Escola de Jornalismo

sexta-feira, setembro 16, 2011

Authorized use/Uso autorizado

Escola para Jornalistas
"Como escrever uma notícia" 

1. Governo turco islâmico rompe relações com Israel.
    Não diga governo islâmico.

2. A Turquia rompe relações com Israel?
    Melhor. Mas tem algo faltando.

3. A Turquia rompe relações com o governo de direita de Israel.
    Perfeito!

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Para, por e com Israel, sempre! Apesar da decisão unilateral da ONU criando o Estado da Palestina no dia 21 de setembro de 2011.

Ué, mas não tinha sido criado em 1947???

Hazak, hazak, hazak Israel, agora é nós e o resto do mundo, Brasil inclusive!!!

Além da Árvore da Vida: um voo epistêmico evolucionário no escuro até 2020

quinta-feira, setembro 15, 2011

Beyond the Tree of Life

Biology Direct

Edited by: Dr Yan Boucher, Dr Maureen O'Malley 

Collection published: 30 June 2011

Last updated: 23 August 2011


The tree of life (TOL), as an organizing metaphor and concept, has been greatly challenged by the discovery of extensive horizontal gene transfer. While various attempts have been made to preserve the traditional TOL, other efforts are now focused on phylogenetic analysis and evolutionary reconstruction beyond the TOL. The articles in this special thematic series of Biology Direct demonstrate methodologically and conceptually new and constructive ways of working with and thinking about the TOL and its phylogenetic legacy. Whether these approaches modify or ultimately reject the TOL, they show the wealth of insight gained by thinking beyond a central icon of evolutionary biology.

Image courtesy of Mandy Budan.

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James O McInerney, Davide Pisani, Eric Bapteste, Mary J. O'ConnellBiology Direct 2011, 6:41 (23 August 2011)


Research


Julie Beauregard-Racine, Cédric Bicep, Klaus Schliep, Philippe Lopez, François-Joseph Lapointe, Eric BaptesteBiology Direct 2011, 6:39 (20 July 2011)


Review


William F MartinBiology Direct 2011, 6:36 (30 June 2011)


Research


Nick LaneBiology Direct 2011, 6:35 (30 June 2011)


Research


Robert G BeikoBiology Direct 2011, 6:34 (30 June 2011)


Opinion


Ulrich KutscheraBiology Direct 2011, 6:33 (30 June 2011)


Review


Maureen A O'Malley, Eugene V KooninBiology Direct 2011, 6:32 (30 June 2011)


Hypothesis   Open Access Highly Accessed
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NOTA DESTE BLOGGER:

A Árvore da Vida - descendência comum com modificação - é uma hipótese fundamental para a teoria da evolução de Darwin, mas não é corroborada pelas evidências no contexto de justificação teórica. Traduzindo em miúdos: a ancestralidade comum apresentada como fato, Fato, FATO da evolução, está sendo implodida a cada pesquisa.

Sem Árvore da Vida, como é que fica Darwin? Epistemicamente despido, e demando duas coisas - revisão de suas especulações transformistas ou simples descarte. A ciência, fui assim ensinado, abomina o vácuo epistemológico. Se a nova teoria geral da evolução - a SÍNTESE EVOLUTIVA AMPLIADA somente será anunciada em 2020, fica a pergunta: Como estão sendo as pesquisas em biologia evolucionária se não temos mais o referencial teórico da Síntese Evolutiva Moderna??? Voo epistêmico cego???

A Nomenklatura científica e a Grande Mídia tupiniquins em silêncio total sobre uma questão estritamente científica. Por que? É porque tem muita coisa em jogo, especialmente poder, orgulho y otras cositas mais. Todavia, o que é bom em ciência é que a ciência é a busca pela verdade, e os cientistas seguem as evidências aonde elas forem dar.

Ué, mas Darwin não era o homem que teve a maior ideia que toda a humanidade já teve, e sua ideia não é assim nem uma Brastemp em termos macroevolucionários???

Alguém me belisque...

II Workshop ThoMSon Omics na Unicamp

II Workshop ThoMSon Omics

15/09/2011

Agência FAPESP – O II Workshop ThoMSon Omics, com o tema “Aplicações Biológicas de Espectrometria de Massas: Proteômica e Metabolômica”, será realizado dias 21 e 22 de novembro de 2011 no auditório da Faculdade de Ciências Médicas da Universidade Estadual de Campinas (FCM-Unicamp), em Campinas (SP).
O evento é promovido pelo Laboratório ThoMSon de Espectrometria de Massas, coordenado pelo professor Marcos Eberlin. No workshop serão abordados conceitos básicos em espectrometria de massas, instrumentação e tecnologias “omics” (proteômica, metabolômica e lipidômica), assim como aplicações recentes e inovações na área.

Os tópicos que serão debatidos são: “Overview em Espectrometria de Massas”, “Proteômica”, “Lipidômica”, “Metabolômica”, “Tratamento de dados”, “Imagem por Espectrometria de Massas”, “Aplicações de MS em patologia, fisiologia e biotecnologia” e “Aplicações de MS em oncologia”.

Além de Eberlin, o encontro terá entre seus palestrantes Hélio Martins (Applied Biosystems), Ricardo Bertolla e Edson Lo Turco (Universidade Federal de São Paulo), Christina Ferreira (Purdue University) e Fabio D'Alexandri e Heliara Nascimento (Unicamp).

As vagas são limitadas. Mais informações e inscrições: workshop.thomson@gmail.com.

Fonte: Agência Fapesp

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NOTA DESTE BLOGGER:

O Prof. Dr. Marcos Nogueira Eberlin coordena o Laboratório ThoMSon de Espectrometria de Massas da Unicamp, é membro da Academia Brasileira de Ciências e do NBDI - Núcleo Brasileiro de Design Inteligente.

O mito da Grande Mídia de uma Jerusalém sendo duas cidades

quarta-feira, setembro 14, 2011



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Para, por e com Israel, sempre! Apesar de [preencher as lacunas...]

Pesquisa na USP usa de aspectos da teoria do Design Inteligente

terça-feira, setembro 13, 2011

Técnica detecta fraude em transação bancária via internet

Com informações da Agência USP - 10/09/2011

O professor Stephan Kovach, Escola Politécnica (Poli) da USP, desenvolveu um novo sistema para que as instituições bancárias possam detectar fraudes em transações financeiras via internet.

Identificação única do computador

O método é baseado na coleta de uma série de dados do computador do usuário que, juntamente com o IP, compõem uma identificação única da máquina de onde está sendo feito o acesso.

Nas simulações, o método foi capaz de detectar a fraude com um êxito de 90% a 94%, contra 70% do método tradicional.

"Os sistemas tradicionais usados pelos bancos geralmente consideram apenas métodos estatísticos, que levam em conta o comportamento do cliente, como datas de pagamentos de contas, saques, transferências, valores máximos retirados, etc.", diz o engenheiro.

A proposta desenvolvida por Kovach alia o método tradicional de análise do comportamento do cliente à análise da identidade da máquina de onde a conta bancária está sendo acessada.

O sistema inclui um módulo a ser baixado pelo usuário. Esse pequeno programa gera a identificação do computador juntando informações como sistema operacional, número de série do processador, endereço MAC da placa de rede e "outros detalhes de configuração".

"Geralmente as pessoas mantêm um número limitado de contas bancárias, e as acessam de um ou dois computadores diferentes. Então, podemos deduzir que, se uma mesma máquina tenta acessar diversas contas acima de um número pré-estabelecido pelo administrador do banco, é porque há algo errado", explica o pesquisador.

Prevenção das fraudes

Kovach explica que há duas vertentes nesta área: a prevenção de fraudes e a detecção de fraudes.

"A prevenção consiste em tomar medidas para evitar que ocorram fraudes antes do término de uma transação. A prevenção é feita normalmente durante a fase de autenticação de um usuário tradicionalmente utilizando senhas, frases secretas, dispositivos de geração de códigos secretos (tokens), etc.", esclarece.

"Muitas pessoas recebem e-mails fraudulentos dizendo que o nome delas está no Serasa e que, para limpá-lo, basta acessar um determinado link. Quando a pessoa acessa o endereço, é instalado um programa no computador que fornecerá ao golpista informações sigilosas da pessoa, como número da conta corrente e senha", explica.

De posse da senha bancária, o fraudador tentará acessar a conta e realizar alguma transação indevida.

Detecção das fraudes

O próximo estágio é a detecção da fraude. "Ela entra em ação quando a prevenção não consegue evitar a fraude", conta o pesquisador.

É quando o banco percebe que uma transação bancária está sendo realizada por alguém não autorizado, que se faz passar pelo dono da conta bancária a fim de efetuar pagamento de contas, retiradas e transferência de dinheiro, e outras transações sem autorização.

"Os fraudadores costumam atacar várias máquinas ao mesmo tempo a fim de roubar as senhas bancárias. Se ele ataca, por exemplo, 1.000 computadores e consegue invadir, de fato, 5 deles, já consegue alguma coisa", destaca Kovach.

Por isso, se uma mesma máquina e, respectivamente, uma mesma identidade, acessa diversas contas bancárias ao mesmo tempo, será o indicativo de que há algo errado. É emitido um alarme e o banco tem a possibilidade de bloquear aquela transação.

De acordo com o pesquisador, algumas empresas já se interessaram pelo sistema.


NOTA DESTE BLOGGER

A teoria do Design Inteligente afirma que sinais de inteligência são detectados na natureza, e que um desses sinais seria a informação complexa especificada. Ao buscar detectar os sinais de fraude, o professor Stephan Kovach, Escola Politécnica (Poli) da USP, embora não saiba ou defenda a TDI, e nem faça parte do grupo de professores e pesquisadores universitários do NBDI - Núcleo Brasileiro de Design Inteligente, ele usou de princípios da TDI.

Quem disse que a TDI não se faz presente em pesquisas científicas???

Células-tronco adultas e embrionárias são quase idênticas


A study released Sunday shows embryonic stem cells and induced pluripotent stem cells are almost identical. Since human IPS cells were first produced from mouse cells in 2006 and from human cells in 2007, it has been thought they were equivalent to embryonic stem cells, which are controversial because they are derived from human embryos. But new research, directed by Josh Coon, a UW-Madison associate professor of chemistry and biomolecular chemistry, shows the proteins in the two types of cells are almost identical...Coon, whose lab did the research in collaboration with Thompson’s lab, said there is less than a 1 percent difference in the proteins between one cell type and the other. 


Alguns pensamentos sobre a pesquisa com células-tronco embrionárias:

Dr. Yamanaka was an assistant professor of pharmacology doing research involving embryonic stem cells when he made the social call to the clinic about eight years ago. At the friend’s invitation, he looked down the microscope at one of the human embryos stored at the clinic. The glimpse changed his scientific career. 

“When I saw the embryo, I suddenly realized there was such a small difference between it and my daughters,” said Dr. Yamanaka, 45, a father of two and now a professor at the Institute for Integrated Cell-Material Sciences at Kyoto University. “I thought, we can’t keep destroying embryos for our research. There must be another way.” 

Dr. Shinya Yamanaka 


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NOTA DESTE BLOGGER:

A pesquisa com células-tronco embrionárias [leia-se pesquisa feita com um ser humano] levanta questões éticas e morais muito importantes.

Os pesquisadores mais expoentes nesta área reconhecem isso, e sendo assim a sociedade não pode, como fez recentemente, assinar um cheque em branco para os cientistas pesquisarem nesta área científica, e o Senado brasileiro incompetente e mal assessorado nesta área científica não levou em conta devidamente as questões éticas, morais desta pesquisa.

Um ponto que não foi abordado por Mayana Zatz: a terapia não será democraticamente empregada: somente os ricos, os muito ricos, é que terão acesso a este tipo de tratamento médico.

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Postagem ainda sendo traduzida.

Aborto e saúde mental: síntese quantitativa e análise revela graves consequências para as mulheres

sábado, setembro 10, 2011

Abortion and mental health: quantitative synthesis and analysis of research published 1995–2009



Author Affiliations
Human Development and Family Studies, 16 D FCS Building, Bowling Green State University, Bowling Green, Ohio 43402, USA. Email: pcolema@bgnet.bgsu.edu

Declaration of interest

None.

Abstract

Background

Given the methodological limitations of recently published qualitative reviews of abortion and mental health, a quantitative synthesis was deemed necessary to represent more accurately the published literature and to provide clarity to clinicians.

Aims

To measure the association between abortion and indicators of adverse mental health, with subgroup effects calculated based on comparison groups (no abortion, unintended pregnancy delivered, pregnancy delivered) and particular outcomes. A secondary objective was to calculate population-attributable risk (PAR) statistics for each outcome.

Method

After the application of methodologically based selection criteria and extraction rules to minimise bias, the sample comprised 22 studies, 36 measures of effect and 877 181 participants (163 831 experienced an abortion). Random effects pooled odds ratios were computed using adjusted odds ratios from the original studies and PAR statistics were derived from the pooled odds ratios.

Results

Women who had undergone an abortion experienced an 81% increased risk of mental health problems, and nearly 10% of the incidence of mental health problems was shown to be attributable to abortion. The strongest subgroup estimates of increased risk occurred when abortion was compared with term pregnancy and when the outcomes pertained to substance use and suicidal behaviour.

Conclusions

This review offers the largest quantitative estimate of mental health risks associated with abortion available in the world literature. Calling into question the conclusions from traditional reviews, the results revealed a moderate to highly increased risk of mental health problems after abortion. Consistent with the tenets of evidence-based medicine, this information should inform the delivery of abortion services.

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FREE PDF GRATIS

FREE SUPPLEMENT DATA/DADOS SUPLEMENTARES GRATIS

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NOTA DESTE BLOGGER:

Você vai ler uma nota sobre a conclusão desta pesquisa na Grande Mídia - especialmente as revistas femininas - que favorecem a cultura da morte em sua campanha tresloucada a favor do aborto? Duvido! Os Neros pós-modernos, chiques e perfumados a la Dawkins, são assassinos de mentes cauterizadas e mãos manchadas de sangue de milhões de inocentes: um Holocausto silencioso!!!

Mais um fóssil lança luz sobre a evolução humana. (Outros virão...)

sexta-feira, setembro 09, 2011

JC e-mail 4340, de 09 de Setembro de 2011.


Trabalhos publicados na ''Science'' reforçam tese de que hominídeo achado na África mistura traços primitivos e modernos.

Estudos publicados na última edição da Science reforçam a tese de que o Australopithecus sediba é um provável antepassado humano. Os fósseis do A. sediba foram descobertos na África do Sul em 2008 e anunciados à comunidade científica no ano passado.

Em 2010, foram aventadas duas hipóteses principais: o A. sediba poderia ser um autêntico antepassado do Homo erectus - ancestral do homem atual - ou só um simples galho morto da árvore evolutiva humana - ou seja, uma linha evolutiva que não deu origem ao gênero Homo.


Um dos estudos publicados na Science mostra que o fóssil é mais antigo do que se pensava. Em 2010, os cientistas estimaram que ele teria de 1,78 milhão a 1,95 milhão de anos, o que reduzia as chances de ser um ancestral humano, pois tornava sua existência contemporânea aos registros mais antigos do gênero Homo.

Com base na datação de pedras existentes no sítio arqueológico, os cientistas mostraram que os fósseis - um garoto de 13 anos e uma mulher adulta - viveram entre 1,977 e 1,980 milhão de anos atrás: intervalo de apenas 3 mil anos, precisão espantosa para um achado paleontológico. Os cientistas analisaram traços que denunciavam mudanças no campo magnético da Terra nesse mesmo período.

"É difícil encontrar fósseis tão bem conservados", afirma o brasileiro Andre Strauss, do Instituto Max Planck, na Alemanha. "O propósito dos autores é claro: apresentar o A. sediba como um provável elo entre os gêneros Australopithecus e Homo. Foram convincentes."

Os demais estudos da Science analisaram a mão, a pélvis e o crânio do fóssil de 13 anos. Os resultados reforçam a tese das características intermediárias do A. sediba, entre o Australopithecus africanus e o gênero Homo. "Nosso estudo indica que o A. sediba é um ancestral mais provável para o H. erectus, preenchendo um vazio na árvore evolutiva humana", afirma Lee Berger, da Universidade de Witwatersrand, na África do Sul.

(O Estado de São Paulo)
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Professores, pesquisadores e alunos de universidades públicas e privadas com acesso ao site CAPES/Periódicos podem ler gratuitamente estes artigos da Science e de mais 22.440 publicações científicas.

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NOTA DESTE BLOGGER:

Não sou profeta e nem filho de profeta, mas o que está sendo alardeado do Australopithecus sediba terá o mesmo destino que teve o Ardipithecus Ramidus, mais conhecido como Ardi: não era o que foi anunciado com estardalhaço midiático pela revista Science, apesar de 17 anos de pesquisas!!! Vide artigo da Scientific American - Brasil.

Interessante que isso foi anunciado em 2009. Nós estamos em 2011, muita gente já se esqueceu, e lá vem a revista Science de novo com mais um ardil, oops mais um fóssil a lançar luz sobre as nossas densas trevas da evolução humana??? Eu? Não fiquei nem um pouco impressionado com o Sediba. Este macaco vai cair do galho em seguida, assim como Ardi. Quem viver, verá!!!

Im Eshkachech Yerushalaim - Yaakov Shwekey



Im eshkajej Yerushalaim 
Tishkaj yemini

Tidbek lshoni lejiki
Im lo ezkereji

Im lo e'eleh Yerushalaim
al rosh simjati
al rosh, al rosh simjati

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Para, por e com Israel, sempre! Apesar de [preencher as lacunas]

Osborne 'falou e disse': saber o que está errado em ciência é muito importante!!!

quinta-feira, setembro 08, 2011

"Argumento e debate são comuns em ciência, ainda assim eles estão virtualmente ausentes da educação em ciência... Como uma das características importantes do cientista é o crítico ceticismo racional, a falta de oportunidades para desenvolver a capacidade de raciocinar e argumentar cientificamente pareceria ser uma fraqueza significante na prática educacional contemporânea. Em resumo, saber o que está errado importa tanto quanto saber o que está certo." Jonathan Osborne, “Arguing to Learn in Science: The Role of Collaborative, Critical Discourse” in Science April 23, 2010.


"Argument and debate are common in science, yet they are virtually absent from science education.... As one of the hallmarks of the scientist is critical, rational skepticism, the lack of opportunities to develop the ability to reason and argue scientifically would appear to be a significant weakness in contemporary educational practice. In short, knowing what is wrong matters as much as knowing what is right." Jonathan Osborne, “Arguing to Learn in Science: The Role of Collaborative, Critical Discourse” in Science April 23, 2010.

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NOTA DESTE BLOGGER:

A LDB 9394/96 e os atuais PCNs do Ensino Médio preconizam a formação do espírito crítico nos estudantes. Isso não ocorre em salas de aulas de ciência porque o que vale é a teoria e não as evidências que demonstram o erro da teoria no contexto de justificação teórica.

Chamam isso de educação. Eu chamo de desonestidade acadêmica, 171 epistêmico, especialmente na abordagem das teorias da origem e evolução do universo e da vida.

Darwin: uma mudança teórica lhe faria muito bem!!!

segunda-feira, setembro 05, 2011

O livro Evolution: A View from the 21st Century [Evolução: um ponto de vista do século 21], de James Shapiro, oferece uma visão estonteante na complexidade biológica e a evolução não darwiniana 

Casey Luskin 29 de agosto de 2011 11:55 AM Permalink 

James A. Shapiro, biólogo molecular da Universidade de Chicago, não é proponente do design inteligente (DI). Ele é evolucionista, mas o seu novo livro Evolution: A View from the 21st Century [Evolução: um ponto de vista do século 21] é leitura recomendada para os proponentes do DI que têm interesse na complexidade biológica. 

Shapiro não promove o modelo clássico de evolução neodarwinista moderno. Antes, num sentido, ele crê que os organismos biológicos são programados para evoluir. Essa programação, acredita ele, não surgiu definitivamente através de processos darwinianos – mutações não guiadas preservadas pela seleção natural. Mas ele crê que assim que a programação estivesse vigorando, ela promoveu muito do resto da evolução tanto de procariotos como de eucariotos. 

Uma mudança lhe faria bem 

Sheryl Crow pode não ser uma especialista em ciência (lembra do episódio do papel higiênico?), mas a sua canção A Change Would Do You Good" [Uma mudança lhe faria bem] é uma boa descrição do modelo evolucionário de Shapiro. Ele inicia seu livro fazendo a pergunta "Como que surge a novidade na evolução", observando que "A inovação, não a seleção, é a questão crítica na mudança evolucionária. Sem a variação e a novidade, a seleção não tem nada para agir." (p. 1) Mas, antes de tudo, como aquela mudança surge? 

Segundo Shapiro, a insistência da evolução darwiniana sobre “as incontáveis pequenas mudanças aleatórias ao longo de vastos períodos de tempo” que são “acidentais e aleatórias no que diz respeito à função biológica ou necessidade “surgiu como uma reação à “percebida necessidade de se rejeitar a intervenção sobrenatural.” (p. 1-2) Shapiro acredita que esta tradição se estende até ao presente dia: “a natureza acidental, estocástica das mutações ainda é a sabedoria prevalecente e amplamente aceita sobre o assunto.” (p. 1)

Mas Shapiro quer ressurgir formas de evolução com objetivo direcionado, onde a novidade e a variação não são produzidas aleatoriamente com respeito às necessidades biológicas e, na verdade, os organismos ativam mecanismos para induzir as mudanças genética e epigenéticas em ocasiões quando ‘uma mudança lhe fizesse bem’. Ele adota este ponto de vista porque (1) a biologia moderna tem descoberto vários mecanismos pelos quais os organismos podem “reescrever” seus próprios genomas, especialmente em resposta ao stress, e (2) muitos caminhos e estruturas biológicas não parecem ser receptivas à evolução gradualista darwiniana. Shapiro explica: 

(1) “A necessidade percebida de precisar rejeitar a intervenção sobrenatural, infelizmente levou os pioneiros da teoria evolucionária a erigir uma distinção filosófica a priori entre os processos “cegos” de variação hereditária e todas as outras funções adaptativas. Mas a capacidade de mudar é em si mesma adaptativa. Ao longo do tempo, as condições mudam inevitalmente, e os organismos que podem melhor adquirir funções novas hereditárias têm o maior potencial de sobreviver. A capacidade dos organismos vivos de alterarem sua própria hereditária é inegável. Nossas ideias atuais sobre a evolução têm que incorporar este fato básico da vida.” (p. 2)

(2) “As sequências dos genomas contemporâneos se encaixam nas predições de mudança pelas ‘numerosas, sucessivas, e leves variações’, assim como afirmou Darwin, ou elas contêm evidência de outros processos mais abruptos, como outros numerosos pensadores têm afirmado? Os dados são esmagadoramente a favor da escola saltacionista que postulou as principais mudanças genômicas nos principais momentos na evolução. ... [P]equena evidência se encaixa de forma inequívoca com a teoria de que a evolução ocorre através do acúmulo gradual de “‘numerosas, sucessivas, e leves variações”. (p. 89, 128)


Evolution: A View from the 21st Century [Evolução: um ponto de vista do século 21] inclui explicações lúcidas (embora algumas vezes bem técnicas) das mais recentes descobertas na complexidade celular – complexidade que na opinião de cientistas favoráveis ao Design Inteligente, desafia a explicação darwinista clássica. Se ou não Shapiro tencionou isso (e eu estou muito confiante de que ele não teve essa intenção), seu livro contém descrições formidáveis da complexidade bioquímica e dos caminhos complexos de regulação celular que fornecem argumentos convicentes a favor do fino ajuste biológico que indicam design inteligente. Por exemplo:

“Uma das maiores ironias científicas do ultimo século é o fato de que a biologia molecular, que seus pioneiros esperavam fornecer uma base físico-química firme para o entendimento da vida, em vez disso descobriu poderosos sensores e redes de comunicação essencial para todos os processos vitais, tais como o metabolismo, o crescimento, o ciclo celular, a diferenciação celular, e a morfogênese multicelular. ... [A]s ciências da vida convergiram com outras disciplinas para focalizar nas questões de adquirir, processar, e transmitir informação a fim de garantir a operação correta dos complexos sistemas vitais.” (p. 4)

“Os genomas são sofisticadas organelas de armazenamento de dados integradas nos ciclos de vida celular e multicelular de cada distinto organismo. Pensar sobre genomas a partir de uma perspective de informática, parece que a engenharia de sistemas é uma melhor metáfora para o processo evolucionário do que a visão convencional da evolução como sendo uma caminhada randômica com o viés da seleção através do espaço ilimitado de possíveis configurações do DNA.” (p. 6)

“Porque as interações em qualquer processo celular, invariavelmente, cresce mais complexas e envolve mais moléculas quando nós as investigamos mais detalhadamente, a maioria dos biólogos concorda que agora nós estamos na era da pesquisa da biologia de sistemas. Embora este termo esteja sujeito a várias interpretações, uma opinião corrente é que a biologia de sistemas implica no entendimento de como grupos de moléculas funcionam coordenadamente (como um sistema) para alcançar alguma função útil dependente de condições. Já foi o ponto de vista atomista de que as moléculas agem independentemente e automaticamente.” (p. 8)
“Existe um bom número de tentativas para descrever o processamento de informação celular a partir de uma perspectiva semiótica ou linguística.” (p. 10)

Suas discussões dos mecanismos bioquímicos que regulam a replicação exata do DNA mostram a complexidade dos sistemas biológicos básicos que os neodarwinistas frequentemente têm como certa. 


Nós podemos pensar neste processo de revisão de dois níveis como equivalente ao sistema de controle de qualidade na fabricação humana. Como sistemas humanos de controle de qualidade, ele é baseado na observação e correção (processos cognitivos) em vez da precisão mecânica. A natureza de várias etapas na revisão é típica de muitos processos de controle nas células, onde a precisão final é atingida por uma sequência de duas ou mais interações que em si mesmas são inerentemente exatas. Neste sentido, os modelos cibernéticos mais aplicáveis são os sistemas de controle de lógica fuzzy. Em tais sistemas, a regulação exata ocorre pela sobreposição de múltiplos feedback imprecisos (“fuzzy”) dispostos de tal maneira que cada evento sucessivo resulta em maior precisão. (p. 14)


A seleção natural substituída por “Redes Cognitivas” e “Auto-Modificação” 

Shapiro descreve seu modelo de evolução como: Em vez da “seleção gradual de mudanças aleatoriamente localizadas”, ele propõe “a súbita reestruturação do genoma por redes de sistemas sensoriais influenciados pelas células ... Isso substitui as ‘mãos invisíveis’ do tempo geológico e da seleção natural pelas as redes cognitivas e as funções celulares de auto-modificação.” (pp. 145-146)

Em vez de montagem por meio de mutação “aleatória”, Shapiro acredita que muito da complexidade biológica surge através de mutagênese do genoma direcionada, frequentemente em resposta a pressões externas. Shapiro dá muitos exemplos de como os organismos usam o que ele chama de “regulação celular da engenharia genética natural” (p. 69) para reorganizar o genoma em tempos de stress. Por exemplo:

Nas reorganizações induzidas sem o fornecimento de alimentação que eu estudei nos anos 1980s e 1990s, o aumento de eventos mediados por transposon aumentou em pelo menos cinco ordens de magnitude (isto é, por um fator de mais de 100.000). Eles foram desde não detectáveis em mais do que 
1010 bactérias sob condições normais de crescimento para mais do que uma vez por 105 bactérias em placas Petri sem fornecimento de alimentação. (p. 74) 

Segundo Shapiro, tais processos mostram que “a célula reescreve o seu genoma”(p. 5) quando necessita.

Mas como que essas supostas capacidades de “engenharia genética natural” surgiram? Há três questões que o modelo de Shapiro deve enfrentar:

(1) O modelo de Shapiro rejeita realmente a evolução darwinista e a variação aleatória?

(2) Nós podemos explicar a origem desses mecanismos de “auto-modificação”?

(3) Estes mecanismos de “auto-modificação” podem explicar a complexidade biológica observada?

Vamos considerer brevemente estas questões.
Questão 1: O modelo de Shapiro rejeita completemente a evolução darwinista e a variaçãp aleatória?

De acordo com Shapiro, uma vez que certos stresses ou gatilhos ambientais podem induzir mutações em organismos, as mutações não são “aleatórias”. Por ‘não aleatórias’, ele quer dizer que ele discorda com o ponto de vista darwinista clássica que a variação surge cegamente, sem levar em conta as necessidades do organismo. Eu vejo dois problemas:


Primeiro, e num sentido importante, mesmo dentro do modelo de Shapiro, essas mutações têm um elemento completamente randômico. Muitos dos seus exemplos mostram as mutações sendo induzidas em ocasiões não randômicas. Mas as mutações em si mesmas ainda são “randômicas” em seus efeitos. Isso seria igual a ter macacos sentados próximos a máquinas de escrever – eles nem sempre estão datilografando, mas eles estão a postos, prontos para começar a datilografar a qualquer momento. Os macacos datilógrafos podem ser “ligados” não randomicamente no exato momento que você precisar de uma carta, mas não existe garantia de que o bater aleatório deles no teclado produzirá uma carta útil. 


Em segundo lugar, o modelo de Shapiro ainda parece requerer a mutação radômica convencional e a seleção natural para explicar como que a “capacidade de mudar” surgiu em primeiro lugar.

Shapiro argumenta convincentemente que “a capacidade de mudar é em si adaptativa”, e assim a capacidade de mudar é uma característica selecionável. Mas o seu argument mostra que em algum nível, ele ainda está dependendo na evolução darwinista e na mudança aleatória para explicar a complexidade biológica. Sob o modelo de Shapiro, em diversos pontos a capacidade de mudar deve ter surgido por acaso, e foi preservado pela seleção natural. No mundo não planejado de Shapiro, não existe meio de se divorciar definitivamente os processos evolucionários da aleatoriedade, porque em algum ponto, “a capacidade de mudar” surgiu randomicamente e cegamente, sem levar em conta as necessidades do organismo. 

Aqui, Shapiro é confrontado com uma dificuldade: Ele não quer depender de mecanismos cegos e randômicos para a evolução porque os sistemas biológicos simplesmente parecem ser complexos demais para terem surgido de tal modo. Todavia, se ele não depende em mecanismos cegos e randômicos em algum ponto ao longo do processo, então ele é forçado a entrar no domínio do design inteligente – o que exatamente ele não quer ir. Num sentido, a tese de Shapiro não é diferente do neodarwinismo porque ele apenas recua a característica selecionada para a “capacidade de mudar” em vez da “mudança em si mesma”. 

...

NOTA DO BLOGGER:

Postagem em construção - longo artigo! Aguardem, pois Shapiro, em parte, desmonta Darwin!!! O tempora, o mores! Darwinistas desconstruindo a Darwin!!!

AQUI VOCÊ FICA SABENDO SOBRE O STATUS EPISTÊMICO FALIDO DA SÍNTESE EVOLUTIVA MODERNA QUE VOCÊ NÃO LÊ EM PUBLICACÕES DA SBPC, E DA GRANDE MÍDIA. POR QUE ELES ESTÃO CALADOS SOBRE ESTA QUESTÃO CIENTÍFICA IMPORTANTE?

UÉ, MAS A MAIOR IDEIA QUE TODA A HUMANIDADE JÁ TEVE NÃO RESISTE AO RIGOR DO CONTEXTO DE JUSTIFICAÇÃO TEÓRICA??? E NINGUÉM DA NOMENKLATURA CIENTÍFICA TUPINIQUIM TEM CORAGEM DE ESCREVER SOBRE O EPITÁFIO DE DARWIN???

Teatro e vida de Suassuna



05/09/2011

Por Fábio de Castro

Agência FAPESP – O contexto cultural e político do Nordeste da década de 1930 e a biografia marcada por intrigas e tragédias de família tiveram reflexo profundo na trajetória artística do dramaturgo Ariano Suassuna, de acordo com um estudo que tomou como ponto de partida a análise das oito peças teatrais escritas pelo autor entre 1947 e 1960.



Pesquisador analisa as peças teatrais escritas por Ariano Suassuna entre 1947 e 1960 e traça paralelo entre obra e trajetória biográfica do dramaturgo, marcada por intrigas e tragédias familiares (divulgação)

O resultado da pesquisa é o livro O Brasil dos espertos – Uma análise da construção social de Ariano Suassuna como criador e criatura, que teve apoio da FAPESP na modalidade Auxílio à Pesquisa – Publicações e foi lançado no dia 2 de setembro em São Paulo.

A obra terá lançamento também no Recife (PE), no dia 8. O autor, Eduardo Dimitrov, cursa atualmente doutorado em Antropologia Social, com Bolsa da FAPESP, na Faculdade de Filosofia, Letras e Ciências Humanas (FFLCH) da Universidade de São Paulo (USP).

O interesse pelo trabalho de Suassuna, segundo Dimitrov, começou em sua pesquisa de iniciação científica, concluída em 2003, também com Bolsa da FAPESP. O livro é resultado do trabalho de mestrado.

“A pesquisa inicial já tinha o teatro de Suassuna como foco e busquei explorar as relações dessa produção teatral com a briga que envolveu as famílias Suassuna e Pessoa e que culminou com o assassinato de João Suassuna, pai do dramaturgo, em 1930”, disse Dimitrov à Agência FAPESP.

A morte do pai do dramaturgo teria sido uma vingança pelo assassinato de João Pessoa (1878-1930), cometido por um parente de Suassuna. A morte de Pessoa foi considerada o estopim da Revolução de 1930, que levou Getúlio Vargas ao poder. Mais tarde, a cidade da Paraíba, capital do estado, teria o nome alterado em homenagem a João Pessoa.

“A maioria dos historiadores classifica a morte de João Pessoa como um crime passional, mas ela ocorreu no contexto de uma tensa briga de família característica da sociabilidade nordestina dos anos 1930”, afirmou Dimitrov. Depois do episódio do assassinato do pai do dramaturgo, a família de Suassuna abandonou a capital paraibana, cidade natal de Ariano, e se estabeleceu no sertão, radicando-se em Recife algum tempo depois.

No livro, Dimitrov cita a declaração lida por Suassuna em seu discurso de posse na Academia Brasileira de Letras, em 1990, na qual se definia como “aquele mesmo menino que, perdendo o pai assassinado no dia 9 de outubro de 1930, passou o resto da vida tentando protestar contra sua morte”.

“No mestrado, procurei traçar um paralelo entre a trajetória artística de Suassuna no contexto da cena teatral amadora de Recife da década de 1940 e a briga de família vivida pelos Suassuna, que teve enorme impacto na vida do dramaturgo, embora tenha terminado quando ele tinha apenas três anos de idade”, afirmou.

Dimitrov se baseou no trabalho de Ana Claudia Marques, professora do Departamento de Antropologia da FFLCH-USP para caracterizar o contexto das brigas familiares e longas séries de vinganças praticadas no Nordeste da época.

“As vinganças são parte de uma dinâmica corriqueira na região. Muitos autores analisaram o reflexo desse drama na obra de Suassuna dentro do registro de um trauma de infância, utilizando uma interpretação freudiana. Na minha interpretação, essa relação aparece mais como um sistema social que leva o autor a tomar uma posição considerando o mundo no qual ele está inserido”, apontou.

Cidade e sertão

Além da análise das peças teatrais, da pesquisa em arquivos da Fundação Joaquim Nabuco, no Recife, em jornais e em revistas, Dimitrov baseou seu estudo em uma série de artigos publicados por Suassuna no Jornal da Semana, uma pequena publicação da capital pernambucana. Embora os artigos tenham sido publicados na década de 1970, bem depois dos acontecimentos que marcaram a infância de Suassuna, é neles que o dramaturgo conta diretamente sua versão dos fatos.

“Em dado momento, Suassuna foi provocado por uma notícia que anunciava a entrada de José Pereira – um aliado de sua família – no Museu do Cangaço. Ariano ficou indignado, pois para ele Pereira não era cangaceiro. A partir disso, começou a contar sua própria versão da história que começara na década de 1930”, disse Dimitrov.

Pereira havia sido o prefeito de Princesa, cidade da Paraíba que na época declarou independência em relação ao governo de João Pessoa. A cidade acabou sitiada pelas tropas do governo, mas jamais se rendeu, segundo Dimitrov.

“Na Revolução de 1930, na visão de Suassuna, havia uma oposição entre a cidade e o sertão. João Pessoa representava a parte urbana da guerra, enquanto os Suassuna e José Pereira representavam o lado do sertão. O pai de Ariano era um colecionador de cordel, gostava dos desafios de viola dos repentistas. A conhecida defesa que o dramaturgo faz da cultura popular nordestina é, de certa forma, uma tentativa de rememorar os valores que o pai defendia. É como se desenvolvesse a continuidade do conflito familiar em um plano artístico, simbólico”, explicou Dimitrov.

Quando produzia o texto da peça O Auto da Compadecida (1955), Suassuna tentou escrever simultaneamente uma biografia de seu pai, de acordo com Dimitrov. Mas alegou não ter condições emocionais para concluir a empreitada. “Procurei entender como esse referencial biográfico e essa herança cultural ligada ao pai acabaram aparecendo nesta e em outras obras”, disse.

De acordo com Dimitrov, o contexto cultural e político se reflete nas características dos personagens centrais de Suassuna, como João Grilo e Chicó (O Auto da Compadecida) ou Caroba e Pinhão (O Santo e a Porca).

Esses personagens, segundo ele, caracterizam-se pela esperteza, em oposição aos ignorantes – no sentido de rudes e brutos. Enquanto os ignorantes procuram vencer os conflitos pela força, os espertos acabam vencendo pelo “jeitinho”.

“Isso reflete de certa forma o conflito entre João Pessoa, que era poderoso, tinha as armas, o exército e o Estado em suas mãos. No entanto, eles não conseguiram vencer os sertanejos e conquistar Princesa. O governo fez até mesmo uma tentativa de bombardeio aéreo à cidade, mas um sertanejo com um rifle cortado atravessou as tropas e atirou na bomba antes de o avião decolar, superando o inimigo muito mais forte graças à esperteza”, disse Dimitrov.

O Brasil dos Espertos
Autor: Eduardo Dimitrov
Lançamento: 2011
Preço: R$ 44
Páginas: 332
Mais informações:
www.alamedaeditorial.com.br