You’re known for arguing, most notably in The Sacred Canopy in the 1960s, for a theory of secularization and then for renouncing that theory in the 1990s. What are the distinctively modern characteristics of how religion is lived today?
You’re right, of course, that I changed my mind over the years. It wasn’t a dramatic change —it happened in stages, and it wasn’t due to any change in theological or philosophical position. It was basically the weight of evidence, as I think a social scientist should base his theories on evidence. Much earlier than the 90s—I would say by the late 70s or early 80s—most, but not all, sociologists of religion came to agree that the original secularization thesis was untenable in its basic form, which simply said modernization and secularization are necessarily correlated developments. I followed most people in the field; I went through the same process of rethinking. There are some people who didn’t follow, and there are still some today. Steve Bruce in Britain is a heroic upholder of the old theory, which I greatly respect. He’s a very intelligent and likable fellow, and there are a few others.
If I look at my early work, I think I made one basic mistake intellectually—leaving aside the question of data and empirical evidence—and that was to conflate two phenomena that are related but quite distinct: secularization and pluralization. Today you cannot plausibly maintain that modernity necessarily leads to secularization: it may—and it does in certain parts of the world among certain groups of people—but not necessarily.
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Peter L. Berger is Director of the Institute on Culture, Religion, and World Affairs at Boston University. A leading scholar on secularization theory, he has written numerous books on sociological theory and the sociology of religion, most notably The Sacred Canopy: Elements of a Sociological Theory of Religion (1967) and the edited volume The Desecularization of the World: Resurgent Religion and World Politics (1999). His most recent book is Questions of Faith: A Skeptical Affirmation of Christianity (2003).
Charles T. Mathewes is Associate Professor of Religious Studies at the University of Virginia. He has published several books and is Editor of the Journal of the American Academy of Religion.
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PDF gratuito desta entrevista interessante com Peter Berger pode ser baixado aqui.
Novo Livro Desnuda “a Vida e as Mentiras de Charles Darwin”
Conforme a nova biografia provocadora de Darwin por Benjamin Wiker, The Darwin Myth: the Life and Lies of Charles Darwin, Charles Darwin foi um homem honrado e agradável, um homem de família. Ele amava seus seus irmãos; ele foi dedicado à sua esposa; ele amava seus filhos e ficou profundamente triste pela morte de sua filha [Annie].
Mas Darwin também foi alguém que apresentou para o público uma estória elaborada e até enganadora sobre si e seu trabalho para promover uma agenda filosófica.
Embora haja muitas biografias de Charles Darwin, a de Wiker merece atenção por causa do seu fascinante relato da interação complexa entre Charles Darwin, o homem, e o Darwinismo, a teoria que ele defendeu e popularizou. A apresentação de Wiker das contradições humanas de Darwin é uma valiosa contribuição para este ano de aniversário de Darwin (200 anos de aniversário do nascimento de Darwin e os 150 anos de aniversário da publicação do Origem das Espécies).
Wiker demonstra que Darwin juntou a sua teoria da evolução — a ideia que todos as coisas vivas descendem de um ancestral comum através de um processo cego de seleção natural agindo sobre variações aleatórias — com seu materialismo persistente. Como escreveu Wiker: “O problema com Charles Darwin não é a evolução em si, mas a sua estranha insistência em criar um relato de evolução totalmente atéia. Que a evolução deve ser atéia para ser científica é O Mito de Darwin.”
Para apoiar seu “mito”, Darwin criou uma estória sobre si mesmo que se aparta de maneiras significativas da realidade, segundo Wiker. Por exemplo, Darwin afirmou que ele tinha originalmente crido não somente na religião, mas no cristianismo ortodoxo.
Na sua autobiografia, escrita anos mais tarde, Darwin fala sobre o tempo em que ela estava considerando a ideia de entrar para o ministério sacerdotal. Wiker é cético:
Então ele [Darwin] leu alguns livros de teologia, e “como eu então não tinha a menor dúvida da verdade estrita e literal de cada palavra na Bíblia, eu logo persuadi a mim mesmo que o nosso Credo deve ser totalmente aceito.”
Considerando-se o background dele [Darwin], esta afirmação vai além da credulidade. A crença de que toda a realidade é material e que tudo que existe é derivado de causas materiais sem nenhum propósito tem uma longa história filosófica. No caso de Darwin, isso também teve uma longa história familiar. Como Wiker explica, antes de Darwin nascer, seu avô Erasmus Darwin, foi um defensor da evolução (que ele chamou de “transmutacionismo”) e, como muitos intelectuais europeus, do ateísmo. Erasmus Darwin considerava-se um Deísta, mas de acordo com Wiker, o ceticismo dele tinha ido muito além do Deísmo que até o unitarista Samuel Taylor Coleridge, após conhecê-lo, concluiu: “Ele é um ateu.” Como Wiker explica, “Erasmus famosamente descreveu o unitarianismo como um colchão de penas para apanha um cristão que caiu. Seja o que foi Erasmus, ele foi além daquilo.” Segundo Wiker, Darwin seguiu as pegadas de seu avô:
para Darwin, a noção de uma alma e vida após a morte era agora [ocasião de seu casamento] uma noção inteiramente ininteligível. Ele era totalmente materialista, assim como tinha sido seu avô, assim como permaneceu sendo seu pai.
Nós sabemos disso porque por dois anos ele esteve ocupado escrevendo nos seus Notebooks privados, todos os seus pensamentos privados sobre o transmutacionismo. E os Notebooks deixam bem claro que ele estava atrás de uma versão particular de transformação das espécies, uma versão totalmente materialista, uma que começou, com a ajuda de seu pai, como uma meditação da Zoönomia de seu avô. No seu “Notebook M” de 1838, nós descobrimos que ele sonda o seu pai em busca de informação, e os dois estão caçoando pra lá e pra cá sobre o Zoönomia. Frequentemente nós encontramos “meu pai pensa que”, “meu pai diz que.”
Embora anos mais tarde Darwin preferiu descrever a si mesmo como “agnóstico”, seus escritos deixam claro de acordo com Wiker que, por todos os propósitos práticos, Darwin abraçou o ateísmo. Na verdade, muito da preferência de Darwin pelo termo agnóstico pareceu ser prudencial: Darwin não queria chocar mais a sua esposa, uma teísta que já tinha ficado preocupada com a falta de fé de seu marido, ou de seus contemporâneos.
Talvez a insistência de Darwin na rejeição absoluta de qualquer realidade exceto as realidades materiais foi realmente uma lealdade à sua família, que tinha sido ateísta por pelo menos três gerações. Todavia, Darwin foi relutante em reconhecer as sãs dívidas para com outras pessoas, até seus ancestrais. Embora o argumento básico de Darwin sobre a transmutação das espécies já estivesse presente no livro de seu avô Erasmus Darwin, o Zoönomia, Darwin quis afirmar que a teoria da evolução era somente dele:
Uma das muitas poucas falhas de caráter de Charles Darwin foi esta: ele foi estranhamente possessivo sobre sua teoria, tanto que ele deixou de reconhecer seus predecessores, inclusive seu avô, até que seus detratores destacaram estas omissões gritantes. Ele queria que a teoria da evolução fosse a sua descoberta, a sua criação, o seu filho.
Eu vou escrever mais sobre este novo livro muito bom de Wiker numa segunda postagem mais tarde nesta semana.
Postado por Sonja West em 10 de junho de 2009 Permalink
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Este livro e outros sobre a teoria do Design Inteligente podem ser importados através da Livraria Cultura.
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NOTA DESTE BLOGGER:
Quando lá em São Leopoldo, RS, ocorrer o IX Simpósio Internacional IHU: Ecos de Darwin, de 9 a 12/9/2009, na Unisinos eles vão abordar "o assunto [que] merece detalhada e séria reconsideração, em diferentes dimensões que perpassam a perspectiva científica, filosófica, teológica, religiosa, histórica, dentre outras. Somente assim poder-se-á evitar as posições ideológicas que, por vezes, dominam o debate", convém destacar que estes aspectos da vida e das implicações ideológicas materialistas e atéias do Darwinismo destacado no livro de Wiker, se forem abordados, serão en passant, e cooptando os crentes religiosos sobre a compatibilidade do Darwinismo e suas subjetividades religiosas sem nenhum comprometimento epistêmico. Nada mais falso.
Transgenerational Epigenetic Inheritance: Prevalence, Mechanisms, and Implications for the Study of Heredity and Evolution
Eva Jablonka
The Cohn Institute for the History and Philosophy of Science and Ideas, Tel‐Aviv University, Tel‐Aviv 69978, Israel
jablonka@post.tau.ac.il
Gal Raz The Graduate School of Medicine, Tel‐Aviv University, Tel‐Aviv 69978, Israel
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Requer assinatura ou o pagamento de US$ 15.00 para o PDF deste artigo.
galraz@post.tau.ac.il
ABSTRACT
This review describes new developments in the study of transgenerational epigenetic inheritance, a component of epigenetics. We start by examining the basic concepts of the field and the mechanisms that underlie epigenetic inheritance. We present a comprehensive review of transgenerational cellular epigenetic inheritance among different taxa in the form of a table, and discuss the data contained therein. The analysis of these data shows that epigenetic inheritance is ubiquitous and suggests lines of research that go beyond present approaches to the subject. We conclude by exploring some of the consequences of epigenetic inheritance for the study of evolution, while also pointing to the importance of recognizing and understanding epigenetic inheritance for practical and theoretical issues in biology.
Origin and evolution of Y chromosomes: Drosophila tales
A. Bernardo Carvalho1,,Leonardo B. Koerich1andAndrew G. Clark2
1 Departamento de Genética, Universidade Federal do Rio de Janeiro, Caixa Postal 68011, CEP 21944-970, Rio de Janeiro, Brazil
2 Department of Molecular Biology and Genetics, Cornell University, Ithaca, NY 14853, USA
Abstract
Classically, Y chromosomes are thought to originate from X chromosomes through a process of degeneration and gene loss. Now, the availability of 12 Drosophila genomes provides an opportunity to study the origin and evolution of Y chromosomes in an informative phylogenetic context. Surprisingly, the majority of Drosophila Y-linked genes are recent acquisitions from autosomes and Y chromosome gene gains are more frequent than gene losses. Moreover, the Drosophila pseudoobscura Y chromosome lacks homology with the Y of most Drosophila species. Thus, the Drosophila Y has a different evolutionary history from canonical Y chromosomes (such as the mammalian Y) and it also might have a different origin.
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Acesso mediante assinatura. Se você é professor, pesquisador ou aluno de universidades públicas e privadas, pode acessar gratuitamente a Trends in Genetics no site da CAPES/Periódicos.
Neste ano de Bicentenário do nascimento de Darwin, há muitos que querem provocar um mal-estar entre o Darwinismo como uma teoria científica e o Darwinismo como uma teoria filosófica, social ou política. Aqui na Grã-Bretanha, nós temos um projeto financiado pela Templeton Foundation [Fundação Templeton] chamado “Rescuing Darwin” [Resgatando Darwin] que procura fazer exatamente isso. O Darwinismo, afirma-se, é essencialmente uma teoria científica e precisa ser salva dos ateus, dos engenheiros sociais e outros que o estão levando muito além do domínio da ciência. Eis aqui um excerto do report “Rescuing Darwin” [Resgatando Darwin]:
“O Darwinismo Social não teve o monopólio de interpretar a evolução. Na verdade, na sua época a evolução tinha sido usada para apoiar cada “ismo” imaginável, inclusive o socialismo, o capitalismo, o racismo, a eugenia, o feminismo, o teísmo e o ateísmo. Como George Bernard Shaw salientou uma vez, Darwin “teve a sorte de agradar a todo mundo que tivesse interesses escusos”. O ponto importante é que, desde o princípio, a evolução foi entendida — e algumas vezes rejeitada— como uma teoria filosófica, social ou política, em vez simplesmente uma teoria biológica.” (p. 25)
Estra estratégia de apresentar o Darwinismo como ciência sem nenhuma bagagem filosófica ou ideológica merece ser criticada e desafiada. Muitos de nós argumentamos que a ciência necessariamente implica numa base filosófica, e que a fundação metafísica afeta inevitavelmente o modo como a ciência é praticada. Este blog, todavia, se preocupa com a evidência da história. Qual foi o pensamento de Darwin sobre o laissez-faire do Darwinismo Social? Ele merece ser resgatado daqueles que se aplicaram indevidamente a sua ciência para as ações da sociedade humanas? Ou ela está sendo expulsa de sua casa?
Que o verdadeiro Darwin se levante, por favor! (Fonte aqui)
“Esta é tarefa que coloquei para mim, quando eu exploro as seguintes questões: Quanta influência Spencer exerceu sobre o pensamento social de Darwin e vice-versa? O que Spencer e Darwin pensaram de suas opiniões de evolução social, especialmente como é relacionada com a teoria econômica do laissez-faire? Spencer foi um darwinista social? Darwin foi um darwinista um darwinista social?”
Os dois homens foram influenciados pela teoria populacional de Thomas Malthus. Os dois usaram e desenvolveram argumentos primeiramente feitos por Malthus. A análise de Weikart é que as opiniões de Spencer e Darwin fornecem um exemplo surpreendente de evolução convergente.
“Porque as ideias econômicas de laissez-faire foram tão proeminentes na vida política e intelectual inglesa na metade do século 19, não seria nenhuma surpresa que Darwin e Spencer assimilaram essas ideias independentemente. O pensamento deles sobre a sociedade humana foi fortemente modelado pelos valores e conceitos econômicos da metade da era Vitoriana tais como competição, divisão de trabalho, e adaptação.”
O pensamento de Spencer foi desenvolvido muito antes do pensamento de Darwin, embora as opiniões de Spencer possam ser descritas como lamarckianas. Depois de ler Darwin, ele incorporou a seleção no seu pensamento.
“Assim, muito antes de ter lido Darwin, Spencer (1851, 324) defendeu a posição de que o laissez-faire era necessário para garantir o progresso biológico, não somente por estimular algumas pessoas a melhorarem a si mesmas (lamarckismo), mas também pela sociedade ‘excretando os membros não saudáveis, os imbecis, os retardados, e os infiéis’(seleção darwiniana).”
Embora haja pistas do pensamento de Darwin sobre essas questões antes de 1871, foi somente após a publicação do “The Descent of Man” que nós temos algo mais substancial para mencionar.
“Mas não seria a evolução da moralidade, baseada no que Darwin chamou de instintos sociais, que melhorariam a luta pela sobrevivência entre os humanos? Isso não moderaria a luta pela sobrevivência com sentimentos morais que fariam com que os humanos cooperassem? Sim, explicou Darwin, quando ele mencionou o assunto sem rodeios na última metade do capítulo cinco, numa seção intitulada, “Natural Selection as affecting Civilised Nations” [A seleção natural afetando as nações civilizadas].
Nesta seção, Darwin explicou suas opiniões sobre como sua teoria influenciava na sociedade humana. Se alguém quiser saber se Darwin foi ou não um darwinista social, especialmente em relação à economia do laissez-faire, esta é a seção para se examinar.”
Após rever as opiniões de diversos estudiosos e desenvolver seus argumentos, Weikart concluiu que:
“Embora a defesa de Darwin da competição econômica do laissez-faire não fosse tão vocal nem radical quanto o de Spencer, ele nitidamente viu a competição econômica como uma parte integral da luta humana pela sobrevivência, e ele insistiu que os governos deveriam aumentar, e não diminuir, a competição.”
Assim, conclui-se que os dois homens foram darwinistas sociais, e que eles chegaram às suas opiniões bem independentemente. Darwin não tentou se distanciar de Spencer nessas questões.
“Apesar de quaisquer diferenças entre eles, Darwin e Spencer foram darwinistas sociais. Eles usaram os argumentos biológicos para justificar políticas econômicas planejadas para aguçar a competição humana. Eles advertiram contra o envolvimento do governo ou da legislação que reduzisse significantemente a competição econômica porque eles pensaram que isso resultaria em deterioração biológica. Eles desenvolveram essas ideias em um contexto intelectual e social comuns onde a economia do laissez-faire era a ortodoxia econômica. Spencer certamente que foi o primeiro dos dois a publicar suas ideias darwinistas sociais, se for apropriado usar este termo antes de 1859. As opiniões de laissez-faire de Spencer também foram mais radicais do que as de Darwin uma vez que a sua oposição à intervenção do governo era muito mais radical do que muito proponentes do laissez-faire. As opiniões de Darwin estavam mais alinhadas com a economia laissez-faire em voga.”
A tarefa para casa é esta: O Darwinismo não é uma teoria puramente científica. A ciência não pode ser divorciada da filosofia subjacente. Projetos como “Rescuing Darwin” [Resgatando Darwin] estão fundamentalmente defeituosos e são filosoficamente simplórios. Os educadores têm a obrigação de apresentar para seus alunos estas questões de um modo que encoraje o pensamento crítico e a análise.
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Was Darwin or Spencer the Father of Laissez-Faire Social Darwinism?
Richard Weikart
Journal of Economic Behavior and Organization, 71, 2009, 20-28 | doi:10.1016/j.jebo.2007.06.011
Abstract: This article explores the way that Darwin and Spencer integrated laissez-faire ideas into their evolutionary biology, and how they then extrapolated from their evolutionary theories to social and economic thought. It argues that Darwin and Spencer developed laissez-faire social Darwinism independently, making both important progenitors of it.
A formação do pensamento crítico e análise objetiva das teorias científicas por parte de nossos alunos é algo já preconizado na LDB 9394/96 e nos atuais PCNs, mas que não são objetivamente explorados nos livros didáticos aprovados pelo MEC/SEMTEC/PNLEM na abordagem das atuais teorias de origem e evolução do universo e da vida. O nome disso é DESONESTIDADE ACADÊMICA e VIOLAÇÃO DA CIDADANIA dos alunos ao LIVRE ACESSO DE INFORMAÇÕES sobre o atual status epistêmico dessas teorias científicas. E as implicações filosóficas e ideológicas da teoria da evolução de Darwin sobre a sociedade? Nenhuma palavra sequer.
Srs. Senadores, os Srs. aprovaram uma lei punindo os que roubam fósseis no Brasil. Os Srs. não vão considerar uma lei para os que ROUBAM a cidadania de nossos alunos, dos que ROUBAM sua formação adequada, dos que INTENCIONALMENTE sonegam informação científica atualizada?
Se os Srs. Senadores não considerarem a gravidade desta questão educacional, estarão sendo cúmplices com a manutenção deste estado de coisas.
“Afora o espetáculo, ali estava, sobretudo, uma demonstração de que o ensino pode, sim, superar bloqueios. Basta que as salas de aula mudem a configuração, transformando-se em cenário pedagógico. No caso da experiência aqui relatada, a união entre arte e letras”
Manoel Vilela de Magalhães foi professor da Universidade de Brasília (UnB) e redator do “Estado de SP”, onde publicou este artigo:
Em tempos de forte competitividade ampliam-se as exigências por novos e constantes esforços pela modernização de métodos em todos os setores. São consequências do alinhamento da sociedade ao ritmo da velocidade da informação.
Modernizar, no entanto, não é apenas avançar; é implantar e inovar métodos, preferencialmente locais, isto é, próximos da realidade do lugar. Na educação, já não cabem acomodações e obsolescência em salas de aulas, muito menos que a tarefa de ensinar se distancie dessas realidades, numa Nação de tamanha vastidão, de variados costumes e tradições como o Brasil. O Ministério da Educação (MEC), em bem-intencionada ação, empenha-se por uma radical guinada no Exame Nacional do Ensino Médio, o Enem.
Os resultados divulgados recentemente mostram a falência do ensino público. A palavra de ordem, pois, é mudar. Que se mude, para melhor. E há como.
Área extremamente sensível às modificações dos hábitos e da própria realidade de cada município ou Estado, a educação, não obstante o cenário globalizado, com suas ciclópicas mudanças, ainda deixa lugar para o estilo e a prática de ensino direto e diferenciado, evitando-se a perda da identidade mais próxima do cidadão, o meio em que vive.
Seria erro tolher ideias que movimentem a mente e apontem novos rumos para o desenvolvimento. A estes, aliás, é que se devem alinhar os sistemas de ensino.
Há poucas semanas tive ensejo de presenciar cinco jovens amadores teatrais num espetáculo que transmitiu alegria a crianças curitibanas de 7 a 11 anos, que autografavam livros que elas próprias escreveram e ilustraram. O que acontecia em Curitiba? Nada além do coroamento de uma nova ideia para o ensino de redação em língua portuguesa, direcionado a crianças do ensino fundamental.
Os improvisados menestréis apenas deram o ar da graça numa inédita colação de grau de alunos que haviam concluído o curso de artes plásticas e texto literário, o Arte/Letrinhas. Na festiva apresentação, além de cânticos, ouvia-se um coral falado, saltitante e de intensa alegria e musicalidade, quase uma ópera. Ninguém estava reinventado a roda.
Tratava-se de experiência quantitativamente pequena, que bem poderia tornar-se um norte a examinar e, quem sabe, adotá-lo. Diante de pais e avós emocionados, os jograis improvisaram uma declamação, extremamente veloz, em bom e medieval estilo. Faziam a leitura de trechos de livrinhos que os pequenos autores iriam autografar dali a 20 minutos, na Academia Brasileira de Letrinhas, numa modesta contribuição à criação de modalidades novas de ensinamento.
Isso mesmo, Academia Brasileira de Letrinhas! Uma experiência que desde o ano passado vem sendo testada em Curitiba, para, à feição de reforço escolar, estimular crianças à leitura e produção de textos e à iniciação em artes plásticas. Pela voz dos menestréis, trechos diferentes de também diferentes livros formavam sentido, contemplando a plateia com uma autêntica e breve peça de teatro cantado.
Afora o espetáculo, ali estava, sobretudo, uma demonstração de que o ensino pode, sim, superar bloqueios. Basta que as salas de aula mudem a configuração, transformando-se em cenário pedagógico. No caso da experiência aqui relatada, a união entre arte e letras.
A iniciativa de Curitiba coincide - e até a antecede - com a experiência com que o Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais (Inep) almeja mudar as características do Enem. Com as modificações espera-se sutilmente a prática do raciocínio e, principalmente, capacidade para o estudante relacionar temas e, assim, chegar a respostas corretas das provas destinadas a aferir se o aluno tem ou não condições de ingressar num curso universitário.
Em Curitiba, na Academia Brasileira de Letrinhas, são evidentes os bons resultados dessa busca de caminhos. Busca que leva o aluno a pensar, meditar, escrever, desenhar e, com seu próprio esforço, estabelecer o pretendido relacionamento, no fundo, a interpretação de textos.
Nada na Academia lembra ou se confunde com métodos ultrapassados, em que se pede do aluno pura e simplesmente respostas. O método não usa apostilas, muito menos lições pré-fabricadas. Os professores atuam como orientadores de classe, estimulando os alunos muito mais com respostas a indagações do que com afirmações ou imposição de técnicas estereotipadas de redação em língua portuguesa.
Qual o segredo? Nenhum. Apenas a ideia de integrar numa mesma sala e numa mesma oportunidade aulas de artes plásticas e redação. O aluno interpreta em desenho o que escreveu e, no reverso, cria frases sobre o que desenhou. Em seis meses de curso, produz texto e ilustrações para um livro, com tema e estilo de sua livre criação. Nada parecido com contos da carochinha ou de fadas. São textos baseados em temas atualíssimos, redigidos com graça, embora infantil.
Desde 2008 foram editados 25 títulos. Quem sabe desses jovens possa surgir um Acorda Brasil para o ensino.
A faixa etária ideal para estimular a criatividade é a mesma dos alunos do ensino fundamental. Entretanto, raramente a agenda diária do escolar comporta a matrícula em cursos como o Letrinhas. Quase sempre, e não sem razão, o tempo dos jovens seja tomado com aulas de inglês, música, academias de ginástica ou cursos de arte.
Bom seria se o próprio curso regular, inclusive nas escolas públicas, pudesse ser acrescido, como atividade obrigatória, de aulas de criatividade literária. Sem medo de errar.
“Fazer ciência e ensinar sem se apaixonar não é fazer ciência ou ser professor”
Eloi S. Garcia é pesquisador do Instituto Oswaldo Cruz, ex-presidente da Fiocruz e assessor do Inmetro. Artigo enviado pelo autor ao “JC e-mail”:
Nos últimos eventos científicos que participei, várias pessoas ressaltaram, de maneira clara e inteligente, as qualidades que um cientista brasileiro deve possuir nas áreas de gestão, educação, criação, inovação e orientação, bem como revelaram a paixão contagiante que o cientista deve possuir pelas suas ideias, e pela transferência do conhecimento aos seus discípulos.
Ficava muito claro naquelas reflexões que a ciência e a educação se demonstram fazendo, como as palavras que signifiquem mais do que significam no dicionário. A ciência e a educação devem ser originais, da atualidade que se revelam nos experimentos e nas salas de aula onde se deve aprender a saber mais, e não a saber menos.
A ciência e a educação não pretendem salvar o mundo, mas tem a capacidade de transformação social com a qual as pessoas compartem sua vida com colegas e amigos e abrem espaços de reflexão que se estendem a cultura geral.
Cientistas e educadores podem servir como um belo exemplo. Mas não é fácil reproduzi-lo. Não se cristaliza uma fórmula para poder imitar um cientista ou um professor.
Os grandes cientistas e professores são sempre únicos e abrem os olhos e os ouvidos de outros cientistas e orientadores, dão o rumo, norteiam, mas não ensinam o caminho.
Mas o caminho é único, está aí, e é de cada um que tem que acreditar em seus próprios olhos e passos. Esse caminho não é um tema nem um momento. É o que condiciona a aproximação ao tema e o associa aos momentos.
Nessa reflexão podemos chegar à conclusão que há ciência e a educação da atualidade que são conservadoras. Também existem ciência e educação futuristas que parecem antigas, coisas do passado.
Mas também aparecem à ciência e educação do passado que discutem problemas do presente e do futuro.
Fazer ciência e ensinar sem se apaixonar não é fazer ciência ou ser professor. A razão de se apaixonar é devido à mesma fascinação que o futuro nos dá: não podemos saber como ele será. Mas dá para imaginar um país onde a juventude bem educada construa seu futuro.
A ciência e educação são quase sempre surpresas para o cientista e o professor. E os fazem buscar sempre uma nova identidade. Mas, o problema é que eles não têm somente uma identidade. Eles possuem várias: uma identidade nacional, uma identidade internacional, uma identidade ética – que não é menos importante – uma identidade cultural e muitas outras.
E isso nos faz acreditar que a ciência e o ensino não têm pátria – ora, quem pode tê-la são os cientistas e os professores – e não tem fronteiras – a não ser os limites éticos.
Os cientistas e os educadores têm a obrigação de apresentar o conhecimento para o mundo e ao expô-lo, abrir as janelas da liberdade de pensar e nos ensinar a pensar por nós mesmos.
A ciência e o ensino nos levam a criticar o sistema educativo, a percepção social deste, e defender mudanças urgentes na educação básica e universitária. Valores educativos como, por exemplo, os valores do estudo, do ensino, da exigência, da aprendizagem e da inovação devem ser intensificados.
Aprender, estudar, ensinar, fomentar a criatividade e habilidades necessita de esforços e exigências. Estes não são valores de uma sociedade tradicional, são valores de uma sociedade empreendedora, que não quer perder seus talentos.
A ciência e educação não são patrimônios de ninguém. São bens públicos e dar-lhes uma dimensão social integrada é nossa obrigação. Todos têm o direito a elas.
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NOTA DESTE BLOGGER:
Este artigo reflete muito as opiniões de ciência e educação aqui esposadas, menos as tiradas irônicas deste blogger é claro, que vê na ironia uma forma de apontar e dizer que a Nomenklatura científica está nua e há algo de podre neste reino.
Este blogger atingiu a marca de 220 mil visitantes nos quatro continentes. De duas uma, ou a Nomenklatura científica entrou em distopia diante de eminente e iminente mudança paradigmática e a Grande Mídia tupiniquim que silenciosamente continua se revelando uma cortesã submissa do naturalismo filosófico que posa como se fosse ciência, ou o que preconizamos aqui vai merecer melhor audiência na Akademia brevemente. Quem viver, verá!
Gente, não dá mais para se tapar o Sol das evidências contrárias às atuais teorias da origem e evolução do universo e da vida com uma peneira de desculpas de teorias ad hoc a la Ptolomeu. Deixem de ser meninos emburrados que só porque seu time está perdendo, acabam o jogo e levam a bola para casa, sejam homens e encarem as evidências, e sigam aonde elas forem dar. Ao debate de novas ideias senhores, pois a Ciência só avança debatendo novas ideias.
Agência FAPESP – A supergigante vermelha Betelgeuse, na constelação de Órion, é uma das estrelas mais brilhantes no céu sobre a Terra e tem um diâmetro estimado em mais de 900 vezes o do Sol. É tão imponente que se estivesse no centro do Sistema Solar se estenderia além da órbita de Júpiter.
Pelo menos era assim. Era, porque de acordo com um novo estudo feito na Universidade da Califórnia em Berkeley, nos Estados Unidos, Betelgeuse está encolhendo. E muito rapidamente, tendo perdido 15% do tamanho nos últimos 15 anos.
A conclusão veio após um longo monitoramento feito com ajuda de um interferômetro no infravermelho instalado no topo do monte Wilson, na Califórnia, e foi apresentada nesta terça-feira (9/6) em Pasadena, durante reunião da Sociedade Astronômica Americana.
Segundo os astrônomos responsáveis pelo estudo, como o raio da supergigante vermelha é de cinco unidades astronômicas, ou cinco vezes o raio da órbita da Terra, o encolhimento no raio da estrela equivale à distância da órbita de Vênus. Betelgeuse está a aproximadamente 600 anos-luz da Terra.
“Ver essa mudança é algo perturbador. Estaremos vigiando a estrela cuidadosamente nos próximos anos para verificar se ela continuará a contrair ou se aumentará de tamanho novamente”, disse Charles Townes, um dos autores da pesquisa, cujos resultados foram publicados no The Astrophysical Journal Letters.
Professor emérito de física da Universidade da Califórnia em Berkeley, Townes ganhou o prêmio Nobel de Física em 1964, pela contribuição no desenvolvimento do laser e do maser (laser em micro-ondas).
Apesar da diminuição em tamanho, os pesquisadores apontam que a luz visível, ou magnitude, que é monitorada regularmente, não apresentou queda significativa no mesmo período. Apesar de Townes e seu aluno de graduação, Ken Tatebe, terem observado há alguns anos um ponto brilhante e inusitado na superfície de Betelgeuse, a estrela continua sendo vista como uma esfera simétrica.
“Não sabemos por que a estrela está encolhendo. Considerando tudo o que sabemos sobre galáxias e o Universo distante, há ainda muitas coisas sobre as estrelas que simplesmente não conhecemos. Uma delas é o que acontece quando as gigantes vermelhas se aproximam do fim de suas vidas”, disse Edward Wishnow, outro autor do estudo.
Alguns cientistas estimam que Betelgeuse poderá explodir e se tornar uma supernova em alguns milhares de anos. A explosão seria um espetáculo de dimensões tão grandes que a luz resultante seria mais brilhante do que a da Lua no céu noturno sobre a Terra.
Townes, que faz 94 anos em julho, disse pretender continuar monitorando Betelgeuse na esperança de encontrar um padrão para o encolhimento – ou a mudança de tamanho da estrela – e ajudar a melhorar as capacidades do interferômetro pela adição de um espectrômetro. “Onde quer que olhemos com mais precisão, encontraremos algumas surpresas e desvendaremos segredos fundamentais”, disse.
O artigo A systematic change with time in the size of Betelgeuse, de Charles Townes e outros, pode ser lido por assinantes do The Astrophysical Journal Letters em www.iop.org/ej/journal/apjl.
Leia uma entrevista interessante com Charles Townes sobre Evolução e Design Inteligente aqui
Alguém me belisque: um laureado com Prêmio Nobel acha válida a discussão da plausibilidade científica do Design Inteligente??? Ué, mas a Teoria do Design Inteligente não é pseudociência, criacionismo disfarçado, y otras cositas mais???.
Agência FAPESP – Uma exposição sobre a Flora Brasiliensis, considerado o mais completo levantamento da diversidade vegetal brasileira, acaba de ser inaugurada no Espaço Vida do Parque Villa-Lobos, na capital paulista, por ocasião do Dia Mundial do Meio Ambiente, comemorado em 5 de junho após recomendação da Conferência de Estocolmo, em 1972, na Suécia.
A mostra é formada por 14 pranchas em formato de pôsteres com reproduções de ilustrações da obra enciclopédica organizada pelo naturalista alemão Carl Friedrich Philipp von Martius (1794-1868) e informações sobre a sua viagem pelo Brasil.
Exposição Flora Brasiliensis, com reproduções de ilustrações da obra do naturalista alemão Carl von Martius após viagem pelo Brasil no século 19, é destaque no Parque Villa-Lobos, na capital paulista (foto: divulgação)
Os painéis, cedidos pela FAPESP, fazem parte da exposição Flora Brasiliensis On-line, produzida pela Fundação quando da disponibilização da obra de Martius na internet.
Aberta para visitação gratuita aos visitantes do parque, a exposição é uma parceria entre a Secretaria do Meio Ambiente do Estado de São Paulo, Instituto Unibanco e Instituto Samuel Murgel Branco (ISMB), responsável pela gestão do Espaço Vida do Parque Villa-Lobos.
Na Flora Brasiliensis original estão descritas 22.767 espécies, que representam o conjunto das plantas conhecidas até meados do século 19. Na obra também estão 3.811 ilustrações de plantas, flores, frutos e sementes.
Ainda que a estimativa da diversidade de plantas brasileiras seja de 50 mil espécies, a Flora Brasiliensis é considerada o mais abrangente levantamento da flora do país, sendo utilizada na identificação de plantas e como referência para estudos em botânica do Brasil e de outros países da América do Sul.
“O empenho dos programas e projetos apoiados pela FAPESP em buscar dados sobre a diversidade brasileira de flora e fauna, depositados em museus e centros de pesquisas renomados no exterior, confere valor indiscutível à história sobre o patrimônio genético nacional, além de fornecer mais subsídios para as pesquisas em botânica no Brasil e educar a população sobre a nossa imensa biodiversidade. Esse é o caso do belíssimo trabalho realizado com a Flora Brasiliensis”, disse Rosana Filomena Vazoller, presidente do ISMB, à Agência FAPESP.
A obra, que levou mais de meio século para ser concluída, foi produzida por Martius em colaboração com os cientistas alemães August Wilhelm Eichler (1838-1887), Ignatz Urban (1849-1931) e outros 65 especialistas de vários países.
Segundo Rosana, um dos objetivos da exposição é estimular a população a conhecer Martius, seu trabalho e o que sua obra máxima representa para a ciência, a história e a cultura brasileiras.
“Permitir que os cidadãos possam conhecer a obra de Martius em um parque é facilitar mecanismos de popularização da ciência e comunicar o saber sobre a história da biodiversidade brasileira”, afirmou Rosana, que integra o conselho científico do Centro de Referência em Informação Ambiental (Cria) e foi professora da Universidade de São Paulo (USP) por duas décadas, na Escola de Engenharia de São Carlos e no Instituto de Ciências Biomédicas.
História da biodiversidade
“Mais do que as descrições de Martius, que jogaram luz sobre a imensa diversidade da flora nacional em uma determinada época, a exposição mostra que a biodiversidade brasileira tem história. O Brasil teve, desde a época do Império, governantes que investiram no conhecimento da flora nacional”, disse Rosana.
Patrocinada pelo imperador da Áustria, Ferdinando I, pelo rei da Baviera, Ludovico I, e pelo imperador do Brasil, Dom Pedro II, a Flora Brasiliensis teve seu primeiro volume publicado em 1840 e o último em 1906, muitos anos após a morte de Martius, em 1868.
A expedição, que fez parte da chamada Missão Austríaca, formada por cientistas e artistas europeus interessados na rica e exuberante flora tropical, desembarcou em 15 de julho de 1817 no porto do Rio de Janeiro para acompanhar a arquiduquesa Leopoldina, que se casaria com o então príncipe D. Pedro.
No Brasil, Martius percorreu cerca de 10 mil quilômetros ao longo de três anos, registrou observações e recolheu mais de 20 mil espécies de plantas em quatro dos cinco principais ambientes naturais brasileiros – Cerrado, Caatinga e as florestas Atlântica e Amazônica.
O roteiro da viagem começou nas imediações da Corte do Rio de Janeiro, continuou em São Paulo e Minas Gerais. A expedição cruzou a Bahia, seguindo depois para Pernambuco, Piauí e Maranhão. De navio, rumou para Belém e subiu o Amazonas até o Solimões.
Do Solimões, o zoólogo Johann Baptiste von Spix (1781-1826) continuou pelo Amazonas até os limites do Peru, enquanto Martius seguiu pelo rio Japurá até a fronteira com a Colômbia. Os dois se reencontraram e continuaram a viagem pelo rio Madeira.
De volta à Europa, Martius foi nomeado curador do Jardim Botânico e professor da Universidade de Munique, na Alemanha. A viagem exploratória marcou o cientista de tal forma que, nos anos seguintes, passou a se dedicar extensivamente ao estudo da flora brasileira.
A partir de 1840, iniciou o trabalho de organização das informações e de publicação da Flora Brasiliensis. Especificamente para os estudiosos em botânica no Brasil, explica Rosana, a disponibilidade das informações da obra é “inegavelmente relevante”.
“Martius revelou informações fundamentais sobre a flora em seus ecossistemas e, com isso, os cientistas puderam, desde então, tecer comparações sobre a flora nacional e discutir as condições locais que permitiram a existência das espécies”, destacou.
Cem anos após a publicação do último volume da Flora Brasiliensis, os valiosos desenhos se tornaram mais acessíveis aos cientistas e ao público em geral por meio da internet, como resultado do projeto Flora Brasiliensis On-Line, apoiado pela FAPESP, Natura Cosméticos e Vitae Apoio à Cultura, Educação e Promoção Social.
O trabalho de adaptação da obra para a internet foi realizado pelo Cria e pela Universidade Estadual de Campinas (Unicamp). A digitalização das imagens para o site foi feita pelo Jardim Botânico de Missouri, nos Estados Unidos.
A versão on-line da obra possui mais de 3,8 mil pranchas digitalizadas e mais de 10 mil páginas com os textos das descrições das quase 23 mil espécies. Os desenhos podem ser consultados pelo nome científico de cada espécie, pelo volume ou pela página da obra impressa.
Mais informações sobre a Flora Brasiliensis no Parque Villa-Lobos: (11) 3021-3182.
Gente, eu confesso: os mamutes estão para mim assim como os dinossauros estão para muita gente - um misto de admiração por antigas criaturas maravilhosas.
Para os que gostam de ciência sobre mamutes, eis um site mais do que interessante sobre o genoma desses animais.
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Tracking the past: Interspersed repeats in an extinct Afrotherian mammal, Mammuthus primigenius
1. Fangqing Zhao,
2. Ji Qi and
3. Stephan C. Schuster,1
+Author Affiliations
1. Center for Comparative Genomics and Bioinformatics, The Pennsylvania State University, University Park, Pennsylvania 16802, USA
Abstract
The woolly mammoth (Mammuthus primigenius) died out about several thousand years ago, yet recent paleogenomic studies have successfully recovered genetic information from both the mitochondrial and nuclear genomes of this extinct species. Mammoths belong to Afrotheria, a group of mammals exhibiting extreme morphological diversity and large genome sizes. In this study, we found that the mammoth genome contains a larger proportion of interspersed repeats than any other mammalian genome reported so far, in which the proliferation of the RTE family of retrotransposons (covering 12% of the genome) may be the main reason for an increased genome size. Phylogenetic analysis showed that RTEs in mammoth are closely related to the family BovB/RTE. The incongruence of the reconstructed RTE phylogeny indicates that RTEs in mammoth may be acquired through an ancient lateral gene transfer event. A recent proliferation of SINEs was also found in the probocidean lineage, whereas the Afrotherian-wide SINEs in mammoth have undergone a rather flat and stepwise expansion. Comparisons of the transposable elements (TEs) between mammoth and other mammals may shed light on the evolutionary history of TEs in various mammalian lineages.
Footnotes
* 1 Corresponding author.
E-mail scs@bx.psu.edu; fax (814) 863-6699.
* [Supplemental material is available online at www.genome.org.]
Journal of Molecular Cell Biology Advance Access published online on June 3, 2009 Journal of Molecular Cell Biology, doi:10.1093/jmcb/mjp003
Generation of Pig-Induced Pluripotent Stem Cells with a Drug-Inducible System
Zhao Wu1,{dagger}, Jijun Chen1,{dagger}, Jiangtao Ren1, Lei Bao1, Jing Liao1, Chun Cui1, Linjun Rao1, Hui Li2, Yijun Gu1, Huiming Dai1, Hui Zhu1, Xiaokun Teng3, Lu Cheng1 and Lei Xiao1,*
1 Laboratory of Molecular Cell Biology, Institute of Biochemistry and Cell Biology, Cell Bank, Stem Cell Bank, Shanghai Institutes for Biological Sciences, Chinese Academy of Sciences, Shanghai 200031, People's Republic of China
2 Xiangtan Center Hospital, Hunan 411100, People's Republic of China
3 National Engineering Center for Biochip at Shanghai, Zhangjiang Hi-Tech Park, Pudong, Shanghai 201203, People's Republic of China
* Correspondence to: Lei Xiao, Tel: +86 21 54921386; Fax: +86 21 54921388. E-mail: leixiao@sibs.ac.cn
Abstract
Domesticated ungulate pluripotent embryonic stem (ES) cell lines would be useful for generating precise gene-modified animals. To date, many efforts have been made to establish domesticated ungulate pluripotent ES cells from early embryos without success. Here, we report the generation of porcine-induced pluripotent stem (iPS) cells using drug-inducible expression of defined factors. We showed that porcine iPS cells expressed alkaline phosphatase, SSEA3, SSEA4, Tra-1-60, Tra-1-81, Oct3/4, Nanog, Sox2, Rex1 and CDH1. Pig iPS cells expressed high levels of telomerase activity and showed normal karyotypes. These cells could differentiate into cell types of all three germ layers in vitro and in teratomas. Our study reveals properties of porcine pluripotent stem cells that may facilitate the eventual establishment of porcine ES cells. Moreover, the porcine iPS cells produced may be directly useful for the generation of precise gene-modified pigs.
Graham Coop1.¤a*, Joseph K. Pickrell1.*, John Novembre1¤b, Sridhar Kudaravalli1, Jun Li2, Devin Absher3, Richard M. Myers3, Luigi Luca Cavalli-Sforza4, Marcus W. Feldman5, Jonathan K. Pritchard1,6*
1 Department of Human Genetics, University of Chicago, Chicago, Illinois, United States of America,
2 Department of Human Genetics, University of Michigan, Ann Arbor, Michigan, United States of America,
3 HudsonAlpha Institute for Biotechnology, Huntsville, Alabama, United States of America,
4 Department of Genetics, Stanford University, Stanford, California, United States of America,
5 Department of Biological Sciences, Stanford University, Stanford, California, United States of America,
6 Howard Hughes Medical Institute, University of Chicago, Chicago, Illinois, United States of America
Various observations argue for a role of adaptation in recent human evolution, including results from genome-wide studies and analyses of selection signals at candidate genes. Here, we use genome-wide SNP data from the HapMap and CEPHHuman Genome Diversity Panel samples to study the geographic distributions of putatively selected alleles at a range of geographic scales. We find that the average allele frequency divergence is highly predictive of the most extreme FST values across the whole genome. On a broad scale, the geographic distribution of putatively selected alleles almost invariably conforms to population clusters identified using randomly chosen genetic markers. Given this structure, there are surprisingly few fixed or nearly fixed differences between human populations. Among the nearly fixed differences that do exist, nearly all are due to fixation events that occurred outside of Africa, and most appear in East Asia. These patterns suggest that selection is often weak enough that neutral processes—especially population history, migration, and drift—exert powerful influences over the fate and geographic distribution of selected alleles.
Citation: Coop G, Pickrell JK, Novembre J, Kudaravalli S, Li J, et al. (2009) The Role of Geography in Human Adaptation. PLoS Genet 5(6): e1000500. doi:10.1371/ journal.pgen.1000500
Editor: Mikkel H. Schierup, University of Aarhus, Denmark Received November 12, 2008; Accepted May 4, 2009; Published June 5, 2009
Copyright: 2009 Coop et al. This is an open-access article distributed under the terms of the Creative Commons Attribution License, which permits unrestricted use, distribution, and reproduction in any medium, provided the original author and source are credited.
Funding: This work was supported by a Packard Foundation grant to J. Pritchard. J. Pickrell was supported by a National Institutes of Health training grant to the University of Chicago. G. Coop was also supported by funds from UC Davis. J. Novembre was supported by a US National Science Foundation postdoctoral research fellowship in bioinformatics. M. Feldman was supported by grant GM28016. J. Pritchard is an investigator of the Howard Hughes Medical Institute. The funders had no role in study design, data collection and analysis, decision to publish, or preparation of the manuscript.
Competing Interests: The authors have declared that no competing interests exist.
* E-mail: gmcoop@ucdavis.edu (GC); pickrell@uchicago.edu (JKP); pritch@uchicago.edu (JKP) ¤a Current address: Section of Evolution and Ecology and Center for Population Biology, University of California Davis, Davis, California, United States of America ¤b Current address: Department of Ecology and Evolutionary Biology, University of California Los Angeles, Los Angeles, California, United States of America
. These authors contributed equally to this work.
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DESTAQUE IMPERTINENTE DESTE BLOGGER:
Logo na introdução lemos:
One of the central problems in evolutionary biology is to understand the genetic and ecological mechanisms that drive adaptation. With the advent of large-scale SNP and DNA sequence data it is now possible to study selection and adaptation at a genome-wide scale. In recent years there has been considerable progress in identifying potential signals of selection in a wide variety of species [1–4].
A revista científica Science traz uma entrevista com Eugenie Scott, diretora-executiva do National Center for Science Education [Nota do blogger: O Centro Nacional para a Educação em Ciência é uma ONG evolucionista americana que defende o ensino da teoria da evolução sem críticas]. Ela foi apresentada como uma guerreira incansável, que é encontrada “nas linhas de frente de batalhas contenciosas sobre o ensino da evolução nas escolas públicas americanas.” Ela se refere aos seus oponentes como “o inimigo”. Eles são diversos: “ciência da criação”, design inteligente [DI], e protagonistas anti-evolução”.
Nós que acompanhamos essas questões estamos bem cientes da postura que Scott toma e os argumentos que ela traz. Este blog se preocupa com a maneira como a revista científica Science apresenta o pensamento dela como sendo o consensual e amplamente aceito, sem nenhuma tentativa de fornecer uma análise ou sugerir que o pensamento de Scott merece ser criticado.
Nós chegamos a uma situação hoje em dia que, qualquer crítica ao darwinismo é re-empacotada como sendo um ataque contra a ciência. Retratar as questões desta maneira é fechar a discussão e análise crítica. É um problema, não somente para cientistas do Design Inteligente, mas cientistas criacionistas, mas também para biólogos evolucionistas que aceitam que o darwinismo não fornece os mecanismos necessários para realizar a ransformação bológica. Leia mais aqui e aqui.
Darwinistas como Scott têm um ponto cego: eles equacionaram tanto a sua teoria querida como se fosse a própria ciência, que eles são incapazes de apreciar que alguns de nós queremos um debate científico genuíno sobre os mecanismos: o que eles podem realizar e quais são suas limitações.
Este ponto cego se espalha para a educação. “Além dos ataques periódicos sobre os parâmetros educacionais de ciência como nós vimos recentemente no Texas, nós estamos preocupados sobre a legislação anti-evolução em diferentes estados sob a capa de leis de liberdade acadêmica.” Scott não admite que o princípio de liberdade acadêmica implique no direito de se trazer críticas ao darwinismo nas salas de aula.
Consequentemente, os defensores da “liberdade acadêmica” são rotulados como subversivos para a ciência. Há agendas ideológicas por trás desta oposição ao desenvolvimento de mentes críticas dos alunos (leia mais aqui).
Uma surpreendente seção de Pergunta e Resposta sobre a relevância da teoria da evolução para cientistas em atividade. A resposta dada por Scott é, na verdade, muito fraca. Em vez de destacar exemplos de relevância, ele fez uma declaração muito generalizada sobre como se considerar “todo o quadro”:
P: Por que é importante ensinar evolução? Os médicos e a maioria dos cientistas da vida não podem realizar seus trabalhos sem aceitar a evolução?
E.S.: Você pode ser um mecânico sem entender todos os detalhes do motor de combustão interna. [Mas] não seria melhor que você fosse a um mecânico que tem a visão completa da situação?
Esta resposta falha em interagir com aqueles cientistas que estão preparados para dizer que a teoria da evolução é mais um verniz de superfície do que um arcabouço teórico confirmador (Leia mais aqui).
Além disso, falha em fazer justiça ao lugar do design em medicina: aqueles cientistas que consideram o corpo humano como planejado têm tido uma boa trajetória em ajudar a curar enfermidades, e o emergente campo de medicina darwiniana é amplamente não experimentada e não testada (Leia mais aqui e aqui).
Outra área onde Scott precisa ser desafiada é no seu entendimento de filosofia de ciência. Ela parece pensar que a ciência transcende a filosofia. Quando ela fala sobre o que os cientistas não devem fazer, o argumento dela prevê os cientistas tirando ideias filosóficas da ciência. Algumas redundam em ateísmo; algumas em teísmo. Eis a parte relevante da entrevista:
“O que os cientistas de universidade não devem fazer é forçar os estudantes a escolher entre a religião e a ciência. Se um professor fosse dizer que a evolução prova que Deus não existe, isso não apenas é uma má filosofia de ciência, ela garante que um número significante de estudantes irá colocar seus dedos nos ouvidos. Quando for explicar questões biológicas, como a evolução do olho, não há necessidade em dizer que Deus não teve nada a ver com isso. É um comentário irrelevante. Eu não acho que a sala de aula é um lugar apropriado para se tentar criar mais ateus do que seja um lugar apropriado para se criar mais cristãos fundamentalistas.”
Um elemento principal trazido pelos scholars do Design Inteligente é que a filosofia sustenta a ciência. Isto não é, de modo algum, uma ênfase exclusiva, pois este ponto de vista é comum entre os filósofos de ciência. O problema é que poucos fazem perguntas sobre as sustentações ideológicas da ciência, e se ideologias diferentes são importantes. È mais justo dizer que “a evolução prova que Deus não existe” ou “o ateísmo vai dar numa ciência das origens onde não existe propósito, direção ou qualquer papel para um Criador”? Há bastante evidência de “má filosofia de ciência”, mas é evidente em um nível mais profundo do que o reconhecido por Scott. Leia mais aqui.
O que nós devemos dizer sobre a abordagem de Scott na explicação de “questões biológicas, como a evolução do olho”. Repare que ela não se refere ao funcionamento do olho (que é uma questão de ciência empírica), mas antes, se refere à evolução do olho (que é uma questão para a ciência histórica e presume que o olho evoluiu). As questões filosóficas que precisam de consideração são afetas pelas perguntas feitas. Scott afirmou: “não há necessidade de dizer que Deus não tem nada a ver com isso. É um comentário irrelevante."
De uma perspectiva científica, a questão diz respeito à causação. Quais causas são legítimas devem ser consideradas dentro da ciência? Nós estamos acostumados com o papel da lei natural dentro da ciência. Nós também estamos cientes de eventos ao acaso que precisam de descrição estatística em vez de leis físicas ou químicas. A área controversa de causação diz respeito à agência inteligente (design). Os defensores do Design Inteligente não pensam que seja irrelevante considerar a possibilidade de causação inteligente e têm proposto diversos testes para se distinguir lei, acaso e design.
A indisposição de Scott em reconhecer que o design até pode ser considerado dentro da ciência é um reflexo da filosofia de ciência que ela adotou: uma pressuposição metafísica que proíbe o design de ser considerado. Leia mais aqui.
A verdadeira questão não é que Scott defende essas opiniões (pois nós vivemos no mundo livre onde nós protegemos a liberdade acadêmica). É problemático porque a revista Science não considerou apropriado fornecer um fórum para o diálogo com cientistas que têm uma filosofia de ciência diferente. Fingir que não há debate sobre essas questões é insensatez.
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Eugenie Scott Toils in Defense of Evolution Yudhijit Bhattacharjee Science 324, 5 June 2009: 1250-1251 | DOI: 10.1126/science.324_1250b 1st sentence: As executive director of the California-based National Center for Science Education, anthropologist Eugenie Scott has spent the past 2 decades on the frontlines of the contentious battle over teaching evolution in U.S. public schools.
Por que os autores de livros didáticos de Biologia do ensino médio omitem as implicações negativas da Explosão Cambriana para a teoria da evolução de Darwin num contexto de justificação teórica???
Omitir informações científicas exatas e atualizadas é violentar a cidadania dos alunos e o seu direito a ter acesso a essas informações.
Mostra explica quem foi Charles Darwin e por que suas ideias revolucionaram a ciência
Há dois séculos nasceu um cientista muito importante. Em 1859, aos 50 anos, ele publicou um livro que revolucionou a ciência: A origem das espécies e a seleção natural. Nele, explicou como os seres vivos evoluem, isto é, como se alteram ao longo do tempo, dando origem a novas espécies. Que cientista é esse? O naturalista inglês Charles Darwin!
Para celebrar os 200 anos do seu nascimento e os 150 anos da publicação de seu livro, que tal visitar a mostra Darwin Now (Darwin Agora, em português)? Essa exposição, que irá percorrer o Brasil e passar por vários países, divulga um pouco da vida e da obra de um dos mais importantes cientistas da história.
Jogos, brindes e atividades
A mostra, que já esteve em São Paulo e agora chega ao Rio de Janeiro, ocupa o Museu Arqueológico de Araruama até sete de junho de 2009. Lá, estão expostos oito painéis duplos com ilustrações e textos que explicam a trajetória do cientista britânico. Na base de cada estrutura, jogos de encaixe debatem questões levantadas no painel. Os seres humanos ainda evoluem? A evolução desafia a religião? Como surgem as espécies? Que tal responder a essas perguntas e ganhar brindes? Kits com atividades para serem feitas na hora ou em sala de aula também são distribuídos aos visitantes.
Nesta árvore, você pode deixar comentários sobre a mostra Darwin Now (foto: British Council).
Depois que você estiver por dentro de quem foi Darwin, de como foi a viagem que ele realizou pelo mundo a bordo do veleiro Beagle e das evidências que comprovam a teoria da seleção natural, direcione-se à árvore da exposição. Ela é de mentirinha [SIC ULTRA PLUS: Nada mais vero! Vão contar o status heurístico da Árvore da Vida de Darwin para as crianças na Mostra??? Se não contarem, é muita perversidade, oops, DESONESTIDADE CIENTÍFICA. Traduzindo em graúdos: 171 epistêmico!] – uma estrutura de madeira com cerca de dois metros e meio de altura, com diversos galhos –, mas tem uma função importante. Nela você pode pendurar uma folha feita de papel e deixar recados para os visitantes e os organizadores da mostra. É a chance de conferir o que as pessoas acharam da exposição, além de fazer seus comentários e dar suas sugestões.
O quê? Você não mora no Rio de Janeiro, mas adoraria visitar a exposição Darwin Now? Então, saiba que ela passará também por Manaus, Fortaleza, Salvador, Brasília e Recife ao longo do ano. Portanto, fique atento e não perca essa incursão ao mundo de um dos mais importantes cientistas da história!
Exposição Darwin Now Até 7 de junho de 2009. Terça a domingo, de 9 às 18h. Grátis! Museu Arqueológico de Araruama Rodovia RJ 124, km 25, Fazenda Aurora, Araruama/RJ. Agendamento de escolas: (22) 2665-4276.
Hair Cell Bundles: Flexoelectric Motors of the Inner Ear
Kathryn D. Breneman1, William E. Brownell2, Richard D. Rabbitt1,3*
1 Department of Bioengineering, University of Utah, Salt Lake City, Utah, United States of America,
2 Department of Otolaryngology - H&NS, Baylor College of Medicine, Houston, Texas, United States of America,
3 Marine Biological Laboratory, Woods Hole, Massachusetts, United States of America
Abstract
Microvilli (stereocilia) projecting from the apex of hair cells in the inner ear are actively motile structures that feed energy into the vibration of the inner ear and enhance sensitivity to sound. The biophysical mechanism underlying the hair bundle motor is unknown. In this study, we examined a membrane flexoelectric origin for active movements in stereocilia and conclude that it is likely to be an important contributor to mechanical power output by hair bundles. We formulated a realistic biophysical model of stereocilia incorporating stereocilia dimensions, the known flexoelectric coefficient of lipid membranes, mechanical compliance, and fluid drag. Electrical power enters the stereocilia through displacement sensitive ion channels and, due to the small diameter of stereocilia, is converted to useful mechanical power output by flexoelectricity. This motor augments molecular motors associated with the mechanosensitive apparatus itself that have been described previously. The model reveals stereocilia to be highly efficient and fast flexoelectric motors that capture the energy in the extracellular electro-chemical potential of the inner ear to generate mechanical power output. The power analysis provides an explanation for the correlation between stereocilia height and the tonotopic organization of hearing organs. Further, results suggest that flexoelectricity may be essential to the exquisite sensitivity and frequency selectivity of non-mammalian hearing organs at high auditory frequencies, and may contribute to the “cochlear amplifier” in mammals.
Citation: Breneman KD, Brownell WE, Rabbitt RD (2009) Hair Cell Bundles: Flexoelectric Motors of the Inner Ear. PLoS ONE 4(4): e5201. doi:10.1371/journal.pone.0005201
Editor: Vladimir Brezina, Mount Sinai School of Medicine, United States of America
Received: January 16, 2009; Accepted: March 16, 2009; Published: April 22, 2009
Funding: Financial support was provided by the NIDCD R01 DC04928 & R01 DC06685 (Rabbitt), R01 DC00384 (Brownell), NSF IGERT DGE9987616 and NASA GSRP 56000135 (Breneman). The funders had no role in study design, data collection and analysis, decision to publish, or preparation of the manuscript.
Competing interests: The authors have declared that no competing interests exist.
Natural colonization and adaptation of a mosquito species in Galápagos and its implications for disease threats to endemic wildlife
Arnaud Bataillea,b,c,1, Andrew A. Cunninghamb, Virna Cedeñod,e,f, Leandro Patiñod, Andreas Constantinoua, Laura D. Kramerg and Simon J. Goodmana,1
+Author Affiliations
aInstitute of Integrative and Comparative Biology, University of Leeds, Leeds LS2 9JT, United Kingdom;
bInstitute of Zoology, Zoological Society of London, Regent's Park, London NW1 4RY, United Kindom;
cNatural Environment Research Council Molecular Genetics Facility, Department of Animal and Plant Sciences, University of Sheffield, Sheffield S10 2TN, United Kingdom;
dGalápagos Genetics, Epidemiology and Pathology Laboratory, Galápagos National Park, Puerto Ayora, Galápagos Islands, Ecuador;
eBiotechnology Program, Universidad de Guayaquil, Guayaquil, Ecuador;
fConcepto Azul, Guayaquil, PO Box 09-02-142A, Ecuador; and
gWadsworth Center, New York State Department of Health, Albany, NY 12159
Edited by Francisco J. Ayala, University of California, Irvine, CA, and approved May 1, 2009 (received for review February 6, 2009)
Abstract
Emerging infectious diseases of wildlife have been recognized as a major threat to global biodiversity. Endemic species on isolated oceanic islands, such as the Galápagos, are particularly at risk in the face of introduced pathogens and disease vectors. The black salt-marsh mosquito (Aedes taeniorhynchus) is the only mosquito widely distributed across the Galápagos Archipelago. Here we show that this mosquito naturally colonized the Galápagos before the arrival of man, and since then it has evolved to represent a distinct evolutionary unit and has adapted to habitats unusual for its coastal progenitor. We also present evidence that A. taeniorhynchus feeds on reptiles in Galápagos in addition to previously reported mammal and bird hosts, highlighting the important role this mosquito might play as a bridge-vector in the transmission and spread of extant and newly introduced diseases in the Galápagos Islands. These findings are particularly pertinent for West Nile virus, which can cause significant morbidity and mortality in mammals (including humans), birds, and reptiles, and which recently has spread from an introductory focus in New York to much of the North and South American mainland and could soon reach the Galápagos Islands. Unlike Hawaii, there are likely to be no highland refugia free from invading mosquito-borne diseases in Galápagos, suggesting bleak outcomes to possible future pathogen introduction events.
Aedes disease vector phylogenetics West Nile virus
Footnotes
1To whom correspondence may be addressed. E-mail: bgyaba@leeds.ac.uk or s.j.goodman@leeds.ac.uk
Author contributions: A.B., A.A.C., V.C., and S.J.G. designed research; A.B. performed research; L.P. and L.D.K. contributed new reagents/analytic tools; A.B. and A.C. analyzed data; and A.B., A.A.C., and S.J.G. wrote the paper.
Em 2003 e 2005, este blogger enviou e entregou mediante protocolo no MEC/SEMTEC e na Comissão de Educação e Cultura da Câmara dos Deputados em Brasília, uma análise crítica de alguns livros didáticos aprovados pelo MEC/SEMTEC/PNLEM que utilizaram de duas fraudes e várias distorções de evidências científicas para corroborar o fato, Fato, FATO da evolução.
O nome disso é DESONESTIDADE CIENTÍFICA. Qual é a pena para isso???
O comércio de fósseis pode passar a ser tipificado como crime. Além de ficarem sujeitas a multas, as pessoas flagradas armazenando ou vendendo fósseis podem pegar pena de prisão de um a cinco anos
Proposta com esse objetivo, de autoria do senador Pedro Simon (PMDB-RS), foi aprovada nesta quinta-feira (4) pela Comissão de Constituição, Justiça e Cidadania (CCJ).
O projeto foi elaborado com a finalidade de proteger os depósitos de fósseis existentes no país, que são parte do patrimônio cultural do país e guardam relevante valor científico.
O texto (PLS 57/05) prevê punição para quem ofertar ou adquirir fósseis mesmo quando houver ausência de interesse comercial na transação. Nesse caso, a prisão máxima cai para três anos. A pena, no entanto, pode chegar a cinco anos quando se tratar de exportação ou transferência de fósseis para o exterior, ainda que sem fins comerciais.
- O comércio ilícito de bens culturais com o exterior tem sido um dos maiores responsáveis pela pilhagem de sítios arqueológicos, pela perda de informações científicas e pela ilegal alienação do patrimônio cultural brasileiro - comentou a senadora Marina Silva (PT-AC), que relatou a matéria, com parecer favorável.
Já votado pela Comissão de Educação, Cultura e Esporte (CE), o projeto receberá decisão terminativa na Comissão de Meio Ambiente, Defesa do Consumidor e Fiscalização e Controle (CMA). A matéria foi inicialmente apresentada ao Senado por Lúcio Alcântara, então representante do Ceará. Foi aprovada com rapidez na Casa, mas ficou parada na Câmara dos Deputados, indo finalmente a arquivo. Simon decidiu reapresentar o texto por entender que sua aprovação é imprescindível para regularizar a situação dos sítios arqueológicos e, ainda, dos depósitos de fósseis.
Conforme o autor, diante da ausência de normas aplicáveis ao assunto e de divergências conceituais, prevalece um "quadro confuso e um desamparo formal" em relação aos recursos fósseis, sua pesquisa e proteção.
Na análise, Marina Silva concorda que a lei que trata da proteção dos monumentos arqueológicos e pré-históricos (Lei 3.924/61) não poderia ser simplesmente atualizada, em razão das especificidades da questão dos depósitos de fósseis, em que há necessidade de regular a preservação, a catalogação e o acesso para pesquisas acadêmicas.
Controles nas pesquisas
Pelo texto, a pesquisa e a coleta de material fóssil em território brasileiro devem ser previamente autorizadas pelos órgãos competentes, inclusive com a aplicação das exigências adicionais previstas em lei para estrangeiros.
Também é tipificada como crime a desobediência às normas sobre coleta e transporte de fósseis, bem como a retenção de peças. Além de multa, os envolvidos podem pegar prisão de um a três anos. Em qualquer situação, o pedido de autorização para a pesquisa deve descrever o sítio geográfico alvo dos trabalhos, com descrição dos métodos, técnicas e instrumentos a serem utilizados.
Além de apresentar dados de identificação pessoal e comprovantes de sua qualificação profissional, o pesquisador interessado deve ainda explicitar os objetivos do trabalho e o destino do material coletado.
Instituições de ensino superior e pesquisas brasileiras ficam livres dessas exigências, mas devem enviar relatório anual, às autoridades competentes, de suas atividades em sítios fossilíferos.
Mesmo quando se tratar de pesquisas desenvolvidas legalmente, os fósseis não podem ser levados para o exterior. Isso só será possível quando o destino for museu ou instituição de pesquisa credenciado no país, desde que essas entidades sejam co-participantes de trabalho de catalogação e pesquisa firmado por acordo técnico. A transferência depende, ainda, de triagem prévia do material coletado.
Marina Silva incluiu seis emendas ao texto, quase todas para aperfeiçoar a descrição dos tipos penais propostos. Uma emenda retirou do projeto determinação de prazo para que o Executivo baixe norma para regulamentar aspectos pendentes - como, por exemplo, valor das multas. Conforme a relatora, seria inconstitucional um projeto definir prazo com essa finalidade.
Department of Electrical and Computer Engineering, Texas A&M University, Computational Biology Division, Translational Genomics Research Institute, USA
Abstract:
There is an epistemological crisis in genomics. At issue is what constitutes scientific knowledge in genomic science, or systems biology in general. Does this crisis require a new perspective on knowledge heretofore absent from science or is it merely a matter of interpreting new scientific developments in an existing epistemological framework?
This paper discusses the manner in which the experimental method, as developed and understood over recent centuries, leads naturally to a scientific epistemology grounded in an experimental-mathematical duality. It places genomics into this epistemological framework and examines the current situation in genomics. Meaning and the constitution of scientific knowledge are key concerns for genomics, and the nature of the epistemological crisis in genomics depends on how these are understood.
Received on: February 18, 2008 - Revised on: March 7, 2008 - Accepted on: March 8, 2008
*Address correspondence to this author at the Department of Electrical and Computer Engineering, Texas A&M University, College Station, TX 77843-3128, USA; E-mail: edward@ece.tamu.edu
Detroitosaurus wrecks? Um novo fóssil de dinossauro a la Tiranossauro rex? Não, é o título de uma reportagem no The Economist sobre o colapso econômico da General Motors.
SPC [Só pra contrariar]: O Darwinosaurus wrecks está previsto para 2010. Quem viver, verá...
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The decline and fall of General Motors
Detroitosaurus wrecks
Jun 4th 2009
From The Economist print edition
The lessons for America and the car industry from the biggest industrial collapse ever
THE demise of GM had been expected for so long that when it finally died there was barely a whimper. Wall Street was unmoved. Congress did not draw breath. America shrugged. Yet the indifference with which the news was received should not obscure its importance. A company which once sold half the cars in America, employed in its various guises as many people as the combined populations of Nevada and Delaware and was regarded as a model for managers all over the world has just gone under; and its collapse holds important lessons about management, about government and about the future of the car industry (see article, article).
Government and GM: a fatal mixture
GM’s architect, Alfred Sloan, never had Henry Ford’s entrepreneurial or technical genius, but he had organisation. He designed his company around the needs of his customers (“a car for every purse and purpose”). The divisional structure he created in the 1920s, with professional managers reporting to a head office through strict financial monitoring, was adopted by other titans of American business, such as GE, Dupont and IBM before the model spread across the rich world.
Although this model was brilliantly designed for domination, when the environment changed it proved disastrously inflexible. The problem in the 1970s was not really the arrival of better, smaller, lighter Japanese cars; it was GM’s failure to respond in kind. Rather than hitting back with superior products, the company hid behind politicians who appeared to help it in the short term. Rules on fuel economy distorted the market because they had a loophole for pickups and other light trucks—a sop to farmers and tool-toting artisans. The American carmakers exploited that by producing squadrons of SUVs, while the government restricted the import of small, efficient Japanese cars. If Detroit had spent less time lobbying for government protection and more on improving its products it might have fared better. Sensible fuel taxes would have hurt for a while, but unlike market-distorting fuel-efficiency rules, they would have forced GM to evolve.
Por que sou ‘pós-darwinista’? Porque já fui evolucionista de carteirinha. Hoje, sou cético da teoria macroevolutiva como verdade científica. Contudo, meu ceticismo ao ‘dogma central’ darwinista não é baseado em relatos da criação de textos sagrados. Foi a séria e conflituosa consideração do debate que ocorre intramuros e nas publicações científicas há muitos anos sobre a insuficiência epistêmica da teoria geral da evolução. Eu fui ateu marxista-leninista. Hoje, não tenho mais fé cega no ateísmo. Não creio mais na interpretação literal dos dogmas de Darwin aceitos ‘a priori’ e defendidos ideologicamente com unhas e dentes pela Nomenklatura científica. A Ciência me deu esta convicção. Aprendi na universidade: quando uma teoria científica não é apoiada pelas evidências, ela deve ser revista ou simplesmente descartada. Sou pós-darwinista me antecipando à iminente e eminente ruptura paradigmática em biologia evolutiva. Chegou a hora de dizer adeus a Darwin. Mestre em História da Ciência – PUC-SP. CV Plataforma Lattes: http://lattes.cnpq.br/6602620537249723