Mercúrio é mais perigoso no mar

terça-feira, junho 29, 2010

29/6/2010

Agência FAPESP – As concentrações de mercúrio em água doce são muito maiores do que as encontradas em água salgada. Entretanto, ao serem ingeridos, são os peixes de mar que oferecem mais riscos à saúde humana.

A afirmação é de um estudo feito por pesquisadores da Universidade Duke, nos Estados Unidos, e publicado neste domingo (27/6) no site da revista Nature Geoscience.


Apesar de ter concentrações maiores na água doce, o risco de ingestão do metal por peixes – e, consequentemente, por humanos – é maior no mar, afirma estudo publicado na Nature Geoscience (foto: divulgação)
O motivo é a própria água do mar. A versão potencialmente perigosa do mercúrio é o metilmercúrio (C2H6Hg), que se une à matéria orgânica dissolvida em água doce e, no mar, liga-se ao cloreto, ou seja, ao próprio sal.

“O modo mais comum por meio do qual a natureza transforma o metilmercúrio em uma forma menos tóxica é por meio da ação da luz solar. Quando o metilmercúrio é ligado à matéria orgânica dissolvida, como plantas ou animais decompostos, a luz do sol quebra a molécula”, disse Heileen Hsu-Kim, professora assistente de engenharia civil da Universidade Duke e um dos autores do estudo.

“Entretanto, na água do mar, o metilmercúrio permanece fortemente ligado ao cloreto, não sendo degradado com facilidade pela luz solar. Nessa forma, ele será ingerido por animais marinhos”, explicou.

O metilmercúrio é uma neurotoxina potente que, uma vez ingerida, pode provocar problemas nos rins, no sistema nervoso e até mesmo morte. A ingestão da substância é particularmente perigosa nos casos de gravidez, podendo causar problemas neurológicos na criança.

Como peixes e frutos do mar têm tendência natural de armazenar metilmercúrio em seus órgãos, eles são a principal fonte de ingestão do metal em humanos.

“A exposição ao mercúrio é consideravelmente elevada nos Estados Unidos. Um levantamento epidemiológico recente verificou que 8% das mulheres tinham níveis de mercúrio mais altos do que o limite considerado ideal. Uma vez que os humanos estão no topo da cadeia alimentar, qualquer quantidade de mercúrio nos alimentos se acumula em nosso corpo”, disse Heileen.

Segundo a cientista, o estudo reforça a importância de direcionar pesquisas e políticas de controle do mercúrio para a água salgada. Até hoje, a maior parte dos esforços tem sido direcionada à presença do metal em água doce.

Atualmente, destaca Heileen, cientistas contam com tecnologia capaz de medir com eficácia as concentrações de mercúrio na água do mar, que são menores – e, portanto, mais difíceis de identificar – do que na água doce.

“Como o metilmercúrio não é quebrado pela luz solar na água do mar, sua vida é muito maior ali do que na água doce”, disse. O mercúrio chega à água por muitas rotas. As fontes mais importantes são a combustão de carvão, o refino de ouro e de outros metais não ferrosos e erupções vulcânicas.

O artigo Photolytic degradation of methylmercury enhanced by binding to natural organic ligands (doi: 10.1038/ngeo892), de Tong Zhang e Heileen Hsu-Kim, pode ser lido por assinantes da Nature Geoscience em www.nature.com/ngeo.

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Letter abstract

Nature Geoscience
Published online: 27 June 2010 | doi:10.1038/ngeo892

Photolytic degradation of methylmercury enhanced by binding to natural organic ligands
Tong Zhang1 & Heileen Hsu-Kim1

Methylmercury is a neurotoxin that accumulates in food webs and poses a significant risk to human health1. In natural water bodies, methylmercury concentrations remain low due to the degradation of methylmercury into inorganic mercury by sunlight, a process known as photodecomposition. Rates of photodecomposition are relatively rapid in freshwater lakes2, 3, 4, and slow in marine waters5, but the cause of this difference is not clear. Here, we carry out incubation experiments with artificial freshwater and seawater samples to examine the mechanisms regulating methylmercury photodecomposition. We show that singlet oxygen—a highly reactive form of dissolved oxygen generated by sunlight falling on dissolved organic matter—drives photodecomposition. However, in our experiments the rate of methylmercury degradation depends on the type of methylmercury-binding ligand present in the water. Relatively fast degradation rates (similar to observations in freshwater lakes) were detected when methylmercury species were bound to sulphur-containing ligands such as glutathione and mercaptoacetate. In contrast, methylmercury–chloride complexes, which are the dominant form of methylmercury in marine systems, did not degrade as easily. Our results could help to explain why methylmercury photodecomposition rates are relatively rapid in freshwater lakes and slow in marine waters.

Duke University, Department of Civil & Environmental Engineering, 121 Hudson Hall, Durham, North Carolina 27708, USA

Correspondence to: Heileen Hsu-Kim1 e-mail: hsukim@duke.edu

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Subscription or payment needed/Requer assinatura ou pagamento: Nature Geoscience

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Síncrotron a distância

29/6/2010

Agência FAPESP – Um grupo de pesquisadores reunidos no Centro Brasileiro de Pesquisas Físicas (CBPF), no Rio de Janeiro (RJ), realizou experimentos utilizando as instalações do Laboratório Nacional de Luz Síncrotron (LNLS), sediado na cidade de Campinas (SP), a pouco mais de 500 quilômetros de distância.

Realizado no início de junho, o experimento foi o primeiro no qual a linha de luz teve sua operação conduzida a distância, contando, para isso, com uma conexão de alta velocidade com capacidade de transmissão de 1Gbps (gigabits por segundo).


Laboratório Nacional de Luz Síncrotron realiza seu primeiro experimento com operação remota, com conexão de alta velocidade até o CBPF, no Rio de Janeiro (foto: Eduardo Cesar/FAPESP)

A rede de alta velocidade que liga as duas instituições faz parte do projeto Giga, infraestrutura gerida pela Fundação CPqD e pela Rede Nacional de Ensino e Pesquisa (RNP).

Batizado de LabWeb, o projeto de operação remota está sendo desenvolvido em parceria com a Rede de Nanotecnologia da Petrobras. Segundo o LNLS, a primeira experiência foi um teste de conceito que comprovou a viabilidade desse tipo de operação.

A operação a distância permitirá que pesquisadores de outras instituições realizem experimentos no LNLS a partir de suas próprias unidades de pesquisa.

O projeto ainda pretende incorporar outros recursos como webconferences, chats e canais de áudio para integrar equipes de pesquisa que atuam em diferentes lugares.

Mais informações: www.lnls.br

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Vagas de professor titular na Unicamp

29/6/2010

Agência FAPESP – A Universidade Estadual de Campinas abriu três vagas para o nível de professor titular, nível MS-6, em regime de tempo parcial (RTP).

Uma das vagas é para ministrar a disciplina “Educação e tecnologia”, do Departamento de Multimeios, Mídia e Comunicação do Instituto de Artes (IA).

Outro cargo é do Departamento de Sistemas de Informação do Instituto de Computação (IC) para a disciplina “Introdução ao processamento de imagem digital”.

Há uma posição também no Departamento de Matemática do Instituto de Matemática, Estatística e Computação Científica (Imecc), para a área de Análise de oito disciplinas.

Os candidatos devem ter titulação de livre-docente obtida há pelo menos três anos em instituição oficial reconhecida pela Unicamp.

As inscrições para as três vagas estarão abertas até o dia 30 de agosto e deverão ser feitas nas respectivas unidades.
Edital do Instituto de Artes: www.sg.unicamp.br/procsel/pdf/17P2749909PTIA.pdf 
Edital do Instituto de Computação: www.sg.unicamp.br/procsel/pdf/34P71122010IC.pdf
Edital do Instituto de Matemática, Estatística e Computação Científica: www.sg.unicamp.br/procsel/pdf/10P718510PTIMECC.pdf

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Francisco M. Salzano e o genoma humano: um aniversário importante para a compreensão do que somos

segunda-feira, junho 28, 2010

JC e-mail 4040, de 28 de Junho de 2010.

4. Um aniversário importante para a compreensão do que somos, artigo de Francisco M. Salzano

"O tamanho total de nosso genoma foi estimado como sendo de dois bilhões e oitocentos milhões de pares de bases"

Francisco M. Salzano é professor emérito da Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS), onde atua no Departamento de Genética do Instituto de Biociências. Foi presidente da Sociedade Brasileira de Genética (SBG) no biênio 2004/2006. Artigo publicado no "Jornal da Ciência":

Em 26 de junho de 2000, em cerimônia solene, o presidente dos Estados Unidos, Bill Clinton, e o primeiro-ministro do Reino Unido, Tony Blair, anunciaram a finalização da primeira versão do genoma humano. A data foi escolhida simplesmente porque era uma das poucas que estavam livres nas agendas dos dois estadistas. O material do consórcio público internacional foi publicado em número especial da revista Nature de 15 de fevereiro de 2001 e o da empresa Celera no dia seguinte, na revista "Science".

Neste mês, portanto, estamos comemorando os 10 anos dessa importante conquista científica. Para dar uma ideia da magnitude da tarefa realizada pode-se mencionar que o tamanho total de nosso genoma foi estimado como sendo de 2 bilhões e oitocentos milhões de pares de bases. Dos 23 pares de cromossomos (onde estão situados os genes ou fatores hereditários), o que apresenta o maior número de genes é o Cromossomo 1 (3.141) - e também a maior densidade gênica, 14,2 genes por milhão de bases, a unidade de nosso genoma.

O genoma humano é um depósito elegante mas críptico de informação. [SIC ULTRA PLUS 1: Qual é a origem dessa informação? A teoria da evolução através da seleção natural não tem a mínima ideia da origem desta informação críptica. Quais são as implicações disso para o fato, Fato, FATO da evolução em um contexto de justificação teórica???]O Projeto da Enciclopédia de Elementos de DNA (Encode, na sigla em inglês) tem como proposta fornecer uma representação biologicamente informativa desse genoma através de métodos de alta eficiência. O número total de genes de nossa espécie, após revisão cuidadosa, é de 25.751; e há variação importante dentro e entre populações humanas. Já foram identificados nada menos do que 1,42 milhão de SNPs (single nucleotide polymorphisms ou polimorfismos de base única), variações frequentes em nosso genoma.

O desenvolvimento tecnológico vertiginoso que vem ocorrendo especialmente na última década promete continuar. Com isso, calcula-se que sejam estabelecidos métodos cada vez mais eficientes e baratos de exame do DNA e de análise dos resultados. Em 1985 calculava-se que o sequencimento total do genoma de um indivíduo humano custaria três bilhões de dólares; atualmente este valor situa-se em torno de 20 mil dólares, e a meta para 2014 é de que este baixe para apenas mil dólares.

Não basta identificar o DNA; é necessário desenvolver mecanismos para a identificação da estrutura tridimensional de seu produto, a proteína, e compreender como essas substâncias agem nas células. E já existem projetos em pleno desenvolvimento com esse objetivo.

Ótimo, maravilhoso! Mas para que tais progressos se materializem, proporcionando bem-estar social generalizado, é necessário o combate aos movimentos anticiência que pululam por toda parte. Houve o que denominei a demonização do DNA. A simples menção desta sigla causa arrepios em pessoas ignorantes ou ativistas mal-intencionados. É urgente, portanto, decidida campanha de esclarecimento público sobre o custo/benefício de quaisquer desses programas. O maior adversário para as aplicações sociais da ciência é a ignorância. [SIC ULTRA PLUS 2: o maior adversário da ciência é a sonegação de informações científicas para o público sobre o status epistêmico das teorias darling da Nomenklatura científica, e o que essas informações negativas significam para elas em um contexto de justificação teórica].

Nota da redação: Esta matéria foi publicada na edição 669 do "Jornal da Ciência", que tem conteúdo exclusivo. Informações sobre como assinar a edição impressa pelo fone (21) 2295-5284 ou e-mail jciencia@jornaldaciencia.org.br

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Dez anos depois, genoma ainda é um labirinto

JC e-mail 4040, de 28 de Junho de 2010.

5. Dez anos depois, genoma ainda é um labirinto

Sequenciamento dos genes do ser humano é um marco da ciência, mas, após uma década, cientistas ainda têm muito a decifrar

Antes do sequenciamento do genoma humano, acreditava-se que o código decifrado da vida abriria as portas para a cura de inúmeras doenças. Não demorou muito para se descobrir, do outro lado, um labirinto de novos enigmas e poucas respostas.

As surpresas começaram com o número de genes que codificam proteínas - substâncias responsáveis pelo trabalho pesado nas células, como coordenar reações químicas e atuar como elemento estrutural.

Fonte: BBC

Um raciocínio simplista propunha: se uma minhoca tem 19 mil genes, o patrimônio humano deveria beirar os 100 mil. Caso contrário, seria impossível explicar tanta complexidade. Certo?

Errado. O ser humano tem apenas 21 mil genes que codificam proteínas, número comparável ao repertório de camundongos e chimpanzés. Sem dúvida, o segredo da espécie humana não está no número de letras químicas que guardam a receita da vida, mas no modo como essas letras são lidas.

A evolução proporcionou [AÇÃO INTELIGENTE] mecanismos sofisticados para que a mesma região do DNA seja traduzida de diversas formas, com finalidades [TELEOLOGIA] diferentes. [SIC ULTRA PLUS 1: Quais? Como?] Por enquanto, os pesquisadores ainda tateiam os mecanismos que tornam os genes tão versáteis. Engatinhamos no proteoma - a descrição das proteínas que os genes são capazes de fabricar.

Além disso, apenas 1,5% do genoma codifica proteínas. O resto chegou a ser rotulado como "DNA lixo". Em tese, não guardaria dados relevantes. Hoje, os cientistas sabem que o "lixo" - reabilitado com o nome de DNA não codificante - exerce um papel fundamental e, até agora, pouco compreendido no metabolismo celular. Surge assim outro labirinto de perguntas.

"É como escalar uma montanha", compara Sergio Verjovski Almeida, do Instituto de Química da USP. "Muitas vezes, quando você chega ao topo, avista outro cume mais alto para subir." [SIC ULTRA PLUS 2: Foi pro saco a tese de escalar o Monte Improvável de Richard Dawkins!!!] Almeida pesquisa o genoma do câncer. Estuda, por exemplo, o papel do DNA não codificante em tumores.

A história da proteína p53, descoberta em 1979, mostra como a complexidade não conhece limites. [SIC ULTRA PLUS 3: Especialmente a complexidade irredutível de sistemas biológicos e a informação complexa especificada, teses defendidas pela teoria do Design Inteligente] De início, ela foi vista apenas como um supressor tumoral. Na última década, pesquisadores descobriram que a p53 se liga a regiões do genoma para controlar a transcrição de substâncias que coordenam o crescimento celular. Hoje sabemos que ela interfere em milhares de posições do DNA. Também interage com inúmeras proteínas que alteram seu comportamento original.

O gene responsável pela produção da p53 pode ser lido de nove formas, fabricando versões da proteína com funções tão diferentes como garantir a fertilidade ou promover o desenvolvimento do embrião. A cada semana, surgem artigos sobre novas facetas da p53. E ela constitui apenas uma peça de um quebra-cabeça com milhares. [SIC ULTRA PLUS 4: limitado pela tecnologia e ciência de seu tempo, Darwin nada sabia desse quebra-cabeça. Por essa e outras descobertas científicas, já se faz mais do que imperativo uma revisão profunda ou simples rejeição da teoria da evolução. A Síntese Evolutiva Ampliada não pode ser selecionista]

Para entender sistemas tão complexos, biólogos buscaram ajuda na computação. [SIC ULTRA PLUS 5: A biologia computacional favorece mais a teoria do Design Inteligente a do Design Não Inteligente] Segundo um levantamento realizado pela revista científica Nature, quando o genoma humano foi anunciado, em 2000, havia 8 bilhões de letras químicas armazenadas nos três principais bancos de dados do mundo. Hoje, as mesmas instituições - nos EUA, Japão e Europa - guardam 270 bilhões de pares de bases de DNA.

Não é fácil processar tanta informação. Mesmo assim, o maior desafio ainda é extrair conhecimento dos dados e terapias dos conhecimentos. Em 1989, Francis Collins, que mais tarde coordenaria o Projeto Genoma Humano, identificou o gene alvo das mutações que causam a fibrose cística, doença grave que compromete vários órgãos e leva à morte prematura.

Em um artigo de março deste ano, Collins afirma que a descoberta custou US$ 50 milhões e vários anos de trabalho. Atualmente, bastariam poucos dias, alguns milhares de dólares e um estudante de pós-graduação competente. Vinte anos de pesquisa baratearam o sequenciamento, mas não trouxeram a cura da fibrose cística.

Também existem boas notícias. Pelo menos quatro medicamentos para câncer nasceram de pesquisas relacionadas ao Projeto Genoma. Iniciativas como o Atlas Genômico do Câncer, que reúne 20 mil projetos para mapear mutações relacionadas a tumores e apontou candidatos interessantes para terapias.

O geneticista José Pedro Fonseca, que passou um ano no Instituto J. Craig Venter, nos Estados Unidos, recorda o princípio conhecido como "primeira lei da tecnologia" para descrever o impacto do genoma humano na história. "Como em outras áreas, os resultados foram superestimados no curto prazo, mas se mostrarão subestimados no longo."

''Brasil precisa criar massa crítica de pesquisa'' [SIC ULTRA PLUS 6: O Brasil também precisa criar massa crítica das teorias colapsantes, e romper com a síndrome dos soldadinhos de chumbo -- todo o mundo pensando igual e ninguém pensando em nada!]

Se o país quer se tornar protagonista no campo da genômica, deve aumentar o número de pesquisadores que atuam na área. Essa é a opinião do biólogo Fernando Reinach, colunista do Estado e um dos coordenadores do projeto que decifrou o genoma da bactéria Xylella fastidiosa e introduziu brasileiros nas técnicas de sequenciamento.

- Aparentemente, as farmacêuticas investem pouco em pesquisas com o genoma. Por quê?

As grandes indústrias preferem apostar em propostas de terapias que estão em um estágio mais avançado de desenvolvimento. Atualmente, elas enfrentam um problema: possuem poucos remédios prontos para serem lançados no mercado. Os estudos com o genoma ainda estão na fase de pesquisa básica. Se elas apostam em um projeto que vai levar 10 ou 20 anos para virar um produto, o que vão vender até lá?

- Como você avalia a participação do Brasil nos esforços para interpretar o genoma humano?

Há pesquisadores trabalhando nessa área. Mas são poucos. Precisaria haver muito mais para aumentar as chances de as pesquisas se transformarem em terapias. Funciona como um funil. Nos Estados Unidos, há centenas de cientistas nas universidades realizando pesquisa básica. Eventualmente, algumas dezenas descobrem coisas interessantes e criam pequenas empresas de biotecnologia para viabilizar novas terapias. Quem descobre uma alternativa promissora vende a tecnologia (por um ótimo preço) para uma multinacional farmacêutica que produzirá o medicamento. No Brasil, há pouca gente na universidade fazendo pesquisa básica. Logo, quase ninguém deixa a academia para desenvolver uma boa ideia. Por fim, a maior parte da indústria farmacêutica nacional possui pouco capital para realizar os testes clínicos e lançar um novo produto no mercado.

- Além da medicina personalizada, quais frutos podemos esperar dos estudos com o genoma?

Somos o resultado de uma interação entre nosso patrimônio genético e nossas circunstâncias pessoais. O genoma vai desvendar uma das parcelas dessa equação, revelando algo sobre o nosso futuro. Além disso, a medicina tradicional também vai tirar proveito das pesquisas com o genoma.

- Quais as implicações éticas?

Informações sobre o genoma poderão revelar que uma pessoa tem predisposição para determinadas doenças, com graves consequências pessoais e sociais, como o impacto em cláusulas de seguros de saúde ou em decisões trabalhistas. Contudo, os dilemas éticos poderão ser resolvidos com uma regulamentação sensata.

(Alexandre Gonçalves)

(O Estado de SP, 27/6)

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Sequenciar [o genoma] é uma coisa, entender é outra

JC e-mail 4040, de 28 de Junho de 2010.

6. Sequenciar é uma coisa, entender é outra, artigo de Herton Escobar

"Muito se avançou, mas uma década ainda é pouco para desvendar a complexidade do genoma e entender como ele se relaciona com as doenças e a vida"

Herton Escobar é jornalista. Artigo publicado em "O Estado de SP":

A grande promessa anunciada pelo sequenciamento do genoma humano era a medicina personalizada. Num futuro não muito distante, diziam, seríamos capazes de diagnosticar riscos e prescrever tratamentos perfeitamente adaptados ao DNA de cada paciente. Dez anos depois, a grande reclamação é que essa promessa não foi cumprida. Até agora. Não da maneira nem na escala que se gostaria, pelo menos.


Fracasso? Dinheiro jogado no lixo? De maneira alguma. O Projeto Genoma Humano foi, ainda é e sempre será um dos maiores feitos da história da ciência. A sequência de 3 bilhões de letrinhas, por si só, não resolve nada. É apenas uma lista de referência, um livro de consultas. Não soluciona nenhum problema. Não cura nenhuma doença. Mas faz o que toda boa ciência faz: levanta um monte de perguntas importantes, que não podiam ser feitas antes e abrem caminho - essas sim! - para uma série de aplicações científicas e tecnológicas.

Entre elas, a tal medicina personalizada. Que, de fato, já existe, mas sua aplicação ainda é limitada por uma série de complicações de ordem científica, econômica e tecnológica. O principal problema é que o genoma humano é muito mais complexo do que se pensava. Mas só sabemos disso porque resolvemos sequenciá-lo.

Há casos de doenças que podem ser relacionadas a um único gene, uma única mutação. Mas elas são a exceção. Quase tudo que acontece no nosso organismo, na verdade, envolve a atividade de vários genes e também de regiões não gênicas, que não codificam proteínas, mas codificam mensagens internas de RNA, que controlam o funcionamento de um ou mais genes, que podem estar inseridos em pontos completamente diferentes do genoma.

Soa complicado? Pois é. O que vai trazer benefícios clínicos para o ser humano não é o sequenciamento do genoma, mas a compreensão das informações contidas nessa sequência. E, principalmente, das implicações de como ela varia de uma pessoa para outra. Pois é disso que depende a medicina personalizada. Se uma tal pessoa tem um A no lugar de um C, o que isso significa? Pode significar que o tumor dela vai entrar em metástase, em vez de ficar quietinho onde está. Ou que esse quimioterápico não vai funcionar para ela. Mas aquele outro vai. Ou pode não significar absolutamente nada.

É difícil saber. A medicina personalizada vai chegar, sem milagres, aonde for possível. Se não chegar, terá valido a pena assim mesmo. Esse "futuro não muito distante" da promessa precisa ser definido com cuidado. Dez anos, em ciência, não é tanto tempo assim. Ainda mais para um tema tão complexo quanto esse.
Além de entender melhor o genoma, é preciso baratear o sequenciamento. Hoje ele custa cerca de US$ 10 mil para um genoma humano completo. A meta é chegar abaixo de US$ 1 mil. E já tem gente falando em US$ 100. Mas esse é o menor dos problemas. A tecnologia avança rapidamente, e o sequenciamento pode ser feito por máquinas robóticas. Compreender e fazer uso das informações produzidas por elas, porém, é um desafio muito mais complexo, que só cabe ao cérebro humano resolver.

(O Estado de SP, 27/6)

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UMA PERGUNTA INDISCRETA DESTE BLOGGER:

Quais são as muitas dificuldades trazidas pelo Projeto Genoma para o fato, Fato, FATO da evolução através da seleção natural de Darwin no contexto de justificação teórica???

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Isaac Roitman, coordenador de comunicação da UnB, defende todas as formas de divulgação científica

JC e-mail 4040, de 28 de Junho de 2010.

12. Coordenador de comunicação da UnB defende todas as formas de divulgação científica

Isaac Roitman, que também coordena o GT de Educação da SBPC, ressalta importância de aproximar mais a universidade da sociedade

"A ciência nos faz perceber o mundo de uma maneira mais próxima da veracidade". A declaração é de Isaac Roitman, coordenador de Comunicação Institucional da UnB, membro titular da Academia Brasileira de Ciências e coordenador do Grupo de Trabalho de Educação da SBPC.

Em palestra realizada em 24 de junho para pesquisadores do Centro Interdisciplinar de Estudos em Transportes da UnB, ele falou sobre a importância da divulgação científica, criticou a pouca importância dada para a ciência no processo de ensino no Brasil, citou algumas iniciativas contrárias a essa prática e de valorização da ciência, e mencionou ações que a Secretaria de Comunicação (Secom/UnB) pretende implantar para, entre outros objetivos, aproximar mais a universidade da sociedade.

Roitman destacou que a ciência é o melhor caminho para se entender o mundo. Justificou sua afirmação com os inúmeros conceitos hoje superados a partir da pesquisa e do desenvolvimento da ciência. Segundo ele, porém, a divulgação científica é fundamental.

"Se nós não divulgarmos a ciência para a sociedade, ela não vai saber da sua importância e a colocará sempre em segundo plano. Por isso, a divulgação é fundamental para a existência da própria ciência", ressaltou.


O coordenador de comunicação da UnB defendeu que a divulgação científica perpasse todo o ensino desde o fundamental. "Na realidade toda criança nasce um cientista, mas quando entra no ensino formal toda aquela curiosidade e ansiedade por saber é sepultada. Então, a criatividade e a espontaneidade vão se perdendo", lamentou.

Ele lembrou que é muito recente o despertar para a prática de valorização da ciência. "Só agora é que se está começando a dar importância. Mas mesmo a formação do professor da própria disciplina ciência ainda é muito precária", criticou.

Roitman destacou algumas iniciativas voltadas para mudar o atual cenário e que têm como foco os primeiros anos de aprendizagem. Entre elas o projeto "Mão na massa" da Academia Brasileira de Ciência, "Ciência em Foco", adotado no Distrito Federal desde 2008, e "Ciência, Arte e Magia", que estimula a criança a pesquisar sobre temas que sejam de seu interesse, com objetivo de produção de um livro.

"Nós temos o dever, dentro do Sistema Educacional, de estimular as habilidades das pessoas", disse Roitman, defendendo todas as formas de divulgação científica, como as feiras de ciências, museus interativos, revistas especializadas, sites e os jornais diários. Destacou como desafio atualmente a formação de jornalistas especializados nessa cobertura. "Para explicar ciência para um público que não é da academia tem que ter uma linguagem adequada", enfatizou.

Novos instrumentos na UnB

Roitman destacou que a Secom/UnB trabalha hoje em três dimensões: extensão da Semana de Boas Vindas, que hoje termina com a aula de inquietação, e que deve ser prolongada com o objetivo de criar condições para que o estudante aproveite melhor a universidade; a utilização da defesa das teses de mestrado e doutorado como espaço pedagógico, que hoje não é utilizado; e a integração maior da universidade com a sociedade, a partir de caravanas acadêmicas.

"Vamos invadir as escolas de ensino público levando produções científicas, e convidando-os a visitar a universidade", disse.

(Portal do Centro Interdisciplinar de Estudos em Transportes da UnB)

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O Brasil quer a bomba atômica para jogá-la en los hermanos!!!

JC e-mail 4040, de 28 de Junho de 2010.

22. "O Brasil quer a bomba atômica", entrevista com José Goldemberg

Para o físico, ao defender o direito nuclear do Irã, Lula deixa a porta aberta para fazer a bomba

O Brasil aderiu ao Tratado de Não Proliferação Nuclear (TNP) em 1998, durante o governo FHC. O tratado tem 189 signatários. Entre as exceções estão Israel, Paquistão, Índia e Coreia do Norte - países detentores de arsenais nucleares.

Desde 2008, os Estados Unidos pressionam o Brasil a assinar o Protocolo Adicional do TNP. Mais restritivo, o protocolo obriga os países a abrir quaisquer instalações suspeitas à inspeção. O Irã não aderiu e construiu uma usina secreta, revelada em 2009. O Brasil se recusa a assinar o protocolo e defende o direito do Irã de ter a energia nuclear - oficialmente apenas para fins pacíficos.

Para o físico José Goldemberg, uma autoridade internacional em assuntos de energia, essas são evidências, somadas a outras, de que o Brasil busca a posse de armas nucleares.


Leia entrevista:

- Por que o senhor afirma que o governo Lula vê com simpatia a posse da bomba?

Motivos não faltam. Eles vão desde o apoio ao programa nuclear do Irã até as declarações de membros do primeiro escalão, como o vice-presidente José Alencar. Ele defende o desenvolvimento de armas atômicas. Parece uma volta aos tempos da ditadura.

- Qual era a posição dos militares com relação à construção da bomba?

O governo Geisel fez o acordo nuclear com a Alemanha. Era caríssimo. Previa a construção de oito reatores com grau crescente de nacionalização. Cobria todas as etapas da tecnologia nuclear, incluindo o enriquecimento e o reprocessamento de urânio. Lê-se na ata de uma reunião do Conselho de Segurança Nacional, em 1975, que o projeto era para fins pacíficos, mas seria mantida aberta a opção militar. Do ponto de vista técnico fazia sentido. Para quem domina o ciclo nuclear pacífico, o militar não é tão diferente. Claramente, em 1975, o governo deixou a porta aberta para fazer armas nucleares.

- O programa não andou...

A Alemanha iria repassar a tecnologia de supercentrífugas para enriquecer urânio, mas os EUA vetaram. Em troca, os alemães ofereceram outra tecnologia, experimental e duvidosa, a das centrífugas a jato. Aí veio a crise dos anos 1980, tornando o programa nuclear inviável. Das oito usinas, só Angra 1 saiu do papel (em 1984). No governo Sarney, em 1986, revelou-se a existência do poço cavado pelos militares para testes nucleares subterrâneos na Serra do Cachimbo, no Pará. Em 1988, a nova Constituição proibiu o uso da energia nuclear para fins militares. Em 1990, o governo Collor contrariou os militares ao desativar o programa nuclear do Exército e da Força Aérea. A Marinha continuou enriquecendo urânio, nominalmente para fins pacíficos - e sonhando com o submarino nuclear. Em 1998, o governo Fernando Henrique aderiu ao Tratado de Não Proliferação Nuclear.

- O que prevê o TNP?

Foi criado em 1968 para impedir a proliferação de armas nucleares. Sua posse ficou restrita às potências que já as possuíam: EUA, União Soviética, Inglaterra, França e China. O TNP visa o desarmamento nuclear e o uso pacífico da energia nuclear. Até hoje deu certo. Nenhuma bomba foi usada desde 1945. Os americanos cogitaram usar na Guerra da Coreia (1950-1953) e na Indochina, em 1954, para evitar a derrota francesa. A Crise dos Mísseis de 1962 foi o auge da Guerra Fria. Os EUA e a União Soviética tinham 65 mil ogivas. Hoje, EUA e Rússia têm 2 mil cada um.

- Como é a fiscalização do TNP?

É feita pela Agência Internacional de Energia Atômica (AIEA). Ela tem acesso às instalações nucleares oficiais dos signatários - não às secretas.

- Como assim?

A AIEA só pode fiscalizar instalações oficiais. O TNP não permite à AIEA investigar instalações suspeitas. Os EUA temiam o desenvolvimento de programas nucleares secretos no Iraque, no Irã e na Coreia do Norte. Em 1997, criou-se o Protocolo Adicional do TNP. Ele autoriza inspecionar qualquer instalação passível de uso nuclear - como o reator secreto do Irã, revelado em 2009.

- O Brasil apoia o direito do Irã de desenvolver energia nuclear para fins pacíficos. Há relação com o protocolo?

Claro. Desde 2008, os EUA pressionam o Brasil a assinar o Protocolo Adicional. O governo se recusa. O Irã de hoje poderá ser o Brasil de amanhã.

- O secretário de Assuntos Estratégicos, Samuel Guimarães, diz que "foi um erro assinar o TNP" porque a Constituição brasileira já proíbe o uso militar do átomo.

Ele tem razão. Mas, se um dia algum governo decidir mudar a Constituição, não abrirá nenhum precedente. A Constituição de 1988 é a oitava desde a Independência e acumula 62 emendas. Em comparação, os EUA têm a mesma Constituição desde 1776, só com 27 emendas, e a Inglaterra nem Constituição escrita tem. Quando pressionam Brasília a assinar o protocolo, as potências devem estar olhando com atenção nosso histórico constitucional.

- Ter o submarino nuclear na defesa do pré-sal é o argumento do ministro da Defesa, Nelson Jobim, contra a assinatura do protocolo.

Não assinar o protocolo pode tornar o Brasil alvo de sanções internacionais, como as impostas ao Irã pelas Nações Unidas (ONU).

- Nossa economia é muito maior e mais diversificada que a do Irã. Neste cenário, qual sanção teria efeito contra o Brasil?

A ONU pode congelar os bens e as contas bancárias brasileiras no exterior, paralisar o comércio externo e barrar transferências de tecnologia. Se nossa economia é maior e estamos mais integrados ao mundo, isso nos torna mais vulneráveis às sanções, não menos.

- O vice-presidente José Alencar disse o seguinte: "Arma nuclear usada como instrumento dissuasório é de grande importância para um país com 15.000 quilômetros de fronteiras e um mar territorial com petróleo na camada pré-sal. Dominamos a tecnologia nuclear. Temos de avançar nisso aí".

Alencar pode dizer o que quiser. Ele foi eleito, não é um político nomeado. Mas não concorrerá às eleições. Está doente e no fim da vida. O que me preocupa é ver o ministro da Defesa e o secretário de Assuntos Estratégicos, auxiliares diretos do presidente da República, se manifestarem contra o Protocolo Adicional. Em nenhum momento o presidente veio a público desautorizá-los. O silêncio de Lula encoraja a desconfiança de que o Brasil teria intenções de fazer armas nucleares para exercer sua soberania. O Brasil quer a bomba.

- Alencar vê a posse da bomba como uma via de acesso ao assento permanente no Conselho de Segurança da ONU. Ele citou o exemplo do Paquistão, um país pobre, mas com assento em vários organismos internacionais.

Não me parece que passe pela cabeça de alguém de bom-senso ceder ao Paquistão uma vaga no Conselho de Segurança. O Paquistão é uma fonte de preocupação. Está em guerra civil. Suas instituições estão desmoronando e parte do território caiu sob controle da guerrilha islâmica e da rede Al Qaeda. Se o Paquistão deixar de existir, quem será o primeiro a tentar pôr as mãos numa de suas bombas? Osama Bin Laden.

- Temos gente para fazer a bomba?

Sim, muita. A tecnologia não é nova. Havendo vontade governamental e recursos, bastaria alguns anos.

- Não basta ter a bomba. É preciso meios de lançá-la.

O governo retomou o projeto de lançador de satélites. Se existisse, poderia levar ogivas.

(Peter Moon)

(Época, 28/6)

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NOTA CAUSTICANTE DESTE BLOGGER:

Agora eu entendi porque Lula, nosso Grande Timoneiro, e Celso Amorim, seu escudeiro fiel, são a favor do programa nuclear do Irã -- com nítidas intenções de varrer Israel do mapa: o Brasil quer a bomba atômica para lançá-la en los hermanos [preencha o que couber aqui]???

Onde serão feitos nossos testes nucleares? Lá no Cariri??? Quem sabe depois jorra água em abundância e o Nordeste vira mar...

Fui, nem sei por que, pensando, rapadura é doce, mas não é mole não!

Visitante ilustre: Ministério Público Federal - Procuradoria Geral da República

Desafiando a Nomenklatura Científica
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Seja bem vindo, Exmo. Sr. Procurador!

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O Big Bang está errado sobre a origem do universo?


Vide os demais vídeos desta série da BBC:






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NOTA IMPERTINENTE DESTE BLOGGER:

Pos que os físicos, astronômos, cosmólogos e outros das ciências duras (que têm leis) são mais receptivos com as mudanças paradigmáticas do que os biólogos, cuja ciência não tem leis (tem somente um princípio: o da seleção natural) são iguais mulas quando empacam, e não se convencem de que estão fazendo 'ciência normal' através de uma teoria colapsante e nunca corroborada em um contexto de justificação teórica.

É a ciência que faz isso? Não é, é o poder do paradigma e uma agenda filosófica materialista que impede o avanço da ciência em biologia.

Fui, nem sei por que, pensando em Søren Løvtrup, um evolucionista honesto que disse:

"I believe that one day the Darwinian myth will be ranked as the greatest deceit in the history of science."

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Futebol: o que era esporte de cavalheiros virou esporte de canalhas y otras cositas mais

Manuel Neuer não consegue evitar gol, mas conta com erro do árbitro uruguaio Jorge Larrionda

Vocês se lembram de 'la mano de Dios' de Maradona, da Argentina? De Thierry Henry, da França? De Luis Fabiano, do Brasil? E agora o goleiro Manuel Neuer, da Alemanha, que eu esperei tivesse a coragem de dizer ao juiz Larrionda que a bola tinha entrado. Na maior cara de pau Neuer admitiu que enganou o juiz.

E o Larrionda não validou o gol legítimo de Lampart...

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Neuer admite ter enganado árbitro em gol não validado para a Inglaterra
Das agências internacionais
Em Johanesburgo (África do Sul)

O goleiro da seleção alemã Manuel Neuer admitiu que confundiu o árbitro uruguaio Jorge Larrionda ao colocar rapidamente em jogo a bola após o chute de Frank Lampard que entrou no gol e causou críticas para a arbitragem e a Fifa com a não-validação do que seria o gol de empate da Inglaterra contra a Alemanha na derrota por 4 a 1.

A bola bateu na parte inferior do travessão e bateu quase 1 m dentro da linha, mas o goleiro Neuer logo pegou a bola e saiu jogando rapidamente como se nada tivesse acontecido.

“Estava seguro de que havia passado a linha, mas acho que minha reação ao sair jogando tão rapidamente confundiu o árbitro e lhe fez pensar que a bola não havia entrado”, declarou o goleiro alemão após a partida em Bloemfontein.
...

“E, no efeito, a bola entrou e deveria ser gol para a Inglaterra. Foi sorte nossa e azar para eles”, afirmou o jogador alemão.

...

Neanderthais diferiam muito pouco dos humanos modernos

Neandertals 'Hardly Differed at All' from Modern Humans

ScienceDaily (May 6, 2010) — How much do we, who are alive today, differ from our most recent evolutionary ancestors, the cave-dwelling Neandertals, hominids who lived in Europe and parts of Asia and went extinct about 30,000 years ago? And how much do Neandertals, in turn, have in common with the ape-ancestors from which we are both descended, the chimpanzees?

Source: What's this

Although we are both hominids, the fossil record told us long ago that we differ physically from Neandertals, in various ways. But at the level of genes and the proteins that they encode, new research published online May 6 in the journal Sciencereveals that we differ hardly at all. It also indicates that we both -- Neandertals and modern humans -- differ from the chimps in virtually identical ways.

"The astonishing implication of the work we've just published," says Prof. Gregory Hannon, Ph.D., of Cold Spring Harbor Laboratory (CSHL), "is that we are incredibly similar to Neandertals at the level of the proteome, which is the full set of proteins that our genes encode."

Collaboration with a paleogenetics pioneer

Hannon, who is also an Investigator of the Howard Hughes Medical Institute and is well known for his work on small RNAs and RNA interference, was invited this past year to help examine Neandertal DNA by Dr. Svante Pääbo, a pioneer in paleogenetics, a field that employs genome science to study early humans and other Paleolithic-era creatures. In a separate paper, Pääbo's team today publishes in the same issue ofScience the first complete genome sequence for Neandertal, an achievement that builds on work he has led since 2006 at the Max Planck Institute for Evolutionary Genomics in Leipzig.
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Read more here/Leia mais aqui: Science Daily

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Modificações globais dos ventos podem ter introduzido um clima mais quente no fim da última idade do gelo

Global Wind Shifts May Have Ushered in Warmer Climate at End of Last Ice Age

ScienceDaily (June 27, 2010) — Scientists still puzzle over how Earth emerged from its last ice age, an event that ushered in a warmer climate and the birth of human civilization. In the geological blink of an eye, ice sheets in the northern hemisphere began to collapse and warming spread quickly to the south. Most scientists say that the trigger, at least initially, was an orbital shift that caused more sunlight to fall across Earth's northern half. But how did the south catch up so fast?

Sea ice in the North Atlantic may have reorganized Earth's winds, spreading warmth from the northern hemisphere to south at the end of the last ice age. (Credit: NASA.)

In a review paper published June 25 in the journal Science, a team of researchers look to a global shift in winds for the answer. They propose a chain of events that began with the melting of the large northern hemisphere ice sheets about 20,000 years ago. The melting ice sheets reconfigured the planet's wind belts, pushing warm air and seawater south, and pulling carbon dioxide from the deep ocean into the atmosphere, allowing the planet to heat even further. Their hypothesis makes use of climate data preserved in cave formations, polar ice cores and deep-sea sediments to describe how Earth finally thawed out.

"This paper pulls together several recent studies to explain how warming triggered in the north moves to the south, ending an ice age," said study co-author Bob Anderson, a geochemist at Columbia University's Lamont-Doherty Earth Observatory. "Finally, we have a clear picture of the global teleconnections in Earth's climate system that are active across many time scales. These same linkages that brought the earth out of the last ice age are active today, and they will almost certainly play a role in future climate change as well."

Earth regularly goes into an ice age every 100,000 years or so, as its orientation toward the sun shifts in what are called Milankovitch cycles. At the peak of the last ice age, about 20,000 years ago, with New York City and large parts of Europe and Asia buried under thick sheets of ice, Earth's orbit shifted. More summer sunlight began falling on the northern hemisphere, melting those massive ice sheets and sending icebergs and fresh water into the North Atlantic Ocean.
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Read more here/Leia mais aqui: Science Daily

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Science 25 June 2010:
Vol. 328. no. 5986, pp. 1652 - 1656
DOI: 10.1126/science.1184119

The Last Glacial Termination

G. H. Denton,1 R. F. Anderson,2,3,* J. R. Toggweiler,4 R. L. Edwards,5 J. M. Schaefer,2,3 A. E. Putnam1

A major puzzle of paleoclimatology is why, after a long interval of cooling climate, each late Quaternary ice age ended with a relatively short warming leg called a termination. We here offer a comprehensive hypothesis of how Earth emerged from the last global ice age. A prerequisite was the growth of very large Northern Hemisphere ice sheets, whose subsequent collapse created stadial conditions that disrupted global patterns of ocean and atmospheric circulation. The Southern Hemisphere westerlies shifted poleward during each northern stadial, producing pulses of ocean upwelling and warming that together accounted for much of the termination in the Southern Ocean and Antarctica. Rising atmospheric CO2 during southern upwelling pulses augmented warming during the last termination in both polar hemispheres.

1 Department of Earth Sciences and Climate Change Institute, Bryand Global Sciences Center, University of Maine, Orono, ME 04469, USA.
2 Lamont-Doherty Earth Observatory of Columbia University, Post Office Box 1000, Palisades, NY 10964, USA.
3 Department of Earth and Environmental Sciences, Columbia University, New York, NY 10025, USA.
4 Geophysical Fluid Dynamics Laboratory, National Oceanic and Atmospheric Administration, Princeton, NJ 08542, USA.
5 Department of Geology and Geophysics, University of Minnesota, Minneapolis, MN 55455, USA.

* To whom correspondence should be addressed. E-mail: boba@ldeo.columbia.edu

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Professores, pesquisadores e alunos de universidades públicas e privadas com acesso ao site CAPES/Periódicos podem ler gratuitamente este artigo da Science e de mais 22.440 publicações científicas.

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Por qué no te callas, Chávez?

domingo, junho 27, 2010



Chávez e presidente da Síria brincam [???] com participação no "eixo do mal".

Caracas, 27 jun (EFE).- Os presidentes da Venezuela, Hugo Chávez, e da Síria, Bashar al-Assad, admitiram hoje ter amigos e inimigos em comum e ser parte do que os Estados Unidos chamam de o "Eixo do mal", embora o sul-americano tenha dito que a siglas corresponde ao "Movimento dos Aliados Livres" (MAL).

"Meio a sério e meio como piada" a criação do MAL como instância integradora deveria ser analisada, acrescentou Chávez, convidado para um encontro com Assad em um hotel de Caracas com representantes dos ao redor de 700 mil venezuelanos de origem síria.

"Temos inimigos comuns: o império ianque e o Estado genocida de Israel", disse Chávez previamente. Ele acrescentou que como amigos, além disso, contam em comum a nações que têm como objetivo "levar adiante uma revolução socialista, pondo pela frente em primeiro lugar os interesses" dos povos.
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Texto integral: Folha de São Paulo

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Por, para e com Israel, sempre!

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COMENTÁRIO CAUSTICANTE DESTE BLOGGER:

Por qué no te callas, Chávez? Alguém precisa fazer calar de vez este ditadorzinho borrabotas que virou celebridade da esquerda idiota latino-americana e mundial! Um 'acidente' em Miraflores, por exemplo...

Qual vai ser a reação das nações democráticas contra esta agressão e ameaça de guerra verbal contra Israel? Nenhuma, pois são todas, à exceção dos Estados Unidos, capachas dos árabes e inimigas veladas de Israel. Lula e Celso Amorim que o digam!!! E vamos receber Bashar al-Assad com beijos e flores???

Israel tem todo o direito de se defender e atacar seus inimigos, onde quer que eles estejam. Tomem nota: nós não teremos Holocausto 2!!!

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Para Gilad Shalit: Tefiloh Leoni - Mordechai Ben David


Marcha por soldado sequestrado em Gaza reúne 10 mil em Israel

Jerusalém, 27 jun (EFE).- Milhares de israelenses se juntaram hoje à passeata iniciada pelos pais do soldado Gilad Shalit, refém em Gaza há quatro anos, para exigir do primeiro-ministro Benjamin Netanyahu que aceite uma troca com o movimento islâmico Hamas.
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Texto completo aqui: Folha de São Paulo



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Para, por e com Israel, sempre!

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Vote neste blog para o prêmio TOPBLOG 2010.

Mais design inteligente: os mRNAs são 'regulados' de maneiras nunca dantes consideradas

Messenger RNAs Are Regulated in Far More Ways Than Previously Appreciated

ScienceDaily (June 25, 2010) — One way of regulating protein levels in cells is to shorten the lifespan of messenger RNAs (mRNAs). These are intermediary molecules that are first copied from DNA in the cell's nucleus via a process called transcription and then transported into the cell's body to be translated into protein.


A team of molecular biologists from Cold Spring Harbor Laboratory (CSHL) has now discovered that mRNAs can be targeted for destruction by several modes and molecules, highlighting a previously unanticipated complexity in the control and regulation of the cell's genetic messages. Their findings are detailed in a paper that appears in Molecular Cell on June 25th.

"In addition to revealing the surprising diversity of post-transcriptional events that regulate mRNAs, our work also points to new roles for a family of proteins that mediate RNA interference or RNAi," said CSHL Professor and HHMI Investigator Gregory Hannon, Ph.D., who led the team.

In RNAi, tiny bits of RNA that are about 21 "letters" or nucleotides long latch on to longer messenger RNA strands at regions where their nucleotide sequences are complementary. The tiny RNAs, called microRNAs, serve as guides to a family of proteins called Argonautes. The binding of the microRNA-Argonaute complex to its mRNA target triggers its destruction.

In mammals, this destruction has, until now, mostly been attributed to the activation of cellular pathways that destabilize the mRNA molecule, causing it to decay. By using a method that combines computational predictions with experimental testing, Hannon's group has now detected other modes of mRNA destruction that involve cleavage of mRNAs by various catalytic, or slicing, enzymes.
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Read more here/Leia mais aqui: Science Daily

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Molecular Cell, Volume 38, Issue 6, 781-788, 25 June 2010 | Copyright © 2010 Elsevier Inc. All rights reserved. | 10.1016/j.molcel.2010.06.001

Diverse Endonucleolytic Cleavage Sites in the Mammalian Transcriptome Depend upon MicroRNAs, Drosha, and Additional Nucleases

Fedor V. Karginov,Sihem Cheloufi,Mark M.W. Chong,Alexander Stark,Andrew D. Smith,Gregory J. Hannon

Highlights

Transcriptome-wide RACE identifies sites of endonucleolytic cleavage in mRNAs
Ago2 catalyzes numerous miRNA-guided mRNA cleavages
Drosha appears to have many mRNA substrates, which it may cleave directly
Ago2- and Drosha-independent cleavages imply involvement of additional nucleases

Summary

The life span of a mammalian mRNA is determined, in part, by the binding of regulatory proteins and small RNA-guided complexes. The conserved endonuclease activity of Argonaute2 requires extensive complementarity between a small RNA and its target and is not used by animal microRNAs, which pair with their targets imperfectly. Here we investigate the endonucleolytic function of Ago2 and other nucleases by transcriptome-wide profiling of mRNA cleavage products retaining 5′ phosphate groups in mouse embryonic stem cells (mESCs). We detect a prominent signature of Ago2-dependent cleavage events and validate several such targets. Unexpectedly, a broader class of Ago2-independent cleavage sites is also observed, indicating participation of additional nucleases in site-specific mRNA cleavage. Within this class, we identify a cohort of Drosha-dependent mRNA cleavage events that functionally regulate mRNA levels in mESCs, including one in the Dgcr8 mRNA. Together, these results highlight the underappreciated role of endonucleolytic cleavage in controlling mRNA fates in mammals.

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Professores, pesquisadores e alunos de universidades públicas e privadas com acesso ao site CAPES/Periódicos podem ler gratuitamente este artigo do Molecular Cell e de mais 22.440 publicações científicas.

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NOTA DESTE BLOGGER:

Quanto mais a ciência avançar, nós veremos mais e mais complexidade nas coisas vivas que uma teoria do século 19, epistemicamente moribunda no século 20, não consegue explicar essa complexidade no século 21.

Que venga la nueva teoría de evolución, a SÍNTESE EVOLUTIVA AMPLIADA que, por essa e outras descobertas científicas, não pode ser selecionista. A não ser que prevaleça a ideologia do materialismo filosófico que posa como se fosse ciência...

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Marcelo Leite 'roda a baiana', mas o aquecimento global antropogenicamente provocado nem é ciência de meia tigela

sábado, junho 26, 2010

23/06/2010-01h20

Céticos de meia-tigela

EM BONN - Um dos assuntos mais discutidos aqui no Fórum de Mídia Global, organizado pela Deutsche Welle (variante alemã da BBC), tem sido como lidar com os chamados "céticos" do aquecimento global antropogênico (causado pelo homem). Jornalistas de ciência e ambiente, maioria do público no evento, se confessam exasperados com a desmedida projeção alcançada pelos profissionais da dúvida.

Uma das conclusões é que eles já começaram a ganhar mais atenção do que lhes é devida ao se tornarem conhecidos como "céticos", coisa que a rigor não são. Eles têm certeza de que o aquecimento global antropogênico (AGA, para encurtar) não existe.

Ou, se o AGA existe, têm certeza de que é negligenciável. Ou, então, de que o AGA não afeta o clima da Terra mais do que as variações naturais do clima. Ou, ainda, de que o AGA pode ser positivo para a humanidade, de que nada se pode fazer contra ele, de que é uma conspiração de países ricos para impedir o desenvolvimento dos pobres, de que é uma conspiração dos pobres para arrancar dinheiro dos ricos, para prejudicar a competitividade da economia americana...

Numa palavra, eles vivem de levantar dúvidas --na cabeça dos outros. Não mereceriam, por isso, ser chamados de "céticos". O correto seria denominá-los "contrários", ou "negacionistas". Céticos de verdade são, ou deveriam ser, os cientistas e os jornalistas, cujas atividades poderiam bem ser descritas como ceticismo organizado.

A maior paulada na reputação dos negacionistas, contudo, não partiu de Bonn. Está num artigo publicado ontem no periódico científico "PNAS", da Academia de Ciências dos Estados Unidos. Nele, quatro pesquisadores das universidades de Stanford (EUA) e de Toronto (Canadá) mostram que as credenciais científicas dos contrários são pífias.

O instrumento principal da investigação foi o Google Scholar (ou Google Acadêmico, no Brasil). Como primeiro passo, os pesquisadores relacionaram 1.372 autores de artigos e relatórios científicos sobre clima e também signatários de manifestos e abaixo-assinados a favor ou contra o AGA.
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Leia mais aqui: Folha de São Paulo

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NOTA CAUSTICANTE DESTE BLOGGER:

Marcelo Leite se mostrou um jornalista científico de meia tigela com este artigo ao 'rodar a baiana' com os céticos, chamando-os de céticos de meia tigela. Eu sou um desses céticos, mas sei de pelo menos mais de 30.000 cientistas céticos do aquecimento global ser antropogenicamente provocado.

NOTA BENE, estes cientistas 'negacionistas'[seja lá o que isso signifique no dicionário deste jornalista] não negam que o clima está mudando, nem a parcela de contribuição humana para isso: eles negam a afirmação de que o homem é unicamente responsável por isso.

Marcelo Leite defendeu na Folha de São Paulo, com unhas e dentes, o comportamento bandido dos cientistas que sonegaram, deturparam informações científicas contrárias ao relatório do IPCC, que ameaçaram os cientistas críticos e oponentes. Defender cientistas bandidos não faz de Marcelo Leite tão bandido quanto eles? Não sei...

O aquecimento global antropogenicamente provocado nem ciência de meia tigela é. Marcelo Leite, qual hipótese a turma de cientistas bandidos do IPCC apresenta para a comunidade científica 'reproduzir' em laboratórios e assim corroborar que a mudança climática realmente é provocada pelo homem? Nenhuma!

Ciência? Sem hipóteses testáveis? Nem ciência de meia tigela é. E os defensores desse 'modelo' são o quê? Nem meia tigelas furadas são. Vão caçar sapos de botas lá no lago, que o relatório do IPCC está parecendo muito mais com aquela brincadeira de crianças olhando as nuvens e 'dizendo' as figuras que elas formam...

Consenso em ciência? Procure sua carteira epistêmica. Ela pode estar sendo tungada!!!

Aqui com este blogger é assim: bateu, levou! Marcelo Leite, jornalista científico de meia tigela!

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Biologia computacional favorece mais qual teoria? Design Inteligente ou Design Não Inteligente?

Published online 25 November 2009 | Nature 462, 408-410 (2009) | doi:10.1038/462408a

News Feature
Computational biology: Biological logic

An intuitive approach to computer modelling could reveal paths to discovery, finds Lucas Laursen.

Lucas Laursen


Grabbing one of the three laptops in her office at Microsoft Research in Cambridge, UK, Jasmin Fisher flips open the lid and starts to describe how she and her collaborators used an approach from computer science to make a discovery in molecular biology.

Fisher glances across her desk to where her collaborator, Nir Piterman of Imperial College London, is watching restlessly. "I know you could do this faster," she says to Piterman, who is also her husband. "But you are a computer scientist and I am a biologist and we must be patient."

After a few moments, patience is rewarded: Fisher pulls up a screen of what looks like programming code. Pointing to a sequence of lines highlighted in red, she explains that it is a warning generated by software originally developed for finding flaws in microchip circuitry. In 2007, she, Piterman and their colleagues found a similar alert in a simulation they had devised for signalling pathways in the nematode worm Caenorhabditis elegans. Using that as a clue, they predicted and then experimentally verified the existence of a mutation that disrupts normal cell growth1.

'Executable biology', as Fisher calls what she's demonstrating, is an emerging approach to biological modelling that, its proponents say, could make simulations of cells and their components easier for researchers to build, understand and verify experimentally.

The screen full of code doesn't look especially intuitive to a non-programmer. But Fisher toggles to another window that shows the same C. elegans simulation expressed graphically. It now looks much more like the schematic diagrams of cell–cell interactions and cellular pathways that biologists often sketch on white boards, in notebooks or even on cocktail napkins. One big goal of executable biology is to make model-building as easy as sketching. Fisher explains that each piece of biological knowledge pictured on the screen, such as the fact that the binding of one protein complex to another is necessary to activate a certain signal, corresponds to a programming statement on the first screen. Likewise, the diagram as a whole — illustrating, say, a regulatory pathway — corresponds to a sequence of statements that collectively function as a computer simulation. 

Ultimately, she says, this kind of software should develop to a point at which researchers can draw a hypothetical pathway or interaction on the screen in exactly the way they're already used to doing, and have the computer automatically convert their drawing into a working simulation. The results of that simulation would then show the researchers whether or not their hypothesis corresponds to actual cell behaviour, and perhaps — as happened in the 2007 work — make predictions that suggest fruitful new experiments.
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HT/TC: Bradford Read more here/Leia mais aqui: Telic Thoughts

NOTA DESTE BLOGGER:

Qual referencial teórico é mais favorecido pela biologia computacional -- Design Inteligente ou Design Inteligente? Pelo andar da carruagem epistêmica, a teoria da evolução através da seleção natural de Darwin leva uma goleada da teoria do Design Inteligente.

Mãos à obra, oops, ao contexto de justificação teórica da biologia computacional. Quem foi mesmo que disse que o DNA é como um programa de software, mas muito mais complexo do que os até aqui inventados? Bill Gates!!! Gente, eu acho que vocês são telepatas.

E ainda têm a cara de pau de dizer que a TDI impede o avanço da ciência. Qual ciência caras-pálidas???

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O descarrilamento epistêmico da teoria da evolução através da seleção natural de Darwin

sexta-feira, junho 25, 2010


O que falta para a Nomenklatura científica reconhecer este desastre epistêmico da teoria da evolução através da seleção natural de Darwin? O fato, Fato, FATO da evolução está sendo devidamente corroborado no contexto de justificação teórica como o maior desatre epistêmico em toda a história da ciência. Quem viver, verá...

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O tipo certo de elitismo ou de arrogante prepotência?

The right kind of elitismNature 465, 986 (24 June 2010) doi:10.1038/465986aPublished online 23 June 2010

National academies can be pivotal in speaking up for science, both to those in power and to the public.

Britain's Royal Society is 350 years old this year, and its track record is one worthy of celebration. It stands today as a relatively successful model of what an independent national academy can achieve, having made itself both highly regarded in the corridors of power and prominent in public debates on major science-related issues (see pages 1002 and 1009).

Such success cannot be taken for granted. In many parts of the world, scientific academies either lack real independence from the state (as in China) or else struggle to make themselves heard within it (as in Italy). And even where academies have established an independent voice — other notable examples include those in the United States, the Netherlands and Sweden — they must still maintain the difficult balance between taking stances that are full-throated enough to make the news, yet not so rash as to tarnish their reputation for impartiality.


As the Royal Society has demonstrated, however, scientific academies able to navigate these treacherous waters can offer authoritative input on contentious public-policy issues such as climate change, or the regulation of human embryonic stem-cell research, and can thus enrich public debate by ensuring that science is properly heard.
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NOTA CAUSTICANTE DESTE BLOGGER:

Eu sou suspeito para falar contra a Nature porque considero esta revista mais como um pasquim ideológico do que uma publicação científica. Toda e qualquer vigilância e cobrança das Academias científicas são mais do que necessárias. São instituições humanas passíveis de erros e de paixões ideológicas.

Foram várias as fraudes perpetradas por membros de sociedades acadêmicas que levaram várias décadas para serem denuciadas e serem devidamente reconhecidas. 

Do jeito que a Nature quer é uma ditadura da Nomenklatura científica sobre todas as sociedades. Isso é muito perigoso e é preciso se rebelar contra essas articulações escravizando a sociedade a um grupo supostamente iluminado. Vade retro, Lucífer!!!

Hay Nomenklatura científica, soy contra!!!

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Academias científicas: na melhor companhia???

Published online 23 June 2010 | Nature 465, 1002-1004 (2010) | doi:10.1038/4651002a

News Feature
Scientific Academies: In the best company

The grandfather of scientific national academies is staging major celebrations this week for its 350th birthday. But, like similar elite groups around the world, Britain's Royal Society has had to work hard to stay relevant and influential, reports Colin Macilwain.

Colin Macilwain

One thing that scientists have learned since the seventeenth century is how to throw a party. This week, the Queen is set to celebrate with hundreds of Britain's most brilliant minds, kicking off a summer of festivities to mark the 350th anniversary of the Royal Society of London for the Improvement of Natural Knowledge.

The public will be invited to partake in a carnival of celebrity lectures, debates, live TV shows and exhibits to showcase science and the Royal Society's role in it. The choice of the South Bank — London's main arts centre and a major tourist bazaar — for the ten-day extravaganza signals the society's hunger to be seen as up to date, inclusive and important, not exclusive and aloof.


National academies of science in more than 100 nations are aiming for the same goal, with varying success. Many were born in an era when a few select individuals practiced science, and those groups evolved to offer behind-the-scenes advice to governments. Now, the academies represent much more diverse communities, and they must take their messages not only to governments but also directly to the public.

The Royal Society and its kindred academies have had to evolve in their own unique ways to meet the challenges of the twenty-first century. They try to offer sober advice on some of the most divisive issues — such as climate change, reproductive biology and genetically modified food — without offending their patrons or members. They must be seen to be independent of government, despite considerable reliance on public funding. And they need to reflect the growing ethnic and gender diversity of the scientific community, while still selecting members on the basis of their scientific reputations.
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FREE PDF GRÁTIS

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NOTA IMPERTINENTE DESTE BLOGGER:

Sou veementemente contra a ditadura da Nomenklatura científica. O discurso de Colin Macilwain atribui muito poder às academias científicas. Elas têm que ficar no lugar onde estão e controladas pela sociedade. Uma sociedade que sucumbe à ditadura de um grupo, mesmo científico, está condenada a perder sua liberdade! 

Podemos pegar em armas [legais] para depor os mandarins da Nomenklatura científica??? Creio que sim...

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