O livro “Darwin no Banco dos Réus”, de Phillip E. Johnson, São Paulo, Editora Cultura Cristã, foi lançado no I Simpósio Internacional “Darwinismo Hoje”, 8-10 de abril de 2008 na Universidade Presbiteriana Mackenzie, intencionalmente omitido por Pablo Nogueira no Blog da Galileu.
Fica aqui o reparo para a omissão do jornalista científico que escreve seus artigos ideologicamente e nunca “ouve o outro lado”, especialmente quando a questão é Darwin. A Folha de São Paulo realmente fez uma respeitável escola de jornalismo científico que deixa muito a desejar.
Por que sou ‘pós-darwinista’? Porque já fui evolucionista de carteirinha. Hoje, sou cético da teoria macroevolutiva como verdade científica. Contudo, meu ceticismo ao ‘dogma central’ darwinista não é baseado em relatos da criação de textos sagrados. Foi a séria e conflituosa consideração do debate que ocorre intramuros e nas publicações científicas há muitos anos sobre a insuficiência epistêmica da teoria geral da evolução. Eu fui ateu marxista-leninista. Hoje, não tenho mais fé cega no ateísmo. Não creio mais na interpretação literal dos dogmas de Darwin aceitos ‘a priori’ e defendidos ideologicamente com unhas e dentes pela Nomenklatura científica. A Ciência me deu esta convicção. Aprendi na universidade: quando uma teoria científica não é apoiada pelas evidências, ela deve ser revista ou simplesmente descartada. Sou pós-darwinista me antecipando à iminente e eminente ruptura paradigmática em biologia evolutiva. Chegou a hora de dizer adeus a Darwin. Mestre em História da Ciência – PUC-SP. CV Plataforma Lattes: http://lattes.cnpq.br/6602620537249723