A vinganças das mariposas salpicadas? Contra o ufanismo de Fernando Gewandsznajder

segunda-feira, fevereiro 13, 2012

A vinganças das mariposas salpicadas? 

Jonathan Wells 12 de fevereiro de 2012 7:49 PM | Permalink

A estória da mariposa salpicada é familiar – até demais familiar – para a maioria dos leitores do site ENV, então aqui eu irei resumi-lo abreviadamente. Antes da revolução industrial, a maioria das mariposas salpicadas na Inglaterra era clara; mas depois que os troncos das árvores pelas cidades foram escurecendo devido à poluição, uma variedade escura (“melânica”) se tornou muito mais comum (um fenômeno conhecido como “melanismo industrial”. Nos anos 1950s, o médico inglês Bernard Kettlewell realizou alguns experimentos que pareciam mostrar que a proporção de mariposas melânicas tinha aumentado porque elas estavam melhor camufladas nos troncos das árvores escurecidas, e assim menos prováveis de serem comidas pelas aves predatórias. 

A evidência de Kettlewell logo se tornou a demonstração clássica dos livros didáticos da seleção natural em ação – comumente ilustrada com fotos das mariposas salpicadas repousando em troncos de árvores claros ou escuros.




Pelos idos de 1990s, todavia, biólogos tinham descoberto diversas discrepâncias na estória clássica – não menos do que foi que as mariposas salpicadas na natureza geralmente não repousam nos troncos de árvores. A maioria das fotos dos livros didáticos foram montadas. 

Nos anos 2000s a estória começou a desaparecer dos livros didáticos. O biólogo britânico Michael Majerus então realizou algumas pesquisas que ele julgou apoiarem a explicação camuflagem-predação. Mas antes dele morrer de câncer em 2009, ele somente conseguiu publicar um relatório de sua pesquisa na publicação científica hospedeira do lobby de Darwin Evolution: Education and Outreach. Agora, quatro outros biólogos britânicos apresentaram seus resultados postumamente na publicação da com revisão por pares, Biology Letters, da Royal Society. Em um suplemento que acompanha o texto principal, os autores apresentaram sua versão do que eles chamam de "o colapso da mariposa salpicada." E um colapso certamente é, mas não do jeito que eles pensam. De acordo com Charles Darwin, a seleção natural tem sido o fator “mais importante” na descendência com modificação de todos os seres vivos a partir de um ou de alguns ancestrais comuns, mas ele não nenhuma evidêncial real a favor disso. Tudo que ele podia oferecer no Origem das Espécies foram “uma ou duas ilustrações imaginárias.” Não foi até quase que um século mais tarde que Kettlewell pareceu fornecer a “evidência de Darwin que faltava” ao marcar e soltar mariposas claras e escuras nas florestas poluídas e não poluídas e recuperando algumas delas no dia seguinte. Consistente com a explicação camuflagem-predação, a proporção das mariposas melhor camufladas aumentou entre a soltura e recaptura.


Através dos anos 1970s e 1980s, contudo, pesquisadores relataram vários problemas com a explicação camuflagem-predação, e em 1998, o biólogo da Universidade de Massachusetts, Theodore Sargent e dois colegas publicaram um artigo no volume 30 do Evolutionary Biology concluindo que “existe pouca evidência persuassiva, na forma de observações rigorosas e experimentos replicados para apoiar esta explicação no tempo presente.” (p. 318)


No mesmo ano, Michael Majerus publicou um livro onde concluiu que a evidência reunida nos quarenta anos desde o trabalho de Kettlewell mostrava que “a história básica da mariposa salpicada está errada, é inexata, ou incompleta, no que diz respeito à maior parte dos componentes da da história.” (p. 116) Numa resenha do livro de Majerus publicada na Nature, o biólogo evolucionista da Universidade de Chicago, Jerry Coyne, escreveu: “De vez em quando, os evolucionistas reexaminam uma pesquisa experimental clássica e descobrem, para seu horror, que ela tem falhas ou está completamente errada.” Segundo Coyne, o fato de as mariposas salpicadas na floresta raramente decansarem nos troncos das árvores, “somente isso invalida os experimentos de soltura e recaptura de Kettlewell, pois as mariposas foram soltas colocando-as diretamente nos troncos das árvores."

Em 1999, eu publiquei um artigo no The Scientist resumindo essas e outras críticas da estória da mariposa salpicada, e em 2000 eu inclui um capítulo sobre as mariposas salpicadas no meu livro Icons of Evolution. Depois, em 2002, a jornalista Judith Hooper publicou um livro sobre a controvérsia, intitulado Of Moths and Men. Hooper acusou Kettlewell de fraude, embora eu nunca o acusei; a minha crítica foi dirigida principalmente aos autores de livros-texto que ignoraram problemas com a estória e continuaram a usar as fotos montadas mesmo após elas serem conhecidas como representando erroneamente as condições naturais.

Naquela ocasião, o que tinha sido previamente uma disputa científica bem limitada sobre a(s) causa(s) do melanismo industrial tinha se tornado um desastre. Sargent e eu fomos demonizados, e Majerus e Coyne foram persuadidos a reafirmar a estória da mariposa salpicada como o principal exemplo da evolução darwinista em ação. Majerus também embarcou numa pesquisa que foi recentemente relatada no Biology Letters.

Naquela pesquisa, conduzida ao longo de um período de sete anos, de 2001 a 2007, Majerus realizou experimentos de soltura-recaptura numa floresta não poluída, próxima de sua casa, com 4.522 mariposas claras e 342 escuras, usando métodos que ele considerava superiores aos de Kettlewell. Ele descobriu que as mariposas escuras (que eram menos camufladas nesta situação) tiveram somente uma taxa de 91% de sobrevivência comparada com as mariposas claras. Ele também observou 135 mariposas em posições de repouso, das quais 35.6% delas repousavam em troncos de árvores.

Mas, durante os sete anos da pesquisa de Majerus, milhares de mariposas salpicadas devem ter passado através da floresta perto de sua casa, sendo assim, 135 mariposas foram uma pequena fração do total. Além disso, como ele próprio reconheceu em uma palestra em 2007 na Suécia, seus resultados podem ter sido de “alguma forma enviesados para as partes mais baixas da árvores devido à técnica de amostragem.”
Realmente. Se as mariposas salpicadas repousam normalmente nos galhos altos, como diversos pesquisadores concluíram nos anos 1980s, então fazer estatística naquelas mariposas visíveis para u observador no chão (até alguém que suba alguma árvores pela metade, como fez Majerus), está fadado a sofrer por causa de preconceito de amostragem. Imagine alguém olhando toda a extensão de um barco e concluir que a maioria dos peixes no mar vive a três metros da superfície.

A pergunta correta a ser feita não é se as mariposas salpicadas repousam em troncos de árvores, mas se as mariposas salpicadas repousam normalmente em troncos de árvores. É possível que elas repousem, mas encontrar 48 mariposas repousando em troncos de árvores ao longo de sete anos não responde aquela pergunta – especialmente quando os troncos de árvores são o local principal onde você está procurando por mariposas.

Majerus intitulou sua palestra de 2007 de “The Peppered Moth: The Proof of Darwinian Evolution.” [A mariposa salpicada: a prova da evolução darwinista]. Ele resumiu os resultados de sua pesquisa de sete anos, mas ele explicou que a prova real de evolução darwinista é a seguinte:

A evolução darwinista é um fato lógico, e tinha de ser lógico mesmo em 1859. Considere as quarto observações de Darwin e as três deduces sobre as quais a teoria da seleção é baseada.

· Os organismos produzem mais descendência do que dão origem a indivíduos maduros.

·         Mas, os tamanhos populacionais permanecem mais ou menos constantes.

·         Portanto, deve existir uma taxa alta de mortalidade.

·         Os indivíduos numa espécie mostram variação.

·    Portanto, alguns variantes terão mais êxito do que outros, e aquelas variants com características benéficas serão naturalmente selecionados para produzir a próxima geração.

·         Há uma semelhança hereditária entre os progenitores e a sua prole.

·      Portanto, as características benéficas serão passadas para as futuras gerações.

Considerando-se esses quatro fatos observados e três deduções lógicas simples, a seleção não pode NÃO acontecer.

Assim, a evidência que Majerus apresentou era definitivamente irrelevante. Embora consistente com a hipótese camuflagem-predação, os resultados de Majerus não podiam “provar” esta, muito menos a evolução darwinista. A “prova” dele era lógica, não era empírica.

De qualquer maneira, a evolução darwinista exige muito mais do que a seleção de características benéficas, e muito mais do que uma mudança nas proporções de mariposas claras e escuras. Ela exige a descendência com modificação de todos os seres vivos a partir de um ancestral comum ou de alguns ancestrais comuns. Darwin não escreveu um livro intitulado Como as proporções de duas variedades de mariposas preexistentes podem mudar através da seleção natural; ele escreveu um livro intitulado A origem das espécies por meio da seleção natural.

Majerus prosseguiu dizendo que “há um grande número de exemplos de seleção darwinista em ação.” E na verdade existem: mudanças de tamanho nos bicos dos tentilhões das ilhas Galápagos, é um exemplo. A seleção natural ocorre; eu nunca encontrei alguém que duvidasse dela. A questão é se a seleção natural pode produzir novas espécies, novos órgãos e novos planos corporais. Esta questão não é respondida pelas mudanças nas proporções [populacionais] de variedades pré-existentes das mesmas espécies. Mesmo que a explicação da camuflagem-predação para o melanismo industrial melanism fosse inconteste, ela nem nos levaria para mais próximo de “provar” a evolução darwinista.

Desde que existem outros exemplos melhores de seleção natural, por que os darwinistas vão aos extremos para defender a estória da mariposa salpicada? E por que eles praticamente se mordem entre si como dois campos vilificante?

A resposta, eu creio, pode ser encontrada na conclusão da palestra de Majerus de 2007. “A ascensão e queda da mariposa salpicada”, disse ele, “é um dos exemplos mais visualmente impactante e facilmente compreendido da evolução darwinista em ação, [de modo que] ela deve ser ensinada. Afinal de contas, ela fornece: A Prova da Evolução”. Não importa que a estória da camuflagem-predação seja cientificamente contestada. Não importa que a estória nem chegue perto de demonstrar a origem de uma nova espécie, muito menos a descendência de todas as espécies a partir de um ancestral comum. O que importa é que o mito da mariposa salpicada é uma ferramenta útil para doutrinar os estudantes na evolução darwinista.

Em 1999, Bob Ritter, autor de livro didático, canadense, que sabia que as fotografias das mariposas tinham sido montadas, mas de qulaquer modo, usou-as, defendou sua prática nas mesmas bases. “Você tem que olhar para a audiência”, ele foi citado na Alberta Report News magazine, edição de 5 de abril de 1999. “Quão complicado você quer fazer para um aprendiz de primeira viagem?” Alunos do ensino médio “ainda são muito concretos no modo como eles aprendem”, disse Ritter. “A vantagem deste exemplo de seleção natural é que ele é extremamente visual.”

Não é à toa que a educação está em apuros!


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NOTA DESTE BLOGGER:

ALUNOS DE BIOLOGIA DO ENSINO MÉDIO ENCOSTEM SEUS PROFESSORES DE BIOLOGIA NA PAREDE, POIS ELES ESTÃO ENSINANDO UMA FRAUDE PARA VOCÊS COMO SE FOSSE UM FATO CIENTÍFICO - NADA MAIS FALSO!!!

Fernando Gewandsznajder é um dos autores de livros didáticos de Biologia do ensino médio com quem trocamos e-mails em 1998 apontando o descompasso com a verdade das evidências encontradas na natureza sobre o fato da evolução.

Sua obra tem sido aprovada pelo MEC/SEMTEC/PNLEM, e foi relacionada na análise crítica que entregamos no MEC em 2003 e 2005 por utilizar duas fraudes a favor do fato da evolução - os embriões de Haeckel, e as mariposas de Manchester (melanismo industrial).

Depois de vários e-mails, Gewandsznajder pediu que eu deletasse seu e-mail, no que atendi prontamente.

Esta postagem é uma resposta à dica dada por Gewandsznajder    que terminou no artigo 
Agora é oficial! O triunfo do melanismo industrial, de Rodrigo Veras. Leia e compare onde está a verdade científica sobre as mariposas de Manchester.

Qual foi a decisão do MEC/SEMTEC/PNLEM? Eles continuam aprovando livros didáticos de Biologia do ensino médio com essas duas fraudes e distorções de evidências científicas a favor do fato, Fato, FATO da ev
olução!!!

Só conheço dois autores renomados que retiraram do seu livro-texto: Amabis e Martho. Tiraram, mas não explicaram aos alunos por que tiraram e por que usaram antes quando isso já era do conhecimento dos biólogos (um autor amigo me confessou isso por e-mail).

E ainda não vi nada disso abordado pela Grande Mídia: a Folha de São Paulo, O Estado de São Paulo, VEJA, Época, Galileu, SuperInteressante, Ciência Hoje, Agência FAPESP, JC E-Mail, e outros veículos de divulgação científica. Por que este silêncio? Porque quando a questão é Darwin é tutti cosa nostra, capice???

A ciência e a mentira não podem andar de mãos dadas!!!

Herança epigenética: Quais são as novidades para a evolução?

domingo, fevereiro 12, 2012


Epigenetic Inheritance: What News for Evolution?

Current Biology, Volume 22, Issue 2, R54-R56, 24 January 2012

Copyright © 2012 Elsevier Ltd All rights reserved.

10.1016/j.cub.2011.11.054

Authors

Ben Hunter, Jesse D. Hollister, Kirsten Bomblies

Abstract

Summary

Whether epigenetic variation is important in adaptive evolution has been contentious. Two recent studies in Arabidopsis thaliana significantly add to our understanding of genome-wide variation and stability of an epigenetic mark, and thus help pave the path for realistically incorporating epigenetics into evolutionary theory.

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Professores, pesquisadores e alunos de universidades públicas e privadas com acesso ao site CAPES/Periódicos podem ler gratuitamente este artigo da Cell e de mais 22.440 publicações científicas.

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NOTA DESTE CAUSTICANTE BLOGGER:

Chupa essa, Darwin: Lamarck redivivus e vai ser incorporado na nova teoria geral da evolução - a SÍNTESE EVOLUTIVA AMPLIADA (que vocês no Brasil só leem a respeito neste blog) que será anunciada em 2020.

Galera dos meninos e meninas de Darwin: aguenta firme que os atuais mandarins da Nomenklatura científica tudo farão para livrar a cara de Darwin do vexame epistêmico no contexto de justificação teórica.

O título do artigo é Herança epigenética: Quais são as novidades para a evolução? Ele fizeram uma pergunta, mas nem respostas têm:


Tendo um corpo formal de teoria evolucionária que  incorpore a epigenética, bem como desenvolver uma quantificação mais nítida da conexão entre a variação epigenética e os fenótipos irão nos permitir perguntar mais rigorosamente se ou como a epigenética desempenha um papel importante na evolução adaptativa.” 

Having a formal body of evolutionary theory that incorporates epigenetics, as well as developing a clearer quantification of the connection between epigenetic variation and phenotypes will allow us to more rigorously ask whether or how epigenetics plays an important role in adaptive evolution.”

Darwin, que desceu o cacete em Lamarck no Origem das Espécies, mas foi mais lamarckista do que Lamarck na sexta edição (não é mesmo historiadores da ciência???), deve estar se revirando no seu túmulo na Abadia de Westminster.

Ué, mas Darwin não era agnóstico (um ateu que ainda não saiu do armário)??? Eu, se fosse o Richard Dawkins, o papa dos neo-ateus pós-modernos chiques e perfumados, moveria céus e terra para desenterrá-lo desse local execrável para se enterrar um cientista...

Pacientes terminais podem ser mortos: doação de órgãos para transplantes

sábado, fevereiro 11, 2012

J Med Ethics 

doi:10.1136/medethics-2011-100351

Feature article

What makes killing wrong?

Walter Sinnott-Armstrong1,2, Franklin G Miller2

Author Affiliations

1Department of Philosophy and Kenan Institute for Ethics, Duke University, Durham, North Carolina, USA

2Department of Bioethics, National Institutes of Health, Bethesda, Maryland, USA

Correspondence to Walter Sinnott-Armstrong, Kenan Institute for Ethics, Duke University, Box 90432, Durham, NC 27708, USA; ws66@duke.edu

Received 2 November 2011
Revised 13 December 2011
Accepted 16 December 2011
Published Online First 19 January 2012

Abstract

What makes an act of killing morally wrong is not that the act causes loss of life or consciousness but rather that the act causes loss of all remaining abilities. This account implies that it is not even pro tanto morally wrong to kill patients who are universally and irreversibly disabled, because they have no abilities to lose. Applied to vital organ transplantation, this account undermines the dead donor rule and shows how current practices are compatible with morality.

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475 mil visitantes deste blog: louvado seja Darwin, per omnia saeculum saeculorum!!!

sexta-feira, fevereiro 10, 2012


Source/Fonte: ClustrMaps

Louvado seja Darwin per omnia saecula saeculorum: 475 mil visitantes deste blog nos cinco continentes!!!

Predação seletiva de pássaros sobre a mariposa de Manchester: o último experimento de Michael Majerus

quinta-feira, fevereiro 09, 2012

Selective bird predation on the peppered moth: the last experiment of Michael Majerus

L. M. Cook1, B. S. Grant2, I. J. Saccheri3 and J. Mallet4,5,*

Author Affiliations

1Life Sciences, University of Manchester, Manchester M13 9PT, UK
2Department of Biology, College of William and Mary,Williamsburg, VA 23187, USA
3Institute of Integrative Biology, University of Liverpool, Liverpool L69 7ZB, UK
4Genetics Evolution and Environment, UCL, 4 Stephenson Way, London NW1 2HE, UK
5Department of Organismic and Evolutionary Biology, Harvard University, 26 Oxford Street, Cambridge, MA 02138, USA

*Author for correspondence (jmallet@oeb.harvard.edu).


Image not related to this article/Imagem não relacionada a este artigo


Abstract

Colour variation in the peppered moth Biston betularia was long accepted to be under strong natural selection. Melanics were believed to be fitter than pale morphs because of lower predation at daytime resting sites on dark, sooty bark. Melanics became common during the industrial revolution, but since 1970 there has been a rapid reversal, assumed to have been caused by predators selecting against melanics resting on today's less sooty bark. Recently, these classical explanations of melanism were attacked, and there has been general scepticism about birds as selective agents. Experiments and observations were accordingly carried out by Michael Majerus to address perceived weaknesses of earlier work. Unfortunately, he did not live to publish the results, which are analysed and presented here by the authors. Majerus released 4864 moths in his six-year experiment, the largest ever attempted for any similar study. There was strong differential bird predation against melanic peppered moths. Daily selection against melanics (s ≃ 0.1) was sufficient in magnitude and direction to explain the recent rapid decline of melanism in post-industrial Britain. These data provide the most direct evidence yet to implicate camouflage and bird predation as the overriding explanation for the rise and fall of melanism in moths.

natural selection, cryptic coloration, ecological genetics, insectivorous birds, melanism, lepidoptera

Received November 22, 2011.
Accepted January 13, 2012.

This journal is © 2012 The Royal Society

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James A. Shapiro, um cientista evolucionista não-darwinista, ‘falou e disse’: a ciência avança não pela canonização de Darwin

terça-feira, fevereiro 07, 2012

“Nenhuma teoria ou ponto de vista deveria jamais se tornar sacrossanto porque a experiência nos diz que até as mais elegantes Leis da Natureza sucumbem finalmente pelo progresso inexorável do pensamento científico e pela inovação tecnológica. O atual debate sobre o darwinismo será mais produtivo se isso acontecer no reconhecimento do fato que os avanços científicos são feitos, não pela canonização de nossos predecessores, mas pela criação de oportunidades intelectuais e técnicas para nossos sucessores”. — James A.Shapiro, “A Third Way,” Boston Review, Feb/Mar 1997.


“No theory or viewpoint should ever become sacrosanct because experience tells us that even the most elegant Laws of Nature ultimately succumb to the inexorable progress of scientific thinking and technological innovation. The present debate over Darwinism will be more productive if it takes place in recognition of the fact that scientific advances are made not by canonizing our predecessors but by creating intellectual and technical opportunities for our successors”. — James A. Shapiro

Fósseis dos primeiros animais tipo esponja de 700 milhões de ano - Namíbia

The first animals: ca. 760-million-year-old sponge-like fossils from Namibia

Authors:

C.K. ‘Bob’ Brain1 Anthony R. Prave2 Karl-Heinz Hoffmann3 Anthony E. Fallick4 Andre Botha5 Donald A. Herd2 Craig Sturrock6 Iain Young7 Daniel J. Condon8 Stuart G. Allison2 

Affiliations:  

1Ditsong Museum, Northern Flagship Institution, Pretoria, South Africa
2Department of Earth Sciences, University of St Andrews, St Andrews, UK
3Geological Survey, Ministry of Mines and Energy, Windhoek, Namibia
4Scottish Universities Environmental Research Centre, East Kilbride, UK
5Laboratory for Microscopy and Microanalysis, University of Pretoria, Pretoria, South Africa
6Environmental Sciences, University of Nottingham, Nottingham, UK
7School of Environmental and Rural Sciences, University of New England, Armidale, New South Wales, Australia
8NERC Isotope Geosciences Laboratory, Keyworth, UK

Correspondence to:

Anthony Prave
Email:
ap13@st-andrews.ac.uk

Postal address:
Department of Earth
Sciences, University of St
Andrews, St Andrews
KY16 9AL, UK

Dates:
Received: 09 Mar. 2011
Accepted: 30 July 2011

Abstract

One of the most profound events in biospheric evolution was the emergence of animals, which is thought to have occurred some 600–650 Ma. Here we report on the discovery of phosphatised body fossils that we interpret as ancient sponge-like fossils and term them Otavia antiqua gen. et sp. nov. The fossils are found in Namibia in rocks that range in age between about 760 Ma and 550 Ma. This age places the advent of animals some 100 to 150 million years earlier than proposed, and prior to the extreme climatic changes and postulated stepwise increases in oxygen levels of Ediacaran time. These findings support the predictions based on genetic sequencing and inferences drawn from biomarkers that the first animals were sponges. Further, the deposition and burial of Otavia as sedimentary particles may have driven the large positive C-isotopic excursions and increases in oxygen levels that have been inferred for Neoproterozoic time.

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"Feynman": uma biografia diferente de um cientista incomum

JC e-mail 4431, de 06 de Fevereiro de 2012.


Livro conta em quadrinhos a história da vida do físico americano.

"Se este é o homem mais inteligente do mundo, que Deus nos ajude". A frase, dita por sua própria mãe, Lucille, resume bem quem foi o físico americano Richard Feynman. Gênio iconoclasta, ele recebeu o título quando concedeu entrevista à revista "Omni", dedica à ciência e à ficção científica, em 1979, quase 15 anos depois de ganhar o Prêmio Nobel de Física de 1965 e dez antes de sua morte, em 1988.

Com uma trajetória acadêmica e de vida incomuns, o físico acaba de ganhar uma biografia diferente à sua altura. Escrito por Jim Ottaviani e desenhado por Leland Myrick, o livro da editora "First Second Books" - intitulado apenas "Feynman" e ainda sem previsão de publicação no Brasil -, conta em formato de quadrinhos algumas das principais passagens de sua trajetória pessoal e profissional, como a participação no Projeto Manhattan, que criou a bomba atômica; suas visitas ao Brasil, onde passou longos períodos sabáticos e até tocou na bateria de um bloco carnavalesco de Copacabana; e seu importante papel no comitê que investigou o acidente com o ônibus espacial Challenger, em 1986.

Formado em engenharia nuclear, Ottaviani conta que cruzou com Feynman e vários outros nomes emblemáticos da ciência, como Einstein, Bohr, Heisenberg e Schroedinger, enquanto estudava e trabalhava, mas eles frequentemente estavam associados a equações complexas.

"Comecei a imaginar quem foram essas pessoas e resolvi saber mais sobre suas vidas, descobrindo que eram pessoas muito interessantes", diz ele, que já escreveu outros roteiros de quadrinhos tendo a ciência como tema. "Ao mesmo tempo, eu era um leitor de quadrinhos. Quando percebi que esses cientistas dariam ótimos personagens de HQs e que ninguém mais faria isso se eu não fizesse, comecei a escrever e não parei desde então."

Ottaviani lembra que Feynman era um cientista muito visual que teve uma vida muito movimentada, o que facilitou adaptar sua história para os quadrinhos. Uma das suas principais contribuições para a ciência são os chamados "diagramas de Feynman", que mostram por meio de desenhos as complicadas interações de partículas da eletrodinâmica quântica, campo de pesquisas que lhe deu fama.

"Era fácil imaginar o que Feynman faria em uma determinada situação", conta. "Por outro lado, havia tantas situações em que ele podia ser mostrado que as coisas começaram a ficar difíceis. O que incluir? O que deixar de fora? Ele deixou tantas anedotas e histórias para um biógrafo escolher que tivemos que excluir muita coisa. No fim, nosso critério foi ver se determinado incidente fazia a história andar para frente ou era apenas divertido. O avanço da história sempre venceu, mas cada passagem que tivemos que cortar partia um pouco meu coração."


Segundo Ottaviani, a escolha de usar a linguagem dos quadrinhos em livros de divulgação científica não atrai necessariamente um público mais jovem, mas com certeza alcança pessoas que, de outra forma, não se interessariam pelo assunto.

"Os quadrinhos podem e alcançam um novo público que, por exemplo, não escolheria ler uma biografia ou um livro tradicional sem ilustrações", acredita. "Além disso, os cientistas se comunicam com imagens o tempo todo, mesmo quando estão apenas falando uns com os outros. Assim, usar os quadrinhos fazia sentido para mim."

E foi graças a essa natureza eminentemente visual do trabalho científico de Feynman que Ottaviani e Myrick creem ter conseguido dar aos leitores uma boa noção do que é a eletrodinâmica quântica que ele estudava.

"Com certeza é difícil explicar um assunto tão complexo para uma pessoa leiga, e, embora as duas partes sobre a eletrodinâmica quântica constituam apenas uma pequena parte do livro, creio terem sido as que dediquei mais tempo", lembra Ottaviani. "Parafraseando Einstein, precisávamos a física o mais simples possível, mas não simples demais. Tive sorte de ter as próprias e populares palestras de Feynman para trabalhar como base, já que a ideia era descrever a eletrodinâmica quântica da maneira como ele fazia, mas desta vez com quadrinhos. Se fui bem-sucedido? Espero que sim. Vários físicos comentaram favoravelmente, então estou feliz."

Tanto Ottaviani quanto Myrick nunca estiveram no Brasil. Por isso, eles contam que tiveram que se basear em pesquisas na internet, livros de viagem, os relatos do próprio Feynman e outras fontes para escrever e desenhar sobre o país. Ambos confessam, no entanto, que isso fez crescer a vontade de viajarem para conhecer o Brasil.

"Como o Brasil é um lugar tão bonito e seu carnaval é tão famoso, eu tinha uma abundância de referências para basear minhas ilustrações", conta Myrick. "Desenhar esta parte do livro me fez querer tirar meu próprio período sabático e me juntar a uma escola de samba. Infelizmente, porém, meu talento musical é ainda menor do que o pouco que Feynman tinha."

Os autores também creditam à força do personagem que é Feynman o sucesso do livro, que entrou para a lista dos mais vendidos do "New York Times". Os dois pretendem usar isso para alavancar seus novos projetos. Atualmente, Ottaviani se dedica a dois novos roteiros. O primeiro e já quase pronto é sobre a vida e as pesquisas das primatologistas Jane Goodall, Dian Fossey, Birute Galdikas e Louis Leakey.

"Já a outra história é quase o mais diferente o possível de "Feynman" e do livro sobre as primatologistas", revela Ottaviani. "Ele vai contar a história de Alan Turing, o matemático responsável pela moderna ciência da computação que foi fundamental para a quebra do formidável código Enigma usado pelos nazistas na Segunda Guerra Mundial. Ele era uma pessoa incrível, mas a história da sua vida é trágica."

Myrick, por sua vez, vai voltar a se dedicar às "graphic novels" tradicionais e está empolgado com uma ambientada na Roma Antiga, além de ter começado a escrever histórias de fantasia. "Feynman foi uma experiência única para mim", conta. "Foi o primeiro livro que desenhei em cima do roteiro de outra pessoa, então não podia tomar decisões editoriais no caminho como faço quando estou ilustrando minhas próprias histórias. Mas foi uma limitação fascinante que creio ter me enriquecido como artista. Jim é um escritor muito talentoso, então muitas das imagens já estavam na minha cabeça a medida que eu lia o roteiro e trabalhava nelas no mesmo dia."

A ciência de Feynman - Richard Feynman ganhou o Prêmio Nobel de Física em 1965 por seu trabalho sobre a eletrodinâmica quântica (QED, na sigla em inglês). A teoria descreve como luz e matéria interagem e foi a primeira a unificar com sucesso a mecânica quântica e a relatividade espacial, fornecendo previsões acuradas sobre o comportamento de partículas eletricamente carregadas e como elas mediam suas interações por meio de fótons.

A obra de Feynman sobre a QED pode ser dividida em dois elementos principais. A primeira é essencialmente matemática e traz fórmulas de cálculo integral da mecânica quântica. Já a segunda é composta pelos seus famosos diagramas, destacados pelo comitê do Nobel quando de sua premiação.

Conhecidos como "diagramas de Feynman", os desenhos ajudam a conceituar e calcular as interações de partículas no espaço-tempo, notadamente entre elétrons e seus contrapartes de antimatéria, os pósitrons. Os diagramas permitiram a Feynman e outros cientistas abordarem a reversibilidade do tempo e outras questões fundamentais da física moderna.

Hoje, os diagramas de Feynman são considerados essenciais na formulação da "teoria das cordas" e da "teoria-M", tentativas de atingir uma chamada "teoria de tudo" que finalmente consiga unificar as previsões da mecânica quântica e da relatividade para todas as quatro forças fundamentais do Universo - nuclear forte, nuclear fraca, eletromagnetismo e gravidade -, e assim descrevendo-o com sucesso desde a escala subatômica à cósmica.

Aos que mostravam seu estranhamento frente às teorias física moderna, Feynman tinha uma resposta pronta e carregada com seu conhecido bom humor: "A Natureza é mesmo absurda. Não gostou? Então vai catar outro Universo!".

(O Globo - 3/2) 

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NOTA DESTE BLOGGER:

Diante da arrogância vista atualmente em muitos cientistas da Nomenklatura científica, a frase que eu mais gosto de Feynman é esta que ele dirigiu diretamente para cientistas:

"O primeiro princípio é você não deve enganar a si mesmo - e você é a pessoa mais fácil de ser enganada". Richard Feynman, Discurso na Caltech, formatura de 1974, Educador americano & físico (1918 - 1988)

"The first principle is that you must not fool yourself - and you are the easiest person to fool". Richard Feynman, Caltech commencement address, 1974, US educator & physicist (1918 - 1988)

Será que Darwin resolve o impasse da relação entre microevolução e macroevolução???

sexta-feira, fevereiro 03, 2012

Insight

Nature 457, 837-842 (12 February 2009) 

doi:10.1038/nature07894; Published online 11 February 2009

Review Article 

Darwin's bridge between microevolution and macroevolution

David N. Reznick 1 & Robert E. Ricklefs 2

Abstract

Evolutionary biologists have long sought to understand the relationship between microevolution (adaptation), which can be observed both in nature and in the laboratory, and macroevolution (speciation and the origin of the divisions of the taxonomic hierarchy above the species level, and the development of complex organs), which cannot be witnessed because it occurs over intervals that far exceed the human lifespan. The connection between these processes is also a major source of conflict between science and religious belief. Biologists often forget that Charles Darwin offered a way of resolving this issue, and his proposal is ripe for re-evaluation in the light of recent research.

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Professores, pesquisadores e alunos de universidades públicas e privadas com acesso ao site CAPES/Periódicos podem ler gratuitamente este artigo da Nature e mais 22.440 publicações científicas.

A macroevolução é mais do que repetições de microevolução

Evol Dev. 2000 Mar-Apr;2(2):78-84.

Macroevolution is more than repeated rounds of microevolution.
Erwin DH.

Source

Department of Paleobiology, National Museum of Natural History, Washington, DC 20560, USA. erwin.doug@nmnh.si.edu

Abstract

Arguments over macroevolution versus microevolution have waxed and waned through most of the twentieth century. Initially, paleontologists and other evolutionary biologists advanced a variety of non-Darwinian evolutionary processes as explanations for patterns found in the fossil record, emphasizing macroevolution as a source of morphologic novelty. Later, paleontologists, from Simpson to Gould, Stanley, and others, accepted the primacy of natural selection but argued that rapid speciation produced a discontinuity between micro- and macroevolution. This second phase emphasizes the sorting of innovations between species. Other discontinuities appear in the persistence of trends (differential success of species within clades), including species sorting, in the differential success between clades and in the origination and establishment of evolutionary novelties. These discontinuities impose a hierarchical structure to evolution and discredit any smooth extrapolation from allelic substitution to large-scale evolutionary patterns. Recent developments in comparative developmental biology suggest a need to reconsider the possibility that some macroevolutionary discontinuites may be associated with the origination of evolutionary innovation. The attractiveness of macroevolution reflects the exhaustive documentation of large-scale patterns which reveal a richness to evolution unexplained by microevolution. If the goal of evolutionary biology is to understand the history of life, rather than simply document experimental analysis of evolution, studies from paleontology, phylogenetics, developmental biology, and other fields demand the deeper view provided by macroevolution.

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NOTA DESTE BLOGGER:

Não dá para acreditar que a Nomenklatura científica continue teimando dizer que não há crise na teoria da evolução. Claro que há, mas os cientistas ficam mudos sobre esta situação delicada, INTENCIONALMENTE para sonegar informações sobre a robustez ou falência de uma teoria científica. 

Outra razão desse silêncio é a MORDAÇA imposta pela Nomenklatura científica que proíbe de mencionar esta situação de falência epistêmica da teoria da evolução de Darwin. O silêncio até aqui prova isso.

De rato a elefante? Os seus problemas evolucionários acabaram: espere sentado 24 milhões de gerações

quinta-feira, fevereiro 02, 2012

Mouse to Elephant? Just Wait 24 Million Generations

ScienceDaily (Jan. 30, 2012) — Scientists have for the first time measured how fast large-scale evolution can occur in mammals, showing it takes 24 million generations for a mouse-sized animal to evolve to the size of an elephant.



Dr. Alistair Evans with the skulls of a mouse and an elephant. (Credit: Image courtesy of Monash University)


Research published in the Proceedings of the National Academy of Sciences describes increases and decreases in mammal size following the extinction of the dinosaurs 65 million years ago

Led by Dr Alistair Evans of Monash University's School of Biological Sciences a team of 20 biologists and palaeontologists discovered that rates of size decrease are much faster than growth rates. It takes only 100,000 generations for very large decreases, leading to dwarfism, to occur.

Dr Evans, an evolutionary biologist and Australian Research Fellow, said the study was unique because most previous work had focused on microevolution, the small changes that occur within a species.

"Instead we concentrated on large-scale changes in body size. We can now show that it took at least 24 million generations to make the proverbial mouse-to-elephant size change -- a massive change, but also a very long time," Dr Evans said.

"A less dramatic change, such as rabbit-sized to elephant-sized, takes 10 million generations."

The paper looked at 28 different groups of mammals, including elephants, primates and whales, from various continents and ocean basins over the past 70 million years. Size change was tracked in generations rather than years to allow meaningful comparison between species with differing life spans.

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Read more here/Leia mais aqui: Science Daily

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The maximum rate of mammal evolution

Alistair R. Evans a,1, et al

Author Affiliations

aSchool of Biological Sciences, Monash University, VIC 3800, Australia.

Abstract

How fast can a mammal evolve from the size of a mouse to the size of an elephant? Achieving such a large transformation calls for major biological reorganization. Thus, the speed at which this occurs has important implications for extensive faunal changes, including adaptive radiations and recovery from mass extinctions. To quantify the pace of large-scale evolution we developed a metric, clade maximum rate, which represents the maximum evolutionary rate of a trait within a clade. We applied this metric to body mass evolution in mammals over the last 70 million years, during which multiple large evolutionary transitions occurred in oceans and on continents and islands. Our computations suggest that it took a minimum of 1.6, 5.1, and 10 million generations for terrestrial mammal mass to increase 100-, and 1,000-, and 5,000-fold, respectively. Values for whales were down to half the length (i.e., 1.1, 3, and 5 million generations), perhaps due to the reduced mechanical constraints of living in an aquatic environment. When differences in generation time are considered, we find an exponential increase in maximum mammal body mass during the 35 million years following the Cretaceous–Paleogene (K–Pg) extinction event. Our results also indicate a basic asymmetry in macroevolution: very large decreases (such as extreme insular dwarfism) can happen at more than 10 times the rate of increases. Our findings allow more rigorous comparisons of microevolutionary and macroevolutionary patterns and processes.

haldanes, biological time, scaling, pedomorphosis

Footnotes

1To whom correspondence may be addressed. E-mail: arevans@fastmail.fm or jhbrown@unm.edu.

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Professores, pesquisadores e alunos de universidades públicas ou privadas com acesso ao site CAPES/Periódicos podem ler gratuitamente este artigo do PNAS e de mais 22.440 publicações científicas.




The authors declare no conflict of interest.


This article contains supporting information online atwww.pnas.org/lookup/suppl/doi:10.1073/pnas.1120774109/-/DCSupplemental.





Cientistas provam a plausibilidade de um novo caminho para os blocos químicos construtores de vida

Scientists Prove Plausibility of New Pathway to Life's Chemical Building Blocks

ScienceDaily (Jan. 31, 2012) — For decades, chemists considered a chemical pathway known as the formose reaction the only route for producing sugars essential for life to begin, but more recent research has called into question the plausibility of such thinking. Now a group from The Scripps Research Institute has proven an alternative pathway to those sugars called the glyoxylate scenario, which may push the field of pre-life chemistry past the formose reaction hurdle.


Scientists show plausibility of new pathway to life's chemical building blocks. (Credit: Copyright Michele Hogan)

The team is reporting the results of their highly successful experiments online ahead of print in the Journal of the American Chemical Society.

"We were working in uncharted territory," says Ramanarayanan ("Ram") Krishnamurthy, a Scripps Research chemist who led the research, "We didn't know what to expect but the glyoxylate scenario with respect to formation of carbohydrates is not a hypothesis anymore, it's an experimental fact."

The quest to recreate the chemistry that might have allowed life to emerge on a prehistoric Earth began in earnest in the 1950s. Since that time researchers have focused on a chemical path known as the formose reaction as a potential route from the simple, small molecules that might have been present on Earth before life began to the complex sugars essential to life, at least life as we know it now.
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Read more here/Leia mais aqui: Science Daily

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Exploratory Experiments on the Chemistry of the “Glyoxylate Scenario”: Formation of Ketosugars from Dihydroxyfumarate

Vasudeva Naidu Sagi, Venkateshwarlu Punna, Fang Hu, Geeta Meher, and Ramanarayanan Krishnamurthy

J. Am. Chem. Soc., Just Accepted Manuscript

DOI: 10.1021/ja211383c

Publication Date (Web): January 13, 2012

Copyright © 2012 American Chemical Society

Abstract

In the context of a “glyoxylate scenario”of a primordial metabolism1, the reactions of dihydroxyfumarate (DHF) with reactive small molecule aldehydes (e.g. glyoxylate, formaldehyde, glycolaldehyde and glyceraldehyde) in water were investigated, and shown to form dihydroxyacetone, tetrulose and the two pentuloses, with almost quantitative conversion. The practically clean and selective formation of ketoses in these reactions – with no detectable admixture of aldoses – stands in stark contrast to the formose reaction, where a complex mixture of linear and branched, aldoses and ketoses are produced. These results suggest that the reaction of DHF with aldehydes could constitute a reasonable pathway for the formation of carbohydrates, and allow for alternative potential prebiotic scenarios to the formose reaction to be considered. 

The formose reaction begins with formaldehyde, thought to be a plausible constituent of a prebiotic world, going through a series of chemical transformation leading to simple and then more complex sugars, including ribose, which is a key building block in DNA and RNA.

But as chemists continued to study the formose reaction they realized that the chemistry involved is quite messy, producing lots of sugars with no apparent biological use and only the tiniest bit of ribose. As such experimental results mounted, the plausibility of the formose reaction as the prebiotic sugar builder came into question. But the problem was that no one had established a reasonable alternative.

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Subscription or payment needed/Requer assinatura ou pagamento: Journal of American Chemical Society

Ausência de arsênio no DNA de células GFAJ-1 cultivadas à base de arsênio

Você se lembra do anúncio feito por uma cientista da NASA de a origem da vida ter se dado à base de arsênio? Pois é, esta descoberta foi veemente criticada por vários cientistas. Entre eles, Rose Redfield.

Ela se propôs reproduzir a descoberta da NASA, e não achou o que foi alardeado como lançando luz sobre a origem da vida. Eis o artigo dela e seu grupo:

Absence of arsenate in DNA from arsenate-grown GFAJ-1 cells

(Submitted on 31 Jan 2012)

Wolfe-Simon et al. reported isolation of a strain of Halomonas bacteria, GFAJ-1, which could use arsenic as a nutrient when phosphate is limiting, and which could specifically incorporate arsenic into its DNA in place of phosphorus. We have found that arsenate is not needed for growth of GFAJ-1 when phosphate is limiting. Additionally, we used mass spectrometry to show that DNA purified from cells grown with limiting phosphate and abundant arsenate does not contain detectable arsenate.

Comments: Submitted to Science January 30 2012
Subjects: Biomolecules (q-bio.BM)
Cite as: arXiv:1201.6643v1 [q-bio.BM]

Submission historyFrom: Rosemary Redfield [view email
[v1] Tue, 31 Jan 2012 18:37:30 GMT (828kb)

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NOTA DESTE BLOGGER:

O Mysterium tremendum da origem da vida continua Mysterium tremendum, mas os nossos alunos do ensino continuam sendo engabelados pelos autores de livros-texto de Biologia do ensino médio, todos aprovados pelo MEC/SEMTEC/PNLEM (us qui iscrevi erradu é qui istá sertu? Lembra???), quando há muito tempo os cientistas já descartaram as hipóteses de Oparin-Haldane e Urey-Miller porque não foram corroboradas no contexto de justificação teórica.

Haja objetividade científica e sujeição às evidências. O nome disse é DESONESTIDADE ACADÊMICA, 171 epistêmico!!!

A nova biologia: além da Síntese Moderna porque uma teoria científica morta desde 1980!!!

quarta-feira, fevereiro 01, 2012

The new biology: beyond the Modern Synthesis

Michael R Rose1* and Todd H Oakley2

*Corresponding author: Michael R Rose mrrose@uci.edu

Author Affiliations

1Department of Ecology and Evolutionary Biology, University of California, Irvine, CA, 92697-2525 USA

2Department of Ecology, Evolution, and Marine Biology, University of California, Santa Barbara, CA 93106-9610 USA

For all author emails, please log on.

Biology Direct 2007, 2:30 doi:10.1186/1745-6150-2-30

Received: 17 October 2007
Accepted: 24 November 2007
Published: 24 November 2007

© 2007 Rose and Oakley; licensee BioMed Central Ltd. 


This is an Open Access article distributed under the terms of the Creative Commons Attribution License (http://creativecommons.org/licenses/by/2.0 ), which permits unrestricted use, distribution, and reproduction in any medium, provided the original work is properly cited.

Abstract

Background

The last third of the 20th Century featured an accumulation of research findings that severely challenged the assumptions of the "Modern Synthesis" which provided the foundations for most biological research during that century. The foundations of that "Modernist" biology had thus largely crumbled by the start of the 21st Century. This in turn raises the question of foundations for biology in the 21st Century.

Conclusion

Like the physical sciences in the first half of the 20th Century, biology at the start of the 21st Century is achieving a substantive maturity of theory, experimental tools, and fundamental findings thanks to relatively secure foundations in genomics. Genomics has also forced biologists to connect evolutionary and molecular biology, because these formerly Balkanized disciplines have been brought together as actors on the genomic stage. Biologists are now addressing the evolution of genetic systems using more than the concepts of population biology alone, and the problems of cell biology using more than the tools of biochemistry and molecular biology alone. It is becoming increasingly clear that solutions to such basic problems as aging, sex, development, and genome size potentially involve elements of biological science at every level of organization, from molecule to population. The new biology knits together genomics, bioinformatics, evolutionary genetics, and other such general-purpose tools to supply novel explanations for the paradoxes that undermined Modernist biology.

Open Peer Reviewers

This article was reviewed by W.F. Doolittle, E.V. Koonin, and J.M. Logsdon. For the full reviews, please go to the Reviewers' Comments section.

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FREE PDF GRATIS [487 KB]

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NOTA CAUSTICANTE DESTE BLOGGER:

Achei interessante este parágrafo logo no início:

Dead parts of the Modern Synthesis

It is important to be clear about common, though not necessarily universal, assumptions of mid-20th Century biology that have been discarded. A partial listing would include at least the following:

• The genome is always a well-organized library of genes.

• Genes usually have single functions that have been specifically honed by powerful natural selection.

• Species are finely adjusted to their ecological circumstances due to efficient adaptive adjustment of biochemical functions.

• The durable units of evolution are species, and within them the organisms, organs, cells, and molecules, which are characteristic of the species.

• Given the adaptive nature of each organism and cell, their machinery can be modeled using principles of efficient design.

Fui, nem sei por que, rindo da cara de alguns cientistas da Nomenklatura científica, autores de livros didáticos de Biologia do ensino médio aprovados pelo MEC/SEMTEC/PNLEM, e da Galera dos meninos e meninas de Darwin que diziam que os comentários críticos que eu fazia aqui neste blog eram infundados, e que não havia crise nenhuma na teoria da evolução!

Mentirosos por Darwin, vocês foram apanhados de calças curtas, e eu estou sendo vindicado por cientistas evolucionistas HONESTOS!!!

EXTRA! EXTRA! EXTRA! Darwin indo para a lata do lixo da História da Ciência

BIOLOGICAL THEORY
Volume 6, Number 1, 89-102, DOI: 10.1007/s13752-011-0007-1

ORIGINAL PAPER

The Fate of Darwinism: Evolution After the Modern Synthesis

David J. Depew and Bruce H. Weber


Abstract

We trace the history of the Modern Evolutionary Synthesis, and of genetic Darwinism generally, with a view to showing why, even in its current versions, it can no longer serve as a general framework for evolutionary theory. The main reason is empirical. Genetical Darwinism cannot accommodate the role of development (and of genes in development) in many evolutionary processes. We go on to discuss two conceptual issues: whether natural selection can be the “creative factor” in a new, more general framework for evolutionary theorizing; and whether in such a framework organisms must be conceived as self-organizing systems embedded in self-organizing ecological systems.

Keywords Developmental Systems Theory – Ecological systems – Genetical Darwinism – Hierarchical expansion (of synthesis) – Modern Evolutionary Synthesis – Natural selection – Niche construction – Self-organization – Selfish gene theory

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Subscription or payment needed/Requer assinatura ou pagamento: Biological Theory

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Infelizmente professores, pesquisadores e alunos de universidades públicas e privadas com acesso ao site CAPES/Periódicos não poderão ler gratuitamente este artigo do Biological Theory e de mais 22.440 publicações científicas.

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NOTA DESTE BLOGGER AO AMIGO CHARBEL NIÑO EL-HANI:

Numa palestra que dei na Universidade Presbiteriana Mackenzie sobre a plausibilidade científica da teoria do Design Inteligente, em 2007 (se não me falha a memória) você me abordou na saída e me disse: "Enézio, você embarcou numa canoa furada!" E eu lhe respondi: "Charbel, eu estou apostando todas as minhas fichas no cavalo do Design Inteligente".

Parece que a história da ciência está me vindicando Charbel... pois o cavalo de Darwin está mais para pangaré epistêmico do que outra coisa!