Os físicos há muito tempo buscam uma teoria do tudo para explicar toda a diversidade e complexidade do universo. Eles ainda não conseguiram. Mas, Darwin, o homem que teve a maior de todas as idéias que a humanidade já teve, com o novo lançamento de uma publicação científica Evolutionary Applications [acesso gratuito em 2008], está se tornando a teoria do tudo para explicar toda essa complexidade e diversidade não só dos elementos bióticos, mas até de aspectos relevantes em agricultura, biomedicina, biotecnologia, mudança climática, biologia da conservação, biologia da doença, administração de piscicultura e vida selvagen, floresta, e biologia de invasão.
Uau! Quem diria, Darwin über Alles!!! Theoria perennis!!! Bem que o Dennett trombeteou - esta foi a idéia mais brilhante que toda a humanidade já teve: cobre toda a realidade cósmica!!!
Fui, pensando no que tudo isso - uma visão epistêmica unilateral - pode significar para o atraso da ciência...
Por que sou ‘pós-darwinista’? Porque já fui evolucionista de carteirinha. Hoje, sou cético da teoria macroevolutiva como verdade científica. Contudo, meu ceticismo ao ‘dogma central’ darwinista não é baseado em relatos da criação de textos sagrados. Foi a séria e conflituosa consideração do debate que ocorre intramuros e nas publicações científicas há muitos anos sobre a insuficiência epistêmica da teoria geral da evolução. Eu fui ateu marxista-leninista. Hoje, não tenho mais fé cega no ateísmo. Não creio mais na interpretação literal dos dogmas de Darwin aceitos ‘a priori’ e defendidos ideologicamente com unhas e dentes pela Nomenklatura científica. A Ciência me deu esta convicção. Aprendi na universidade: quando uma teoria científica não é apoiada pelas evidências, ela deve ser revista ou simplesmente descartada. Sou pós-darwinista me antecipando à iminente e eminente ruptura paradigmática em biologia evolutiva. Chegou a hora de dizer adeus a Darwin. Mestre em História da Ciência – PUC-SP. CV Plataforma Lattes: http://lattes.cnpq.br/6602620537249723