwin’s theory of evolution. BECKNER, Morton O. “DARWINISM”, in P. Edwards, editor, The Encyclopedia of Philosophy, Vol. 2, p. 296, Nova York, Collier Macmillan, 1967.
[2] “Darwinism in the second sense was the major philosophical problem of the later nineteenth century. Today, Darwinism no longer provides the focus of philosophical investigation, largely because so much of it forms an unquestioned background to contemporary thought”. Ibid, p. 296.
[3] WEIKART, Richard. “A Recently Discovered Darwin Letter on Social Darwinism”, Isis, 1995, 86:609-11.
[4] DAWKINS, Richard. “O relojoeiro cego”. São Paulo, Companhia das Letras, 2003, pp. 24-5.
Nunca perdi meu tempo com eles. São ignorantes da questão, mas bárbaros ideológicos. Nem vou mencioná-los para não lhes dar crédito, mas como visitam freqüentemente este espaço, eles sabem que esta catilinária é endereçada a eles. Sou obrigado a abordar uma questão que pensei já tinha sido há muito esclarecida neste blog sobre os significados dos termos ‘darwinismo’ e ‘darwinista’.
Há ‘darwinismo’ e ‘darwinismo’, assim como há ‘darwinistas’ e ‘darwinistas’. O objetivo deste blog é lidar com as nuances de significados que os termos têm. Vamos a esses significados. Remeto os leitores para o verbete “Darwinismo” da renomada The Encyclopedia of Philosophy que teve Paul Edwards como editor e Nicola Abbagnano, Jacob Bronowski, Mario Bunge, Rudolf Carnap, Antony Flew (hoje ex-ateu), Carl G. Hempel, Walter Kaufmann, Alexandre Koyré, Alasdair MacIntyre, Ernest Nagel, Wolfgang Stegmüller, e Helmut Thielick entre outros membros do conselho editorial.
“Darwinismo. O termo ‘Darwinismo’ tem tanto um significado estrito como amplo. No sentido estrito, ele se refere à teoria da evolução orgânica apresentada por Charles Darwin (1809-1882) e por outros cientistas que desenvolveram vários aspectos de seus pontos de vista; no sentido amplo, ele ser refere ao complexo pensamento científico, social, teológico, e filosófico que foi historicamente estimulado e apoiado pela teoria da evolução de Darwin”. [1]
Eu me inspiro em Beckner na abordagem que faço aqui distinguindo os ‘darwinismos’ e os ‘darwinistas’. ‘Darwinismo’ no seu sentido estrito como teoria científica, e ‘darwinismo’ no seu sentido amplo e complexo, pois as idéias têm conseqüências, mesmo as sabidamente estimuladas e apoiadas teoricamente.
Embora Beckner afirme que o darwinismo biológico – no seu primeiro significado – tenha sido uma realização magnífica do século XIX e, parafraseando o mantra de Dobzhansky de que a teoria da evolução seja a base de amplas regiões da teoria biológica, o que nós vemos hoje é uma série crise fundamental dentro das atuais teorias da origem e evolução da vida. É esse ‘darwinismo’ que aqui desafiamos cientificamente. Isso, ‘os meninos de Darwin’ não têm capacidade de civil e intelectualmente abordar a questão. Isso, eles não publicam a respeito do Enézio. Dispenso esse espaço chafurdento. Parece que alguém já falou algo sobre não se lançar pérolas aos porcos...
“O darwinismo no segundo sentido foi o principal problema filosófico da última parte do século dezenove. Hoje, o darwinismo não fornece mais o foco de investigação filosófica, em grande parte porque muito do darwinismo forma um background inquestionável para o pensamento contemporâneo”. [2]
Mesmo reconhecendo que o darwinismo foi ‘o principal problema filosófico’ da última parte do século 19, como todo bom ‘darwinista’ no segundo sentido que se preze, Beckner é ‘triunfalista’ e ‘reducionista’: o ‘darwinismo’ no primeiro sentido não fornece mais o foco de investigação filosófica porque fornece a uma base inquestionável para o pensamento contemporâneo.
Hoje, mais do que nunca, o ‘darwinismo’ vem sendo questionado nos seus dois significados. Dá para entender por que a ‘galera de Darwin’ está esperneando no mundo inteiro – a Weltanschauung filosófico-naturalista está indo para as cucuias, para dar lugar a uma nova cosmovisão. Feliz extinção! Prometo que serei forte e não derramarei uma só lágrima por vocês. Minto, vou derramar lágrimas de crocodilo.
A hagiografia, oops, a historiografia darwinista tenta ‘livrar a cara’ de Darwin que as suas idéias não são responsáveis pelo darwinismo social e outras ideologias. Ou é sincero desconhecimento da questão, ou é o ‘uma forma stalinista’ de reescrever a história da ciência. Darwin foi um darwinista social. [3]
Não vou entrar no mérito de o ateísmo ser derivado do ‘darwinismo’ no primeiro sentido, pois há muita literatura a respeito dessa questão polêmica, mas as especulações transformistas de Darwin no Origem das Espécies são nada mais nada menos do que ‘um longo argumento’ teológico negativo.
Os meninos de Darwin se encontram neste segundo significado – meros inocentes úteis que ainda não se esforçaram a considerar cum granum salis a diferença do darwinismo nas suas nuances de significados.
Dawkins, o evangelista do neo-ateísmo assim se expressou (Darwinismo no segundo sentido):
“Penso igualmente que, antes de Darwin, o ateísmo até poderia ser logicamente sustentável, mas que só depois de Darwin é possível ser um ateu intelectualmente satisfeito”. [4]
Meninos de Darwin, cresçam e apareçam!
NOTAS:
[1] Darwinism. The term “Darwinism” has both a narrow and a broad meaning. In the narrow sense, it refers to a theory of organic evolution presented by Charles Darwin (1809-1882) and by other scientists who developed various aspects of his views; in the broad sense, it refers to a complex of scientific, social, theological, and philosophical thought that was historically stimulated and supported by Darwin’s theory of evolution. BECKNER, Morton O. “DARWINISM”, in P. Edwards, editor, The Encyclopedia of Philosophy, Vol. 2, p. 296, Nova York, Collier Macmillan, 1967.
[2] “Darwinism in the second sense was the major philosophical problem of the later nineteenth century. Today, Darwinism no longer provides the focus of philosophical investigation, largely because so much of it forms an unquestioned background to contemporary thought”. Ibid, p. 296.
[3] WEIKART, Richard. “A Recently Discovered Darwin Letter on Social Darwinism”, Isis, 1995, 86:609-11.
[4] DAWKINS, Richard. “O relojoeiro cego”. São Paulo, Companhia das Letras, 2003, pp. 24-5.
Fenótipo versus genótipo: uma briga de foice dos biólogos evolucionistas no escuro!
terça-feira, janeiro 02, 2007
O dogma central da Nomenklatura científica é que a evolução é o resultado de mutações aleatórias filtradas pela seleção natural: uma certeza ‘ex-cathedra’ e aí de quem ousasse contestá-la – era imediatamente banido para o Gulag epistemológico do esquecimento nas publicações e promoções na sua carreira acadêmica nas universidades e seus centros de pesquisas.
A situação está mudando muito rapidamente, e a KGB da Nomenklatura científica está correndo da sala para a cozinha na tentativa tresloucada de salvar o paradigma moribundo. Os guarda-cancelas [revisores – peer-reviewers é mais chique] já não estão podendo mais manter a ‘ortodoxia’ do paradigma fossilizado, pois o dique das verdades das evidências encontradas nos objetos bióticos rompeu e está cada vez mais aparecendo com freqüência nas grandes publicações científicas. Pro bonum scientia!!!
Você viu isso na Grande Mídia Tupiniquim somente en passant porque a grande maioria dos nossos jornalistas científicos não tem a competência devida nessa área. Quando têm, prevalece o naturalismo filosófico – uma ideologia nefasta que tem impedido o avanço da ciência em muitas áreas. E que escamoteia os pontos principais das pesquisas quando contrariam o paradigma dominante. Varrem para debaixo do tapete ideológico falsamente chamado de ciência.
Quando críticos, cientificamente embasados, propõem uma nova teoria, a Grande Mídia em Pindorama é refratária aos oponentes de Darwin. “Não damos espaço para eles” (os oponentes), não é mesmo Marcelo Leite? (Jornalista da Folha de São Paulo, na V São Paulo Research Conference, Auditório da Fac. de Medicina, USP, 18/05/2006, no encerramento).
Para você não ficar mais no escuro sobre uma importante questão fundamental que eles não abordaram – um código dentro do código – eis aqui um blog interessante do resumo de notícias sobre os elementos repetitivos do DNA http://telicthoughts.com/?p=1087 por Guts.
Está acontecendo bastante alvoroço nas publicações científicas nesses dias (de 2006) contestando que as variações que geram as diferenças genotípicas ocorrem numa maneira mais ou menos aleatória e que a maior parte, se não todo o DNA não-codificador, não tem função biológica. Mais e mais evidência demonstra que os genomas são de fato reservatórios de “plasticidade fenotípica adaptiva”. Isso pode ir muito bem com o conceito de evolução pré-carregada [front-loaded evolution] que prediz, em minha opinião, que os benefícios adaptivos são mais prováveis de ocorrer em freqüências muito maiores do que freqüências randômicas.
Recentes descobertas de que a fonte primária do tamanho de variação do genoma é de fato o DNA repetitivo (Brenner et al. 1993; Kidwell 2002) tem levado a um grande número de pesquisas interessantes sobre os papéis e as funções dos loci repetitivos. Por exemplo, Biémont & Vieira (2006) e Volff (2006) focalizam nos elementos de transposição [transposable elements (TEs)], e Kashi & King (2006) revisam a contribuição dos loci de microsatélites.
Traçando a história evolutiva dos elementos repetitivos através do estudo de seqüências de nucleotídeos mostra que a maioria, se não todo, DNA repetitivo é derivado dos elementos de transposição [TEs]: em Drosophila e Cetáceos (Kidwell 2002), as repetições centroméricas têm sido identificadas como tendo origem nos elementos de transposição [TEs] nas plantas (Henikoff et al. 2002); e os microsatélites têm sido observados como tendo origem nos elementos de transposição [TEs] nos organismos tão diversos como as moscas-de-frutas (Wilder & Hollocher 2001), mosquitos (Tu et al. 2004), cevada (Ramsay et al. 1999) e humanos (Deininger & Batzer 2002).
A evidência de que os elementos de transposição doam seqüências repetitivas com funções biológicas únicas aos seus organismos hospedeiros (revisado por Britten 1997; 2006; Biémont & Vieira 2006; Volff 2006) provoca questões sobre os papéis e as funções de outros loci de DNA repetitivo. Específicas respostas a estímulos ambientais têm sido detectadas nos loci repetitivos além dos elementos de transposição [TEs] em plantas (Ceccarelli et al., 2002), bactéria (Servant, Grandvalet & Mazodier 2000; Kojima & Nakamoto, 2002; Ojaimi et al., 2003) e humanos (Uhlemann et al. 2004), indicando que esses loci retêm a capacidade de geração de variação fenotípica.
Se for para as mutações RE benéficas induzidas ambientalmente terem significância evolutiva, elas também devem ser passadas adiante para gerações subseqüentes. As mudanças mediadas ambientalmente em REs têm sido notadas numa série de táxons, mas os exemplos mais conhecidos focalizam nas situações onde os efeitos fenotípicos são negativos. Pouca atenção parece ter sido dada à possibilidade de que tais situações pudessem também ter efeito positivo. Isso é uma ampla avenida para investigação.
Caporale (2000) indicou que as respostas genômicas herdadas dadas às classes recorrentes do desafio ambiental são de fato um mecanismo importante de evolução adaptiva. A evidência de que os elementos repetitivos do DNA são pelo menos uma fonte de tais mutações é forte:
- As mutações no e/ou a transposição de DNA repetitivo afetam a estrutura e a expressão dos genes codificadores em muitas espécies diversas, e desempenham papéis essenciais nos processos biológicos fundamentais.
- As REs tendem em aglomerar-se em genes, ou regiões genômicas, envolvidas em ou associadas com processos externamente ativados, e mostram uma capacidade única de responder a sinais ambientais.
- As mutações de local específico em e/ou a transposição de loci repetitivos são associados com mudanças adaptivas de fenótipos em populações naturais.
Tais descobertas sugerem que os genomas são compostos de unidades genéticas que são muito maiores e mais complexas do que fora pensado antes. Em vez de ser determinada por simples mutações pontuais nas regiões codificadoras de proteínas, a maioria da variação fenotípica é gerada e mantida por combinações complexas de variação dentro de sistemas muito maiores compostos tanto de elementos codificadores e não codificadores.
Anderson JA, Stack, R.W., Liu, S., Waldron, B.L., Fjeld, A.D, Coyne, C., Moreno-Sevilla, B., Mitchell Fetch, J., Song, Q.J., Cregan, P.B., Frohberg, R.C. (2001) DNA markers for Fusarium head blight resistance QTLs in two wheat populations. Theoretical & Applied Genetics 102:1164-1168
Biemont C, Vieira C (2006) Genetics: Junk DNA as an evolutionary force. 443:521-524
Brenner S, Elgar G, Sanford R, Macrae A, Venkatesh B, Aparicio S (1993) Characterization of the pufferfish (Fugu) genome as a compact model vertebrate genome. Nature 366:265-268
Britten RJ, Davidson EH (1969) Gene regulation for higher cells: A theory. Science 165:349-357
Britten RJ (1997) Mobile elements inserted in the distant past have taken on important functions. Gene 205:177-182
Britten R (2006) Transposable elements have contributed to thousands of human proteins 10.1073/pnas.0510007103. PNAS 103:1798-1803
Buerstmayer H, Lemmens, M., Hartl, L., Doldi, L., Steiner, B., Stierschneider, M., Ruckenbauer, P. (2002) Molecular mapping of QTLs for Fusarium head blight resistance in spring wheat. I. Resistance to fungal spread (Type II resistance). Theoretical & Applied Genetics 104:84-91
Buerstmayer H, Steiner, B., Hartl, L., Greisser, M., Angerer, N., Lengauer, D., Miedaner, T.,Schneider, B., Lemmens, M. (2003) Molecular mapping of QTLs for Fusarium head blight resistance in spring wheat II. Resistance to fungal penetration and spread. Theoretical and Applied Genetics Published online 24 May 2003:
Caporale LH (1999) Molecular strategies in biological evolutions: Chance favours the prepared genome. Annals of the New York Academy of Sciences 870:1-21
Caporale LH (2000) Mutation is modulated: implications for evolution. BioEssays 22:388-395
Caporale LH (2003) NATURAL SELECTION AND THE EMERGENCE OF A MUTATION PHENOTYPE: An Update of the Evolutionary Synthesis Considering Mechanisms that Affect Genome Variation. Annual Review of Microbiology 57:467-485
Caporale LH (2006) The Implicit Genome. Oxford University Press, New York.Ceccarelli M, Esposto MC, Roscini C, Sarri B, Frediani M, Gelati MT, Cavallini A, Giordani T,
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Wilder J, Hollocher, H. (2001) Mobile elements and the genesis of microsatellites in dipterans. Molecular Biology & Evolution 18:384-392
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Está relacionado com o que foi abordado no blog de Guts, mas foi postado por Carl Zimmer, renomado jornalista científico evolucionista, sobre essa briga de foice no escuro entre os biólogos evolucionistas. Vale a pena ler. Segue em inglês porque estou sem tempo de traduzir para os meus leitores, pois as minhas muitas leituras voltadas para a minha dissertação sobre as críticas feitas à teoria da seleção natural de Darwin estão demandando todo o meu tempo e atenção.
“The Genome: An Outsider’s View” by Carl Zimmer
The Buddha once told a story about a king who ordered a group of blind men to be presented with an elephant. Each man touched a different part of the animal. The king then asked them what an elephant is like.
The blind men who touched the elephant’s head replied, “An elephant, your majesty, is just like a water jar.” The blind men who touched its ear said, “An elephant, your majesty, is just like a winnowing basket.” The blind men who touched its tusk declared, “An elephant, your majesty, is just like a plowshare.” The ones who touched the trunk replied, “An elephant, your majesty, is just like a plow pole.” The blind men who touched the body replied, “An elephant, your majesty, is just like a storeroom.” The blind men who touched the foot replied, “An elephant, your majesty, is just like a post.” The blind men who touched the hindquarters replied, “An elephant, your majesty, is just like a mortar.” The blind men who touched the tail replied, “An elephant, your majesty, is just like a pestle.” And the blind men who touched the tuft at the end of the tail replied, “An elephant, your majesty, is just like a broom.”
The blind men fell into a fistfight, shouting, “An elephant is like this, an elephant is not like that! An elephant is not like this, an elephant is like that!” [1]
I am a science writer, and my chief passion is biology. I spend time with biologists of all stripes—computational biologists, paleontologists, biochemists, ecologists, and all the rest. It is a marvelous privilege. But there are times, I must confess, when I feel like I am watching a blind fistfight.
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Leia o resto deste artigo interessante do Carl Zimmer (um jornalista científico evolucionista) em PLoS: Computational Biology
http://compbiol.plosjournals.org/perlserv/?request=get-document&doi=10.1371%2Fjournal.pcbi.0020156
A situação está mudando muito rapidamente, e a KGB da Nomenklatura científica está correndo da sala para a cozinha na tentativa tresloucada de salvar o paradigma moribundo. Os guarda-cancelas [revisores – peer-reviewers é mais chique] já não estão podendo mais manter a ‘ortodoxia’ do paradigma fossilizado, pois o dique das verdades das evidências encontradas nos objetos bióticos rompeu e está cada vez mais aparecendo com freqüência nas grandes publicações científicas. Pro bonum scientia!!!
Você viu isso na Grande Mídia Tupiniquim somente en passant porque a grande maioria dos nossos jornalistas científicos não tem a competência devida nessa área. Quando têm, prevalece o naturalismo filosófico – uma ideologia nefasta que tem impedido o avanço da ciência em muitas áreas. E que escamoteia os pontos principais das pesquisas quando contrariam o paradigma dominante. Varrem para debaixo do tapete ideológico falsamente chamado de ciência.
Quando críticos, cientificamente embasados, propõem uma nova teoria, a Grande Mídia em Pindorama é refratária aos oponentes de Darwin. “Não damos espaço para eles” (os oponentes), não é mesmo Marcelo Leite? (Jornalista da Folha de São Paulo, na V São Paulo Research Conference, Auditório da Fac. de Medicina, USP, 18/05/2006, no encerramento).
Para você não ficar mais no escuro sobre uma importante questão fundamental que eles não abordaram – um código dentro do código – eis aqui um blog interessante do resumo de notícias sobre os elementos repetitivos do DNA http://telicthoughts.com/?p=1087 por Guts.
Está acontecendo bastante alvoroço nas publicações científicas nesses dias (de 2006) contestando que as variações que geram as diferenças genotípicas ocorrem numa maneira mais ou menos aleatória e que a maior parte, se não todo o DNA não-codificador, não tem função biológica. Mais e mais evidência demonstra que os genomas são de fato reservatórios de “plasticidade fenotípica adaptiva”. Isso pode ir muito bem com o conceito de evolução pré-carregada [front-loaded evolution] que prediz, em minha opinião, que os benefícios adaptivos são mais prováveis de ocorrer em freqüências muito maiores do que freqüências randômicas.
Recentes descobertas de que a fonte primária do tamanho de variação do genoma é de fato o DNA repetitivo (Brenner et al. 1993; Kidwell 2002) tem levado a um grande número de pesquisas interessantes sobre os papéis e as funções dos loci repetitivos. Por exemplo, Biémont & Vieira (2006) e Volff (2006) focalizam nos elementos de transposição [transposable elements (TEs)], e Kashi & King (2006) revisam a contribuição dos loci de microsatélites.
Traçando a história evolutiva dos elementos repetitivos através do estudo de seqüências de nucleotídeos mostra que a maioria, se não todo, DNA repetitivo é derivado dos elementos de transposição [TEs]: em Drosophila e Cetáceos (Kidwell 2002), as repetições centroméricas têm sido identificadas como tendo origem nos elementos de transposição [TEs] nas plantas (Henikoff et al. 2002); e os microsatélites têm sido observados como tendo origem nos elementos de transposição [TEs] nos organismos tão diversos como as moscas-de-frutas (Wilder & Hollocher 2001), mosquitos (Tu et al. 2004), cevada (Ramsay et al. 1999) e humanos (Deininger & Batzer 2002).
A evidência de que os elementos de transposição doam seqüências repetitivas com funções biológicas únicas aos seus organismos hospedeiros (revisado por Britten 1997; 2006; Biémont & Vieira 2006; Volff 2006) provoca questões sobre os papéis e as funções de outros loci de DNA repetitivo. Específicas respostas a estímulos ambientais têm sido detectadas nos loci repetitivos além dos elementos de transposição [TEs] em plantas (Ceccarelli et al., 2002), bactéria (Servant, Grandvalet & Mazodier 2000; Kojima & Nakamoto, 2002; Ojaimi et al., 2003) e humanos (Uhlemann et al. 2004), indicando que esses loci retêm a capacidade de geração de variação fenotípica.
Se for para as mutações RE benéficas induzidas ambientalmente terem significância evolutiva, elas também devem ser passadas adiante para gerações subseqüentes. As mudanças mediadas ambientalmente em REs têm sido notadas numa série de táxons, mas os exemplos mais conhecidos focalizam nas situações onde os efeitos fenotípicos são negativos. Pouca atenção parece ter sido dada à possibilidade de que tais situações pudessem também ter efeito positivo. Isso é uma ampla avenida para investigação.
Caporale (2000) indicou que as respostas genômicas herdadas dadas às classes recorrentes do desafio ambiental são de fato um mecanismo importante de evolução adaptiva. A evidência de que os elementos repetitivos do DNA são pelo menos uma fonte de tais mutações é forte:
- As mutações no e/ou a transposição de DNA repetitivo afetam a estrutura e a expressão dos genes codificadores em muitas espécies diversas, e desempenham papéis essenciais nos processos biológicos fundamentais.
- As REs tendem em aglomerar-se em genes, ou regiões genômicas, envolvidas em ou associadas com processos externamente ativados, e mostram uma capacidade única de responder a sinais ambientais.
- As mutações de local específico em e/ou a transposição de loci repetitivos são associados com mudanças adaptivas de fenótipos em populações naturais.
Tais descobertas sugerem que os genomas são compostos de unidades genéticas que são muito maiores e mais complexas do que fora pensado antes. Em vez de ser determinada por simples mutações pontuais nas regiões codificadoras de proteínas, a maioria da variação fenotípica é gerada e mantida por combinações complexas de variação dentro de sistemas muito maiores compostos tanto de elementos codificadores e não codificadores.
Anderson JA, Stack, R.W., Liu, S., Waldron, B.L., Fjeld, A.D, Coyne, C., Moreno-Sevilla, B., Mitchell Fetch, J., Song, Q.J., Cregan, P.B., Frohberg, R.C. (2001) DNA markers for Fusarium head blight resistance QTLs in two wheat populations. Theoretical & Applied Genetics 102:1164-1168
Biemont C, Vieira C (2006) Genetics: Junk DNA as an evolutionary force. 443:521-524
Brenner S, Elgar G, Sanford R, Macrae A, Venkatesh B, Aparicio S (1993) Characterization of the pufferfish (Fugu) genome as a compact model vertebrate genome. Nature 366:265-268
Britten RJ, Davidson EH (1969) Gene regulation for higher cells: A theory. Science 165:349-357
Britten RJ (1997) Mobile elements inserted in the distant past have taken on important functions. Gene 205:177-182
Britten R (2006) Transposable elements have contributed to thousands of human proteins 10.1073/pnas.0510007103. PNAS 103:1798-1803
Buerstmayer H, Lemmens, M., Hartl, L., Doldi, L., Steiner, B., Stierschneider, M., Ruckenbauer, P. (2002) Molecular mapping of QTLs for Fusarium head blight resistance in spring wheat. I. Resistance to fungal spread (Type II resistance). Theoretical & Applied Genetics 104:84-91
Buerstmayer H, Steiner, B., Hartl, L., Greisser, M., Angerer, N., Lengauer, D., Miedaner, T.,Schneider, B., Lemmens, M. (2003) Molecular mapping of QTLs for Fusarium head blight resistance in spring wheat II. Resistance to fungal penetration and spread. Theoretical and Applied Genetics Published online 24 May 2003:
Caporale LH (1999) Molecular strategies in biological evolutions: Chance favours the prepared genome. Annals of the New York Academy of Sciences 870:1-21
Caporale LH (2000) Mutation is modulated: implications for evolution. BioEssays 22:388-395
Caporale LH (2003) NATURAL SELECTION AND THE EMERGENCE OF A MUTATION PHENOTYPE: An Update of the Evolutionary Synthesis Considering Mechanisms that Affect Genome Variation. Annual Review of Microbiology 57:467-485
Caporale LH (2006) The Implicit Genome. Oxford University Press, New York.Ceccarelli M, Esposto MC, Roscini C, Sarri B, Frediani M, Gelati MT, Cavallini A, Giordani T,
Peelgrino RM, Cionini PG (2002) Genome plasticity in Festuca arundinacea: Direct response to temperature changes by redundancy modulation of interspersed DNA repeats. Theoretical & Applied Genetics 104:901-907
Dawkins R (1976) The Selfish Gene. Oxford University Press, Oxford, U.K.
Deininger PL, Batzer MA (2002) Mammalian Retroelements. Genome Res. 12:1455-1465
Dhobzhanksy T (1937) Genetics and the Origin of Species. Columbia University Press, New York.
Henikoff S, Malik HS (2002) Centromeres: Selfish drivers. 417:227
Kashi Y, King DG (2006) Simple sequence repeats as advantageous mutators in evolution. Trends in Genetics 22:253-259
Kidwell MG (2002) Transposable elements and the evolution of genome size in eukaryotes. Genetica 115:49-63
Kojima K, Nakamoto H (2002) Specific binding of a protein to a novel DNA element in the cyanobacterial small heat-shock protein gene. Biochemical and Biophysical Research Communications 297:616-624
Lewis SM, Coté AG (2006) Palindromes and genomic stress fractures: Bracing and repairing the damage. DNA Repair 5:1146-1160
McClintock B (1984) The significance of responses of the genome to challenge. Science 226:792-801
Ojaimi C, Brooks C, Casjens S, Rosa P, Elias A, Barbour A, Jasinskas A, Benach J, Katona L,
Radolf J, Caimano M, Skare J, Swingle K, Akins D, Schwartz I (2003) Profiling of temperature-induced changes in Borrelia burgdorferi gene expression by using whole genome arrays. Infection & Immunity 71:1689-1705
Petrov DA (2001) Evolution of genome size: new approaches to an old problem. Trends in Genetics 17:23-28
Ramsay L, Macaulay, M., Cardle, L., Morgante, M., degli Ivanissevich, S., Maestri, E., Powell, W., Waugh, R. (1999) Intimate association of microsatellite repeats with retrotransposons and other dispersed repetitive elements in barley. The Plant Journal 17:415-425
Servant P, Grandvalet C, Mazodier P (2000) The RheA repressor is the thermosensor of the HSP18 heat shock response in Streptomyces albus. 10.1073/pnas.070426197. PNAS 97:3538-3543
Trifinov EN (1989) The multiple codes of nucleotide sequences. Bulletin of Mathematical Biology 51:417-432
Tu Z, Li S, Mao C (2004) The Changing Tails of a Novel Short Interspersed Element in Aedes aegypti: Genomic Evidence for Slippage Retrotransposition and the Relationship Between 3' Tandem Repeats and the poly(dA) Tail. Genetics 168:2037-2047
Volff J (2006) Turning junk into gold: domestication of transposable elements and the creation of new genes in eukaryotes. BioEssays 28:913-922
Wilder J, Hollocher, H. (2001) Mobile elements and the genesis of microsatellites in dipterans. Molecular Biology & Evolution 18:384-392
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Está relacionado com o que foi abordado no blog de Guts, mas foi postado por Carl Zimmer, renomado jornalista científico evolucionista, sobre essa briga de foice no escuro entre os biólogos evolucionistas. Vale a pena ler. Segue em inglês porque estou sem tempo de traduzir para os meus leitores, pois as minhas muitas leituras voltadas para a minha dissertação sobre as críticas feitas à teoria da seleção natural de Darwin estão demandando todo o meu tempo e atenção.
“The Genome: An Outsider’s View” by Carl Zimmer
The Buddha once told a story about a king who ordered a group of blind men to be presented with an elephant. Each man touched a different part of the animal. The king then asked them what an elephant is like.
The blind men who touched the elephant’s head replied, “An elephant, your majesty, is just like a water jar.” The blind men who touched its ear said, “An elephant, your majesty, is just like a winnowing basket.” The blind men who touched its tusk declared, “An elephant, your majesty, is just like a plowshare.” The ones who touched the trunk replied, “An elephant, your majesty, is just like a plow pole.” The blind men who touched the body replied, “An elephant, your majesty, is just like a storeroom.” The blind men who touched the foot replied, “An elephant, your majesty, is just like a post.” The blind men who touched the hindquarters replied, “An elephant, your majesty, is just like a mortar.” The blind men who touched the tail replied, “An elephant, your majesty, is just like a pestle.” And the blind men who touched the tuft at the end of the tail replied, “An elephant, your majesty, is just like a broom.”
The blind men fell into a fistfight, shouting, “An elephant is like this, an elephant is not like that! An elephant is not like this, an elephant is like that!” [1]
I am a science writer, and my chief passion is biology. I spend time with biologists of all stripes—computational biologists, paleontologists, biochemists, ecologists, and all the rest. It is a marvelous privilege. But there are times, I must confess, when I feel like I am watching a blind fistfight.
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Leia o resto deste artigo interessante do Carl Zimmer (um jornalista científico evolucionista) em PLoS: Computational Biology
http://compbiol.plosjournals.org/perlserv/?request=get-document&doi=10.1371%2Fjournal.pcbi.0020156
Apertem os cintos de segurança ideológicos!
Ao desejar Feliz Ano Novo a todos os visitantes regulares do seu blog Uncommon Descent, William Dembski relacionou três coisas que ele está esperando ansiosamente acontecer no ano de 2007:
1. Um centro de pesquisa simpático às teses do Design Inteligente numa importante universidade. Dembski destacou que isso não é mero desejo da parte dele e que os leitores ficassem atento para este fato.
Bill, quando eu li sobre este centro de pesquisas simpático à TDI, eu me lembrei de Darwin – Isso é quase como cometer um assassinato!!!
2. A publicação do segundo livro de Michael Behe THE EDGE OF EVOLUTION [A fronteira da evolução] por uma editora importante dos Estados Unidos: a Free Press. Se não me falha a memória, não é qualquer um que publica com a Free Press.
Pensar que eu já bati na porta de vários editores aqui no Brasil e de todos recebi um sonoro não quanto aos livros esposando as teses do DI. A única editora que teve essa coragem foi a Jorge Zahar Editor do Rio de Janeiro quando publicou “A Caixa Preta de Darwin” de Behe. Será que eles vão publicar este segundo livro de Behe? Eu duvido muito. Coragem, Mariana Zahar!
3. A publicação da seqüência do livro OF PANDAS AND PEOPLE, por Jonathan Wells e William Dembski, THE DESIGN OF LIFE: DISCOVERING SIGNS OF INTELLIGENCE IN BIOLOGICAL SYSTEMS [O design da vida: descobrindo sinais de inteligência em sistemas biológicos].
Nomenklatura científica e Grande Mídia Tupiniquins, apertem os cintos de segurança ideológicos em 2007: o DI virá como muito mais impetuosidade em 2007! Vocês não vão poder nos ignorar por muito mais tempo porque o design e a teleologia fazem parte da ciência. Nós do DI simplesmente estamos resgatando essa idéia antiga que, assim como a evolução, remonta aos filósofos gregos antigos pagãos.
Ao debate senhores! Sem inquisição sem fogueiras na academia. Que as nossas universidades sejam lugares do amplo e livre debate de idéias. Do jeito modorrento que está – todo mundo pensando igual e não pensando nada novo, não estão sendo as universidades que deveriam ser – universo de idéias.
Vocês já pararam para pensar que os verdadeiros radicais somos nós que ousamos desafiar e pensar diferentes de Darwin há quase mais de uma década apresentando unicamente razões científicas?
Pano rápido, pois 2007 será um ano de grandes acontecimentos em ciência. Especialmente no que diz respeito a mudança paradigmática em biologia evolutiva, pois o que temos aí é um paradigma morto há mais de duas décadas. Já cheira mal de podre epistemicamente.
Quem viver, verá!
1. Um centro de pesquisa simpático às teses do Design Inteligente numa importante universidade. Dembski destacou que isso não é mero desejo da parte dele e que os leitores ficassem atento para este fato.
Bill, quando eu li sobre este centro de pesquisas simpático à TDI, eu me lembrei de Darwin – Isso é quase como cometer um assassinato!!!
2. A publicação do segundo livro de Michael Behe THE EDGE OF EVOLUTION [A fronteira da evolução] por uma editora importante dos Estados Unidos: a Free Press. Se não me falha a memória, não é qualquer um que publica com a Free Press.
Pensar que eu já bati na porta de vários editores aqui no Brasil e de todos recebi um sonoro não quanto aos livros esposando as teses do DI. A única editora que teve essa coragem foi a Jorge Zahar Editor do Rio de Janeiro quando publicou “A Caixa Preta de Darwin” de Behe. Será que eles vão publicar este segundo livro de Behe? Eu duvido muito. Coragem, Mariana Zahar!
3. A publicação da seqüência do livro OF PANDAS AND PEOPLE, por Jonathan Wells e William Dembski, THE DESIGN OF LIFE: DISCOVERING SIGNS OF INTELLIGENCE IN BIOLOGICAL SYSTEMS [O design da vida: descobrindo sinais de inteligência em sistemas biológicos].
Nomenklatura científica e Grande Mídia Tupiniquins, apertem os cintos de segurança ideológicos em 2007: o DI virá como muito mais impetuosidade em 2007! Vocês não vão poder nos ignorar por muito mais tempo porque o design e a teleologia fazem parte da ciência. Nós do DI simplesmente estamos resgatando essa idéia antiga que, assim como a evolução, remonta aos filósofos gregos antigos pagãos.
Ao debate senhores! Sem inquisição sem fogueiras na academia. Que as nossas universidades sejam lugares do amplo e livre debate de idéias. Do jeito modorrento que está – todo mundo pensando igual e não pensando nada novo, não estão sendo as universidades que deveriam ser – universo de idéias.
Vocês já pararam para pensar que os verdadeiros radicais somos nós que ousamos desafiar e pensar diferentes de Darwin há quase mais de uma década apresentando unicamente razões científicas?
Pano rápido, pois 2007 será um ano de grandes acontecimentos em ciência. Especialmente no que diz respeito a mudança paradigmática em biologia evolutiva, pois o que temos aí é um paradigma morto há mais de duas décadas. Já cheira mal de podre epistemicamente.
Quem viver, verá!
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