Herança epigenética transgeneracional: Lamarck redivivus???

quarta-feira, setembro 30, 2009

The Quarterly Review of Biology, June 2009, vol. 84, no. 2
© 2009 by The University of Chicago. All rights reserved. 0033‐5770/2009/8402‐0001$15.00
DOI: 10.1086/598822

Transgenerational Epigenetic Inheritance: Prevalence, Mechanisms, and Implications for the Study of Heredity and Evolution

Eva Jablonka

The Cohn Institute for the History and Philosophy of Science and Ideas, Tel‐Aviv

University, Tel‐Aviv 69978, Israel


Gal Raz
The Graduate School of Medicine, Tel‐Aviv University, Tel‐Aviv 69978, Israel



This review describes new developments in the study of transgenerational epigenetic inheritance, a component of epigenetics. We start by examining the basic concepts of the field and the mechanisms that underlie epigenetic inheritance. We present a comprehensive review of transgenerational cellular epigenetic inheritance among different taxa in the form of a table, and discuss the data contained therein. The analysis of these data shows that epigenetic inheritance is ubiquitous and suggests lines of research that go beyond present approaches to the subject. We conclude by exploring some of the consequences of epigenetic inheritance for the study of evolution, while also pointing to the importance of recognizing and understanding epigenetic inheritance for practical and theoretical issues in biology.


cell memory epigenetics induced heritable variations Lamarckism microevolution macroevolution



Ué, mas a tese injustamente conferida a Lamarck não tinha sido demonstrada falsa? Será que a Síntese Evolutiva Ampliada será mais lamarckista do que darwinista???

Eu pago pra ver em 2010. Que venga la nueva teoría de la evolución, que no será seleccionista!

Darwin, câmbio.

Lutando por Francis Collins: um cientista evolucionista, mas teísta

Lisa Miller
Fighting for Francis
Faith, reason, and the NIH nominee.
Published Jul 30, 2009
From the magazine issue dated Aug 17, 2009

I do not believe that the Christian faith of Dr. Francis Collins, recently nominated to run the National Institutes of Health, disqualifies him from that job. The only questions that need be asked of Collins are these: Is he a good enough scientist? And will he be a passionate and relentless advocate for science and scientific research?

President Obama announced the nomination on July 8, but the objections from the scientific community have coalesced slowly. The flash point is religion. Collins is a "born again" geneticist with a stellar résumé who has recently made his name by offering himself up as living proof that a rational person can also believe in God. His 2006 book, The Language of God: A Scientist Presents Evidence for Belief, made him a celebrity in "faith versus reason" circles, and in the wake of its success, he has traveled the country dueling with atheists, explaining how, as he puts it in that book, "there is no conflict in being a rigorous scientist and a person who believes in a God who takes a personal interest in each one of us." In opinion pieces, scientists Sam Harris and Steven Pinker express strong reservations about the ascension of Collins to this office. Pinker fretted about the symbolism of allowing such a vocal believer to represent U.S. science; in The New York Times, Harris worried that a man who believes that human morality is God-given might be disinclined to pursue neuroscientific research into the nature of the human mind.

In America, religion is not a litmus test. Few would argue that, on the merits, Collins does not deserve this promotion. In 1989 Collins discovered the gene for cystic fibrosis, and in 1993 he became the director of the NIH center that would eventually sequence the entire human genome. Indeed, the critique most often leveled at Collins by the scientific community—apart from his public religiosity—is that he is too much of a geneticist and biased in favor of Big Science. On a blog, anthropologist Kenneth M. Weiss complained recently that as Human Genome Project director, Collins "directly or indirectly intimidated other NIH agencies to get into the genome game … That did, and still does, co-opt funds that could be used for other things instead." The concern of some scientists, in other words, has nothing to do with religion. It's that his view of legitimate science doesn't extend to them.

What distinguishes Collins from other scientists, then, is not that he believes—about half of American scientists believe in God or something like God—but that he does it so publicly. He has made his belief part of his shtik. I was at the National Prayer Breakfast in 2007 when Collins, as a guest of President George W. Bush, whipped out his acoustic guitar and, before thousands, sang a little hymn—an event that promised to devolve into a sideshow (in a blog at the time I compared him to "a wacky -nursery-school teacher"), but that Collins pulled off, somehow, through massive personal charisma. My own misgivings relate not to his religiosity but to my suspicion of people who wear religion too outwardly, especially when that posture would seem to serve their own professional ends. Collins was an established scientist but hardly a household name before he "came out" so prominently as a Christian believer, and it's certainly no accident that Team Obama chose him (and not, say, an atheist) to lead the way through forthcoming battles over stem cells and cloning. NIH director is a scientific appointment, to be sure, but it's also a political one, and Collins's evangelicalism works to (his and) Obama's advantage. What better way to disarm the opposition than to install a member of that opposition as the general of your army?

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Enquanto isso em Pindorama, Marcelo 'Béria' Leita, da Folha de São Paulo, neo-ateu pós-moderno, chique e perfumado a la Dawkins, 'crucifica' a Senadora Marina Leite por suas posições ideológicas.

Vade retro, Béria tupiniquim!

Palaeobiodiversity and Palaeoenvironments: acesso gratuito até o final de outubro de 2009

Palaeobiodiversity and Palaeoenvironments is an international journal providing a multidisciplinary approach in the fields of Palaeobiodiversity, Palaeoenvironments and Palaeobiogeography including systematic studies of all fossil animal/plant groups with a special focus on palaeoenvironmental investigations, palaeoecosystems and climate changes in Earth’s history.

The journal is a relaunch of the well known 'Senckenbergiana lethaea'.

We are offering you free access to the journal until the end of October. You can access all online issues published as well as the fully proofed Online First articles ahead of print publication. Free Access

Interação desconhecida

Interação desconhecida

Por Alex Sander Alcântara

Agência FAPESP – Pesquisadores do Instituto de Biociências da Universidade Estadual Paulista (Unesp), em Botucatu (SP), em parceria com colegas de outras universidades, têm investigado a espécie Croton glandulosus para tentar compreender as interações entre as plantas e os insetos que são atraídos pelas secreções existentes nas folhas e flores.

Paralelamente ao processo de investigação científica, o projeto – que envolve cientistas da Universidade de São Paulo (USP), em Ribeirão Preto, e da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG) – também inclui um experimento de divulgação científica, revelando para o público, em especial alunos do ensino médio e professores de ciências e biologia, a intrincada trama de relações entre os seres vivos desse sistema biológico.

Pesquisa investiga como estruturas glandulares de uma planta atuam na interação com insetos e explica para o público em geral a intrincada trama de relações do sistema biológico (Foto: Lucia Paleari)

A pesquisa, intitulada “Papel das estruturas glandulares de Croton Gladulosus na interação tritrófica: plantas, predadores de sementes pré-dispersão e respectivos parasitóides – uma proposta de estudo interdisciplinar, produção de material didático e divulgação científica”, é apoiada pela FAPESP por meio da modalidade Auxílio à Pesquisa – Regular.

De acordo com a coordenadora do projeto, Silvia Rodrigues Machado, professora adjunta do Instituto de Biociências da Unesp, a Croton glandulosus é uma planta ruderal, ou seja, cresce em terrenos baldios. E não costuma ultrapassar os 80 centímetros de altura.

Segundo ela, as correlações entre as estruturas glandulares, secreções e dinâmica das espécies visitantes – como abelhas, formigas e moscas – foram até o momento, pouco exploradas. E, no caso de Croton galdulosus, nada se conhece a respeito.

“Embora a caracterização morfológica de estruturas secretoras tenha sido realizada para uma grande variedade de plantas, estudos integrados, com enfoque funcional e ecológico com a Croton glandulosus, são escassos, especialmente no que se refere às plantas nativas dos diferentes biomas brasileiros”, disse à Agência FAPESP.

Até agora a pesquisa conseguiu mapear algumas espécies “visitantes” que se alimentam de secreções, seiva e partes vegetativas da planta – folhas, caule e frutos – e pólen, com destaque para pequenas abelhas como a jataí (Tetragonisca angustula), moscas, formigas e outros insetos.

As estruturas secretoras são compostas de células individualizadas ou conjunto de células envolvidas em processo de síntese, compartimentalização e liberação de substâncias específicas, como néctar, sais, proteínas, látex ou óleo.

“A diversidade de estruturas secretoras nessa espécie, de acordo com as análises preliminares, é bem maior do que a citada em literatura para outras plantas desse gênero. Ainda assim, diferentes estruturas foram reunidas em uma classificação que assume a todas elas como sendo nectários”, destacou Silvia.

Segundo ela, devido ao desconhecimento da gênese das modificações sofridas pelas substâncias no corpo da planta, autores adotam critérios distintos para classificar as estruturas secretoras, razão da divergência dos termos utilizados na literatura.

“As estruturas secretoras externas assumem grande importância ecológica uma vez que muitas das substâncias produzidas atuam na atração e manutenção de organismos associados. Isso é o que se observa na Croton glandulosus cujas estruturas secretoras externas, morfologicamente diversificadas e abundantes, são base de sustentação da comunidade de animais visitantes”, disse.

Mas essa espécie apresenta também estruturas secretoras internas, que produzem óleos e látex que constituem uma barreira química e física contra a ação de herbívoros, de fungos e bactérias.

“Estudar as estruturas secretoras é importante porque elas atuam na defesa química das plantas protegendo órgãos e estruturas jovens contra herbívoros e exercem papel relevante em interações biológicas como polinização e dispersão. A diversidade dessas estruturas na Croton glandulosus faz dessa espécie um bom modelo esses estudos”, disse.

Divulgação científica

Lucia Paleari, professora no departamento de Educação do Instituto de Biociências da Unesp e outra autora do estudo, destaca que a vertente da divulgação científica foi incluída no estudo a fim estimular pesquisadores a acompanhar a evolução teórica dos temas.

O grupo que atua na pesquisa vem divulgando os dados de diversas maneiras, cuidando especialmente da linguagem e da forma de apresentação, com uso de imagens. “Desejamos atingir pessoas de diferentes formações e idades, condições econômicas e físicas, leigos e até mesmo aqueles que não gostam de ler”, disse Lucia.

Em 2008, o grupo lançou um evento intitulado “Experimentando ciências: doce sabor da vida”, que integrou alunos de graduação e professores em Botucatu. Os licenciandos em ciências biológicas foram orientados a produzir materiais didáticos, pedagógica e cientificamente adequados, com o auxílio de professores especialistas de diversas disciplinas, para compor instalações interativas.

“Ficou patente, inclusive por meio de depoimentos de visitantes, que o pouco conhecimento sobre espécies de plantas e animais do Brasil se agrava quando tratamos de plantas que povoam terrenos baldios, como a Croton glandulosus. Por outro lado, ouvimos pessoas maravilhadas ao se darem conta das interrelações, a partir de adaptações sofisticadas, riqueza de detalhes comportamentais, estruturais, fisiológicos e bioquímicos da planta e dos insetos a ela associados”, disse a professora.

Recentemente, o grupo lançou um blog na internet com informações básicas sobre o projeto e um vídeo com imagens e texto especialmente preparado para que qualquer pessoa leiga possa conhecer e ter a “dimensão da intrincada trama de relações entre os seres vivos desse sistema biológico, bem como de entender, ainda que não pormenorizadamente, o que motiva e orienta uma pesquisa científica”, segundo Lucia.

Os resultados obtidos até o momento, de acordo com a pesquisadora, são reveladores de um sistema altamente complexo envolvendo interações multitróficas entre aCroton glandulosus e insetos associados. A classificação das diferentes estruturas glandulares depende de estudos histoquímicos e ultra-estruturais detalhados que estão em andamento.

“A complexidade do sistema é um fenômeno surpreendente, que está relacionado diretamente às estruturas secretoras. Até mesmo os predadores de sementes partilham o recurso manifestando hábitos alimentares particulares, que devem implicar em variações, até mesmo na proporção de gênero, maneira de esquivar-se ou de incorporar compostos secundários presentes no tegumento da semente, endosperma e embrião”, disse.

Lucia destaca a dificuldade de identificar espécies de animais, devido à falta de especialistas. No caso dos insetos a situação se agrava por se trata de uma classe numerosa e com grande quantidade ainda não descrita.

“Por essa razão e também porque temos uma quantidade bastante grande de insetos associados à Croton glandulosus, até o momento não foi possível obter a identificação específica da maioria dos exemplares coletados”, disse.

Mais informações: http://projetocroton.blogspot.com/

Ensinando e aprendendo de uma maneira diferente

Ensinando e aprendendo de uma maneira diferente


Agência FAPESP – A palestra “Ensinando e aprendendo de uma maneira diferente” será apresentada por Gil da Costa Marques, professor do Instituto de Física (IF) da Universidade de São Paulo (USP) no próximo sábado (3/10) às 15 horas.

O evento integra a programação do ciclo gratuito “Física para Todos”, realizado pela Estação Ciência em conjunto com o IF. O ciclo traz mensalmente temas diversos da ciência e tecnologia abordados por especialistas convidados em linguagem simples e acessível a todos os interessados.

Marques abordará como os avanços midiáticos e tecnológicos das últimas décadas tiveram impacto na vida de milhões de pessoas, que se apropriam das tecnologias da informação e comunicação para comprar, vender, trabalhar e estudar.

Atualmente, segundo ele, a educação também se depara com recursos pedagógicos e didáticos embasados em ferramentas tecnológicas que visam enriquecer o processo de ensino-aprendizagem.

O palestrante apresentará considerações sobre o desenvolvimento midiático e como ele pode ser utilizado na educação, destacando o perfil do aluno do século 21 e como a internet pode contribuir na construção de conhecimentos.

Mais informações: http://tinyurl.com/fisicaparatodos2009



Seria intressante se nas grades curriculares de curso de Biologia nas faculdades e no ensino médio, as ciências da evolução química e biológica ensinassem as 'zonas de incertezas' dessas teorias. Aí sim, nós estaríamos ensinando e aprendendo Biologia de uma maneira diferente. Do jeito que está não é processo de educação, mas de doutrinação no materialismo filosófico disfarçado de ciência.

Dia 01/10/2009 eu farei uma apresentação oral do meu trabalho sobre essas 'zonas de incertezas' na II Conferência Nacional de Licenciaturas, na Universidade Presbiteriana Mackenzie.

Primatas são menos inteligentes na resolução de problemas de cooperação do que as hienas

Hyenas Cooperate, Problem-solve Better Than Primates

ScienceDaily (Sep. 29, 2009) — Spotted hyenas may not be smarter than chimpanzees, but a new study shows that they outperform the primates on cooperative problem-solving tests.

Captive pairs of spotted hyenas (Crocuta crocuta) that needed to tug two ropes in unison to earn a food reward cooperated successfully and learned the maneuvers quickly with no training. Experienced hyenas even helped inexperienced partners do the trick.

When confronted with a similar task, chimpanzees and other primates often require extensive training and cooperation between individuals may not be easy, said Christine Drea, an evolutionary anthropologist at Duke University.

Spotted hyenas may not be smarter than chimpanzees, but a new study shows that they outperform the primates on cooperative problem-solving tests. (Credit: Image courtesy of Duke University)

Drea's research, published online in the October issue of Animal Behavior, shows that social carnivores like spotted hyenas that hunt in packs may be good models for investigating cooperative problem solving and the evolution of social intelligence. She performed these experiments in the mid-1990s but struggled to find a journal that was interested in non-primate social cognition.

"No one wanted anything but primate cognition studies back then," Drea said. "But what this study shows is that spotted hyenas are more adept at these sorts of cooperation and problem-solving studies in the lab than chimps are. There is a natural parallel of working together for food in the laboratory and group hunting in the wild."

Drea and co-author Allisa N. Carter of the Univ. of California at Berkeley, designed a series of food-reward tasks that modeled group hunting strategies in order to single out the cognitive aspects of cooperative problem solving. They selected spotted hyenas to see whether a species' performance in the tests might be linked to their feeding ecology in the wild.

Spotted hyena pairs at the Field Station for the Study of Behavior, Ecology and Reproduction in Berkeley, Calif. were brought into a large pen where they were confronted with a choice between two identical platforms 10 feet above the ground. Two ropes dangled from each platform. When both ropes on a platform were pulled down hard in unison -- a similar action to bringing down large prey -- a trap door opened and spilled bone chips and a sticky meatball. The double-rope design prevented a hyena from solving the task alone, and the choice between two platforms ensured that a pair would not solve either task by chance.

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Journal reference:

Christine M. Drea, Allisa N. Carter. Cooperative problem solving in a social carnivore. Animal Behaviour, 2009; 78 (4): 967 DOI: 10.1016/j.anbehav.2009.06.030

História evolucionária e biogeográfica antiga de roedores histricognatos

terça-feira, setembro 29, 2009

Fossil and molecular evidence constrain scenarios for the early evolutionary and biogeographic history of hystricognathous rodents

Hesham M. Sallama,1, Erik R. Seiffertb, Michael E. Steiperc,d and Elwyn L. Simonse,1

+ Author Affiliations

aDepartment of Earth Sciences, University of Oxford, Parks Road, Oxford OX1 3PR, United Kingdom;

bDepartment of Anatomical Sciences, Stony Brook University, Stony Brook, NY 11794;

cDepartment of Anthropology, Hunter College of the City University of New York, 695 Park Avenue, NY 10065;

dDepartments of Anthropology and Biology, Graduate Center of the City University of New York, 365 Fifth Avenue, NY 10016; and

eDivision of Fossil Primates, Duke Lemur Center, 1013 Broad Street, Durham, NC 27705

Contributed by Elwyn L. Simons, Duke Lemur Center, Durham, NC, August 11, 2009 (received for review July 12, 2009)


The early evolutionary and paleobiogeographic history of the diverse rodent clade Hystricognathi, which contains Hystricidae (Old World porcupines), Caviomorpha (the endemic South American rodents), and African Phiomorpha (cane rats, dassie rats, and blesmols) is of great interest to students of mammalian evolution, but remains poorly understood because of a poor early fossil record. Here we describe the oldest well-dated hystricognathous rodents from an earliest late Eocene (≈37 Ma) fossil locality in the Fayum Depression of northern Egypt. These taxa exhibit a combination of primitive and derived features, the former shared with Asian “baluchimyine” rodents, and the latter shared with Oligocene phiomorphs and caviomorphs. Phylogenetic analysis incorporating morphological, temporal, geographic, and molecular information places the new taxa as successive sister groups of crown Hystricognathi, and supports an Asian origin for stem Hystricognathi and an Afro-Arabian origin for crown Hystricognathi, stem Hystricidae, and stem Caviomorpha. Molecular dating of early divergences within Hystricognathi, using a Bayesian “relaxed clock” approach and multiple fossil calibrations, suggests that the split between Hystricidae and the phiomorph-caviomorph clade occurred ≈39 Ma, and that phiomorphs and caviomorphs diverged ≈36 Ma. These results are remarkably congruent with our phylogenetic results and the fossil record of hystricognathous rodent evolution in Afro-Arabia and South America.

Caviomorpha Eocene Hystricidae Oligocene Phiomorpha

1To whom correspondence may be addressed. E-mail: sallam@mans.edu.eg or esimons@duke.edu

Author contributions: H.M.S., E.R.S., and M.E.S. designed research; H.M.S., E.R.S., M.E.S., and E.L.S. performed research; H.M.S., E.R.S., and M.E.S. analyzed data; and H.M.S., E.R.S., and M.E.S. wrote the paper.

The authors declare no conflict of interest.

This article contains supporting information online at www.pnas.org/cgi/content/full/0908702106/DCSupplemental.


PDF gratuito do artigo aqui.

A defesa irracional da razão


A defesa irracional da razão

Por Pedro Eduardo Portilho de Nader em 29/9/2009

Têm aparecido na imprensa frequentemente – sobretudo em decorrência dos atentados terroristas perpetrados em Nova York e em Washington oito setembros atrás – artigos, livros e documentários sobre o pretenso conflito entre religião e ciência. Recentemente, os leitores brasileiros foram brindados com a publicação do livro A Morte da Fé, de Sam Harris. O autor faz PhD em neurociência: seu projeto é estudar as bases neurológicas da crença religiosa. Portanto, ele pretende falar em nome da ciência e, antes, da razão. O título não deixa dúvidas sobre a formulação principal do livro: todas modalidades religiosas estão fadadas ao fim, principalmente devido à superioridade da razão e da ciência sobre a desrazão, a fé e o fanatismo intrínsecos à religião.

Harris apresenta uma série de argumentos que pretendem sustentar sua concepção sobre o que ele considera ser os caracteres intrínsecos da crença religiosa. Nesse sentido, para me ater apenas a um exemplo, ele observa o fato de vários líderes extremistas de organização muçulmana terem estudado nas mais conceituadas universidades ocidentais (sobretudo, inglesas e norte-americanas). Isso, no seu entender, sugere que um aumento no grau de estudos e de educação entre a população muçulmana em geral seria algo ruim e indesejável.

A concepção oitocentista

Nietzsche trata de uma concepção de ciência, vigente no século 19, marcada pela autoglorificação e presunção do homem científico (entendido no sentido mais amplo de conhecimento, abrangendo tanto as chamadas "ciências da natureza" quanto as "ciências do espírito"): "e a ciência, tendo-se afastado exitosamente da teologia, [...], pretende agora, com toda a altivez e incompreensão, ditar leis à filosofia e fazer papel de senhor. Minha memória [...] está repleta de ingenuidades arrogantes que ouvi de jovens pesquisadores e velhos médicos [...]. É em especial a visão desses filósofos-de-mixórdia que se denominam ‘filósofos da realidade’ ou ‘positivistas’ que pode suscitar perigosa desconfiança em um jovem e ambicioso homem de ciência. [...] Homens que, outrora, se impuseram algo mais sem terem direito a esse ‘mais’ e à responsabilidade que ele comporta" (Para Além de Bem e Mal, # 204). Alhures, Nietzsche lembra que, para os antigos, a ciência era tida como apenas um meio, um instrumento modesto, de modo que aquela presunção dos homens de ciência a algo mais é uma traço recente, novo e imaturo. Trata-se de uma concepção de ciência marcada pela arrogância e incompreensão.

Enfim, a ciência não fornece critério para avaliar a religião, como querem todos os que, tal qual Harris, retomam, muitos deles provavelmente de maneira inadvertida, a concepção de ciência própria do século 19. É desnecessário ressaltar que essa concepção positivista de ciência é um caso particular da concepção irracionalista de razão.

Uma perspectiva fraca

Ao contrário do que Sam Harris escreve, não é o fato (líderes de organização islâmica de caracteres terroristas terem cursado algumas das mais prestigiadas universidades ocidentais) que sugere a ilação que ele faz (de modo geral, o aumento no nível educacional dos muçulmanos aumentaria concomitantemente a intolerância e o fanatismo da população muçulmana). É apenas uma interpretação feita de uma perspectiva fraca, eivada de uma concepção autoritária referente à razão e pautada por uma concepção positivista concernente à ciência, que leva àquela generalização feita por ele.

O pressuposto da ilação é que a religião muçulmana seria intrinsecamente fanática e intolerante. Por isso, Harris sugere (é ele, e não o fato de líderes do Hamas terem estudado em universidades de renome, que sugere) que seria ruim a população muçulmana em geral ter acesso a estudos. O autor, pretensamente em nome da razão, se posiciona contra a tolerância (e teria sido elogiado por isso pela publicação britânica The Observer, segundo o que foi sugerido pelo editor brasileiro de A Morte da Fé na contracapa do livro. Mas convém ressaltar que seria preciso ler o artigo de The Observer para saber se a passagem citada pelo editor brasileiro é efetivamente, ou não, um elogio; a maneira como a citação foi feita é que faz parecer tratar-se de um elogio. The Observer costuma ser mais ponderado do que aquela contracapa sugere. Assim, cabe lembrar: no ano passado, na página na internet da editora brasileira de As Benevolentes, era possível encontrar uma citação de Mario Vargas Llosa a propósito do livro de Jonathan Littell apresentada como se fosse um elogio; entretanto, Vargas Llosa detestou As Benevolentes, como deixa claro a leitura do artigo de onde foi retirada a passagem apresentada como um suposto elogio).

A formulação de Harris sobre os muçulmanos em geral é condicionada por outra generalização sua referente a todas pessoas religiosas: qualquer modalidade de religião é marcada pela incompreensão, pelo obscurantismo e pelo fanatismo – essa, no seu entender, seria a essência da religião. Ambas as generalizações não se deixam submeter ao que efetivamente marca a razão e o caráter científico de qualquer enunciado: poder ser discutido segundo os critérios de razoabilidade. Assim, o livro de Harris desconsidera e suprime sumariamente as inúmeras evidências sobre os muçulmanos que não aprovam as práticas terroristas feitas pretensamente em nome do islamismo e sobre as pessoas religiosas, de diferentes modalidades religiosas, que são tolerantes, compreensivas e não-fanáticas. Para autores como ele, basta considerar como irrelevante, e assim desconsiderar, todas as fortes evidências efetivas que não se adequam à sua concepção – um procedimento vulgar que não se confunde com procedimento científico nem racional. Essa concepção sobre razão, ciência e religião simplesmente não é razoável. No que se refere à religião, o neurocientista Sam Harris é mais nervoso (de intolerante) do que científico (de razoável e racional).

Veiculação e recepção

O texto de Sam Harris talvez tenha uma retórica marcante (e esse, pelo visto, poderia ser o principal motivo pelo qual o livro tem sido elogiado). Por outro lado, o livro certamente é uma demonstração cabal de que o irracionalismo (tão bem representado e defendido por A Morte da Fé) não se prende a regras de consistência, podendo ser combinado com qualquer espécie de formulação, até mesmo com a pretensa defesa da razão. A apologia que ele pretende fazer da razão tem caracteres eminentemente irracionalistas – e autoritários, a ponto de ser ostensivamente intolerante (e o que ele sugere sobre a população muçulmana é apenas um exemplo; a intolerância no livro é, em mais de um sentido, generalizada). O elogio positivista que ele faz da ciência é arcaico – embora esteja, e esse é o problema, em uso, como mostram a veiculação e a recepção dessas ideias. Essa ideia de um pretenso conflito entre religião e ciência reativa uma noção sustentada em concepções que cresceram no século 19. Esse pretenso conflito só existe na visão tomada de uma perspectiva fraca; essa noção resulta de uma formulação de cunho irracionalista e feições autoritárias. Nem razão e ciência nem religião são o que é pensado sobre elas nessa perspectiva fraca.

Desta maneira, cabe ponderar, não é só devido à sua retórica que o livro recebe elogios: é pelos traços irracionalistas, autoritários e intolerantes constitutivos de sua concepção sobre ciência e religião que ele tem sido bem recebido. Infelizmente, a concepção positivista de ciência é arcaica, mas ainda não está ultrapassada. A apologia irracionalista da razão certamente está longe de ser superada. O problema deve estar também (mas não somente) nas universidades cursadas por "cientistas" que, como Harris, se esmeram na apologia irracionalista da razão e da ciência, atacando todas as pessoas religiosas.

Se por um lado não se pode subestimar a capacidade que essas concepções têm de serem ainda hoje veiculadas e recebidas (o que se mede pela presença dessa espécie de discursos ali e acolá na imprensa), por outro lado não se deve exagerar essa sua capacidade: a maioria das pessoas tem bom senso para não aprovar essas concepções – necessitando, talvez, de mais e melhores argumentações para enfrentar esses discursos irrracionalistas.

Então, o que é dito por Harris sobre os muçulmanos em geral é imponderado: é o que os fundamentalistas islâmicos gostariam que os muçulmanos fossem. É irônico (mas desprovido de qualquer humor) que ao tratar de maneira generalizada e maciça todos os muçulmanos, o discurso de Harris se aproxima muito ao dos extremistas e fundamentalistas que ele inicialmente ataca. Afinal, convém lembrar, naqueles centros universitários onde estudam os líderes extremistas do fundamentalismo islâmico é onde também aprendem os "cientistas" apologistas irracionais da razão: os fundamentalistas islâmicos que cursaram universidades de renome têm menos em comum com os muçulmanos em geral do que com os "cientistas" apologistas irracionais da razão. O ataque de Harris ao extremismo é extremista, seu ataque à incompreensão e à irracionalidade é intolerante e imponderado e seu ataque à ignorância... Nenhum apologista irracional da razão e da ciência vai negar que esse tipo de discurso, tal qual formulado por Harris, seja intolerante e não deveria negar que é irracional.

Uma perspectiva forte e ponderada

Autores que, à maneira de Harris, se enquadram nessa linhagem de formulações irracionalistas e autoritárias referentes à razão, à ciência e à religião supõem que o fim de todas as formas religiosas é necessário para uma sociedade plena (o título do livro de Harris é claramente revelador sobre as concepções que o sustentam). Leitores do OI já puderam ler, mais de uma vez, alegações no sentido de que países com os melhores padrões de vida são países sem religião ou, pelo menos, com baixíssimos índices de pessoas religiosas. Os pressupostos dessas alegações: a religião seria a causa e a intolerância seria seu efeito; os níveis baixos de religiosidade seriam a causa e os ótimos padrões de vida seriam os efeitos.

No entanto, esse nexo causal alegado entre índice de religiosidade e padrão de vida (e entre religião e intolerância) resulta de uma inversão fraca, irracionalista e nada razoável, do que seria relação de causa e efeito. Então, o que Harris faz não é uma análise ponderada e pautada pelos princípios de razoabilidade: é uma apologia irracionalista partindo de princípios de caracteres dogmáticos. A formulação de Harris situa-se aquém de religião e ciência: o título escolhido para iniciar este artigo quer dizer que o livro de Harris não trata nem de religião nem de ciência tais como elas se fazem, mas tão somente trata de sua própria concepção irracionalista e visão fraca sobre seus pretensos objetos de discurso.

Em contrapartida, cabe e é perfeitamente plausível, adotando uma perspectiva forte e ponderada, reinverter essa relação de causa e efeito: nessa perspectiva melhor, a intolerância pode ser tida como condição de possibilidade e as formações religiosas são consequências possíveis da intolerância (mas inexistem nexos de causalidade necessária, de maneira que também há modalidades religiosas que não são vinculadas com a intolerância, como o bom senso nos faz perceber, do mesmo modo que também há casos de intolerância sem vínculos diretos com a religião, como as próprias formulações ostensivamente intolerantes e irracionalistas de autores como Harris mostram inequivocamente). Similarmente, pode-se entender os padrões de vida elevados como condições de possibilidade e o status religioso naqueles países como uma consequência possível (mas não necessária).

Argumento de autoridade

Questionados sobre a razoabilidade dos nexos causais que servem de parâmetros para suas formulações, os apologistas irracionais da razão rejeitam, com arrogância, a possibilidade de discutir sobre as relações de causalidade estipuladas em sua concepção. "Estando eu do lado da razão, por que eu deveria discutir os aspectos constitutivos, como as relações de causa e efeito, da minha concepção de razão?", é o que eles, de uma forma ou de outra sempre prepotente, respondem [!], posando como autoridade máxima definitiva, assim rechaçando a efetiva discussão e não admitindo a livre crítica.

É desnecessário ressaltar que deveria ser porquê o traço principal que caracteriza a racionalidade é justamente aceitar a livre crítica concernente à razoabilidade dos fundamentos das afirmações que se fazem. Um enunciado racional ou científico deve ser expresso de tal forma que ele possa ser comprovado, isto é, abertamente discutido: argumento de autoridade não é procedimento racional nem é argumento ponderado. Mais ainda: a racionalidade é diametralmente oposta a essas modernas distopias platônicas de admiráveis novos mundos em que o crescimento da razão deva ser controlado ou planejado por alguma "razão" superior. A racionalidade é modestamente razoável, não prepotente e autocomplacente.

Assim, não se trata de um mero confronto de idéias: trata-se, antes e mais importante, de um efetivo contraste completo entre, de um lado, uma concepção essencialista (por isso mesmo, irracionalista) de consequências intolerantes e, de outro lado, uma perspectiva nominalista.

Quando a imprensa se omite

Então, convém pensar religião, ciência etc., de maneira nominalista, levando em consideração, por exemplo, as importantes diferenças que distinguem as diversas modalidades religiosas, ao invés de desprezar essas diferenças, anulando-as e ignorando-as em favor de uma concepção essencialista (devemos falar em formações religiosas e em formulações científicas, evitando pensar em "a ciência", "a religião"). É preciso distinguir, nas diferentes formações e formulações, entre aquelas em que há e aquelas em que não há formas de intolerância.

Muitos círculos que hoje em dia se pensam progressistas (como os apologistas "da ciência" que atacam "a religião") se mostram irracionalistas e intolerantes: nada de novo nesse front. Por sua vez, parcela da imprensa reforça ostensivamente as apologias irracionais da razão, enquanto outra parte, ainda, o faz de maneira menos direta ao não tratar adequadamente esses aspectos importantes, deixando de assinalar como essa apologia irracional da ciência – com seu correlato ataque, ao mesmo tempo intolerante e indiscriminado, a todas formações religiosas – joga contra a sociedade aberta.

Finalmente: o livro de Harris nos leva a pensar sobre a importância (e, talvez, a necessidade) de um trabalho, em neurociência, que estude as bases neurológicas das crenças contidas nas apologias irracionais da razão.

Em tempo: os dinossauros poderão zurrar. Já ouvimos esse barulho e conhecemos as formas como soam os ornejos que eles conseguem fazer, de modo que é previsível que um deles, eventualmente, tente acusar este texto de fazer a Harris ataques ad hominem. Deveria ser desnecessário dizer: evidentemente, não há, acima, nenhuma ofensa pessoal ao neurocientista (e é inútil contar o número de vezes que aparecem seu nome e o título de seu livro).

Marcelo 'Béria' Leite crucifica Marina Silva, a criacionista

Marcelo 'Béria' Leite, é o neo-ateu dândi, chique e perfumado a la Dawkins, darling da Galera dos meninos e meninas de Darwin em Pindorama.

Um perigo que mora por detrás destes formadores de opinião em defesa de um Estado laico está na agenda deles promovendo o ateísmo como a única expressão cultural aceita em um país. Isso é muito perigoso, e esse dândi é sério candidato a Béria num Brasil onde o ateísmo seria a religião oficial.

Os ateus têm as mãos manchadas de sangue de mais de 100 milhões de pessoas.

Vade retro, Béria tupiniquim!


JC e-mail 3857, de 28 de Setembro de 2009.

22. O criacionismo de Marina, artigo de Marcelo Leite

"Não é uma resposta aceitável, vinda de ministra de um Estado laico. Deveria fazer a distinção, fundamental, entre ensino de ciências e ensino de religião"

Marcelo Leite é jornalista e autor de "Darwin" (série Folha Explica, Publifolha, 2009) e "Ciência - Use com Cuidado" (Editora da Unicamp, 2008). Artigo publicado na "Folha de SP":

Não pretendia voltar ao tema da quase candidatura de Marina Silva à Presidência da República pelo PV. Persiste, porém, a questão sobre a defesa do ensino do criacionismo em todas as escolas que teria sido feita pela ex-ministra do Meio Ambiente. Defendeu ou não?

A própria Marina Silva nega, como fez no programa "Roda Viva" da última segunda-feira. "Eu nunca defendi o criacionismo", afirmou. Disse mais: "No Brasil não existe, pelo menos que eu conheça, ninguém fazendo esse movimento. Essa é uma transposição artificial de um debate que acontece nos Estados Unidos."

Marina Silva nunca escondeu - não é de seu feitio - ser fiel da Assembleia de Deus. Tem duas filhas adventistas. Aceitou convite, ainda ministra, para dar palestras no 3º Simpósio sobre Criacionismo e Mídia, promovido pelo Centro Universitário Adventista de São Paulo, em janeiro de 2008.

Para um representante do Estado brasileiro, já seria imprudência tomar parte de evento com tema tão controverso, mas passe. Sua mera realização sugere estar vivo e ativo o movimento que ela nega existir. Além das palestras, Marina Silva também deu entrevista ao blog Éoqhá, feito por jovens adventistas, que transmitia o simpósio em vídeo. Eis o endereço da entrevista: eoqha.net/criacionismo/111-entrevista-com-a-ministra-do-meio-ambiente-marina-silva

Nada melhor do que ouvir as próprias palavras da ex-petista para formar uma opinião sobre o caso. Em primeiro lugar, é preciso dizer que Marina Silva de fato não defendeu na entrevista o ensino do criacionismo, em pé de igualdade, com o ensino da evolução darwiniana. Não literalmente, nem em todas as escolas.

A questão que respondia era sobre o ensino de criacionismo em escolas adventistas, que também ensinariam a evolução, segundo o entrevistador. E, também, se "essa visão diferenciada e plural a respeito da origem da vida" e os "elementos científicos que também podem ser atribuídos ao criacionismo" implicariam demérito para tais estabelecimentos de educação.

"Ciência se faz pela multiplicidade dos olhares", respondeu a então ministra. "Se você coloca claramente para as pessoas que existe uma outra visão, a visão do evolucionismo, para que as pessoas tenham a liberdade de escolha, do caminho que querem seguir, não vejo nenhum demérito nisso. (...) Errado é se não fôssemos capazes de [dar] uma educação que seja plural, capaz de mostrar os diferentes pontos de vista."

Não é uma resposta aceitável, vinda de ministra de um Estado laico. Deveria fazer a distinção, fundamental, entre ensino de ciências e ensino de religião. E outras respostas na entrevista explicitam que Marina Silva não subscreve a separação entre ciência e religião consagrada como base da educação leiga e republicana.

"No espaço de fé, a ciência tem todo o acolhimento. Gostaria muito que no espaço científico existisse o acolhimento para a fé que a fé dá para a ciência", disse. Não há acolhimento possível da fé pela ciência, se por isso entende-se a admissão de que existam verdades além e acima das corroboradas com observações e medidas.

Marina Silva, por fim, confessa-se adepta do design inteligente, a suposta "teoria" importada dos EUA: "Eu acredito que Deus é o criador de todas as coisas e que esse Criador tem um projeto, que as coisas não acontecem por acaso, alhures, que existe um projeto inteligente, da inteligência divina que governa todas as coisas".

É a sua fé, e o seu direito, mas não pode ser a sua política.
(Folha de SP, 27/9)

A ciência resolveu o mistério do tico-tico: ele 'evoluiu' do dinossauro T. rex

JC e-mail 3857, de 28 de Setembro de 2009.

23. Fóssil fecha debate sobre origem de aves

Dinossauro coberto de penas achado na China é o primeiro com idade superior à dos ancestrais das espécies de hoje. Plumas recobriam tanto as patas da frente quanto as de trás, o que pode indicar hábitos de "planador"

Reinaldo José Lopes escreve para a "Folha de SP":

Se alguém ainda tinha dúvidas sobre a hipótese mais aceita para a origem das aves, elas provavelmente serão dissipadas por um dinossauro peso-pena, com 30 cm de comprimento e pouco mais de 100 gramas. O Anchiornis huxleyi é o primeiro dino penoso com idade superior à da mais antiga ave, acabando com uma das últimas objeções à ideia de que os emplumados de hoje descendem dos dinossauros.

Fonte. [NOTA DO BLOGGER: Corinthiano desde nenezinho, eu sugiro que o Anchiornis huxleyi seja o mais novo mascote da Gaviões da Fiel]

O bicho tem feições tão aviárias que a descrição original da espécie, feita pelo paleontólogo Xing Xu, da Academia Chinesa de Ciências, dizia que ele era uma... ave. Mas essa conclusão original foi baseada num fóssil incompleto. Xu e companhia tiveram a sorte de achar um novo exemplar da criatura, agora praticamente intacto - incluindo penas exuberantes que recobrem os quatro membros do bicho.

Os novos detalhes do esqueleto completo estão descritos em artigo no site da revista "Nature". Com esses dados, ficou claro que se trata, de fato, de um dinossauro, e mais especificamente de um troodontídeo, membro de um grupo de bichos carnívoros, pequenos e ágeis. É justamente uma das subdivisões dos dinos mais próximas dos ancestrais diretos das aves, segundo o que propõem os paleontólogos.

Tapando o buraco

No entanto, apesar da grande semelhança entre os dois grupos, incluindo o grande número de descobertas recentes de dinossauros com penas, nenhum deles era mais antigo que o Archaeopteryx, animal alemão com pouco menos de 150 milhões de anos que é aceito como a mais antiga ave.

Ora, a datação mais provável para o novo fóssil é de 155 milhões de anos, afirmam Xu e companhia. Para eles, é o fim do "paradoxo temporal" que parecia colocar as aves antes dos dinossauros emplumados.

Dois dos principais paleontólogos brasileiros, ouvidos pela Folha, manifestaram empolgação com a descoberta. "Não há mais o que discutir [sobre a origem das aves]", sentencia Reinaldo José Bertini, da Unesp (Universidade Estadual Paulista) de Rio Claro. "Penas eram uma característica considerada exclusiva de aves. Mas vários dinossauros tinham penas. Em consequência, aves são dinossauros", afirma Bertini.

"É impressionante a diversidade de formas das penas e penugens do fóssil", avalia o pesquisador da Unesp. A forma dessas estruturas é indistinguível das que muitas aves modernas possuem, à exceção de um detalhe que é importante para o voo ativo, no qual as asas são batidas pela ave. Para conseguir isso, o animal precisa de penas assimétricas, ou seja, com tamanho diferente em cada um dos lados. Todas as penas do Anchiornis huxleyi, por outro lado, são simétricas.

"As penas encontradas no novo exemplar da China, de fato, não eram ideais para o voo. Não obstante, parece-me ser factível que o Anchiornis planasse", diz Alexander Kellner, paleontólogo do Museu Nacional da UFRJ (Universidade Federal do Rio de Janeiro).

A presença de plumas nos dois pares de patas repete outro dino penoso célebre, o Microraptor gui. Xing Xu propõe que esses voadores/planadores primitivos usavam um sistema de quatro "asas". Para Kellner, a ideia faz sentido, mas ele alerta: há debates sobre a idade do fóssil. Outras datações sugerem que o bicho seria mais novo que o Archaeopteryx.

Defensor número 1 de Darwin propôs ideia no século 19

O nome científico que designa a espécie do novo dino penoso homenageia um dos baluartes da teoria da evolução no século 19, o britânico Thomas Henry Huxley (1825-1895), conhecido como "buldogue de Darwin".

Huxley comparou detalhes das patas do dinossauro carnívoro Megalosaurus e dos avestruzes modernos, mostrando que compartilhavam 35 características que não apareciam em nenhum outro animal. Com isso, ele propôs uma origem comum para os bichos.
(Folha de SP, 26/9)

A matemática do legado de Darwin

The Mathematics of Darwin's Legacy

November 23, 2009 – November 24, 2009 — Lisbon, Portugal

In the framework of the “Darwin year", the International Center for Mathematics organizes a conference in collaboration with the European Society for Mathematical and Theoretical Biology at the University of Lisbon, on the occasion of the 150th anniversary of the publication of "On the Origins of Species by Means of Natural Selection".

The general aim of this two days high level conference is to present a general overview of the mathematical models of the evolution, including topics as Evolutionary Game Theory, Structured Evolution, Population Genetics, Probabilistic Models and Selection Theories, by a limited number of selected scientists, as well as to publish a collective book with the invited survey contributions.





Eles vão responder aos questionamentos matemáticos feitos no Wistar Symposium de 1967? Vide Mathematical challenges to the neo-Darwinian interpretation of evolution.

A fotosíntese anoxigênica modulou o oxigênio proterozoico e sustentou a Terra em tempos primevos

Anoxygenic photosynthesis modulated Proterozoic oxygen and sustained Earth's middle age

D. T. Johnstona,b,1,2, F. Wolfe-Simona,1,2, A. Pearsona,2 and A. H. Knollb,2

+ Author Affiliations

aDepartment of Earth and Planetary Sciences, Harvard University, 20 Oxford Street, Cambridge, MA, 02138; and

bDepartment of Organismic and Evolutionary Biology, Harvard University, 26 Oxford Street, Cambridge, MA, 02138

↵1D.T.J. and F.W.-S. contributed equally to this work.

Contributed by A. H. Knoll, August 14, 2009 (sent for review January 6, 2009)


Molecular oxygen (O2) began to accumulate in the atmosphere and surface ocean ca. 2,400 million years ago (Ma), but the persistent oxygenation of water masses throughout the oceans developed much later, perhaps beginning as recently as 580–550 Ma. For much of the intervening interval, moderately oxic surface waters lay above an oxygen minimum zone (OMZ) that tended toward euxinia (anoxic and sulfidic). Here we illustrate how contributions to primary production by anoxygenic photoautotrophs (including physiologically versatile cyanobacteria) influenced biogeochemical cycling during Earth's middle age, helping to perpetuate our planet's intermediate redox state by tempering O2 production. Specifically, the ability to generate organic matter (OM) using sulfide as an electron donor enabled a positive biogeochemical feedback that sustained euxinia in the OMZ. On a geologic time scale, pyrite precipitation and burial governed a second feedback that moderated sulfide availability and water column oxygenation. Thus, we argue that the proportional contribution of anoxygenic photosynthesis to overall primary production would have influenced oceanic redox and the Proterozoic O2 budget. Later Neoproterozoic collapse of widespread euxinia and a concomitant return to ferruginous (anoxic and Fe2+ rich) subsurface waters set in motion Earth's transition from its prokaryote-dominated middle age, removing a physiological barrier to eukaryotic diversification (sulfide) and establishing, for the first time in Earth's history, complete dominance of oxygenic photosynthesis in the oceans. This paved the way for the further oxygenation of the oceans and atmosphere and, ultimately, the evolution of complex multicellular organisms.

ocean chemistry primary production Proterozoic biosphere


2To whom correspondence may be addressed. E-mail: johnston@eps.harvard.edu, wolfe@eps.harvard.edu, pearson@eps.harvard.edu, or aknoll@oeb.harvard.edu

Author contributions: D.T.J. and F.W.-S. designed research; D.T.J., F.W.-S., A.P., and A.H.K. performed research; and D.T.J., F.W.-S., A.P., and A.H.K. wrote the paper.

The authors declare no conflicts of interest.


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Substituição evolucionária de visão UV por visão violeta em peixes

Evolutionary replacement of UV vision by violet vision in fish

Takashi Tadaa, Ahmet Altuna,b and Shozo Yokoyamaa,1

+ Author Affiliations

aDepartment of Biology and

bCherry L. Emerson Center for Scientific Computation & Department of Chemistry, Emory University, Atlanta, GA 30322

Edited by Masatoshi Nei, Pennsylvania State University, University Park, PA, and approved August 31, 2009 (received for review April 7, 2009)


The vertebrate ancestor possessed ultraviolet (UV) vision and many species have retained it during evolution. Many other species switched to violet vision and, then again, some avian species switched back to UV vision. These UV and violet vision are mediated by short wavelength-sensitive (SWS1) pigments that absorb light maximally (λmax) at approximately 360 and 390–440 nm, respectively. It is not well understood why and how these functional changes have occurred. Here, we cloned the pigment of scabbardfish (Lepidopus fitchi) with a λmax of 423 nm, an example of violet-sensitive SWS1 pigment in fish. Mutagenesis experiments and quantum mechanical/molecular mechanical (QM/MM) computations show that the violet-sensitivity was achieved by the deletion of Phe-86 that converted the unprotonated Schiff base-linked 11-cis-retinal to a protonated form. The finding of a violet-sensitive SWS1 pigment in scabbardfish suggests that many other fish also have orthologous violet pigments. The isolation and comparison of such violet and UV pigments in fish living in different ecological habitats will open an unprecedented opportunity to elucidate not only the molecular basis of phenotypic adaptations, but also the genetics of UV and violet vision.

adaptive evolution quantum chemistry scabbardfish


1To whom correspondence should be addressed. E-mail: syokoya@emory.edu

Author contributions: S.Y. designed research; T.T., A.A., and S.Y. performed research; S.Y. analyzed data; and S.Y. wrote the paper.

The authors declare no conflict of interest.

This article is a PNAS Direct Submission.


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Filogenia de genomas completos de mamíferos: informação evolucionária em regiôes gênicas e não gênicas

Whole-genome phylogeny of mammals: Evolutionary information in genic and nongenic regions

Gregory E. Simsa, Se-Ran Juna, Guohong Albert Wua and Sung-Hou Kima,b,1

+ Author Affiliations

aDepartment of Chemistry, University of California, Berkeley CA 94720; and

bLawrence Berkeley National Lab, Berkeley, CA 94720

Contributed by Sung-Hou Kim, August 19, 2009 (sent for review July 10, 2009)


Ten complete mammalian genome sequences were compared by using the “feature frequency profile” (FFP) method of alignment-free comparison. This comparison technique reveals that the whole nongenic portion of mammalian genomes contains evolutionary information that is similar to their genic counterparts—the intron and exon regions. We partitioned the complete genomes of mammals (such as human, chimp, horse, and mouse) into their constituent nongenic, intronic, and exonic components. Phylogenic species trees were constructed for each individual component class of genome sequence data as well as the whole genomes by using standard tree-building algorithms with FFP distances. The phylogenies of the whole genomes and each of the component classes (exonic, intronic, and nongenic regions) have similar topologies, within the optimal feature length range, and all agree well with the evolutionary phylogeny based on a recent large dataset, multispecies, and multigene-based alignment. In the strictest sense, the FFP-based trees are genome phylogenies, not species phylogenies. However, the species phylogeny is highly related to the whole-genome phylogeny. Furthermore, our results reveal that the footprints of evolutionary history are spread throughout the entire length of the whole genome of an organism and are not limited to genes, introns, or short, highly conserved, nongenic sequences that can be adversely affected by factors (such as a choice of sequences, homoplasy, and different mutation rates) resulting in inconsistent species phylogenies.

alignment-free genome comparison feature frequency profile (FFP) mammalian phylogeny noncoding DNA nongenic regions of the genome


1To whom correspondence should be addressed. E-mail: shkim@cchem.berkeley.edu

Author contributions: G.E.S. and S.-H.K. designed research; G.E.S. performed research; G.E.S. contributed new reagents/analytic tools; G.E.S., S.-R.J., G.A.W., and S.-H.K. analyzed data; and G.E.S. and S.-H.K. wrote the paper.

The authors declare no conflict of interest.


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Apagando a energia escura do mapa teórico



Against all reason, the universe is accelerating its expansion. When two prominent research teams dropped this bombshell in 1998, cosmologists had to revise their models of the universe to include an enormous and deeply mysterious placeholder they called “dark energy.” For dark energy to explain the accelerating expansion, it had to constitute more than 70 percent of the universe. It joined another placeholder, “dark matter,” constituting 20 percent, in overshadowing the meager 4 percent that make up everything else—things like stars, planets, and people.

That a huge fraction of the universe could be composed of this enigmatic stuff was unnerving, to say the least. But what was most disturbing to cosmologists was that the discovery required adding a term to Einstein’s equations of general relativity. These equations were derived from pure mathematics and had already beautifully predicted the expansion of the universe, discovered by Edwin Hubble in 1929. To many, even those who accepted its usefulness in explaining the data, dark energy was an inelegant addition. Over the last decade, some researchers have been working to describe what dark energy might be, but others have gone back to see if the equations of general relativity can be tweaked to avoid having to use such a troublesome piece of math.

Building from the Einstein equations, mathematicians Blake Temple and Joel Smoller have now found a way to explain the observations that led researchers to propose dark energy. If their solution, published in the Proceedings of the National Academy of Science, fits the data, it could provide a way out of the unpalatable notion of a dark-energy-dominated universe.

The concept of dark energy—which is simply that a phenomenal amount of energy exists in the vacuum of space—emerged from a discrepancy between how far away supernovae were supposed to be and how bright they appeared. In the 1990s, two teams, one led by cosmologists at the Lawrence Berkeley National Labs (LBNL) and the other by Australia’s Mount Stromlo Observatory, were in the midst of a massive survey of Type Ia supernovae. Measuring the brightness of these huge stellar explosions lets scientists deduce how much the universe has expanded since the light began its journey.

The two teams were hoping to observe that the brightness of the supernovae, which grows increasingly dim the farther they are from Earth, would plateau at the farthest edge of the observable universe. This would reflect the theory that the universe’s expansion was slowing down due to the gravitational pull of matter. But what they observed was the exact opposite. In fact, the supernovae were receding at a rate that would only be possible in a universe with no matter at all. After considering and ultimately rejecting alternative explanations for the dimming, both teams came to the same conclusion: The supernovae were dim because they were being pushed away by a wave of universal, accelerating expansion. And that could only happen if a huge amount of energy was counteracting the force of gravity. Thus, dark energy was conceived.


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Ancestrais do HIV podem ter afligido os primeiros mamíferos

HIV’s Ancestors May Have Plagued First Mammals

ScienceDaily (Sep. 28, 2009) — The retroviruses which gave rise to HIV have been battling it out with mammal immune systems since mammals first evolved around 100 million years ago – about 85 million years earlier than previously thought, scientists now believe.

The remains of an ancient HIV-like virus have been discovered in the genome of the two-toed sloth. (Credit: iStockphoto/Nancy Craft)

The remains of an ancient HIV-like virus have been discovered in the genome of the two-toed sloth [Choloepus hoffmanni] by a team led by Oxford University scientists who publish a report of their research in this week’s Science.

'Finding the fossilised remains of such a virus in this sloth is an amazing stroke of luck,’ said Dr Aris Katzourakis from Oxford’s Department of Zoology and the Institute for Emergent Infections, James Martin 21st Century School. ‘Because this sloth is so geographically and genetically isolated its genome gives us a window into the ancient past of mammals, their immune systems, and the types of viruses they had to contend with.’

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Fluxo de informação durante a ativação gênica por moléculas sinalizadoras

segunda-feira, setembro 28, 2009

Information flow during gene activation by signaling molecules: ethylene transduction in Arabidopsis cells as a study system

José Díaz1,2,4 and Elena R Alvarez-Buylla2,3
Email: José Díaz* - biofisica@yahoo.com; Elena R Alvarez-Buylla - eabuylla@gmail.com

1Facultad de Ciencias Universidad Autónoma del Estado de Morelos Cuernavaca, Morelos 62209, México

2Centro de Ciencias de la Complejidad Universidad Nacional Autónoma de México Cd Universitaria, México DF 04510, México

3Departamento de Ecología Funcional Instituto de Ecología Universidad Nacional Autónoma de México Cd Universitaria, México DF 04510, México

4Facultad de Ciencias, Universidad Autónoma del Estado de Morelos, Av Universidad 1001, Colonia Chamilpa, Cuernavaca 62209, México

BMC Systems Biology 2009, 3:48doi:10.1186/1752-0509-3-48

The electronic version of this article is the complete one and can be found online at: http://www.biomedcentral.com/1752-0509/3/48

Received: 10 February 2009
Accepted: 5 May 2009
Published: 5 May 2009
© 2009 Díaz and Alvarez-Buylla; licensee BioMed Central Ltd.

This is an Open Access article distributed under the terms of the Creative Commons Attribution License (http://creativecommons.org/licenses/by/2.0), which permits unrestricted use, distribution, and reproduction in any medium, provided the original work is properly cited.



We study root cells from the model plant Arabidopsis thaliana and the communication channel conformed by the ethylene signal transduction pathway. A basic equation taken from our previous work relates the probability of expression of the gene ERF1 to the concentration of ethylene.


The above equation is used to compute the Shannon entropy (H) or degree of uncertainty that the genetic machinery has during the decoding of the message encoded by the ethylene specific receptors embedded in the endoplasmic reticulum membrane and transmitted into the nucleus by the ethylene signaling pathway. We show that the amount of information associated with the expression of the master gene ERF1 (Ethylene Response Factor 1) can be computed. Then we examine the system response to sinusoidal input signals with varying frequencies to determine if the cell can distinguish between different regimes of information flow from the environment. Our results demonstrate that the amount of information managed by the root cell can be correlated with the frequency of the input signal.


The ethylene signaling pathway cuts off very low and very high frequencies, allowing a window of frequency response in which the nucleus reads the incoming message as a sinusoidal input. Out of this window the nucleus reads the input message as an approximately non-varying one. From this frequency response analysis we estimate: a) the gain of the system during the synthesis of the protein ERF1 (~-5.6 dB); b) the rate of information transfer (0.003 bits) during the transport of each new ERF1 molecule into the nucleus and c) the time of synthesis of each new ERF1 molecule (~21.3 s). Finally, we demonstrate that in the case of the system of a single master gene (ERF1) and a single slave gene (HLS1), the total Shannon entropy is completely determined by the uncertainty associated with the expression of the master gene. A second proposition shows that the Shannon entropy associated with the expression of the HLS1 gene determines the information content of the system that is related to the interaction of the antagonistic genes ARF1, 2 and HLS1.


Free PDF here/PDF gratuito do artigo aqui. [OPEN ACCESS]

Lynn Margulis, marginalizada pela Nomenklatura científica, critica o neodarwinismo

A Nomenklatura científica e a Grande Mídia tupiniquins sempre dizem arrogante e falsamente que não existe crise epistêmica com o neodarwinismo, que as especulações transformistas de Darwin continuam robustas, y oytras cositas mais. Nada mais falso.

Segundo Stephen Jay Gould, o neodarwinismo somente é ortodoxia nos livros didáticos de Biologia engabelando os alunos do ensino médio, pois o neodarwinismo é uma teoria considerada epistemicamente morta desde 1980. E pensar que tudo isso é aprovado pelo MEC/SEMTEC/PNLEM.

Eis aqui outra evolucionista crítica da perpetuação deste dogma científico: Lynn Margulis.

Um recado para a Galera de meninos e meninas de Darwin: Quando eu menciona aqui que os teóricos e proponentes do Design Inteligente são perseguidos pela Nomenklatura científica, vocês dizem que eu sofro de 'síndrome de perseguição'. Vejam o que os Agentes da KGB da Nomenklatura científica fizeram com Lynn Margulis, e sintam vergonha ou nojo.

Reitero o que sempre afirmo aqui: a Nomenklatura científica é antropofágica e destruidora de carreiras acadêmicas. Inquisição sem fogueira. Os neo-Torquemadas.


Evolution Revolution

Four decades after being rejected by the scientific community, Lynn Margulis’s insights into evolution have become standard textbook fare and established her as one of the most creative scientific thinkers of
our day.
By Eric Goldscheider

Lynn Margulis MS’60 is one of those rare scientists whose research fundamentally altered the way we view the world — in this case, the way we view evolution. With blunt language, she batters humanity out of its self-image as the pinnacle of life.

“Man is the consummate egotist,” Margulis has written. “It may come as a blow to our collective ego, but we are not masters of life perched on the top rung of an evolutionary ladder.” Instead, she likes to say that “beneath our superficial differences, we are all of us walking communities of bacteria.”

Margulis is a leading proponent of an evolutionary concept called symbiogenesis — a hypothesis that states that new adaptations do not arise primarily from random mutations, but from the merging of two separate organisms to form a single new organism.

Symbiogenesis theory flies in the face of an accepted scientific dogma called neo-Darwinism, which holds that adaptations occur exclusively through random mutation, and that as genes mutate in unpredictable ways, their gradual accumulation sometimes results in useful attributes that give the organisms an advantage that eventually translates into evolutionary change.

What tipped Margulis off that new traits could arise in another way was the fact that DNA, thought to reside only in the nucleus, was found in other bodies of the same cell. This realization led to research showing not only how crucial symbiotic relationships can be to the immediate survival of organisms, but also that one of the most significant sources of innovation — indeed, even the origins of new species — occurs when, over time, symbiotic partners fuse to create new organisms.

In other words, complexity at the cell level is not the result of lethal competition from lucky mutants, but rather interactive chemistry that begins as symbiotic relationships between gene sets that together accomplish things that would otherwise have been impossible.

Margaret McFall-Ngai, who teaches medical microbiology and immunology in the UW-Madison School of Medicine and Public Health, counts Margulis as a personal and professional mentor and friend. She explains Margulis’s concept of symbiogenesis as “a whole bunch of simple cells getting together to make one cell that’s more complex.” It was “an event in geological history that happened several billion years ago,” setting a course toward the complexity that imbues the biosphere, says McFall-Ngai, “so this was a huge discovery about the nature of the cells of all animals and plants.”

Margulis’s observation that constituent parts of the same cell had different genetic histories was largely written off as crank science in 1964 when she started submitting her paper on the topic to academic journals. No one wanted it. After more than a dozen rejections, the Journal of Theoretical Biology published “On the Origin of Mitosing Cells” in 1967, and then something very interesting happened. Requests for reprints started pouring in, more than eight hundred in all. “Nothing like that had ever happened in the Boston University biology department,” Margulis says. Although she was a part-time adjunct professor there at the time, she won a prize for faculty publication of the year. Eventually, a full-time position that lasted twenty-two years followed.

But in spite of, or maybe because of, this modicum of recognition, the scientific establishment viewed her skeptically, if not with outright hostility. Her grant proposals weren’t funded. Margulis tells of being recruited for a distinguished professorship at Duke University, only to have it subverted at the last minute by a whispering campaign. Since 1988, she has taught at the University of Massachusetts in Amherst, where she holds the title of Distinguished University Professor in the Department of Geosciences.

Margulis is known for being outspoken — both in praise of controversial ideas she thinks have merit, and in criticizing what others view as accepted truth. Her sharpest barbs are reserved for those fellow scientists who she believes have sold out to the power structure of academia to the point where they persist in teaching discredited theories. Margulis has a reputation for being something of a misanthrope. But it’s not that she’s asocial or hostile; she simply believes we humans have an exalted view of our place in the world that is not only unjustified, but is also destructive.

She expresses obvious disdain for neo-Darwinists who, to her way of thinking, hijacked the field of evolutionary biology. She regards the acceptance of random mutation theory as one of the great wrong turns in the history of science. In her view, its advocates promoted themselves, and by extension bad science, by appealing to the spirit of the time in which they operated. Their thinking is “restricted, parochial — ignorant, basically,” Margulis says in one of her characteristically acerbic, yet quiet rants. “It’s just zoological and anthropocentric, taking human relations and pushing them on biology.” She has written that “the neo-Darwinist population-genetics tradition is reminiscent of phrenology. ... It will look ridiculous in retrospect, because it is ridiculous.”

Her direct way of stating her case has won Margulis her share of detractors as well as admirers. Not everything about Margulis’s theories is generally accepted, but her basic insight has earned wide, if sometimes begrudging, respect for having fundamentally altered the lens through which we view a seminal event that happened more than two billion years ago.
The story of how Margulis changed a scientific paradigm runs squarely through the University of Wisconsin-Madison.

She grew up on Chicago’s south side. A precocious student and voracious reader, Margulis was fourteen when she entered the University of Chicago, where, she says with both pride and gratitude, she was part of the last graduating class of Robert M. Hutchins’s Great Books curriculum, which mandated a classical education. Thinking for oneself was valued far more than memorizing facts.

It was there that she met her first husband, the late astronomer Carl Sagan, whom she describes as a “big shot” upperclassman who glommed onto her when
she was sixteen and he was twenty. They married three years later in what she describes as an ill-considered decision made in response to cultural pressures of the times. Margulis is as critical of the private Sagan as she is admiring of his public persona as a celebrity astronomer. “Have you ever lived with someone you can’t stand?” she asks, calling him “unbelievably self-centered” to the point of abdicating his role as father to their two sons.

In 1957, she and Sagan moved to Madison, where she enrolled in graduate school in biology while also embarking on motherhood with the birth of their first son, Dorion, two years later. The couple chose Madison because it is only seventy miles from the Yerkes Observatory in Williams Bay, Wisconsin, where Sagan was getting his doctorate.

The move would prove momentous. “Madison was great. I learned my basic biology, including genetics, there,” says Margulis. She enthusiastically recalls professors who helped set the course of her lifelong passions. “Hans Ris was a fine teacher — the best of my whole career,” she says of the cytologist who taught her microscopy. “He was a scientist’s scientist; he made no concessions at all.” James F. Crow, who at ninety-three is still a presence on campus, is another UW-Madison professor she singles out as an inspiring mentor. “I adored Crow’s general genetics course; it changed my life,” Margulis wrote in her 1986 book Symbiotic Planet: A New View of Evolution.

“I learned to do and teach science at the University of Wisconsin,” she says. Margulis earned a master’s degree in zoology and genetics in 1960, the year her second son, Jeremy (now an inventor of the musical software program Metro), was born. The family then moved to Berkeley, following Sagan’s career path.

In her characteristic directness, Margulis insists that the thoroughness of her education in Wisconsin meant that by the time she got to California, she knew more real biology than many narrow-disciplined faculty members. “I found I was often teaching my fellow students and instructors,” she says. Comments like these, typical of her brash manner, can be offputting, and she readily admits that she utterly lacks the diplomatic skills to be an academic administrator. Her frank rudeness perhaps is indicative of the self-confidence that has enabled her to press on with maligned theories, some of which have gained acceptance. By now, she has authored or co-authored more than one hundred and fifty research articles and more than fifty books.

Crow says he formed a friendship with Margulis and Sagan in the late 1950s, and he has followed her career since then. “She’s a maverick, and she made one very great contribution by really calling attention to the fact that many of the cellular organelles like mitochondria have an extra-cellular origin,” says Crow. Not only did she see something new, he adds, but “maybe more important than just seeing, she was quite willing to say so and to report on it. ... Other people had taken a look at the idea and then tossed it off. She took it seriously and then brought a lot of evidence for it.” Crow, who saw Margulis on his last visit to Amherst, says he admires what he calls her “freewheeling,” “unrestricted,” and even “somewhat undisciplined” imagination.

McFall-Ngai says Margulis is “somebody who can look — she has phenomenal powers of synthesis; she can put things together and see things that other people can’t see.” While scientific advancement has always relied on risk-taking visionaries, Margulis has been fortunate in that advances in microscopy and imaging have borne out some of her insights within her lifetime. “The fact of the matter is that everybody is waking up to [the importance of symbiogenesis], and it’s only been going on for about the last ten years, so basically Lynn was way, way ahead of her time,” says McFall-Ngai. “If you pick up a biology textbook and you go to the index, she’ll always be in there as the endosymbiosis theory person.”

Margulis, seventy-one, is also a driven teacher, researcher, and writer whose daily routine includes bicycling the mile from her home to her lab. Sleep is one of those things that gets short shrift in her life, and by her own accounting, not a single day in decades has gone by that hasn’t included work.

Her unrelenting dedication has paid off. The cinderblock walls of her UMass lab are bedecked with more than a dozen honorary degrees. The collection includes a certificate marking her election to the National Academy of Sciences in 1983, and the National Medal of Science that President Bill Clinton presented to her in a White House ceremony in 2000. That one is probably the sweetest, she says. “What’s interesting is the NSF [National Science Foundation] — after rejecting all my proposals for years — it was NSF that put me forward.” This year, she was among a handful of recipients of the Darwin-Wallace Medal, which was given out for the first time in fifty years by the Linnean Society of London. It is the highest honor for any naturalist.
By the time Margulis moved to Amherst — where her small yard abuts the Emily Dickinson homestead and museum — in 1988, she and chemistry professor T.N. Margulis had already divorced (“I quit my job as wife twice,” she says), and she had given birth to two more children (Zachary Margulis-Ohnuma, now a New York criminal lawyer, and Jennifer Margulis di Properzio, a writer). The split, an amicable one, occurred when she was offered a stint as a distinguished scholar at Scripps Institute of Oceanography, and her husband didn’t want her to go and didn’t want to follow her to southern California.

Her offspring, she says, quip that after the divorces, she kept the children and her exes kept the money. For the last quarter century, she has had a personal and research partnership with microbiologist Ricardo Guerrero, a professor at the University of Barcelona, to whom she refers as her “compañero.”

But it is her collaboration with her son Dorion Sagan that has contributed the most to her public reputation. They have functioned as a writing team for more than two decades, with Dorion bringing philosophy and poetry to the prose they produce together. Microcosmos, the title of their first collaboration, mirrors Cosmos, the title of the wildly popular book and public television series, which was hosted by Dorion’s late father and made Carl Sagan perhaps the most recognizable
scientist of his day.

Dorion Sagan is himself the author of many books, mostly on science. Their collaboration has, in large measure, taken Margulis beyond the realm of turgid peer-reviewed scientific journals, where she still publishes prodigiously. Yet she chafes at the suggestion that she and Dorion write “popular science,” retorting, “What we do is make real science accessible to readers.”

One aspect of science that she’d like to make more accessible is the much-neglected primordial phase of evolution. In the early part of the last century,
theories of evolution focused on how human beings, regarded uncritically as the summit of evolutionary achievement,

Margulis, photographed while attending the World Summit on Evolution in Ecuador’s Galapagos Islands in 2005, asserts that we have neglected the earliest stages of evolution that preceded animals — a period that represents seven-eighths of the history of life on Earth.

Margulis is known for being outspoken — both in praise of controversial ideas … and in criticizing what others view as accepted truth. Her sharpest barbs are reserved for those fellow scientists who she believes have sold out to the power structure of academia to the point where they persist in teaching discredited theories.

It was there that she met her first husband, the late astronomer Carl Sagan, whom she describes as a “big shot” upperclassman who glommed onto her when she was sixteen and he was twenty.

Margulis came to be the way they are over a period of hundreds of millions of years since animals crawled out of the sea. What went on before that, especially in the vast and ancient arena of microscopic life forms, received scant attention.

“Life on Earth is such a good story you can’t afford to miss the beginning,” Margulis says. “Do historians begin their study of civilization with the founding of Los Angeles? This is what studying natural history is like if we ignore the microcosm.”

Among myriad tangible examples of symbiosis is our dependence on specific bacteria within our intestines and colons that produce the vitamins that allow us to live. The mutual dependence that has evolved between us and these bacteria means that as a matter of survival, we have acquired some of each other’s genomes and in a way fused into a single individual. More than a thousand such healthy organisms reside permanently in all our bodies. Many of them have already passed some genes into our chromosomes, Margulis explains.

“Molecular biology has shown that this process is going on, and we’ve received many genes from bacteria and viruses. We are expected to receive more and lose more,” she says. Margulis has done prodigious research on termites, which have bacteria and other wood-digesting beings known as protoctists in their hindguts. Without these microbes, the insects’ survival on a diet composed of wood and water, which they convert into usable sugars and proteins, would be impossible.

The extent to which symbiogenesis can explain the emergence of new species is debated, but Margulis’s indefatigable fieldwork, lab research, dogged teaching, and writing have put the “random-mutation-is-enough” theorists on the defensive. Still, she experiences her share of rejection. She is now advancing evidence that ancient symbiogenesis led to the origin of cilia (short, hairlike, waving structures on cells that produce locomotion). She thinks that cilia, involved in taste and smell, originated as bacteria. And again, she is meeting with resistance.

“I just laugh,” she says when asked how she responds to criticism. “I don’t take it personally — I just collect more and more and more evidence.” Quizzed on where she summoned the confidence to persist in the face of financial rejection, public ridicule, and sustained attempts by the scientific establishment to dismiss her ideas, her response is as spontaneously direct as it is paradoxical. “It wasn’t confidence; I just know I’m right — I mean, I really do know I’m right.”

Eric Goldscheider, a freelance writer based in Massachusetts, is working on a book about a criminal case involving a botched DNA test.

O que os darwinistas não sabem sobre sua teoria da evolução?

Você pode estar pensando - ao fazer esta pergunta este blogger está delirando. Pirou de vez.

Afinal de contas, foi Darwin quem teve a ideia mais brilhante que teve toda a humanidade já teve. A evolução não é uma teoria científica tão corroborado no contexto de justificação teórica como a gravidade?

E alguém até pode estar me xingando - Vai caçar sapos de botas, defensor do Design Inteligente, uma pseudociência e criacionismo disfarçado, ignorante do que é ciência e como se faz ciência.


Gente, calma, eu até entendo essas possíveis reações, afinal de contas, eu estou mexendo com a teoria que conta com o KONSENSO (repare que a sua carteira epistêmica está sendo tungada) da AKADEMIA universal, oops, Nomenklatura científica.

Vamos logo, como estão dizendo os darwinistas ortodoxos, fundamentalistas, pós-modernos, chiques e perfumados a la Dawkins, traga logo à luz o que é que os cientistas não sabem sobre a evolução? Nada em biologia faz sentido a não ser à luz das evidências, e as evidências... Bem, parece que os cientistas estão olhando as evidências erradas há muito tempo...

Tsk, tsk, tsk. Não vou contar. Vou contar. Não, eu não vou contar agora, mas eu vou contar isso para vocês brevemente neste blog. Não perca!

Erros que ensinam

Erros que ensinam

Por Fábio de Castro

Agência FAPESP – Os erros cometidos por jornais, revistas e sites sobre ciência e saúde podem ser de grande utilidade para avaliar os conhecimentos de estudantes de medicina e nutrição, de acordo com uma nova proposta pedagógica desenvolvida e aplicada em aula por um professor da Universidade de Brasília (UnB).

Com base em erros publicados em veículos de ciência e saúde, professor da UnB cria método para avaliar conhecimentos de estudantes de medicina e nutrição (Foto: Columbia University)

O método de avaliação, criado por Marcelo Hermes-Lima, professor do Departamento de Biologia Celular da UnB e utilizado na disciplina Bioquímica e Biofísica, foi descrito em um artigo que será publicado em breve na revista Biochemistry and Molecular Biology Education.

De acordo com Hermes-Lima, nas provas, os alunos de graduação devem responder se determinadas informações veiculadas em diferentes mídias são verdadeiras ou falsas, com base em seus conhecimentos de bioquímica metabólica, clínica e nutricional. O método é utilizado neste formato desde 2006.

“A capacidade para reconhecer os erros pode exigir um bom conhecimento na área biomédica. Para isso, utilizamos textos com informações corretas e erradas retiradas de veículos teoricamente confiáveis, mas que eventualmente contêm erros de diferentes magnitudes”, disse Hermes-Lima à Agência FAPESP.

Segundo o professor, monitores de graduação que são alunos de uma disciplina avançada de bioquímica participam ativamente da elaboração das provas. “O alto grau de envolvimento desses estudantes, quando se lançam a uma revisão crítica dos conteúdos da mídia, é um dos aspectos mais interessantes da experiência”, disse o professor. Julia Martins Oliveira e Diego Martins Mesquita – alunos de Medicina da UnB e ex-monitores de bioquímica – são coautores do artigo.

Além de descrever o método, o artigo reporta a reação de 258 estudantes em relação às provas. “Os resultados mostram que 71% deles acharam as provas difíceis. Os que consideraram as provas de boa qualidade foram 87%. E 94% acharam que o uso de questões extraídas da mídia é relevante para a avaliação do aprendizado”, disse.

A média de notas dos alunos nas provas aplicadas entre 2006 e 2008 foi de 5,85 (com 10 de nota máxima). Segundo Hermes-Lima, o baixo desempenho é possivelmente decorrente do fato que os alunos não estão familiarizados com provas que não enfatizam a memorização e os processos bioquímicos. “Infelizmente, no ensino universitário brasileiro, os estudantes ainda são impelidos a decorar”, ponderou.

Para classificar os tipos de questões feitas nas provas, o estudo utilizou a escala de Bloom, uma escala cognitiva empregada em pedagogia. “Um dos objetivos do uso de artigos publicados pela mídia nas provas foi enfatizar o nível 3 da escala, que corresponde à aplicação do conhecimento – enquanto o nível 1, por exemplo, corresponde à ênfase na memorização. Concluímos que um terço das questões das nossas provas estão no nível 3 da escala”, disse.

Hermes-Lima explica que, ao selecionar as imprecisões veiculadas em diferentes mídias para utilização nas provas, sua equipe evitou incluir os erros mais grosseiros. “Utilizamos equívocos de diferentes níveis, mas escolhemos erros normais de quem faz jornalismo científico na pressa das redações. Descartamos os absurdos completos”, disse.

As provas podem incluir, por exemplo, matérias corretas publicadas por revistas de entretenimento e conteúdos errados veiculados por colunistas consagrados.

“Fazemos isso como uma desmistificação, para mostrar que o erro e o acerto podem estar em qualquer lugar. Achamos que os estudantes terão que lidar com forte influência da mídia na maneira como seus futuros pacientes percebem questões de saúde. Como os erros e simplificações exageradas são comuns, temos que preparar os futuros profissionais para identificá-los”, disse.

O artigo What’s on the news? The use of media texts in exams of clinical biochemistry for medical and nutrition students, de Marcelo Hermes-Lima e outros, pode ser lido por assinantes da Biochemistry and Molecular Biology Education em www3.interscience.wiley.com.



Duas fraudes, uma centenária (os desenhos dos embriões de vertebrados de Haeckel) e uma mais recente (as mariposas Biston betularia) nos livros de Biologia do ensino médio aprovados pelo MEC/SEMTEC/PNLEM ensinam os alunos o quê sobre a evolução? Que os darwinistas são desonestos? Que estão lesando a educação de nossos alunos?

Richard Dawkins, o rottweiler de Darwin

domingo, setembro 27, 2009

Darwin’s Rottweiler

By Lisa Miller | NEWSWEEK

Published Sep 26, 2009

From the magazine issue dated Oct 5, 2009

Kai Foersterling / Corbis
In his controversial bestseller The God Delusion, evolutionary biologist and atheist Richard Dawkins attacked religious belief. He spoke with me about his new work, The Greatest Show on Earth, and his inimitable style. Excerpts:

Why were you motivated to write this book?
Well, it's about the evidence for evolution. Evolution is one of the most fascinating ideas in all of science. It explains your existence and mine, and the existence of just about everything we see. How can you possibly ask what motivated me? It's just a wonderful subject to write a book about.

Is this supposed to be the definitive refutation of creationist arguments?
Well, it's amazing that there needs to be a definitive refutation of them, but yes, if you put it like that, it is a propitious time from that point of view. Any time would have been a good time for this book.

Are those incompatible positions: to believe in God and to believe in evolution?
No, I don't think they're incompatible if only because there are many intelligent evolutionary scientists who also believe in God—to name only Francis Collins [the geneticist and Christian believer recently chosen to head the National Institutes of Health] as an outstanding example. So it clearly is possible to be both. This book more or less begins by accepting that there is that compatibility. The God Delusion did make a case against that compatibility in my own mind.

I wonder whether you might be more successful in your arguments if you didn't convey irritation and a sense that the people who believe in God are not as smart as you are.
I think there is a certain justified irritation with young-earth creationists who believe that the world is less than 10,000 years old. Those are the people that I'm really talking about. I do sometimes accuse people of ignorance, but that is not intended to be an insult. I'm ignorant of lots of things. Ignorance is something that can be remedied by education. And that's what I'm trying to do.

Is there anything else I've missed?
I would be glad if you didn't use the word "strident." I'm getting a little bit tired of it.

I've read your books and I would not disagree with that characterization.
OK. Well, let me plant one idea in your head. When somebody offers an opinion about anything other than religion—say, politics or economics or football—they will use language that is no more or less outspoken than mine, and it isn't called strident. As soon as it's an atheistic opinion, immediately the adjective "strident" is attached to it, almost as though the word atheist can't be used without the preceding adjective "strident." You wouldn't talk about a strident Christian.


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Primeiro foi Thomas Huxley, o buldogue de Darwin. Agora Richard Dawkins, o rottweiler de Darwin. Haja pedigree canino!!!

Três Maracanãs lotados: 245 mil visitantes, e cada vez aumenta mais!

sábado, setembro 26, 2009


Gente, são três Maracanãs de visitantes! Se não fosse a Nomenklatura científica, e a Galera dos meninos e meninas de Darwin, o que seria de mim? Muito obrigado!